Super Disco #5 (c/ Joaquim Paulo)

Sábado, 16 Janeiro, 2010
Categoria: Ao vivo, Destaque
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john heartsman and circles

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 16 de Janeiro 18h30 > 20h00.

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

“Music Of My Heart” é uma gema raríssima de 1977, mais conhecida pelos valores exorbitantes em leilões que pelo funk e soul superiores de John Heartsman And Circles. A recente reedição pela Jazzman colocou finalmente uma cópia do LP em casa do editor discográfico Joaquim Paulo que, emotivamente, o considera o holy grail da sua vasta colecção. O autor da série “Covers” para a Taschen escolhe-o como super disco para partilhar a sua música, em primeiro lugar, mas também todas as histórias que a sua busca proporcionou. Histórias extensíveis a muitos outros discos na sua colecção, algumas semelhantes a verdadeiras investigações. Joaquim Paulo tem ainda larga experiência como programador de rádio, tudo em nome da partilha de música que acredita tornar o mundo melhor. Partimos na quase total ignorância sobre “Music Of My Heart”, estando tão disponíveis como vocês para ouvir relatos que de certeza farão sorrir quem encontra nos discos um prazer impossível de reproduzir na mera aquisição de música desligada da personalidade e vida do objecto. Não deixem que a chuva vos demova, o ambiente é confortável, a luz baixa e as janelas são grandes.

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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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RSD09 – Questionário #57

Quarta-feira, 22 Abril, 2009
Categoria: Destaque
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Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog em ritmo RSD até ao final do mês de Abril e, após, de forma mais descontraída. Amor e paz para todos.

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JOAQUIM PAULO
Editor Discográfico

Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
“Selling England by the Pound” dos Genesis. Foi o primeiro disco que comprei.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Amado Maita “Amado Maita” (Copacabana 1972). Importante porque vou reeditar esta obra-prima total.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
“Brother to Brother” do Gino Vanelli.
A capa de disco favorita?
“A Love Supreme” John Coltrane.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
VINIL… sempre. Porque tem cheiro e mais 657 razões.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
“Selling England by Pound” dos Genesis em Fafe (não me recordo do nome da loja).
Qual o último disco que comprou?
Milton Wright “Spaced” (Jazzman Records).
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Com toda a certeza o novo disco de Quantic and his Combo Barbaro. Estou a ouvir em repeat um tema que consegui gravar no programa “Worldwide” do Gilles Petterson, “The Dreaming Mind Part 1″ (Tru Throughts). Imaginem o produtor Charles Stepney vivo e a produzir.
Qual é o artista mais representado na colecção?
John Coltrane.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Steely Dan.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Reeditar discos de que gosto muito. Novo livro para a Taschen, desta vez Soul/Funk.

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Joaquim Paulo “Jazz Covers” em stock

Quarta-feira, 22 Abril, 2009
Categoria: Destaque
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JOAQUIM PAULO
Jazz Covers
Livro Taschen – 32.50 eur

Quase 500 páginas sumptuosamente ilustradas e em papel que honra totalmente as cores das mais de 640 capas escolhidas para esta edição. As muitas capas que ocupam páginas inteiras quase transmitem a sensação de posse dos respectivos discos. Joaquim Paulo mostra parte (ínfima) da sua colecção de 25.000 discos de jazz e o que recebemos é um testemunho cultural e artístico valiosíssimo. Não há como não admirar as muitas ideias gráficas aqui reunidas, de pintura a fotografia, arranjos tipográficos, cores e visões. As capas são precedidas de seis entrevistas feitas pelo próprio Joaquim Paulo a Bob Ciano (ex-director artístico da CTI), Fred Cohen (dono da loja Jazz Record Center em Nova Iorque), Michael Cuscuna (produtor na Blue Note), Rudy Van Gelder (engenheiro de som), Ashley Kahn (autor e crítico de jazz) e Creed Taylor (fundador da Impulse!). Para o final, doze DJs partilham os seus top 10s: Amir Abdullah, Paul Bradshaw, King Britt, Mark de Clive-Lowe, Kyoto Jazz Massive, Michael McFadden, Ed Motta, Nick The Record, Gilles Peterson, Gerald Short, Andre Torres e Rainer Trüby.
Disponível apenas a edição espanhola.

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Mudança de horário: visita guiada de Joaquim Paulo

Sábado, 18 Abril, 2009
Categoria: Aviso
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A visita guiada de Joaquim Paulo às 50 capas de discos da sua colecção em exposição na Flur não vai acontecer às 14H30, como aqui anunciado, mas vai ter lugar um pouco mais tarde, a hora ainda a anunciar.

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