Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

KEVIN DRUMM Trouble CD

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO199CD-1.mp3]

Sinais de mudança? Dificilmente, Kevin Drumm sempre nos habituou a oscilações no seu som, sem que isso passe necessariamente uma ideia de se transformar, mas sim uma extensão da sua filosofia de trabalho e até uma componente lógica da forma como mostra o seu trabalho. “Trouble” é um disco extremamente calmo. Calmo ao ponto de se meter no leitor e passarem-se dez minutos e apercebermo-nos que não está a acontecer nada. Saem sons, como uivos de uma consciência que atravessam as ondas de rádio. É uma peça – 54 minutos – que, ouvida com atenção e no silêncio, nos deixa sem palavras. É quase como uma purificação, um outro lado do trabalho do silêncio em simultâneo com as nossas concepções de música ambiente ou drone. Mas “Trouble” não se enquadra em nenhum desses géneros. Drumm também não inventou a pólvora aqui, mas construiu um disco que oferece um outro tipo de experiência dentro da filosofia do seu trabalho. Por vezes sentimos que o som desapareceu – assim, sem mais nem menos – e tomamos consciência do silêncio de uma forma única. Uma experiência para ser tida com headphones. A sério.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 11 Julho, 2013

KEVIN DRUMM Imperial Distortion 3LP

€ 31,50 LP Hospital Productions

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HOS-134LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-134LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-134LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-134LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-134LP-5.mp3]

Existe “Selected Ambient Works Vol. II” de Aphex Twin e depois existe “Imperial Distortion” de Kevin Drumm. Drumm nunca teve – e provavelmente nunca terá – o culto e a aceitação comercial de Richard D. James, mas o trabalho que tem desenvolvido há mais de uma década coloca-o no altar dos grandes da electrónica. “Imperial Distortion” é o seu álbum mais mítico e também um dos mais difíceis de arranjar. Já teve algumas reedições, já esgotou imensas vezes, mas a sua qualidade, actualidade e sentido de oportunidade mantém-se. Não falamos no trabalho de Aphex Twin por acaso, mais do que criar uma reunião de excelência de temas ambientais, Drumm fê-lo sem a via condensada e formatada de canção de Aphex Twin (mal nenhum nisso). E isso é, à sua maneira, eloquente e genial. “Imperial Distortion” não é composto por peças “ambient”, é um veiculo para Drumm distorcer alguma da sua música e caminhos por onde passou: há noise – e o noise também pode ser ambient – como nunca ouvimos; há library music com músculo; há drone; e há um sentido de industrial, mais metafísico do que outra coisa qualquer. Só que nada disto se sente, nada disto está ali para nós agarrarmos. São sentimentos esparsos que a música solta através do seu movimento, faíscas que saem de cada pensamento que Drumm solta (oiçam “More Blood And Guts” com atenção e acreditem que não vão querer ouvir mais nada durante a vida inteira) e que constroem a distopia aqui presente. O disco todo é uma paisagem a acontecer à nossa frente, uma banda-sonora para o apocalipse mais lento de sempre: porque nunca vai acontecer. “Imperial Distortion” está tão consciente disso, desse não acontecimento, que se consegue elevar acima das imagens e daquilo que queremos construir com ele. Tem cinco anos e durante esses cinco anos são inúmeros os discos incríveis que existem graças a “Imperial Distortion”. É um marco na música electrónica e um dos discos mais bonitos, à sua maneira, deste século. Essencial é pouco, este é daqueles que mudam uma vida.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 15 Novembro, 2012

KEVIN DRUMM Relief LP

€ 21,50 € 17,95 LP Editions Mego  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO137-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO137-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO137-3.mp3]

Sabemos que é raro ter um disco de Kevin Drumm na nossa loja – por imensas razões, infelizmente – mas isso não quer dizer que não estejamos sempre atentos ao que faz e que não seja um dos nossos compositores do experimental/electrónica/noise preferidos. Atingiu um ponto em que lhe somos capazes de perdoar tudo, não fosse ele o autor de discos fabulosos como “Sheer Hellish Miasma”, “Land Of Lurches”, “Imperial DIstortion”, “Imperial Horizon”, entre tantos outros e colaborações que raramente são abaixo do genial. “Relief”, ouvido sem headphones, faz lembrar muito o trabalho de Matthew Bower enquanto Hototogisu (nos momentos em que ainda não dividia o projecto com Marcia Bassett), mas quando se lhe dá maior atenção repara-se que estes quarenta minutos não são o prato normal de uma dose noise. Drumm trabalha os sons num registo próximo de uma hiperdefinição (som em hd?). Não que isso lhe seja incomum, o que é incomum é a forma como conjuga diferentes aspectos que trabalhou anteriormente – loops (há um som que se ouve frequentemente por trás que soa a um murmúrio de Leyland Kirby), estática, sons quebrados, distorção e beeps e bleeps que são uma espécie de cadeirinha de história de tudo o que se passa aqui – numa coisa seminal, em que nenhum dos pormenores que introduziu na sua música é deixado para segundo plano e florescem, fluem e convivem com uma sobriedade e contenção raras. A equalização e a masterização de “Relief” são sublimes, é monstruoso o modo como se ouvem e sentem os detalhes (parece que vêm com legendas). Kevin Drumm sublime. Como sempre, não é?

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Sexta-feira, 20 Julho, 2012

MIKA VAINIO, KEVIN DRUMM, AXEL DORNER & LUCIO CAPECE Venexia LP

€ 20,95 LP PAN  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN28LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN28LP-2.mp3]

Acontecimento épico, quatro músicos de excepção gravaram esta peça fabulosa, editada agora pela sempre recomendável Pan, registada há quatro anos num concerto em Veneza. Tudo flui de um modo transcendente, a forma como os quatro músicos colaboram não é impositiva, as linguagens de cada um permanecem intactas e tudo parece ajustar-se de forma natural. É mais ou menos aquilo que se espera, “Venexia” transcende-se a cada momento e cada regresso a ele tem proporcionado um prazer crescente desde a primeira vez que o ouvimos.

 

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