Sexta-feira, 13 Abril, 2018

CARETAKER Patience (After Sebald) CD

€ 12,50 CD (2018 repress) History Always Favours The Winners

OUVIR / LISTEN:
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Os últimos meses têm sido muito prolíferos para Leyland Kirby. Lançou mais de meia dúzia de álbuns, em nome próprio e como Caretaker, com peças que reflectem o seu óptimo discurso musical sobre a memória e a forma como a trabalha. A música, essa, está entre uma viagem ambient-Eno século XXI até ao ideal de salão de baile antigo e assombrado. Ao longo do último ano tem predominado mais esta ideia e “Patience (After Sebald)” não é excepção. Banda sonora para um documentário de Grant Gee sobre o escritor WG Sebald, este trabalho demorou algum tempo a ser concretizado por Kirby. O material de base desta vez é a peça “Viagem de Inverno” de Schubert, que Kirby desgasta, processa, reinventa pelos meios que lhe são habituais. Loops, vozes abafadas (por vezes também em loop, servindo de estrutura base para algumas canções), algumas notas de piano com um ar sujo e gasto que iluminam a música de Kirby com um gesto de outro mundo. O que faz é belíssimo, uma espécie de ambient no limite do clima de terror, mas no ponto certo para ser algo incrivelmente confortável, satisfatório e que nos transporta para um salão vazio, bem decorado e habitado por fantasmas. Como complemento, pouco depois do seu lançamento, Kirby forneceu para download algum material que ficou de fora de “Patience (After Sebald)”, chamado, curiosamente “Extra Patience (After Sebald)”

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time – Stage 3 LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

OUVIR / LISTEN:
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“Everywhere At The End Of Time” começou há um ano, projecto de seis discos em que cada um representa um estado diferente da memória / perda da memória. Leyland Kirby/The Caretaker continua a prometer ao ouvinte experiências e desafios difíceis de encontrar na música contemporânea. É exigente pedir a alguém para aguentar uma narrativa durante dois anos (os três próximos “Stage” serão editados no próximo ano) mas é o que Kirby tem feito (e não é a primeira vez que o faz). E quem está nesta viagem com ele só pode sentir-se gratificado. Há uma recompensa imensa neste “Stage 3”, quebra o enguiço das dúvidas que existiam nos dois passos anteriores: um “Stage 1” muito parecido com o The Caretaker do passado e um “Stage 2” onde as fundações iam desaparecendo, deixando a narrativa à nora. Os dois temas que abrem este capítulo tornam tão evidentes o que pretende com este trabalho que é quase de ir às lágrimas. Tanto “Back There Benjamin” e “And Heart Breaks” trabalham sons, emoções e tons presentes no percurso, mas Leyland Kirby evoca-os objectivamente no limite da dissipação da memória (e os mesmos sons, melodias, são uma constante ao longo do álbum). Os sons desintegram-se (e há um efeito de sedução com “The Disintegration Loops” de William Basinski) e sente-se algo a fugir das mãos, dos ouvidos. A dissipação, o nevoeiro sobre a memória torna-se visível, a distorção oferece as imagens que não existem e a música eleva-se a um estado monumental. É mesmo de ir às lágrimas.

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Segunda-feira, 8 Maio, 2017

LEYLAND KIRBY When We Parted My Heart Wanted To Die 2LP

€ 26,50 LP (2017 reissue) History Always Favours The Winners

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HAFTW001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW001-5.mp3]

Em 2009 quando saiu esta primeira parte da trilogia “Sadly, The Future Is No Longer What It Was”, a carreira de Leyland Kirby era muito diferente da que tem hoje. Parte da sua música, saída do seu corpo e mente e não do seu nome, habitava numa ressaca daquilo que fazia desde o início da sua carreira. Esta primeira parte, “When We Parted My Heart Wanted To Die”, agora reeditada é o pontapé de partida do Leyland Kirby / The Caretaker que se ouve hoje. Contudo, há algo de muito distinto em “Sadly, The Future Is No Longer What It Was” do resto da sua obra: é um disco que está a aceitar um futuro que está para vir, um futuro onde as pessoas são menos exigentes com o tempo que têm para a música e para a forma como abordam o seu tempo com a música (e, lá está, com a vida). É como se Kirby estivesse a ditar o fim de algo: da música ambiental, da capacidade de concentração para música exigente. É, por isso, inicialmente, um disco muito pesado. Demora tempo a processar e só é completo com as três partes, com as suas mais de três horas de música. Passados estes anos todos continua a ser pertinente, a mensagem ainda está lá e bem presente: exigimos de nós mesmos a concentração que necessitamos para ouvir certa música? Culpamos a falta de tempo, o excesso de informação, as nossas vidas, como se não tivéssemos controlo, como se fossemos obrigados a ir com a onda. Simultaneamente a isso, é um disco que vem de um lugar escuro, mas que se abre para lugares mais arejados quanto mais se ouve, se conhece. É um dos trabalhos mais importantes da história da música ambiental e provavelmente a obra mais realizada da carreira de Kirby. Um monumento que está a ser reeditado agora. Esta é só a primeira parte.

