Sexta-feira, 22 Fevereiro, 2019

TIM HECKER Anoyo CD / LP Kranky

€ a confirmar CD Kranky

€ a confirmar LP Kranky

EM BREVE / SOON


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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

FORMA Semblance CD

€ 14,50 CD Kranky

Vagueando por territórios cósmicos bem familiares, Forma aproximam-se conceptualmente do techno como ferramenta de repetição capaz de retransmitir eficazmente as influências que a dupla confessa. “Semblance” parte para uma utilização das máquinas em que estas são, de algum modo, “forçadas” a trabalhar espontaneamente e não apenas sob programação e supervisão humanas. A explicação é bem mais séria do que a música sugere. O álbum flui maravilhosamente entre planos temporais – passado mítico e futuro imaginado – sem nunca alienar o ouvinte. Basto recurso a melodia e ritmo para nos guiar através de explorações que, sendo profundas, nada têm de hermético ou inacessível, como se a música tornasse acessível a todos uma linguagem proveniente do Espaço Exterior.


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Segunda-feira, 5 Novembro, 2018

TIM HECKER Konoyo CD / 2LP Kranky

€ 14,50 CD Kranky

€ 27,95 2LP Kranky

OUVIR / LISTEN:
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Música que arrepia. É a sensação-cliché que nos ataca quando se ouve “Konoyo” pela primeira vez. Música que salva é aquilo que ocorre quando se vai conhecendo o disco, até àquele momento de “trás-para-a-frente”. Tim Hecker juntou-se a músicos gagaku – música da corte imperial japonesa – e construiu uma música sem tempo, ou espaço, que flui de uma forma neo-futurista, sem deixar reflexão para um cruzamento entre ocidente/oriente. Talvez a maior admiração por “Konoyo” surja por não existir propriamente uma fusão entre culturas, um encontro da globalização, da apropriação, mas uma agregação de vontades que caminha para a construção de nova música. Daí a ideia de “neo-futurismo”, ouvir “Konoyo” é mergulhar nas imagens de “Blade Runner” sem Vangelis, encontrar esse tal destino de cidades com carros voadores que parece que nunca vai acontecer. É sempre em “Konoyo”, mas não é uma noite com chuva, é terna, calma, com corredores de luz que indicam um caminho. Há uma paz única em “Konoyo”, é um disco sobre o qual se torna difícil de descrever porque à medida que se conhece se vai tornando numa experiência muito pessoal. É fechar os olhos e abri-los para um novo mundo. Ao som de “Konoyo”. Parabéns, Tim Hecker.

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Quinta-feira, 26 Julho, 2018

TIM HECKER Haunt Me, Haunt Me Do It Again CD

€ 14,50 CD (2018 reissue) Kranky

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM:
Haunt Me, Haunt Me Do It Again

Tim Hecker inaugurava aqui o impressionante catálogo de edições que conhecemos hoje. Depois de gravar dois álbuns como Jetone, próximo da cena minimal de techno ainda em ascenção, editou “Haunt Me…” em 2001. O título do disco sugere uma urgência que a música não replica necessariamente. Hecker entra solidamente na cultura laptop de corte, erro e atmosferas residuais, por vezes a ditar subrepticiamente o tom de cada faixa. “The Work Of Art In The Age Of Cultural Overproduction” está em linha com experiências de Fennesz na mesma época e revela uma auto-consciência artística muito própria do século XXI, quando é difícil o artista escudar-se à total percepção do seu meio estético mas também do mercado em que se insere. Enquanto título, essa faixa destaca-se do registo paisagístico / etéreo das restantes (“Music For Tundra”, “October”, “Ghost Writing”, “Boreal Kiss”, etc, todas com mais de uma parte) mas parece unificar teoricamente o que Tim Hecker colocava em som. Poderoso arranque numa zona musical em que rapidamente o músico canadiano se tornou incontornável.

