Terça-feira, 27 Outubro, 2009
Categoria: Passatempo
Etiquetas: Jon Hassell, Maarifa Street, Teatro Maria Matos

28 de Outubro
Jon Hassell & Maarifa Street
Teatro Maria Matos (Lisboa), 22H00
Parece incrível, mas Jon Hassell é mais um daqueles nomes que tocam o sublime sem nunca terem tocado no nosso país. A espera acabou. Um dos mais revolucionários músicos das últimas décadas, autor do famoso conceito quarto-mundista, e criador de uma mão-cheia de álbuns essenciais, toca amanhã no Teatro Maria Matos, em Lisboa, às 22h. A partir de amanhã alguns de nós serão um pouco mais completos.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
O que é o quarto mundo?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos pela promotora ganharão convites para o concerto.Têm até às 17 horas de amanhã, dia 28, para poderem tentar a vossa sorte.
Boa sorte!
Passatempo encerrado.
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Sexta-feira, 27 Março, 2009
Categoria: Novidade
Etiquetas: Destaques Lust, ECM, Jon Hassell

JON HASSELL
Last Night The Moon Came Dropping Its Clothes In The Street
CD ECM – 17.95 eur
O mundo não pára, mas devia, quando temos um novo disco de Jon Hassell. Mais de 30 anos depois de uma estreia na também excelente editora de Robert Ashley, a Lovely Music, o trompetista americano, agora sexagenário, regressa à imponente ECM para abater a concorrência. Aliás, a sua música nunca teve concorrência, porque Hassell sempre correu na pista de fora, alheado de tudo o que se passava em seu redor, mas, ao mesmo tempo, consciente dos macro-movimentos da música e, sobretudo, dos espaços, das culturas e dos estetas certos. Só assim se explicam as suas invenções, a construção de novas meta-linguagens e, até, do seu fraseado no trompete, mais próximo do sotaque experimental de Miles Davis que do jazz ou de outro género onde habitualmente o queremos arrumar – por isso, é natural que este sopro encantatório consiga atravessar o Mundo. Para quem não conhece a sua obra, percorrê-la desde “Vernal Equinox” até hoje pode ser a viagem de uma vida, a hipótese mágica de escutar um encantamento que poucos terão conseguido vocalizar. Peguem no degrau zero do Quarto Mundo com Eno, mergulhem fundo em “The Surgeon Of The Nightsky”, andem pelo Burkina Faso, vejam Miles renascido, ouçam jazz ambiental de mil texturas, ou então comecem pelo fim, neste “Last Night The Moon Came…”, onde tudo parece unir-se numa síntese arrepiante de tudo o que Hassell andou a fazer desde os anos 70, agora com os sentidos apurados e um invulgar domínio do tempo e das sensibilidades de grupo. Jazz, ambientalismo, gestão microscópica dos detalhes, música global em todos os sentidos para todos os sentidos. Não acreditámos que pudesse falhar – nunca o fez, verdadeiramente -, mas é verdade que é impressionante como colecciona álbuns imprescindíveis. Resta-nos coleccioná-los também.
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