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Segunda-feira, 8 Maio, 2017

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time – Stage 2 LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

Segundo tomo de “Everywhere At The End Of The Time”, nova série de The Caretaker iniciada no ultimo trimestre do ano passado. Ao todo serão seis volumes em volta da memória e da perda dela. No segundo volume reforça-se uma ideia presente no primeiro (e que ganhou maior força nas audições dos últimos meses): há uma clara distanciação da ideia de música fantasmagórica do passado ou do “haunted ballroom”. Mesmo que esta memória, o trabalho dela, evoque o passado, há qualquer coisa de diferente aqui, uma espécie de desligar com as referências do passado e um encontro feliz com novos processos. Por isso, este “Stage 2” é a melhor coisa que fez desde “An Empty Bliss Beyond This World” (talvez o apogeu na construção do “haunted ballroom”). É mais aberto do que o primeiro volume e é uma expansão para outros universos. No primeiro, pode-se dizer agora, criou a ligação entre o velho Caretaker e o novo que trabalha esta série, foi o caminhar pela ponte para uma nova terra. “Stage 2” é esse novo território, mais aberto, expansivo, cria música que parece viver à distância, noutro planeta. “Misplaced In Time” é uma forma genuína de dizer adeus às salas com fantasmas: nas salas de Caretaker habitam agora pessoas com memórias. Sejam tristes, vagas ou esparsas, mas são coisas vivas, cheias de emoção. Antes a emoção parecia não existir – o que é um feito maravilhoso -, agora ela é um momento central na música de Caretaker. E é uma incógnita, por enquanto, saber para onde nos levará.

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Terça-feira, 15 Novembro, 2016

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

OUVIR / LISTEN:
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Há uns anos que temos tido a sorte de ter todos os lançamentos de Leyland Kirby nos seus diversos pseudónimos. Com essa questão do momento vêm também os constantes interregnos, longos períodos em que não ouvimos falar dele e, de repente, sem qualquer aviso, chegam notícias de que vêm uma série de discos seus. “Everywhere At The End Of Time” é esse tipo de novidade, o primeiro de uma série de seis discos, lançados ao longo dos próximos meses, que são o resultado de um trabalho que tem feito à volta da memória, da perda dela, da doença (Alzheimer), mesmo que isso não o afecte. É um tema que tem tudo a ver com Caretaker, os sons que cria enquanto tal são uma procura e uma exploração genuína da memória. Seja porque os sons remetem exactamente para um passado que inevitavelmente evoca o conceito de memória, mesmo que os sons digam pouco ou nada ao ouvinte. É o método que interessa, uma força criativa que consegue explorar esse sentimento e alojar-se no cérebro quando ouvimos a sua música. Já foi definido no passado como “haunted ballroom” e é uma definição que ainda serve este Caretaker, embora o ambiente tenha pouco de sombrio ou assombrado, porque a memória presente nesta primeira selecção de trabalhos desta nova enciclopédia Caretaker soa a um conjunto de valsas que parecem existir numa história paralela do mundo. E a forma como desencanta isto, como cria uma espécie de realidade/passado paralelo, é uma característica única de Caretaker. Ninguém faz isto como ele, ninguém cria música como ele. É um passado, ou memórias que só existem nos seus discos. E oferece-nos isto com uma bondade única. A sua música é uma dádiva para o mundo e passar ao lado do que anda a fazer é perder algo de muito bonito. E se não pegamos nas coisas bonitas, mesmo quando elas são um pouco tristes, ou evocativas de uma certa tristeza, ou melancolia, então não andamos a fazer nada por aqui. Oiçam “Chidishly Fresh Eyes” e depois venham falar connosco. E, fica a dica, como outros lançamentos, “Everywhere At The End Of Time” é muito limitado e já não temos muitas cópias. Não deixem para o fim do ano aquilo que só irão conseguir arranjar nos próximos dias.

