Joanna Newsom “What We Have Known” em stock

Sexta-feira, 22 Julho, 2011
Categoria: Novidade
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JOANNA NEWSOM
What We Have Known
12″ Drag City – 15.50 eur 11.95 eur

Na semana em que nos deleitamos com a reedição de “Love Has Made Me Stronger” de Carol Kleyn, pela Drag City, a editora de Chicago recupera, quase em desafio, um tema algo perdido na carreira de Joanna Newsom. “What We Have Known” foi a canção que estava no lado B de “Sprout And The Bean”, o tema que lançou o perfume na estreia fulgurante de Joanna Newsom. Mas a verdade até foi outra: em 2004 não houve lado B algum, porque a edição foi em CD single. Nova correcção: “What We Have Known” não foi uma sobra do álbum, nem composta em exclusivo para o single, mas sim parte do CDR “Yarn And Glue” que Newsom editou em 2003. Então, nada como celebrar estas correcções históricas com uma valorização estonteante da canção proscrita. No lado A há, então, Joanna Newsom em formato “The Milk-Eyed Mender” (os fãs sabem o que isso quer dizer), no lado B temos um desenho gravado na superfície do vinil. E para que nada se perca no upgrade, eis uma versão 12″. Edição limitada, para ouvir, guardar e coleccionar – antes do peso do mercado infligir uma dramática subida de preço.

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Joanna Newsom “Have One On Me” em stock – Preço Especial!

Sexta-feira, 12 Março, 2010
Categoria: Novidade
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joanna newsom

JOANNA NEWSOM
Have One On Me
3CD / 3LP Drag City – 21.50 eur 19.95 eur / 23.50 eur 21.50 eur

É sempre difícil entrar num álbum que se espraia por três discos, ao longo de mais de duas horas de música. Há mais coisas para ouvir, há mais nomes para descobrir, e até precisamos de tempo para voltar atrás e reouvir os anteriores álbuns de Joanna Newsom. Se, de facto, encontrarmos essas horas extra, vamos novamente perceber o que parece ser para nós a maior evidência de “Have One On Me”: é o melhor trabalho da cantora, harpista e compositora, e sem dúvida nenhuma um dos grande discos de 2010. “Ys” já tinha sido uma monumental aventura pelo seu mundo de fantasia alucinante, ao mesmo tempo que mostrava o quão hábil os seus dotes de composição e arranjos eram. Em “Have One One Me” é tudo exponenciado pela solidez de canções quase à beira da perfeição, com a voz de Joanna Newsom mais segura e menos ziguezagueante, e com o universo sonoro distante q.b. da alegoria medieval transbordante de “Ys”. Três discos, sim, mas dêem-lhes umas voltas como merecem e digam-nos que canções poriam fora desta selecção. Nenhuma, Acreditem. Ambicioso e audaz, mas em nenhum minuto deixa de estar à altura do que se propõe. A sua obra-prima.

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“Acompanhada por Ryan Francesconi, responsável pelos arranjos, e pelo percussionista Neal Morgan, [Joanna Newsom] continua a habitar um espaço inconfundível, de um riqueza arrebatadora. “Ys” foi um momento irrepetível. Este álbum é uma prova de excelência.” 4/5 in ÍPSILON/PÚBLICO

“A break-up album of extraodinary ambition and depth.” in FINANCIAL TIMES

“A sprawling work of unquestionable artistry that’s as clever as it is poignant, it also sees Newsom of her give the songwriter of her generation a run of their money.” in MOJO

“Have One On Me” is an Elysian record that you’ll return to again and again.” in THE GUARDIAN

“A challenging album, certainly, but this is already sounding like her masterpice.” in THE SUNDAY TIMES

“Newsom now sings with a composure and soulfulness that stands comparision with Laura Nyro.” in UNCUT

“Newsom’s monumental new work represents not a retreat from the ambition of its predecessor, but a more detailed and intricate exploration of its themes and preoccupations.” in THE WIRE

“When I hear Newsom sing the word “easy” in “Suffice” and my mind jumps back to the opener, it reinforces just how many threads she’s weaved between those songs and how incredible it is to discover new things with every listen.” 9.2 in PITCHFORK

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Drag City em vinil e em stock – Preço Especial!

