Jim O’Rourke & Christoph Heemann “Plastic Palace People Vol. 2″ em stock – Preço Especial!

Sexta-feira, 29 Julho, 2011
Categoria: Novidade
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JIM O’ROURKE & CHRISTOPH HEEMANN
Plastic Palace People Vol. 2
CD Streamline – 15.50 eur 12.95 eur

No final do seu curso de música, Jim O’Rourke estava preparado para rumar à Europa e, em particular, juntar-se aos ídolos que sempre seguiu desde teenager. Como o contacto era feito com alguma insistência, por carta e trocando cassetes com demos ou simplesmente compilações dos seus vários interesses, foi-lhe fácil colocar em pé uma espécie de visita de trabalho. Um dos locais-chave para uma movida experimental europeia era em Aachen, mesmo na fronteira da Alemanha com a Holanda e Bélgica. Um dos seus habitantes era Christoph Heemann, esteta central de algum do mais cativante vanguardismo sonoro dos anos 90 – a solo, mas sobretudo com a dezena de títulos dos Hirsche Nicht Aufs Sofa (HNAS). “Plastic Palace People” recoloca-os diante tudo o que fizeram quando se conheceram há 20 anos: têm já dois volumes – agora reeditados na Streamline de Heemann em 2011; um terceiro prometido para breve – e é tudo fantasticamente actual e urgente. Gravando e manipulando uma torrente intensa de sons captados “por todo o lado”, O’Rourke e Heemann mostram que métodos e resultados não passam de moda quando o bom gosto atinge graus desta grandeza. Industrial, ambiental, sensorial, melódico, sonhador, concreto, hipnótico, tudo misturado e erguido com a gentileza de dois artesãos raros e únicos na nossa história. Sabe bem vê-los em tamanha forma física.

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Fire! With Jim O’Rourke “Unreleased?” em stock – Preço Especial!

Sexta-feira, 29 Julho, 2011
Categoria: Novidade
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FIRE! WITH JIM O’ROURKE
Unreleased?
CD Rune Grammofon - 16.50 eur 12.50 eur

Mats Gustafsson, Johan Berthling e Andreas Werliin, os Fire!, viajaram até Tóquio em Setembro de 2010 para uma série de concertos. É lá que se encontram também com Jim O’Rourke – caso contrário, seria impossível que ele tocasse com eles, já que o norte-americano não planeia sair mais do Japão -, e é lá que gravam dois dias de incendiárias colaborações. As armas do combate foram as seguintes: Mats com saxofone barítono, fender rhodes e electrónica; Johan com baixo eléctrico; Andreas com bateria e percussões; e Jim com guitarra eléctrica, sintetizador e harmónica. “Unreleased?” é um brutal resumo do que se passou nesses dias, colocando uma espécie de rock quase kraut sob a influência da convivência libertária do jazz. Virão em breve a Lisboa, sem O’Rourke, claro, e irão mostrar como o disco é um edit tosco de todo o potencial virulento que possuem. Não há duplos sentidos: Fire! é fogo, sim!

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Jim O’Rourke “The Visitor” em stock – PREÇO ESPECIAL!

Sexta-feira, 28 Agosto, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
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space beyond the egg

JIM O’ROURKE
The Visitor
CD Drag City - 15.50 eur 12.95 eur
LP Gatefold Drag City - 17,95 eur 15,50 eur
(pré-encomenda, disponível dentro de duas semanas)

