Quinta-feira, 23 Agosto, 2018

CATERINA BARBIERI Born Again In The Voltage LP

€ 28,50 LP Important

OUVIR / LISTEN:
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Apanhámo-la no ano passado com o maravilhoso “Patterns Of Consciousness”, num duplo álbum, também editado na Important, que reconciliava uma espécie de elo perdido entre a composição contemporânea mais clássica e aquilo que os Emeralds criaram nos seus primeiros discos. “Born Again In The Voltage” continua o caminho pelas paisagens densas e psicadélicas que criar a partir de um violoncelo, voz e um sintetizador modular. Barbieri fez algo admirável, ou melhor, que é admirável na voracidade das coisas de hoje: que foi pegar numa espécie de electrónica-rock que se perdeu na última década, pelo congestionamento do industrial ou a vontade de tornar toda a electrónica em algo de dança. Pegou nos já referidos Emeralds, em Eleh (com quem editou em simultâneo um split que também destacamos), Keith Fullerton Whitman ou nas aventuras de Alessandro Cortini que pareceram não ter qualquer – aparente – continuação. É música sem caos, a ordem é logo colocada nos primeiros instantes e o quadro continua a pintar-se enquanto se ouve a música, pulsante, em registo falso drone, e com um tacto formidável. Tudo é cativante, tudo é uma experiência nesta voltagem. Edição limitada a 500 exemplares.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 23 Agosto, 2018

CATERINA BARBIERI / ELEH Split LP

€ 28,50 LP Important

OUVIR / LISTEN:
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As ondas que os Eleh mostraram em meados da década passada criaram um dos mais sólidos e coerentes trabalhos em volta do som de que há memória. Os sons que mostraram, as paisagens – aterradoras e finitas ou sinfonias do infinito – que foram montando a um nível frenético pavimentaram muito do que se ouviu no cruzamento de décadas e que se construía em volta de uma electrónica viva e mutante, híbrida entre um certo renascimento dos sintetizadores e nostalgia. A ideia de escola talvez tenha ficado mais em terra do que parecia então, mas nasceram eventuais sucedâneos. Caterina Barbieri é um deles e é quase um presente este “split” com Eleh no momento em que lança o seu segundo álbum, na editora que acolheu ambos os artistas, a Important. Um lado para cada um dos artistas, duas sinfonias de rumos convergentes que registam a beleza de quando a história entra na mesma frequência. Limitado a 500 exemplares.

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Segunda-feira, 14 Agosto, 2017

CATERINA BARBIERI Patterns Of Consciousness 2LP

€ 45,50 2LP Important

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“Patterns Of Consciousness” parte de uma base académica, “minimalista nos arranjos, maximalista na presença”, para abrir em leque, em vez de se fechar num universo hermético elistista. Rítmico e matemático, o som evolui em secções que parecem elevar cada vez mais a nossa própria presença no espaço, descolando do chão a pouco e pouco. Circular, cristalino, é apenas na última faixa – “Gravity That Binds” – que este som parece menos móvel, mais rasteiro e terrestre. Panorâmica larga, reforçando o apelo desta espécie de viagem intergaláctica.

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Quarta-feira, 2 Novembro, 2016

COIL The Ape Of Naples CD

€ 12,50 CD (2016 reissue) Important

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Peter Christopherson completou este último álbum dos Coil em 2005, cerca de um ano após a morte de John Balance. “The Ape Of Naples” parece recuperar a poderosa inspiração que originou “Horse Rotorvator” em 1986, mantendo sempre presente a sombra que os textos de Balance colocam sobre a música. A sua voz, sempre um trunfo acarinhado na discografia do grupo, aceite com todas as suas imperfeições e desadequações, amada pelo tom profundo e sentido. Em “The Ape Of Naples” surge-nos mais distante, tratada (embora não em excesso), mas sempre carregada de intenção. Coil nunca tiveram propriamente um estilo reconhecível para além da voz de John Balance ou certos sons recorrentes, e foi isso que que sempre tornou fascinante e imprevisível qualquer nova edição. A evolução da relação do grupo com a tecnologia foi gerando diferentes posturas e até conceitos, como na fase ELPh vs. Coil ou Time Machines, e é portanto natural que cada disco soe diferente. “It’s In My Blood” reforça o que escrevemos acima sobre um dos fios condutores no som dos Coil – a voz de Balance, o seu pranto nesta música, assemelha-se ao que ouvimos em “Circles Of Mania” (“Horse Rotorvator”). Mais experiências e mundos sobrepostos, passado arrancado aos anos, futuro imaginado, aguardam-nos dentro de “The Ape Of Naples”, celebrando sem pompa especial a última grande declaração criativa deste nome de culto. Íntimo e onírico, se tivermos de acrescentar duas palavras ao resto.

