Quarta-feira, 14 Setembro, 2016

JONI MITCHELL The Hissing Of Summer Lawns CD

€ 7,50 CD Elektra

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Editado em 1975 e com recepção pouco favorável, foi um álbum que cimentou Joni Mitchell como alvo de forma comparável a Bob Dylan quando electrificou a sua música (Mitchell colocou-se a jeito com o álbum anterior “Court And Spark”). O padrão singer-songwriter mais rígido e tão caro à crítica mais conservadora desvanece-se a cada canção que passa em “The Hissing Of Summer Lawns”. Experiências com o formato de canção, com harmonias, recordam por vezes Steely Dan ou Todd Rundgren, e nada disso significa abdicar da melodia, como foi acusada na época. O foco confessional foi também alterado para um formato de narração e não de confissão na primeira pessoa (alegadamente o álbum não contém uma única vez o sujeito “I” como centro da acção narrativa). “The Jungle Line”, a segunda canção no álbum, excede-se na desconstrução do formato, e aqui sim, a noção tradicional de melodia pode ser colocada em causa. No entanto, como não apreciar o modo como Mitchell compõe por cima de uma trilha directamente retirada de um álbum de percussões do Burundi (que mais tarde re-emergem como clássico afro-cósmico como Burundi Black)? Prince citou “The Hissing Of Summer Lawns” diversas vezes e Joni Mitchell revelou que é verdade que ele lhe escrevia cartas de fã apaixonado. Um álbum que redefine, ainda, a ideia linear que se tende a formar sobre soft rock como estéril. Novo standard após “Blue” (1971), muito superior a qualquer média que se imagine na escrita de canções.

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Quinta-feira, 18 Novembro, 2010

SUPER DISCO #14 com ANA CRISTINA FERRÃO



joni mitchell Entrada Gratuita.
Lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 20 18h30 > 20h00.
Super Disco: Joni Mitchell “Blue” (1971)



Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

Ana Cristina Ferrão viveu ao lado do radialista António Sérgio os seus últimos 30 anos de vida. Com entusiasmo pela produção e amor pela música, contribuiu para o sucesso dos vários programas que Sérgio realizou nestas três décadas. É a nossa convidada do mês de Novembro, disponível para partilhar as muitas memórias e experiências que guarda, a começar pela escolha do disco para esta sessão: “Blue”, de Joni Mitchell (1971), foi o primeiro LP que lhe foi oferecido por António Sérgio. É um álbum de canções delicadas que abordam vários aspectos de um relacionamento amoroso, é o quarto álbum da cantora e
compositora canadiana e abrirá caminho a uma conversa que toca em pontos nevrálgicos da divulgação de música “diferente” em Portugal. Ana Cristina está em posição privilegiada para nos guiar pela espécie de submundo habitado por quem consome música com paixão suficiente para ter vontade em divulgá-la. Esta sessão é também assim, inevitavelmente, uma oportunidade para relembrar António Sérgio.

A luz (mas também a sombra) de “Blue” faz com que a discografia não-oficial de Joni Mitchell comece exactamente aqui, ignorando tudo o que tinha editado até ao ano de 1971 – o que é injusto, porque “Ladies Of The Canyon” é um fabuloso álbum, mostrando que iria ser, mais tarde ou mais cedo, uma escritora de canções de referência. E a grande escritora de canções iria aparecer exactamente no ano seguinte, com uma obra que ainda hoje estarrece-nos pela profundidade das suas palavras e pela agudeza da sua composição. Feito de algum desencanto, nas entrelinhas vagueia também a esperança, mesmo que vá sendo pintada de muitas cores – quase todas as canções têm referência a cores -, e mesmo que seja “Blue” (a cor e o sentimento) que domine a sua poesia. Se não conhecem este lendário álbum, comecem por ele a ouvir uma das mais importantes escritoras e cantoras norte-americanas (também é canadiana, tal como Leonard Cohen), percorrendo depois os anos seguintes e mais meia-dúzia de discos fantásticos.

Excerpto filmado e editado por João Luís Amorim, cortesia Teatro Maria Matos, cujos técnicos captaram o audio abaixo.

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