Faz agora 20 anos desde que Jim O’Rourke apareceu na música. Quem se lembra dos seus primeiros passos e das suas primeiras palavras decerto terá presente o modo sôfrego com que absorvia tudo à sua volta, impondo a sua presença como um puto ainda imberbe muito seguro de si. Num recente post do blog de PBK (um decano do noise americano), o músico relembrava justamente esse ano de 1989 em que um jovem O’Rourke, ainda estudante de música na DePaul University, aparecia na sua vida telefonando-lhe várias vezes por semana para falarem sobre músicos e discos. Relembra conversas sobre Van Dyke Parks, Godflesh, King Crimson ou Robert Ashley e uma das muitas mixtapes que O’Rourke lhe enviou tinha música de Luc Ferrari, Luigi Nono, Kagel, Paul Dolden ou Olivier Messiaen. John Zorn foi outro dos músicos importunados: o saxofonista confessa-se responsável pela sua mudança para Nova Iorque, onde lhe deu guarida, ao saber que ainda vivia em casa dos pais. Ao mesmo tempo, foi esta sede de música, de conhecimento e de construção que o levou a bater à porta de mais músicos. Aprendeu a tocar possivelmente todos os instrumentos, mas sobretudo aprendeu a viver num estúdio, dando-lhe virtudes que o permitiram trabalhar em mais de 100 discos como produtor. Andou pelos Faust e Sonic Youth, e deixou no seu currículo poucos discos pop em nome próprio. Poucos mas os suficientes para hoje, em 2009, estranharmos a ausência e desejarmos que “The Visitor” não se tenha transformado, tal como a Drag City diz, no seu “Chinese Democracy”. Mas Jim O’Rourke está mesmo de volta e passaram – incrivelmente – oito longos anos desde “Insignificance”. E para quem quis mais Jim O’Rourke tem aqui tudo o que deseja – à excepção da sua voz. Um grande épico de um homem só, fechado numa cultura japonesa que obviamente o atraiu, recuperando e misturando aquilo que o fascina na música popular, mas que em poucos segundos de audição reconhecemos como sendo a sua música e de mais ninguém. São quarenta minutos fílmicos, repletos de insinuações e curvas sensuais, um jogo de revelações e pistas escondidas, uma história musical, mais importante que tudo, com um princípio, meio e fim. Um sereno álbum que nos obriga a muitas audições. Obrigatório.

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Drag City em vinil e em stock – Preço Especial!

Segunda-feira, 10 Agosto, 2009
Categoria: Destaque
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Nunca foi uma editora como qualquer outra, porque foi pensada e acarinhada por uma família incrível de músicos e activistas, mas desde há poucos anos que se tornou uma das grandes referências indie.
Duvidam? É lá que temos a discografia de Silver Jews e Bill Callahan e Will Oldham, meu Deus. Quase que bastaria isso para acharmos que a Drag City é o Olimpo. Mas há ainda Joanna Newsom, Espers, Magik Markers, Jim O’Rourke, Neil Hamburger, etc, etc… Ou seja, uma dieta com base nesta editora daria para sobrevivermos sem mais discos. Para amantes dos grandes formatos, eis uma lista de alguns discos essenciais de músicos essenciais.

Jim O’Rourke “Bad Timing” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
John Fahey é pai espiritual do primeiro álbum de Jim O’Rourke para a Drag City. Quatro longas explorações para guitarra acústica e convidados. Quatro temas de redenção que terminam com momento épico.

Jim O’Rourke “Eureka” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Homem das mil facetas, Jim O’Rourke abre uma nova etapa na sua carreira quando em 1999 começa a gravar canções. Por lá entram Ivor Cutler (”Women Of The World”), Burt Bacharach (”Something Big”) mas também um lote de excelentes canções erigidas por um naipe de músicos de peso como Tim Barnes, Jeb Bishop, Edith Frost, Darin Gray, Fred Lonberg-Holm, Rob Mazurek, Rian Murphy, Ken Vandermark, entre outros. Um clássico moderno.

Jim O’RourkeInsignificance” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
A capa indicia a sequela. Este é o segundo capítulo da série de canções, a prova de fogo que é superada com distinção apenas dois anos depois de “Eureka”.

Magik Markers “Balf Quarry” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
“Balf Quarry” é o segundo disco de estúdio dos Magik Markers e só não é o melhor álbum rock deste ano porque não queremos repetir o que dissemos sobre “Boss” (o disco anterior). Indo por outro caminho, sem repetir fórmulas, os Magik Markers dão a volta ao seu universo e destilam imaginação por canções que tanto lembram os Sonic Youth de “Sister” como os trabalhos de Raymond Scott para crianças. Nunca se sabe o que esperar na canção seguinte, ora negro ora radiante como um estrondoso raio de luz: os Markers chegaram à maturidade e este é mais um capítulo na sua iconização futura.

Sir Richard Bishop “The Freak Of Araby” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Bishop é um dos mais virtuosos guitarristas da actualidade, sem deixar que a palavra virtuoso lhe tome conta da cabeça e dos sentidos. No seu trabalho em estúdio é frequente não se saber bem o que se pode esperar, porque há ali um saber e um devir enciclopédico  na cabeça de Bishop que torna difícil adivinhar uma orientação para o rumo que dá à sua carreira. “The Freak Of Araby” está mais em contacto com o deserto, com o calor. Tem mais espaço do que alguns dos seus discos anteriores (”Fingering The Devil” ou “Polytheistic Fragments”), algo que a inclusão de uma banda de quatro elementos ajuda a explicar. É, por isso, algo mais tangível e acessível.