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Quinta-feira, 27 Outubro, 2016

COIL The New Backwards CD

€ 12,50 CD Important

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A vida complicada dos Coil e o estatuto que rapidamente ganharam junto da comunidade de música obscura resultou, desde há muito, em edições esgotadas, especulação, artigos exclusivos e gravações nunca antes disponíveis. É nesta última categoria que se insere “The New Backwards”, reinterpretação de “Backwards”, o suposto álbum nunca editado nos anos 90 por Trent Reznor (Nine Inch Nails) “por causa de homens cinzentos”. Na época, John Balance (vamos normalizar aqui a grafia do seu nome, para efeitos de conveniência) e Peter Christopherson estavam no centro da cena de música industrial, no sentido de exercitarem colaborações com e remisturas para outros artistas. Foetus, Nine Inch Nails, Psychick Warriors Ov Gaia, entre outros. Após o celebrado “Love’s Secret Domain” em 1990, esse álbum em que se aproximaram claramente da cultura rave, vendo nela as possibilidades de expansão dos mundos esotéricos que já exploravam, Coil parecem passar por um período de normalização de uma certa corrente industrial mais rítmica, cruzada com o rock, talvez resultado da proximidade com Reznor. É esse período que “Backwards” retrata, a posteriori (a edição aconteceu apenas em 2015), e “The New Backwards” replica de forma livre. Livre porque Peter Christopherson se dedicou a recombinar sons desse outro álbum, acrescentando ainda outras sessões do mesmo período (algures entre 1992 e 94). O álbum foi incluído como extra numa edição especial de “The Ape Of Naples”, em 2008, mas merece o seu espaço próprio. Ei-lo, informando-nos mais a fundo sobre o passado electrónico dos Coil, as experiências com batidas, o modo estranho como a voz de John Balance pairava por cima, um avanço estilístico a partir de “Windowpane” e “The Snow”, mais hermético, próximo talvez de algum material que ouvimos nos discos de ELpH vs. Coil e na série de EPs dedicados aos solstícios e equinócios. Se são fãs, não precisariam nunca que vos convencêssemos. Não sendo fãs, “The New Backwards” não é a porta de entrada mais indicada para o coração dos Coil mas revela como a o género chamado “industrial” se reinventa permanentemente fora das normas.

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Quinta-feira, 6 Agosto, 2015

J.D. EMMANUEL Wizards CD

€ 15,50 € 13,50 CD (2015 reissue) Important

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Eis o tal “Wizards” de que todos falam. Ou continuam a falar. Uma pérola brilhante e intensa de 1982 que tem viajado pelo tempo como um mito importante da música electrónica, do transe moderno e da new age que importa ouvir. Claramente inspirado em Terry Riley – para alguns ouvidos, a diferença é ténue e este JD Emmanuel podia bem ser um pseudónimo do grande mestre -, “Wizards” é um passeio em tempo real por teclados e sequenciadores vintage que parecem convocar-nos para um estado hipnagógico especial, sincero e humano. Feito em movimentos que se interligam, “Wizards” tem aquele poder que só a simplicidade nos dá: parece fácil, mas é música de outras esferas, para outros estados de alma, que nos ensina coisas importantes quando nos entregamos a ela. Depois de algumas falsas reedições, e de o vinil já ter esgotado, eis o CD pela Important que quis com esta tiragem repor a verdade do som com o Som da Verdade. Essencial.

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Quinta-feira, 6 Agosto, 2015

MAJA S. K. RATKJE, JON WESSELTOFT, CAMILLE NORMENT & PER GISLE GALAEN Celadon CD

€ 15,50 € 13,50 CD Important

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Emanuel Vingeland foi um pintor e escultor norueguês, nascido em 1875 e falecido em 1948. O seu nome é sobretudo recordado pelo seu trabalho em vitrais de igrejas, criando uma escola para este ofício em 1919. A sua maior obra foi o seu próprio mausoléu em Oslo, chamado Tomba Emmanuelle, que também serve como museu: não tem janelas, as paredes estão preenchidas por frescos que mostram a vida e morte, e possuiu no seu interior uma das acústicas mais desafiantes da Escandinávia. É, por isso, visitada por muitos músicos que aproveitam a fantástica resposta das suas paredes para gravar: “Celadon” é um desses resultados. Voz e taças por Maja Ratkje, órgão e harmónio por Jon Wesseltoft, zither e harmónio por Per Gisle Galaen e armonica de vidro por Camille Norment escrevem no ar este lamento em três partes que nos arrepiam a espinha e nos convertem a alma. Música circular, espiritual e orgânica, feita como se fosse a mais especial partitura da Terra e dos Céus. E acreditem que há muitos momentos de “Celadon” em que a voz de Maja Ratkje comunica mesmo com o além. Intenso.