Segunda-feira, 10 Agosto, 2009
Categoria: Destaque
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Nunca foi uma editora como qualquer outra, porque foi pensada e acarinhada por uma família incrível de músicos e activistas, mas desde há poucos anos que se tornou uma das grandes referências indie.
Duvidam? É lá que temos a discografia de Silver Jews e Bill Callahan e Will Oldham, meu Deus. Quase que bastaria isso para acharmos que a Drag City é o Olimpo. Mas há ainda Joanna Newsom, Espers, Magik Markers, Jim O’Rourke, Neil Hamburger, etc, etc… Ou seja, uma dieta com base nesta editora daria para sobrevivermos sem mais discos. Para amantes dos grandes formatos, eis uma lista de alguns discos essenciais de músicos essenciais.

Jim O’Rourke “Bad Timing” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
John Fahey é pai espiritual do primeiro álbum de Jim O’Rourke para a Drag City. Quatro longas explorações para guitarra acústica e convidados. Quatro temas de redenção que terminam com momento épico.

Jim O’Rourke “Eureka” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Homem das mil facetas, Jim O’Rourke abre uma nova etapa na sua carreira quando em 1999 começa a gravar canções. Por lá entram Ivor Cutler (”Women Of The World”), Burt Bacharach (”Something Big”) mas também um lote de excelentes canções erigidas por um naipe de músicos de peso como Tim Barnes, Jeb Bishop, Edith Frost, Darin Gray, Fred Lonberg-Holm, Rob Mazurek, Rian Murphy, Ken Vandermark, entre outros. Um clássico moderno.

Jim O’RourkeInsignificance” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
A capa indicia a sequela. Este é o segundo capítulo da série de canções, a prova de fogo que é superada com distinção apenas dois anos depois de “Eureka”.

Magik Markers “Balf Quarry” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
“Balf Quarry” é o segundo disco de estúdio dos Magik Markers e só não é o melhor álbum rock deste ano porque não queremos repetir o que dissemos sobre “Boss” (o disco anterior). Indo por outro caminho, sem repetir fórmulas, os Magik Markers dão a volta ao seu universo e destilam imaginação por canções que tanto lembram os Sonic Youth de “Sister” como os trabalhos de Raymond Scott para crianças. Nunca se sabe o que esperar na canção seguinte, ora negro ora radiante como um estrondoso raio de luz: os Markers chegaram à maturidade e este é mais um capítulo na sua iconização futura.

Sir Richard Bishop “The Freak Of Araby” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Bishop é um dos mais virtuosos guitarristas da actualidade, sem deixar que a palavra virtuoso lhe tome conta da cabeça e dos sentidos. No seu trabalho em estúdio é frequente não se saber bem o que se pode esperar, porque há ali um saber e um devir enciclopédico  na cabeça de Bishop que torna difícil adivinhar uma orientação para o rumo que dá à sua carreira. “The Freak Of Araby” está mais em contacto com o deserto, com o calor. Tem mais espaço do que alguns dos seus discos anteriores (”Fingering The Devil” ou “Polytheistic Fragments”), algo que a inclusão de uma banda de quatro elementos ajuda a explicar. É, por isso, algo mais tangível e acessível.

Joanna Newsom “Ys” 2LP (Drag City) Pop/Rock, 18,95 eur 16,50 eur
Depois de “The Milk-Eyed Mender”, a ambição tomou conta da jovem cantora harpista e “Ys” é a materialização quase impossível dessa saudável angústia – divide o seu coração com Bill ‘Smog’ Callahan, arranjou ajuda técnica de Steve Albini e Jim O’Rourke, e convidou para os arranjos orquestrais essa eminência parda do expressionismo orquestral que é Van Dyke Parks. Impressionante, logo aqui. O resultado fica a algumas milhas de “Milk-Eyed” com a composição meticulosa de 5 contos neo-tradicionais, repletos de ficção jogral e pinturas a óleo em que imaginamos Joanna Newsom como a fada narradora destas histórias.

