Sexta-feira, 8 Março, 2019

LEE GAMBLE In A Paraventral Scale MLP

€ 11,50 MLP Hyperdub

Salto de “Mnestic Pressure” em 2017 para “Paraventral Scale” na actualidade. Gamble continua a mapear o mundo moderno, entre a classe de música contemporânea / académica e a herança jungle que a Inglaterra não consegue esquecer. Nesse sentido, “Moscow” puxa o passado, enquanto “In The Wreck Room” empurra o futuro, apesar da referência bem alta aos anos de drill & bass supervisionados, de alguma forma, por Aphex Twin e Squarepusher. “Many Gods, Many Angels” pode aproximar Gamble das salas de concertos, mas “Chant” coloca-o em simulação de laboratório onde se adivinha alguma clássica actividade da editora Mego por volta do ano 2000. Glitch romântico.


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Quarta-feira, 25 Outubro, 2017

LEE GAMBLE Mnestic Pressure CD / LP

€ 16,50 € 11,50 (-30%) CD Hyperdub

€ 19,50 € 14,95 (-24%) LP Hyperdub

A sensação de déjà-vu raramente é tão boa. Desde o magnífico “Diversions 1994-1996” que Lee Gamble tem criado labirintos de nostalgia em volta da música de dança britânica. O que faz está ligado à complexidade teórica em volta dos seus trabalhos e não voltou a estar tão ligado desde a sua estreia na PAN. Até agora. Este “Mnestic Pressure” é o que “Diversions” era para o jungle/garage aplicado ao universo da Hyperdub. Uma deconstrução violenta e psicadélica de uma electrónica/dança que se enraizou nesses géneros ao longo da última década. Um álbum em constante suspensão, sem a magia do tempo – a nostalgia agravada entre os 1990s e “Diversions” – mas com uma visão precisa de rearranjar os fluxos e a fluência da electrónica actual. “Mnestic Pressure” é um disco de Aphex Twin no seu auge sem a pressão de cumprir: e, por isso, Lee Gamble aqui tem mais liberdade. E no seu melhor é o céu. Parem tudo o que estejam a fazer e oiçam “UE8” em repeat até ao final dos dias. Até faz abanar a terra.

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Segunda-feira, 4 Julho, 2016

LEE GAMBLE Chain Kinematics 12″

€ 12,50 12″ UIQ

[audio:http://www.flur.pt/mp3/UIQINV0001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UIQINV0001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UIQINV0001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UIQINV0001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UIQINV0001-5.mp3]

Ouvir Lee Gamble é como processar uma tese de doutoramento sobre alguns estilos de música electrónica/dança. É bem mais entusiasmante do que parece e permite saltar capítulos aborrecidos e justificações a problemas. Lee Gamble enquadra história e o processo de a destruir e reconstruir sem que o ouvinte sinta o processo naturalmente. E senti-lo após algumas audições, ou através do conhecimento do seu trabalho, é essencial para perceber de como ele faz história através de história e revisita o jungle e o techno através da fusão de várias linguagens e na procura de uma música ambiente que tenha mais dança do que propriamente aquilo que vem à cabeça quando se pensa em ambiente. Mas é música ambiente e, de certa forma, relaxada. E também é música de dança, provavelmente não para a pista, mas o conglomerado de sons e os beats apontam para aí. E é as duas coisas, também, sem meter qualquer uma em negação, consigo própria e com a outra. E talvez o brilho ou o fascínio por Lee Gamble esteja menos presente agora do que há uns anos, mas o seu trabalho está mais refinado do que nunca. E aquilo que existia em “Diversions” surge em “Chain Kinematics” com um vigor e um depuramento bem mais ricos.