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Quarta-feira, 11 Junho, 2014

LEYLAND KIRBY presents V/VM The Death Of Rave (A Partial Flashback) CD / LP

€ 12,95 CD History Always Favours The Winners

€ 21,50 LP History Always Favours The Winners

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HAFTW015CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW015CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW015CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW015CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW015CD-5.mp3]

É irónico que Leyland Kirby tenha ficado algo de fora quando se celebrou a Death Of Rave, seja pela carta lançada pela editora subsidiada pela Boomkat ou pelos discos de Lee Gamble e todos os outros que lhe seguiram e tentaram copiar (mesmo que fosse só na filosofia). Kirby esteve lá antes, até foi ele que cunhou o nome, numa altura em que estava desencantado com a música de dança e, principalmente, com os palcos de dança e resolveu iniciar uma série com temas rave absolutamente descontruídos à maneira de Kirby. Ao todo foram 204 faixas que colocou cá fora, neste “A Partial Flashback” cabem apenas oito, que abraçam e sintetizam o conceito e nos poupam a horas de um manifesto que a certo momento foi excessivo, mesmo sabendo que Kirby sempre viveu de excessos, manias e de anti-heroísmos justificados. “The Death Of Rave” não é uma expressão máxima desses sentimentos, mas é o possível “The Disintegration Loops” para um britânico alcoólico que se divertiu nos tempos áureos das raves e que viu depois a sua decadência. E o que é sublime nestas oito faixas escolhidas é que não há qualquer decadência, cada uma é uma espécie de eterna luz ao fundo do túnel, um marcador de esperança que nos mostra uma das fases mais luminosas de Kirby (que depois editaria o maravilhoso tratado que é “Sadly, The Future Is No Longer What It Was”). Brilhante.

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Quarta-feira, 11 Junho, 2014

LEYLAND KIRBY Intrigue & Stuff 4 LP

€ 15,50 LP (vinil transparente) History Always Favours The Winners

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HAFTW014LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW014LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW014LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW014LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW014LP-5.mp3]

Há uns anos o primeiro volume de “Intrigue & Stuff” quebrou o silêncio de Leyland Kirby e assinalou um período – sensivelmente dois anos – em que Kirby editou regularmente, seja como Kirby ou Caretaker. Do terceiro ao quarto volume houve um hiato tão grande como o silêncio de Kirby até ao primeiro volume desta série, e, ao que parece, é também um disco que se faz acompanhar por uma outra edição (“The Death Of Rave”) do autor e que colocam um ponto e vírgula na carreira de Kirby. Existirá um período de silêncio. Não será curto, nem longo, mas será o suficiente para se notar a sua ausência, porque Kirby tem feito, como poucos, um retrato constante da música electrónica contemporânea. A série “Intrigue & Stuff” tem servido de canal para editar as suas coisas que não têm lugar, não há propriamente uma narrativa contínua nos discos, nem tampouco em cada disco, e, se ela existe, estará contida na estranheza destes temas, algures entre o haunted ballroom de Caretaker e um funk ressacado. Este quarto volume não é excepção e, tal como os outros, não apontam nem um presente nem um caminho para o futuro do músico. São apontamentos, como sempre os deixou, que têm de entrar no nosso imaginário.

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Quarta-feira, 11 Junho, 2014

LEYLAND KIRBY Intrigue & Stuff 3 LP

€ 15,50 LP (vinil transparente) History Always Favours The Winners

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HAFTW012LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW012LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW012LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW012LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW012LP-5.mp3]

Quatro volumes de Intrigue & Stuff (pack fica a 55.95)
Encerrado mais um capítulo das odisseias de Leyland Kirby, optou-se – e bem -, como é tradição, por reeditar os três primeiros volumes de “Intrigue & Stuff”, unicamente em vinil transparente. Esta série é um corpo estranho no habitual Kirby, é claramente um campo de testes para o músico celebrar algumas coisas que não teriam lugar numa história mais longa. Cada faixa é, por assim dizer, uma short story, algo com um princípio e fim e que nos mostra algo completamente diferente do que veio antes e do que virá a seguir. Há uma certa magia nisto, uma espécie de mistério que se mantém até quando se revisita os álbuns e que se foi tornando ainda maior à medida que os volumes foram saindo. Não é uma história como todas as outras, mas é uma história. E há que admirar a frontalidade e exposição de Kirby por causa disso. Até porque há aqui autênticas pérolas.