Joanna Newsom “Ys” 2LP (Drag City) Pop/Rock, 18,95 eur 16,50 eur
Depois de “The Milk-Eyed Mender”, a ambição tomou conta da jovem cantora harpista e “Ys” é a materialização quase impossível dessa saudável angústia – divide o seu coração com Bill ‘Smog’ Callahan, arranjou ajuda técnica de Steve Albini e Jim O’Rourke, e convidou para os arranjos orquestrais essa eminência parda do expressionismo orquestral que é Van Dyke Parks. Impressionante, logo aqui. O resultado fica a algumas milhas de “Milk-Eyed” com a composição meticulosa de 5 contos neo-tradicionais, repletos de ficção jogral e pinturas a óleo em que imaginamos Joanna Newsom como a fada narradora destas histórias.

Sic Alps “A Long Way Around To A Shortcut” 2LP (Drag City) Pop/Rock, 18,95 eur 16,50 eur
“A Long Way Around To A Shortcut” reúne temas editados em vinil, 12″ e 7″, cassete e em compilações por este duo californiano que é uma das melhores coisas que aconteceu ao rock no último par de anos. Aqui pode encontrar-se “Description Of The Harbor”, mini-álbum menos ruidoso e mais blues do que “Pleasures And Treasures”. Ao todo, 26 temas em menos de uma hora, que dão um banho de bola a quase tudo do género que anda a ser editado. Não é exagero.

Silver Jews “Bright Flight” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
“Bright Flight” é a primeira colheita de canções de Berman dos anos 2000. E tem alto índice de canções orelhudas. Começamos a trautear em uníssono com os primeiros acordes de “Slow Education” e num ápice chegarmos a “Tennessee”. Nas nossas cabeças montamos o palco e o concerto perfeito dos Silver Jews, aquele que nunca chegámos a ver. Aí, “Bright Flight” é tocado quase na integra.

Smog “Julius Caesar” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Lo-fi, sombrio, honesto. Assim é “Julius Caesar”, álbum de pouca indumentária mas um dos que mergulha mais fundo nos pensamentos escuros de Bill Callahan. “Your Wedding” é a canção que todos se recordam deste álbum. Uma obra-prima. A canção e o álbum.

Smog “Wild Love” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
E ao quarto álbum, Callahan dá um passo de gigante. Canções de primeira água que encontram o seu ponto de equilíbrio entre dois extremos do espectro musical: num extremo o lado despojado e cru dos anteriores discos, no outro uma dimensão quase sinfónica. Rian Murphy produz, Jim O’Rourke toca violoncelo.

Smog “The Doctor Came At Dawn” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
1996, os anos passam mas a temática continua quase a mesma: amor e decepção. “The Doctor Came At Dawn” é uma espécie de poema exaustivo (uma receita médica de forma poética?), pormenorizado, em volta do estado apaixonado. Do início ao fim. E depois.

Smog “Red Apple Falls”
LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Com um maior número de arranjos do que o habitual, em “Red Apple Falls”, Bill Callahan entra definitivamente num campeonato diferente da canção norte-americana. Composições expansivas e um trabalho lírico cada vez mais apurado.

Smog “Knock Knock” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Depois da transformação em “Red Apple Falls”, em “Knock Knock” as ideias amadurecem e ganham força. Bill Callahan dá alguma folga à sua prisão emocional e a abordagem também se torna mais adulta. Um dos mais belos álbuns de Smog e provavelmente o mais belo álbum de sempre com uma capa horrível. Aceitam-se outras propostas. Este é o disco de “Cold Blooded Old Times”.

Smog “Dongs Of Sevotion”2LP (Drag City) Pop/Rock, 18,95 eur 16,50 eur
Callahan nunca escondeu o seu humor. O título de “Dongs Of Sevotion” prova novamente isso (e títulos como “Dress Sexy At My Funeral”) mas é um álbum corajoso, mais despido que os anteriores mas arrojado em termos composicionais. John McEntire (bateria) colabora em quase todo o disco.