Sic Alps “A Long Way Around To A Shortcut” 2LP (Drag City) Pop/Rock, 18,95 eur 16,50 eur
“A Long Way Around To A Shortcut” reúne temas editados em vinil, 12″ e 7″, cassete e em compilações por este duo californiano que é uma das melhores coisas que aconteceu ao rock no último par de anos. Aqui pode encontrar-se “Description Of The Harbor”, mini-álbum menos ruidoso e mais blues do que “Pleasures And Treasures”. Ao todo, 26 temas em menos de uma hora, que dão um banho de bola a quase tudo do género que anda a ser editado. Não é exagero.

Silver Jews “Bright Flight” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
“Bright Flight” é a primeira colheita de canções de Berman dos anos 2000. E tem alto índice de canções orelhudas. Começamos a trautear em uníssono com os primeiros acordes de “Slow Education” e num ápice chegarmos a “Tennessee”. Nas nossas cabeças montamos o palco e o concerto perfeito dos Silver Jews, aquele que nunca chegámos a ver. Aí, “Bright Flight” é tocado quase na integra.

Smog “Julius Caesar” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Lo-fi, sombrio, honesto. Assim é “Julius Caesar”, álbum de pouca indumentária mas um dos que mergulha mais fundo nos pensamentos escuros de Bill Callahan. “Your Wedding” é a canção que todos se recordam deste álbum. Uma obra-prima. A canção e o álbum.

Smog “Wild Love” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
E ao quarto álbum, Callahan dá um passo de gigante. Canções de primeira água que encontram o seu ponto de equilíbrio entre dois extremos do espectro musical: num extremo o lado despojado e cru dos anteriores discos, no outro uma dimensão quase sinfónica. Rian Murphy produz, Jim O’Rourke toca violoncelo.

Smog “The Doctor Came At Dawn” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
1996, os anos passam mas a temática continua quase a mesma: amor e decepção. “The Doctor Came At Dawn” é uma espécie de poema exaustivo (uma receita médica de forma poética?), pormenorizado, em volta do estado apaixonado. Do início ao fim. E depois.

Smog “Red Apple Falls”
LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Com um maior número de arranjos do que o habitual, em “Red Apple Falls”, Bill Callahan entra definitivamente num campeonato diferente da canção norte-americana. Composições expansivas e um trabalho lírico cada vez mais apurado.

Smog “Knock Knock” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Depois da transformação em “Red Apple Falls”, em “Knock Knock” as ideias amadurecem e ganham força. Bill Callahan dá alguma folga à sua prisão emocional e a abordagem também se torna mais adulta. Um dos mais belos álbuns de Smog e provavelmente o mais belo álbum de sempre com uma capa horrível. Aceitam-se outras propostas. Este é o disco de “Cold Blooded Old Times”.

Smog “Dongs Of Sevotion”2LP (Drag City) Pop/Rock, 18,95 eur 16,50 eur
Callahan nunca escondeu o seu humor. O título de “Dongs Of Sevotion” prova novamente isso (e títulos como “Dress Sexy At My Funeral”) mas é um álbum corajoso, mais despido que os anteriores mas arrojado em termos composicionais. John McEntire (bateria) colabora em quase todo o disco.

Smog “Accumulation: None” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Lados B são normalmente associados ao joio, àqueles temas que não tinham encanto suficiente para entrar no álbum e que ficam guardados à espera do verso do single. Pelos dedos de uma mão lembramo-nos da excepção à regra, feita por bandas que no universo do rock indie foram grandes pelos álbuns mas também pelos singles feitos de pérolas por descobrir. Começamos com o polegar e os Smog surgem quando puxamos do indicador. Esta é a oportunidade de ter o melhor desse lote, espalhado por várias editoras e há muito fora de circulação. E esta oportunidade transforma-se num álbum novo impressionante.