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Quinta-feira, 28 Maio, 2015

ELSE MARIE PADE Electronic Works 1958-1995 3LP

€ 67,50 3LP Important

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Difícil saber até que ponto a vida de Else Marie Pade (nascida na Dinamarca em 1924) informou a sua música, sabendo por notas biográficas que, em criança, passou muito tempo acamada e, já adulta, fez tempo na prisão por interferência em assuntos nazis durante a ocupação, em Aarhus, a sua cidade. Na sua abordagem, tudo é som, ou antes, todos os sons podem ser potencialmente organizados em música. Olhando para objectos e corpos celestes, fabricando os sons que imaginava, e também escutando e utilizando sons concretos do dia-a-dia, Else Marie Pade é-nos aqui apresentada em extensão, com espaço e tempo para que nos possamos refugiar neste universo de sons sempre tão clássico. Música exploratória que percorre cantos e interstícios cuja existência alguns de nós desconhecem.

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Quinta-feira, 5 Fevereiro, 2015

ELSE MARIE PADE & JACOB KIRKEGAARD Svævninger CD

€ 15,50 € 12,50 CD Important

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Quinta-feira, 29 Janeiro, 2015

STEVE GUNN & MIKE GANGLOFF Melodies For A Savage Fix CD

€ 15,50 € 11,95 CD Important

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Sábado, 20 Dezembro, 2014

ELIANE RADIGUE Vice Versa, etc… (1970) CD

€ 13,95 2CD Important


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Quinta-feira, 2 Outubro, 2014

PAULINE OLIVEROS The Wanderer CD

€ 15,50 € 11,95 CD Important

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Quinta-feira, 4 Setembro, 2014

STEFAN WESOLOWSKI Liebestod CD

€ 15,50 € 11,95 CD Important Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IMPREC397-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC397-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC397-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC397-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC397-5.mp3]

Não foi a intrigante lista de associações que se fizeram a Wesolowski que nos fez prestar atenção a “Liebestod” – Arvo Part, Steve Reich, William Basinski ou Jacaszek. A principal razão é a editora – ainda somos dessa geração -, conhecida por muitos por não gostar de ter músicos muito parecidos ou por evitar que haja um (ou dois, ou três, ou quatro, etc.) géneros associados aos seus discos. O que lhes dificulta as vendas, contribui para a surpresa. E que surpresa! Eis mais um polaco a galgar as suas fronteiras com um disco que tem de marcar o ano. Apoiado fortemente pelo estado – os festivais de música que por lá se passam são um resultado (ou a causa) destas mudanças todas -, Wesolowski fez (especulamos) o disco que quis fazer, ambicioso e, sobretudo, sem limites para o seu impacto. Rapidamente, podíamos dizer que é um disco de electrónica e música neo-clássica, mas “Liebestod” aproxima-se e afasta-se de exemplos como “Sólaris” de Ben Frost e Daníel Bjarnasson ou os A Winged Victory For The Sullen. Mais minimalista e imponente que estes exemplos, Wesolowski não parece aninhar-se em nenhuma tendência contemporânea, preferindo espraiar os seus méritos de composição por cordas ou sopros como camadas ambientais e/ou épicas, ou erguer muralhas tecnóides em redor dos seus ensembles. Todos os temas nos deixam perplexos: “Route” surpreende tanto quanto nos agita, “Liebestod” relembra-nos as cordas de Richter, “Tacet” tem a génese agitadora de “By The Throat” de Ben Frost, “What The Thunder Said” é feito para nos tirar do chão. Uma maravilha!

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Sexta-feira, 7 Junho, 2013

XIU XIU + EUGENE S. ROBINSON Sal Mineo CD

€ 16,50 € 12,50 CD Important

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Vinte e quatro temas que deslizam ao longo de 40 minutos, funcionam como um filme entre Jamie Stewart e Eugene Robinson. Música do homem Xiu Xiu, o primeiro, para voz e lírica do homem Oxbow, o segundo. Parece estarmos a ouvir uma história narrada dentro de um filme expressionista, em vácuo, sem grande luz. Sal Mineo pode dar algumas dicas: o nome deste duo é também o nome de um actor de cara-de-rapaz que começou a dar nas vistas no cinema e tv a partir dos anos 50. Assumiu a sua não-heterossexualidade na década de 60, o que lhe deu, como era normal na época, alguns problemas e um declínio lento mas inexorável. Morreu em circunstâncias estranhas, assassinado, e com isto tudo formam-se retratos possíveis para esta banda-sonora não-oficial. Não há propriamente canções, nem uma estrutura demasiado definida: tudo flui num contínuo de sons, palavras, acústico e eléctrico, industrial poético, entre o sussurro dos finados e a declaração de amor épico, como a história da vida de cada um de nós. Intenso e dramático, por vezes fulminante, este é um disco tão especial que, embora não faça uma ligação imediata com Xiu Xiu ou Oxbow, merece tanta ou mais atenção.