Smog “Accumulation: None” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Lados B são normalmente associados ao joio, àqueles temas que não tinham encanto suficiente para entrar no álbum e que ficam guardados à espera do verso do single. Pelos dedos de uma mão lembramo-nos da excepção à regra, feita por bandas que no universo do rock indie foram grandes pelos álbuns mas também pelos singles feitos de pérolas por descobrir. Começamos com o polegar e os Smog surgem quando puxamos do indicador. Esta é a oportunidade de ter o melhor desse lote, espalhado por várias editoras e há muito fora de circulação. E esta oportunidade transforma-se num álbum novo impressionante.

Smog  “A River Ain’t Too Much To Love” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Dez discos para trás, Bill Callahan enterra aqui, em 2005, o seu nome de combate de mais de dez anos. E é aqui que se abre o seu som e se intensificam os arranjos, prevendo o salto luminoso que daria com “Woke On A Whaleheart”. Há quem diga que foi Joanna Newsom que mostrou o caminho, mas isso é achar que um homem como Callahan precisaria de ter uma grande mulher ao lado para ser um grande músico. Para a história, fica um álbum repleto de clássicos, com um travo pop que iria tomar conta do seu futuro.

Bill Callahan “Woke On A Whaleheart” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
“Woke On A Whaleheart» é uma obra “cheia” no universo praticamente seco de Callahan. Não sendo exemplo único, distingue-se da restante discografia por aqui coexistirem elementos, ambiências, que atribuem às canções um carácter festivo, intensamente pastoral. Como se fizessem parte, por momentos, de um qualquer filme dos Coen e o enquadramento fosse irrepreensível. “The Wheel” é o quadro perfeito para exemplo desta descrição, juntando elementos da reconhecível melancolia de Callahan a um barn-rock contido – pouco ébrio – e com um ligeiro toque de humor que distingue esta canção de qualquer outra que tenha feito até então.

Bill Callahan “Sometimes I Wish We Were An Eagle” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Smog e Bill Callahan são uma e a mesma coisa: coube ao tempo desvendá-lo. Em poucas linhas, como se quer, poderíamos tentar descrever Smog como o patinho feio, feito de plástico made in china, cheio de arestas e sem cumprir as normas comunitárias, que esboçou canções de primeira água como se fosse a coisa mais fácil de sempre. O pato deixou cair a penugem por alturas de “Supper” e de “A River Ain’t Too Much To Love” e deu origem ao cisne Callahan, com o qual obviamente partilha o mesmo código genético mas que nos deixa na dúvida se não será outro, que cresceu, tornou-se maduro e procurou a sofisticação e que por vezes faz pontaria e acerta na perfeição: ok, pode parecer exagero, mas como classificar então “Jim Caine” (tema de abertura deste disco) e, logo a seguir, “Eid Ma Clack Shaw”, onde curiosamente Callahan afirma ter sonhado a canção perfeita? Perfeitas ou não, as canções voltam a ser sobre pessoas, relações, amor (o universal), religião, fé e natureza. Temáticas comuns a Nick Cave, Leonard Cohen e outros tantos mas que ganham identidade, vida e tridimensionalidade na voz de Callahan e na dimensão orquestral do disco, toque de veludo que a maior parte das vezes prima pela subtileza e por dar a cada tema a respiração necessária. Contas feitas, passaram vinte anos e treze discos desde que Bill Callahan iniciou a sua jornada pela música deixando para trás uma promissora carreira como jardineiro. Todos nós, conscientes ou não, teríamos ficado irremediavelmente mais pobres se assim não fosse. “Sometimes I Wish We Were An Eagle” é, para já, o grande disco de canções de 2009. Não acreditam?

“Woke On A Whaleheart» é uma obra “cheia” no universo praticamente seco de Callahan. Não sendo exemplo único, distingue-se da restante discografia por aqui coexistirem elementos, ambiências, que atribuem às canções um carácter festivo, intensamente pastoral. Como se fizessem parte, por momentos, de um qualquer filme dos Coen e o enquadramento fosse irrepreensível. “The Wheel” é o quadro perfeito para exemplo desta descrição, juntanto elementos da reconhecível melancolia de Callahan a um barn-rock contido – pouco ébrio – e com um ligeiro toque de humor que distingue esta canção de qualquer outra que tenha feito até então.
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