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Quinta-feira, 26 Julho, 2018

TIM HECKER Radio Amor CD

€ 14,50 CD (2018 reissue) Kranky

Segundo álbum de Tim Hecker a ser reeditado em 2018 pela Kranky. Se em “Haunt Me, Haunt Me Do It Again” parecia ter estendido o tapete para testar confortavelmente algumas soluções, em “Radio Amor” soa já perfeitamente rotinado na complexa organização de erros, filtros e camadas ambientais que escutamos. Lançado em 2003 pela Mille Plateaux, o álbum reforçava os créditos desta editora que assumiu a viragem do milénio e o reprocessamento de ideias como programa para acção. “Radio Amor” é um portentoso documento de uma época em que se assumiram definitivamente uma série de conceitos estéticos baseados no que antes se considerava mero ruído, como um rádio sintonizado entre estações. “I’m Transmitting Tonight” parece congelar o som de um piano numa nota incompleta e jogá-lo contra si próprio em sucessivas notas diferentes, construindo pacientemente uma melodia que, na prática, é um autêntico veículo de emoção. E é essa a conclusão: por muito artificial / digital que possa ser o processo de composição, também artificial pelo facto de se valer de supostos desperdícios sonoros, é impossível não registar o impacto emocional, esse sim indubitavelmente humano.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

GROUPER Grid Of Points CD / LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

O encontro entre o pragmatismo e a magia ressoa como coisa rara. Grouper tem feito carreira com a poupança, frases magras carregadas de desejo e vontade de condensação e clareza. Apesar da distância das edições (quatro anos), “Grid Of Points” é um sucessor de “Ruins”, o disco gravado em Aljezur, um irmão crescido que encontrou solução para os gestos circulares de Liz Harris. “Grid Of Points” é um acto contínuo, um álbum curto de 21 minutos onde as canções estão desarmadas. Se em “Ruins” e no anterior “The Man Who Died In His Boat” (o gesto mais corta-espinhas de Grouper), Harris cobria-se de espectros, fantasias, ideias por resolver que construíam a intimidade das canções, nestes 21 minutos torna o exercício de audição da sua música num processo de meditação, uma reflexão, uma pausa. Para ler, ler bem, é preciso ter tempo e a cabeça vazia de preocupações. Para ouvir estes 21 minutos, para eles serem mais do que essa medida temporal, essas sete canções, exige-se a total devoção à sua intimidade e uma cabeça disponível para ver as formas que Harris aponta com a sua voz; uma cabeça limpa para ultrapassar os fantasmas que assombram as primeiras audições de “Grid Of Points”. A exigência está no amor-próprio de cada um. A recompensa, essa, é infinita.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

CHRISTINA VANTZOU No. 4 CD / LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

Na sua carreira numerada na Kranky, Christina Vantzou tem encontrado formas de desenvolver o corpo e o espaço da sua música através de uma racionalidade dissonante. Se no álbum da Shelter Press editado há uns meses com John Also Bennett (“Zin Taylor’s Thoughts Of A Dot As It Travels A Surface” – que também colabora neste “No. 4”, com outros ilustres como Steve Hauschildt, Angel Deradoorian ou Clarice Jensen -, Vantzou mostrou uma outra realidade na sua música, de construção de peças e de realidades distantes, próximas de uma meditação emotiva, aqui trabalha as fronteiras do drone, com uma sensibilidade pelas suas periferias e entoações. As ideias são lineares e a elegância com constrói algumas peças a partir de um suposto silêncio mostram o quão tem estado dedicado ao funcionalismo da música no espaço. Paisagens contidas e controladas, ecléticas e dimensionadas para quem procura um disco de ambiente rico e presente. É o álbum mais horizontal de Vantzou nesta sua série, o mais elegante.