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Quarta-feira, 11 Junho, 2014

LEYLAND KIRBY Intrigue & Stuff 2 LP

€ 15,50 LP (vinil transparente) History Always Favours The Winners

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HAFTW011LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW011LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW011LP-3.mp3]

Quatro volumes de Intrigue & Stuff (pack fica a 55.95)
Encerrado mais um capítulo das odisseias de Leyland Kirby, optou-se – e bem -, como é tradição, por reeditar os três primeiros volumes de “Intrigue & Stuff”, unicamente em vinil transparente. Esta série é um corpo estranho no habitual Kirby, é claramente um campo de testes para o músico celebrar algumas coisas que não teriam lugar numa história mais longa. Cada faixa é, por assim dizer, uma short story, algo com um princípio e fim e que nos mostra algo completamente diferente do que veio antes e do que virá a seguir. Há uma certa magia nisto, uma espécie de mistério que se mantém até quando se revisita os álbuns e que se foi tornando ainda maior à medida que os volumes foram saindo. Não é uma história como todas as outras, mas é uma história. E há que admirar a frontalidade e exposição de Kirby por causa disso. Até porque há aqui autênticas pérolas.

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Quarta-feira, 11 Junho, 2014

LEYLAND KIRBY Intrigue & Stuff 1 LP

€ 15,50 LP (vinil transparente) History Always Favours The Winners

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HAFTW009LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW009LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW009LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW009LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW009LP-5.mp3]

Quatro volumes de Intrigue & Stuff (pack fica a 55.95)
Encerrado mais um capítulo das odisseias de Leyland Kirby, optou-se – e bem -, como é tradição, por reeditar os três primeiros volumes de “Intrigue & Stuff”, unicamente em vinil transparente. Esta série é um corpo estranho no habitual Kirby, é claramente um campo de testes para o músico celebrar algumas coisas que não teriam lugar numa história mais longa. Cada faixa é, por assim dizer, uma short story, algo com um princípio e fim e que nos mostra algo completamente diferente do que veio antes e do que virá a seguir. Há uma certa magia nisto, uma espécie de mistério que se mantém até quando se revisita os álbuns e que se foi tornando ainda maior à medida que os volumes foram saindo. Não é uma história como todas as outras, mas é uma história. E há que admirar a frontalidade e exposição de Kirby por causa disso. Até porque há aqui autênticas pérolas.

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Sexta-feira, 7 Março, 2014

LEYLAND KIRBY Breaks My Heart Each Time 12″

€ 8,50 12″ Apollo / R&S

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Depois de algum tempo com discos nas suas próprias editoras, Leyland Kirby parece abrir novamente o seu espaço a outros selos. Depois de The Stranger na Modern Love, 2014 começa com este “Breaks My Heart Each Time” na Apollo, editora que pertence à R&S, e dá-nos sons comuns na carreira contínua de Kirby, mas que fogem um pouco à electrónica que andava a editar nos últimos anos. Em vários aspectos este maxi parece não estar em sintonia com os últimos anos da sua carreira, cada tema entrega uma produção diferente, que tanto nos restabelece com alguma nostalgia com os anos 1980s como relembra as subversões de Leyland Kirby desde finais dos anos 1990s até meados da década passada em volta de uma manifestação ou contra-manifestação da cultura da música de dança britânica dos anos 1990s. Se resumirmos tudo numa palavra, ela é delírio. Parece deambular ao longo destes quatro temas sem grande vagar e com uma oferta de respostas para uma pergunta inexistente. Os temas mais ambientais, os primeiros de cada lado (“Breaks My Heart Each Time” e “Diminishing Emotion”) parecem divagações ébrias em volta de Vangelis, onde existe mais a palavra fusão do que nostalgia no léxico destas produções. Uma coisa em comum, e que é um diálogo permanente no Kirby dos últimos anos, passa por uma melancolia arrastada que manifesta um mal-estar por algo indefinido. E isso é maravilhosamente trabalhado em “Diminishing Emotion”. Esse sentimento bate mais quando entra, logo a seguir, “Staring Down The Sun”, que joga em contraste absoluto com os nove minutos anteriores e é uma brincadeira desconexa com o jungle britânico. É um maxi desconcertante, não no sentido mais directo do termo, mas por uma falta de direcção que concretiza muito bem a aleatoriedade voluntária de alguns trabalhos de Leyland Kirby. E quem o segue ao longo de décadas sabe que de vez em quando ele gosta de nos baralhar. Faz parte. E ainda bem.

