Segunda-feira, 24 Abril, 2017

ZEITKRATZER Performs Songs From Kraftwerk & Kraftwerk 2 LP

€ 17,50 LP Karl Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KR035-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR035-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR035-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR035-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR035-5.mp3]

Com a justificação de os Kraftwerk nunca terem reeditado estes dois álbuns oficialmente, o ensemble Zeitkratzer pega na tarefa de reapresentar esta música vital, olhada de fora mas, como quase todo o catálogo de Kraftwerk, de alguma parte de um domínio público afectivo que a todos nós (fãs) toca. As composições, na origem também muito mais acústicas do que as que se encontram em posteriores discos do grupo, são reproduzidas por Zeitkratzer com fidelidade, procurando não deixar fugir nuances originais, quebras, dinâmicas – atente-se em “Atem”, onde praticamente só se escuta o que soa como uma respiração profunda. Algumas diferenças de sons (e instrumentos) detectadas aqui e ali, sem comprometer o trabalho (como na intro de “Klingklang”), reforçam o património de Kraftwerk como universal. São incontáveis as versões e reinterpretações da sua música, e Zeitkratzer oferecem uma perspectiva bem diferente da média: vestem os fatos de Kraftwerk, calçam os seus sapatos, duplicam / triplicam tudo isso (o ensemble tem mais elementos do que o line-up dos Kraftwerk que gravou os discos originais) e trazem esta música importante para agora sem que a operação soe minimamente redundante.

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Terça-feira, 29 Novembro, 2016

PAINKILLER Execution Ground 2LP

€ 24,50 2LP (2016 reissue) Karl Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KR025-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR025-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR025-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR025-4.mp3]

Rashad Becker tem tratado muito bem o som das edições na Karl Records, nomeadamente o LP de Iannis Xenakis, de há alguns meses, e, mais recentemente, o álbum de 1994 de Painkiller. O trio de John Zorn (saxofone), Bill Laswell (baixo) e Mick Harris (bateria, ex-Napalm Death) encerra em 4 temas longos a musicalidade resultante do encontro de alguns extremos, aqui mais notoriamente seguros pelo baixo de Laswell. A espécie de dub industrial que passa para fora, em certas partes, revela o interesse que Mick Harris explorava nesses tempos com o seu projecto Scorn, parte de uma família de música que, em 1994, era rotulada como “isolacionista”. As câmaras profundas onde este som parecia existir eram tornadas menos estanques pela acção disruptiva de Painkiller, oscilando entre o passo seguro de um baixo motor e a interacção livre, improvisada, entre esse instrumento, a bateria e o sax, algures entre Metal e free jazz. Zorn praticava esse tipo de miscigenação com os Naked City, Laswell andava a tocar com Peter Brötzmann, e assim Painkiller parecia ser a destilação de todas essas experiências, um sinal claro de que há Muitos Mundos e eles podem coexistir no mesmo bloco.

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Terça-feira, 9 Agosto, 2016

IANNIS XENAKIS La Légende D’Eer LP

€ 17,50 LP (+ mp3) Karl Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KR024-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR024-2.mp3]

Considerado como uma espécie de subida do nível das águas no contexto da obra electro-acústica de Xenakis, “La Légende D’Eer” evolui tortuosamente em onda de ascenção para um caos, depois resolvido na fase descendente, a qual pode muito bem ser sobreposta ao início em colagem narrativa que perpetuaria a música para além dos 45 minutos originais. O tom conflituoso dos sons, quando a curva ascendente atinge uma estabilidade quase arrogante, prefigura, em 1978, uma das ramificações importantes da música industrial. Um caos insuflado, carismático, desafiante e com uma carga divina que podemos, muito subjectivamente, interpretar como demonstração de poder e não tanto como punição (apesar de, para certos ouvidos, a palavra “punição” ser adequada). Iannis Xenakis misturava aqui referências filosóficas, nomeadamente a “República” de Platão, com artigos sobre fenómenos cósmicos como as supernovas. Desse choque poderia nascer uma renovada percepção sobre o que nos rodeia, não apenas no espaço mas também no tempo. A masterização e corte por Rashad Becker são detalhes que deverão ajudar a recontextualizar esta obra monumental no presente. Primeira vez em vinil, desde a primeira edição em CD de 1995.

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