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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

DEDEKIND CUT Tahoe CD / 2LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 28,50 2LP Kranky

OUVIR / LISTEN:
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A evolução estética de um industrial rude para atmosferas ambiente alusivas a selvas urbanas e um futuro ultra-sensível-cósmico encontraram na Kranky o poiso ideal para Dedekind Cut lançar este “Tahoe”. Afinal, é a casa de Stars Of The Lid, Tim Hecker e Grouper. “Tahoe” confecciona um tratamento sensorial na música que até agora era inédito na sua música. Enquadra-se na estética da editora e na mensagem e evolução contínua de Dedekind Cut. Um álbum que se expande no inesperado, que dá o futuro de “Blade Runner” em “Spiral” e logo a seguir toca o sagrado com uma intensidade história em “Hollow Earth”. “The Crossing Guard”, o primeiro de dois dos temas mais longos de “Tahoe”, lança as assimetrias que se irão encontrar ao longo desta viagem. Porque se trata disso mesmo, uma viagem, um quadro mágico de um futuro exasperante, tenso, icónico e sem solução. Tudo no mesmo saco. Faz-nos lembrar, à distância, os dois longa-duração de Burial pelo tratamento visionário que acarreta. “Tahoe” chora a mesma emergência, cativa pelo enigma de uma identidade que se desconhece. Cheio de alma, um choro dos anjos. Decadência, luz e trevas, fresco e hermeticamente selado no cosmos da melhor electrónica da actualidade.

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Quinta-feira, 5 Janeiro, 2017

LOSCIL Monument Builders CD

€ 14,50 CD Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK204CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK204CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK204CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK204CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK204CD-5.mp3]

Não será descabido falar em desenho de som quando Scott Morgan faz precisamente isso para jogos video. Por outro lado, toca saxofone e bateria nos destroyer. Não é que esses mundos se encontrem na música que grava como Loscil, este projecto talvez funcione mais como uma espécie de zona segura onde regressa para retemperar forças e centrar as energias. Após década e meia de álbuns regulares, a maioria para a Kranky, “Monument Builders” vem reclamar um certo estatuto épico, se não pelo título, seguramente pela clareza e corpo do som. Parece ilustrar acontecimentos importantes sempre à beira de sucederem. Um certo distanciamento minimalista na imagem e na música equilibra o que poderia ser um disco melódico de indietrónica e confere-lhe necessária gravidade, um pendor experimentalista mais aventureiro. “Monument Builders” tem tudo para funcionar como banda sonora. Falta criar as imagens.

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Quarta-feira, 16 Novembro, 2016

STEVE HAUSCHILDT Strands CD / LP

€ 14,50 CD Kranky

€ 18,50 LP Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK205CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK205CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK205CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK205CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK205CD-5.mp3]

Há um mundo muito vasto a descobrir na música ambiental. É fácil deixar passar despercebidos discos que, numa escuta “de avaliação”, soam semelhantes a tantos outros, mas é necessário deixar fluir a música e agarrá-la mais para a frente no percurso. A vasta discografia dos Emeralds, entre vinil, CD, CDr e cassetes, alimentou o posterior percurso paralelo de Hauschildt, realmente autonomizado a partir dos anos 10 deste século. “Strands” vagueia tranquilamente por memórias kosmische (como, aliás, os Emeralds), imediatamente reconhecíveis pelas manobras rítmicas de sintetizador, enquanto espalha até ao horizonte uma enorme e acolhedor tapete ambiental. A amplitude parece, aí, de tal maneira vasta que não é complicado o exercício de nos imaginarmos sem peso, à deriva. As faixas não são longas, contrariando uma das tendências habituais do género, e assim se assemelham a pequenas incursões nesse espaço que podemos imaginar. Têm, no entanto, duração suficiente para que o efeito narcótico se sinta em pleno. É como sair em viagem e confiar que o acaso nos levará a um destino agradável.

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Quinta-feira, 10 Novembro, 2016

BENOÎT PIOULARD The Benoît Pioulard Listening Matter CD / LP

€ 14,50 CD Kranky

€ 15,95 LP Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK203CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK203CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK203CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK203CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK203CD-5.mp3]