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Sexta-feira, 19 Abril, 2013

JAMES BLACKSHAW & LUBOMYR MELNYK The Watchers CD

€ 15,50 € 11,95 CD Important

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IMPREC375-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC375-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC375-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC375-4.mp3]

Pronto. Na semana passada avisámos da subida de patamar de Lubomyr Melnyk – não percam o seu disco na Erased Tapes! – e esta semana já nos chega a sua colaboração com o mui importante James Blackshaw, justamente na semana em que este nos visitou – Lisboa – com os seus Myrninerest. Ou seja, a dupla face de Melnyk e de Blackshaw no intervalo temporal de uma semana. E avisamos já, para quem ache que o assunto está despachado com o outro Melnyk, que este disco é mesmo o complemento perfeito e essencial para “Corollaries”. Um é tão relevante como o outro, um é tão imponente como outro. Se o lirismo ainda espreitava no álbum da Erased Tapes, aqui é quase a música contínua que toma conta do ritmo e do tempo, com os temas a deixarem exalar todo o perfume que conhecemos de Blackshaw – e sabemos bem do seu amor pelo minimalismo e pelo transe da repetição. Tal como Peter Broderick deu uma soberba mais-valia ao pianista, também Blackshaw consegue empurrar as ideias para composições (improvisadas!) que parecem mágicas, fazendo-nos sentir o tempo e o corpo suspensos. “The Watchers” é um diálogo de almas gémeas, um encontro perfeito de dois conterrâneos, cada um a dominar com exemplar mestria as suas cordas – doze para James Blackshaw, muitas mais para Lubomyr Melnyk. Um álbum fantástico de música verdadeiramente encantatória. Felicidade!

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Sábado, 23 Março, 2013

CHORA(S)SAN TIME-COURT MIRAGE Live At The Grimm Museum Volume One CD

€ 15,50 € 11,95 CD Important


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Quinta-feira, 17 Janeiro, 2013

ELEH Retreat / Return / Repose 3CD

€ 55,50 € 47,50 3CD Important (Ed. Limitada)

Eleh existe há mais de dez anos, mas só nos últimos cinco é que ganhou visibilidade no campeonato da electrónica/drone/experimental. Isso foi sendo conquistado graças a uma quantidade generosa de lançamentos que rapidamente esgotavam – todos – e ganhavam um culto relativo: a verdade é que a maior parte dos LPs de Eleh não se conseguem arranjar a um preço modesto. A Important – que editou uma parte significativa desses LPs limitados – tem tido a generosidade de os voltar a disponibilizar em CD ao fim de algum tempo (anos), sem destabilizar o culto ou fazer mossa na produção actual de Eleh. A verdade é que quando estes packs chegam, ficamos com a sensação de que se trata de material novo de Eleh, tal a distância que vamos criando e, confidência, a impossibilidade e ir ouvindo tudo o que vai saindo. “Retreat, Return, Repose” é a junção de três peças que fazem parte do mesmo bloco (o mesmo já havia acontecido com “Floating Frequencies / Intuitive Synthesis”) e é a consumação perfeita de um território que raramente é explorado com eficácia na electrónica, que ouvimos nos melhores trabalhos de Eliane Radigue (principalmente aqueles que a Important reeditou) ou nas peças/experiências mais evasivas de Pauline Oliveros (que, para não faltar a menção, a Important também tem dado uma mãozinha nesse processo). Eleh conseguiu afinar esse processo ao longo do tempo e por alturas destas três peças, a sua linguagem já era completamente distinta, uma voz única com ambientes riquíssimos que encaixam com certezas no pensamento actual: não é música saudosista ou que fica a dever a. É qualquer coisa do presente, que o presente tem de explorar. Edição limitada a mil exemplares. Acreditem, são muito poucos.