Smog  “A River Ain’t Too Much To Love” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Dez discos para trás, Bill Callahan enterra aqui, em 2005, o seu nome de combate de mais de dez anos. E é aqui que se abre o seu som e se intensificam os arranjos, prevendo o salto luminoso que daria com “Woke On A Whaleheart”. Há quem diga que foi Joanna Newsom que mostrou o caminho, mas isso é achar que um homem como Callahan precisaria de ter uma grande mulher ao lado para ser um grande músico. Para a história, fica um álbum repleto de clássicos, com um travo pop que iria tomar conta do seu futuro.

Bill Callahan “Woke On A Whaleheart” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
“Woke On A Whaleheart» é uma obra “cheia” no universo praticamente seco de Callahan. Não sendo exemplo único, distingue-se da restante discografia por aqui coexistirem elementos, ambiências, que atribuem às canções um carácter festivo, intensamente pastoral. Como se fizessem parte, por momentos, de um qualquer filme dos Coen e o enquadramento fosse irrepreensível. “The Wheel” é o quadro perfeito para exemplo desta descrição, juntando elementos da reconhecível melancolia de Callahan a um barn-rock contido – pouco ébrio – e com um ligeiro toque de humor que distingue esta canção de qualquer outra que tenha feito até então.

Bill Callahan “Sometimes I Wish We Were An Eagle” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Smog e Bill Callahan são uma e a mesma coisa: coube ao tempo desvendá-lo. Em poucas linhas, como se quer, poderíamos tentar descrever Smog como o patinho feio, feito de plástico made in china, cheio de arestas e sem cumprir as normas comunitárias, que esboçou canções de primeira água como se fosse a coisa mais fácil de sempre. O pato deixou cair a penugem por alturas de “Supper” e de “A River Ain’t Too Much To Love” e deu origem ao cisne Callahan, com o qual obviamente partilha o mesmo código genético mas que nos deixa na dúvida se não será outro, que cresceu, tornou-se maduro e procurou a sofisticação e que por vezes faz pontaria e acerta na perfeição: ok, pode parecer exagero, mas como classificar então “Jim Caine” (tema de abertura deste disco) e, logo a seguir, “Eid Ma Clack Shaw”, onde curiosamente Callahan afirma ter sonhado a canção perfeita? Perfeitas ou não, as canções voltam a ser sobre pessoas, relações, amor (o universal), religião, fé e natureza. Temáticas comuns a Nick Cave, Leonard Cohen e outros tantos mas que ganham identidade, vida e tridimensionalidade na voz de Callahan e na dimensão orquestral do disco, toque de veludo que a maior parte das vezes prima pela subtileza e por dar a cada tema a respiração necessária. Contas feitas, passaram vinte anos e treze discos desde que Bill Callahan iniciou a sua jornada pela música deixando para trás uma promissora carreira como jardineiro. Todos nós, conscientes ou não, teríamos ficado irremediavelmente mais pobres se assim não fosse. “Sometimes I Wish We Were An Eagle” é, para já, o grande disco de canções de 2009. Não acreditam?

“Woke On A Whaleheart» é uma obra “cheia” no universo praticamente seco de Callahan. Não sendo exemplo único, distingue-se da restante discografia por aqui coexistirem elementos, ambiências, que atribuem às canções um carácter festivo, intensamente pastoral. Como se fizessem parte, por momentos, de um qualquer filme dos Coen e o enquadramento fosse irrepreensível. “The Wheel” é o quadro perfeito para exemplo desta descrição, juntanto elementos da reconhecível melancolia de Callahan a um barn-rock contido – pouco ébrio – e com um ligeiro toque de humor que distingue esta canção de qualquer outra que tenha feito até então.
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