O aspecto totalmente imberbe de Pioulard em algumas fotos espalhadas por aí não revela, de todo, que este é o sexto álbum na Kranky, para além de outras gravações longas espalhadas por outras editoras desde 2005. A sua música existe na zona a que se chamou indietrónica, mas é notório que não vagueia sem rumo entre os dois universos. Foi fácil encontrar discos que correspondiam a essa categoria e cujo impacto era nulo, uma mera massagem sónica bonitinha e segura. Não é assim com Benoît Pioulard nem com este “Listening Matter”. Assente numa pop etérea, sem dúvida, mas comprometida pelos rasgos de ambiente mais cinzento, ecos de um passado imaginado / fabricado em estúdio, algo de Sam Prekop a acontecer com a sua voz e entoação, aqui e ali, muito calor nos arranjos, e isso gera automaticamente uma relação de intimidade com o ouvinte. Estamos numa sala confortável, chão de madeira, mobiliário simples e adequado, desarrumada no ponto certo para parecer realmente vivida, uma bebida quente entre mãos. E a tradição ambiental da Kranky prolonga a sua linhagem.

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Quinta-feira, 15 Outubro, 2015

STEVE HAUSCHILDT Where All Is Fled CD / 2LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 29,95 2LP Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANKY198-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANKY198-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANKY198-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANKY198-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANKY198-5.mp3]

Depois dos Emeralds, Steve Hauschidt encontrou terreno para progredir dentro do mundo das orquestrações dos sintetizadores e criar um som que não sendo inédito, o define. Há claramente uma seta apontada à ressaca kosmische dos anos 80 aliada a uma progressão composicional devedora de revisitações recentes do pós-rock. O que é funcional na forma como o faz é que procura uma fluidez neste tipo de som em vez da habitual ideia do cosmos-ambiente. De certa forma, “Where All Is Fled” está mais ligado a uma ideia de som de ficção científica dos anos 1980 reimaginado neste século do que a uma procura directa de o reconstruir. Ou seja, Hauschidt parece que revisita som em segunda mão, reconstruindo a partir das memórias de outros que trabalharam essa revisitação há uns anos (e dos quais os Emeralds fizeram parte). É uma camada em cima de uma camada de memória e há algo de extremamente funcional e motorizado nisto.

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Terça-feira, 13 Outubro, 2015

STARS OF THE LID Stars Of The Lid & Their Refinement Of The Decline 3LP

€ 44,95 3LP (gatefold, 2015 reissue) Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK100LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK100LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK100LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK100LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK100LP-5.mp3]

É Ivo Watts-Russel, fundador da 4AD, que o diz: “Simplesmente sinto que fazem a música mais importante do século XXI”. É uma afirmação arrojada, até porque hoje, longe do tempo em que os Stars Of The Lid existiam, dá-se menos importância a essas coisas. Talvez, também, porque não redefiniram a música electrónica ambiental e o rasto que deixaram é pouco palpável: simplesmente porque são inimitáveis. Seis anos depois de “Tired Sounds Of Stars Of The Lid” apareceu este “Stars Of The Lid And Their Refinement Of The Decline”, uma continuação monstruosa daquilo que deixaram para trás. Talvez as grandes diferenças entre um e outro álbum sejam as distâncias que existem dentro de si: aqui há uma clara separação entre uma e outra metade do disco (que em CD acaba por fazer mais sentido, entre o primeiro e o segundo). Mas essa separação não é sinónimo da quase redefinição que fizeram da música clássica neste disco através da electrónica, por via do drone e de uma procura singular da música ambiental. É essa singularidade que define a sua importância, uma procura extensa de uma redefinição de som e a procura de sons que obedeçam a estruturas de outro tempo e desenhem uma nova ordem. Há ambição, sim, mas não é uma que a música procurasse cegamente, apenas fazia por existir como o duo Brian McBride e Adam Wiltzie a imaginava. E se em “The Tired Sounds Of Stars Of The Lid” há um encontro com um não-espaço e não-tempo, aqui claramente há uma visão do eterno, do infinito do universo. É algo de puro e imensamente satisfatório e independente daquilo que se procura na música. É um mundo diferente. E se já sabíamos disso com o álbum anterior, este solidificou a presença dos Stars Of The Lid na música das últimas décadas. E é algo para ficar para a posteridade.