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

LEE GAMBLE Koch CD / 2LP

€ 15,95 € 12,50 CD PAN

€ 22,95 € 20,50 2LP PAN

“Koch” é a prova de que os dois brilhantes álbuns de Lee Gamble em 2012 não eram um artíficio. “Diversions 1994-1996” e “Dutch Tvashar Plumes” ficaram colados à ideia da “morte da rave” e pegavam numa certa memória ressacada pela música britânica dos anos 1990 que criou um buraco negro que nos sugou lá para dentro. “Koch” é o desejado passo em frente. É música calibrada noutro sentido e expressa o desejo de Lee Gamble querer fazer um longa-duração levado ao extremo: são quase oitenta minutos concebidos com uma ideia de que têm de ser ouvidos na íntegra, porque há fluir contínuo das canções. Cada canção embala para a outra – e isso torna difícil apontar momentos altos e baixos de “Koch” -, como uma espécie de set. E se na discografia mais recente Gamble pegava em géneros e reconstruía-os, aqui cria uma ideia de set, algo para ser ouvido e presenciado (é música que nos faz sentir) de uma só vez. Há também aqui um som mais denso, por vezes até pesado – claustrofóbico até -, liberto das convenções da actualidade e numa procura de construção e reconstrução dos próprios sons que Gamble trabalha. E continua a haver nostalgia, não da mesma forma abstracta de “Diversions”, mas pelo uso de ambientes e camadas sonoras que nos remetem para alguma electrónica dos 1990s (Aphex Twin e muitas coisas da Warp vêm-nos à memória), sem soar a um exercício teórico.

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Quinta-feira, 28 Fevereiro, 2013

LEE GAMBLE Dutch Tvashar Plumes LP

€ 19,95 LP (Edição Limitada e Serigrafada) PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN36LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN36LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN36LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN36LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN36LP-5.mp3]

Num espaço de poucos meses (dois/três), Lee Gamble editou dois magistrais álbuns. Se “Diversions 1994-1996” era um óptimo reaproveitamento de mixtapes de música de dança britânica dos anos 1990 – um quase-estudo – “Dutch Tvashar Plumes” é terreno novo, uma implementação das frases que ficaram por acabar no disco anterior. É difícil classificar a música de Gamble como música de dança, é qualquer coisa que se move à margem do acontecimento, batidas que acontecem com discrição e que dão o calorzinho suficiente para que sintamos a sua presença. Só que à medida que as ouvimos, e quanto mais as ouvimos, essa batida que é quase um pormenor vai-se tornando mais presente e tornando o resto ausente, assumindo-se como um esqueleto de cada canção e tornando-se em algo absolutamente vibrante. Porém há algumas canções que são quase o oposto (fazem o caminho inverso), mas a ideia funciona no mesmo sentido. A Pan é permanentemente vendida como uma editora que está na fronteira da música electrónica com a música de dança. Se algum dia precisarem de dar o exemplo disso, ou de realmente o que isso é, “Dutch Tvashar Plumes” é o disco a mostrar. Porque Lee Gamble não se limita a representar a IDM nos dias que correm, mas a levantar a base de uma estrutura que faz parte da sua memória/formação (à semelhança do que acontece com toda a teoria em volta da história que os Skaters e Ariel Pink deixaram na música pop/rock/experimental) e criar uma música dinâmica, inteligente, respeitável e inesgotável. Música que fala a língua de hoje, que voltamos a disponibilizar depois da primeira edição ter esgotado em horas. Magistral.

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Sexta-feira, 14 Dezembro, 2012

LEE GAMBLE Diversions 1994-1996 LP

€ 13,95 LP Pan (Ed. Limitada)  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN33-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN33-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN33-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN33-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN33-5.mp3]

Se existem discos que sintetizam bem um período musical que estamos a viver, esse é “Diversions 1994-1996″. Um disco que é uma antítese da música de dança, mas que ao mesmo tempo é música de dança, que tem traços da corrente industrial actual mas que se distancia dela com uma classe tremenda e que é feito a partir de samples recolhidos de mixtapes de jungle. Vem-nos à memória “Fiorucci Made Me Hardcore” de Mark Leckey, pela forma como trata e revitaliza a música de dança, revitalizando, aproveitando e criando um pedaço de história. E acima disso tudo, Lee Gamble consegue tratar o som de um modo construtivo e criar uma óptima relação entre o eventual experimentalismo que tenta, peças com princípio meio e fim, e dar vitalidade a uma maneira de processar beats, graves e ambientes que não é única, mas é uma benção num universo em que tudo tem que ser cada vez mais imediato e gratuito. Tal como Leyland Kirby faz regularmente, Lee Gamble criou um som (techno, jazz, alguns motivos de house com um ritmo desconcertante) que já não é para ser digerido no seu tempo, mas que faz todo o sentido no cenário actual. Música que não poderia existir noutro tempo senão agora, mas que ao mesmo tempo parece “exigente” para os padrões actuais. Nós gostamos. E gostamos de exigente. Excelente edição – mais uma, sim, mas esta apanhou-nos completamente desprevenidos – da Pan.


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