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Quinta-feira, 10 Janeiro, 2013

MACHINEFABRIEK Secret Photographs CD

€ 15,50 € 12,50 CD Important

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Tem sido impossível passar ao lado da produção de Machinefabriek nos últimos anos. São incontáveis álbuns espalhados por igual número de editoras e, inevitavelmente, há discos que nos escapam ao controlo, mas outros acabam por ser devorados com algum fervor. Na Important, “Secret Photographs” mete-se em bicos de pé para ser um dos discos mais imponentes deste projecto de Rutger Zuydervelt. É uma banda sonora hipnotizante que planeia sem atrito à nossa volta, assumindo com autoridade o preenchimento de espaços. Serve para acompanhar um filme que se ocupa de fotografias, mas percebe-se que estes três temas vivem sozinhos antes de os colocarmos noutro contexto. O filme, de Mike Hoolboom, usa fotografias de Alvin Karpis (um famoso ladrão norte-americano, que acabou por ser o preso que maior pena cumpriu em Alcatraz) em dissolvência lenta e mutante, liga-se na perfeição à música espacial de Zuydervelt. E vice-versa.

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Sexta-feira, 9 Novembro, 2012

LAND Night Within CD

€ 15,50 € 11,95 CD Important  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IMPREC360-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC360-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC360-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC360-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC360-5.mp3]

Daniel Lea e Matthew Waters são os músicos que coordenam LAND, um projecto de muitos tentáculos e resultados, como há muito não se vê por estas bandas – a indústria deixou de ter dinheiro para suportar estas coisas e o que sobra é a vontade e o colaboracionismo. Sim, LAND é muito conceptual, muito difícil de descrever, mas o que nos deixa tranquilos é que o disco é incrível e que todos os detalhes parecem ter sido pensados à escala infinitesimal. Explicado como uma aproximação à narrativa apocalíptica noir, passe a redundância, os autores citam “Taxi Driver” ou as histórias de detectives de Paul Auster para nos enquadrar nas intenções. De facto, há algo de muito urbano nesta música, encaixada entre uma espécie de proto-jazz ácido de câmara, que tanto nos convoca recordações de Paul Schutze, Jon Hassell, Burnt Friedman como de uma Cinematic Orchestra selvagem. Nos momentos em que o sentido terminal do mundo vem à tona, a descarga tenebrosa acontece, sem nunca perder o fio narrativo e a indução visual. Talvez nada disto fosse possível se não tivesse os convidados que tem: David Sylvian (quem convence Sylvian tem argumentos para fazer as coisas bem feitas), Ben Frost (que assume a “escultura” do disco em estúdio) ou Daniel O’Sullivan (dos imponentes Ulver). Mas tudo ganha amplitude no leque músicos e instrumentos clássicos que participa nesta estreia, dando um recorte de classe orquestral que nos faz construir imagens onde elas são precisas. No final do disco, apetece continuar a ouvir mais, mas só nos resta rebobinar “Night Within” e começar de novo. Tudo neste álbum é uma boa surpresa.

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Quinta-feira, 10 Maio, 2012

JAMES BLACKSHAW
Love Is The Plan, The Plan Is Death LP / CD

€ 15,50 € 11,95 CD Important  ENCOMENDAR

€ 24,50 € 19,95 LP Important  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IMPREC355-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC355-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC355-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC355-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC355-5.mp3]

Autêntica felicidade. Não é preciso mais que uns segundos de “Love Is The Plan…” para James Blackshaw deixar-nos novamente em estado de pura levitação. Não é a sua técnica que é fora-deste-mundo, mas sim o que ele faz com ela. E para além da guitarra, Blackshaw faz tudo o resto: piano, vibrafone e Hammond arranjados como um ramalhete clássico intemporal. Seis temas dignos de receber a coroa dos seus anteriores álbuns na Young God – “The Glass Bead Game” e All Is Falling” são monumentos que transcendem, e muito, a guitar music -, apesar de outros caminhos serem agora apontados por este inglês que, desde recentemente, se mudou para os Estados Unidos. Essa recusa em assentar a sua música e obrigar-se a procurar novos formatos para as suas composições tem sido uma das suas melhores qualidades e, sem dúvida, algo que nos empurra sempre para os seus discos. Voltando a um período menos complexo do que os discos na Young God, James Blackshaw trabalhou este disco como canções, não sendo por isso uma absoluta surpresa ouvir “And I Have Come Upon This Place By Lost Ways”, em que conta com a vocalização – choque? – de Geneviève Beaulieu dos Menace Ruine – choque! Novas e velhas coisas que parecem novas em mais um álbum a não perder de um multi-instrumentista e compositor que apenas tem 30 anos e já tem um corpo de trabalho de fazer sombra a muitos consagrados. A não perder.

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