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Terça-feira, 13 Outubro, 2015

STARS OF THE LID The Tired Sounds Of Stars Of The Lid 3LP

€ 44,95 3LP (gatefold, 2015 reissue) Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK050-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK050-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK050-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK050-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK050-5.mp3]

Brian McBride e Adam Wiltzie (agora metade dos A Winged Victory For The Sullen, que brevemente tocarão em Lisboa, Braga e Madeira) conheceram-se em Austin, Texas, no início dos 1990, década em que começaram a fazer música (o tempo passa, já vão mais de duas décadas desde o seu primeiro disco). Sem descurar a sua carreira antes deste “Tired Sounds Of Stars Of The Lid”, este disco em 2001 foi um marco na música electrónica/ambiente na altura e para a sua carreira. Foi um disco arriscado, duplo em CD e triplo em LP, que no enquadramento de então soava – e ainda soa – a algo verdadeiramente distinto do que se fazia dentro do género. Há algo de especial nos Stars Of The Lid, um entendimento do tempo e de como o suspender. E isso, até então, nunca tinha sido tão expresso como aconteceu neste disco. É um dos grandes discos deste século – sem brincadeiras. A sua duração é algo que se prolonga para lá daquilo que é material nos discos. Ou seja, o seu tempo não se confina aos temas aqui presentes, é algo que se estende para além disso, como se o que aqui concretizassem fosse uma matéria de ritual que anulasse essas coisas de tempo e espaço. É som primordial no sentido de honestidade e beleza, que não procura nada, simplesmente oferece. Poucos discos dentro do género conseguem suspender as coisas assim e ainda menos serem tão coerentes na sua totalidade.

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Quinta-feira, 1 Outubro, 2015

HELEN The Original Faces CD / LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK196-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK196-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK196-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK196-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK196-5.mp3]

O motivo inevitável para se chegar a Helen é Liz Harris (Grouper). É um pouco egoísta, verdade, mas inevitável, como também é inevitável ouvir este “The Original Faces” e não pensar um pouco nos ambientes que Harris cria em alguns dos seus álbuns. Mas Helen não é só Harris, tem também Jeb Bindeman, Scott Simmons e Helen. Começou originalmente como sendo uma banda de trash mas rapidamente se tornaram numa coisa pop meio chillwave. Fora de tempo? Nem por isso. Nem mesmo quando soam a shoegaze, porque há aqui algo próximo de um compromisso aliado a uma espécie de “deixar estar”. As canções aqui presentes foram gravadas ao longo dos anos, com os quatro mas também com outros amigos que se iam juntando na sala de ensaios. Sempre em Portland, quando podiam estar juntos. E o que fica é a certeza de que quando este som é bem feito, é difícil deixá-lo para trás. Quando se gosta, então, torna-se essencial.

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Segunda-feira, 13 Julho, 2015

KEN CAMDEN Dream Memory CD / LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK194CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK194CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK194CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK194CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK194CD-5.mp3]

Por aí e, especialmente, por Além, Ken Camden no século XXI gravou alguns discos com Arco Flute Foundation mas já entregou três álbuns à Kranky desde 2010. A guitarra colocada em humilde reverência da vastidão do Cosmos produz, am mãos hábeis, resultados quase terapêuticos. Camden funde-a com tons electrónicos primordiais, soando folk apenas muito ao longe e muito de vez em quando. Na verdade, “Dream Memory” expande a ideia central em vários capítulos que incluem, também, uma incursão em arquitectura mais lúdica associada à Library Music. A ideia de suspensão é natural e bem recebida, quando se escuta a sequência de faixas num álbum encantatório como este. Há a tentação, sempre, de enquadrar, comparar, ir buscar imagens já usadas, mas não é difícil resistir e honrar a música com a nossa própria contribuição. Pode ter sido a mente de Camden que compôs e arranjou este cenário, mas é a nossa que lhe garante uma existência multidimensional. E isto nada tem de críptico.

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Quinta-feira, 9 Julho, 2015

VALET Nature CD / LP

€ 16,50 € 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK195CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK195CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK195CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK195CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK195CD-5.mp3]

O primeiro tema é uma estalada de sol, de Verão ou, se quisermos seguir à letra o título, de Domingo. Uns acordes espalhados no ar, numa reverberação que nos atira imediatamente para a pop shoegazing assim que Honey Owens começa a cantar. Depois de estar ausente desde 2008, com um disco que parecia uma apropriação do espírito quarto-mundista e uma aventura em territórios sonoros bem distantes destes, Owens coloca Rafael Fauria e Mark Burden no seu projecto para que “Nature” pareça uma banda que sabe empilhar todos estes sons no sítio certo, mesmo que seja tudo em camadas sobrepostas. Há felicidade aqui, talvez porque há uma criança na vida de Owens – essas coisas, ouvimos dizer, mudam as pessoas para melhor – ou porque havia já demasiado tempo que a neblina musical não saía da sua guitarra. Saiu assim, lembrando-nos Slowdive ou Beach House, o que deve ser suficiente para vos indicar o caminho. Ou Atlas Sound, onde Owens chegou a pernoitar. Olhem para os vossos pés, mas olhem também para o sol que cai no horizonte.

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Quarta-feira, 29 Abril, 2015

BENOIT PIOULARD Sonnet CD / LP

€ 16,50 € 15,95 CD Kranky

€ 20,50 LP Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK193-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK193-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK193-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK193-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK193-5.mp3]

Para quem tem amor para dar a estas coisas, “Sonnet” é um festim de emoções que nos convoca e suga tudo o que temos para dar. Tal como as matrizes dub ou techno ou house continuam válidas e extasiantes, a electrónica ambiental contemporânea, luxuriante e feita de dezenas de camadas que sobrepõem e nos elevam os calcanhares, é quase sempre irresistível quando se juntam os ingredientes certos e quando estes estão nas mãos dos cozinheiros certos. Pensem em Ben Frost quando é para aí que está virado, ou Tim Hecker quando faz aquilo de que tanto gostamos, ou Fennesz que fez um fascículo desta enciclopédia só para ele, ou, até, o filtro William Basinski que é das coisas mais fulminantes que existe. Benoit Pioulard é bem mais melódico que todos esses nomes, mais encantatório e directo: o primeiro tema, com 33 segundos, faz um resumo de tudo o que tem para nos dizer. Simples. A novidade deste novo álbum é o seu romance com o analógico – sim, o computador está cada vez mais com o papel de pós-produção -, entre efeitos e gravações de campo: mas tudo voa da mesma maneira que os seus outros discos. Não interessam os ingredientes quando o instinto ambiental é matador. “Sonnet” é um estrondo ambiental.

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Quinta-feira, 2 Abril, 2015

DISAPPEARS Irreal CD

€ 16,50 € 15,95 CD Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK192-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK192-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK192-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK192-4.mp3http://www.flur.pt/mp3/KRANK192-5.mp3]


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Quinta-feira, 27 Novembro, 2014

LOSCIL Sea Island CD

€ 16,50 € 14,95 CD Kranky

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Scott Morgan é um aplicado músico de Vancouver que tem deixando na Kranky, senão toda a sua discografia, uma grande parte das suas obras dos últimos 15 anos. Operando sempre nos domínios do ambientalismo (embora tenha sido baterista dos Destroyer), quase sempre electrónico, Morgan, enquanto Loscil, vai deixando espaço para integrar elementos acústicos nas suas paisagens. Nada de novo no mundo da electrónica, onde o electro-acústico parece indicar a porta de saída para a excessiva doutrina do software. Curiosamente, é no campo da música de jogos que Morgan dedica grande parte do seu tempo, o que pode explicar o detalhe de algumas das suas composições. “Sea Island” é um longo passeio por tudo aquilo que queremos de Loscil, do classicismo sintético às melodias pop em câmara lenta, da utilização moderna do erro digital ao conforto acústico dos instrumentos convidados (vibrafone, violoncelo, piano, fender rhodes). O que aquilo que hoje se chama de electrónica de câmara. Disco perfeito para suportar os dias de Inverno que não queremos.

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