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Sexta-feira, 3 Janeiro, 2014

THE STRANGER Watching Dead Empires In Decay CD / LP

€ 14,95 CD Modern Love

€ 19,50 LP Modern Love

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOVE088-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE088-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE088-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE088-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE088-5.mp3]

Quase todos os anos pregamos a mesma partida: do nada há um disco que aparece no nosso top anual sobre o qual ainda não tínhamos falado. Não é partida, normalmente deve-se a uma série de causas e consequências, neste caso prende-se ao facto de termos recebido este disco de The Stranger tarde, mas ainda a tempo de aparecer nas nossas listas do ano. Tem pouco de estranho este The Stranger, é mais um nome que Leyland Kirby usa para fazer sair a sua música e para nos conduzir até ela. A edição na Modern Love é pouco óbvia, mas percebe-se dada a ligação estreita que manteve com a editora ao longo da sua existência. E se “Watching Dead Empires in Decay” é um disco estranho na editora, também é perfeitamente aceitável que essa anomalia venha de Leyland Kirby. Não poderia ser mais ninguém. Essa propriedade, ou identidade, é uma raridade nos dias que correm, porque Kirby é distante de qualquer realidade que exista na actualidade: hoje, no passado e, arriscamos dizer, no futuro. E se os seus últimos discos, como Leyland Kirby ou The Caretaker, têm assombrado a nossa existência e a memória nos últimos anos, “Watching Dead Empires in Decay” parece uma compressão de sentimentos, evacuados para nove canções que não criam qualquer narrativa entre elas e despedaçam qualquer “momento” que se queira encontrar neste disco. Podia ser um disco de carreira, de revisitação, mas isso seria diminuir o carácter expansionista de uma obra tão singular como “Watching Dead Empires in Decay”, um tratado que sacode para o canto o techno industrial que se tem feito nos últimos dois anos e que, logo a seguir, nos dá algo “Providence Or Fat! e” : e ficamos mesmo a pensar, que raio é isto? Isto é aquilo que boa parte dos grandes discos têm, uma total apatia para com o resto e uma total entrega a um propósito, um desejo de comunicação e circunscrever em som uma mensagem que fique para o futuro. A mensagem de Kirby tem sido sempre muito clara e é quase uma provocação para a forma como se vive a música hoje em dia. É, preciso, de facto, tempo. E tempo é uma coisa que Kirby trabalha e constrói, destrói, reconstrói, vincula e faz apodrecer em grande parte dos seus trabalhos. E, se não há tempo, simplesmente não vale a pena o esforço. Não o merecemos. Isso pouco lhe interessa, porque ele sabe que quem fica a ouvir, está lá para ficar. Quando se percebe isso, sentimo-nos abençoados.

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Sexta-feira, 7 Junho, 2013

CARETAKER Persistent Repetition Of Phrases LP

€ 17,50 LP (Edição limitada) History Always Favours The Winners

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Sexta-feira, 7 Junho, 2013

THE CARETAKER An Empty Bliss Beyond This World CD / LP

€ 20,95 LP (Edição Limitada) History Always Favours The Winners

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HAFTW008-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW008-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW008-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW008-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW008-5.mp3]

Ao longo dos últimos meses, temos visto uma série de discos de Leyland Kirby a serem apresentados depois de um 2010 relativamente calmo. Foi uma forma de dizer que o triplo “Sadly, The Future Is No Longer What It Was” deveria perdurar no nosso consciente. E assim foi. Porque Kirby, seja assinando como Leyland ou como Caretaker, é um ginasta do tempo e da memória numa época em que essas duas coisas são trabalhadas quase sempre de forma errada. E o que ele nos pede quando ouvimos os seus discos é uma tarefa quase injusta nos tempos que correm, na forma como nos habituámos a ouvir música: pede tempo para si. Tempo para ser ouvido, para nos exercitarmos no som que produz, e esse é como um abanão para nos livrarmos da apatia em que nos enfiámos. Talvez esta enchente de discos seus (estes dois de que falámos mais os três volumes de “Intrigue & Stuff”) seja uma forma de nos despistar ou um modo de mandar material cá para fora e nos forçar a encontrar a direcção na sua música. Também pode ser tudo aleatório, mas isso é muito pouco romântico (mas igualmente digno de Leyland Kirby).
Com “An Empty Bliss Beyond This World” de Caretaker viajamos por belíssimas rotinas do tempo, sons que de alguma forma se enfiaram no nosso imaginário mas que nos habituámos a segregar noutro sítio qualquer. O tratamento, o filtro quase Basinskiano que lhes dá é um vestígio de um outro mundo gravado em memórias que estão a ser queimadas em película.

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Segunda-feira, 20 Agosto, 2012

CÉDRIC STEVENS The Syncopated Elevators Legacy LP

€ 19,50 2LP Discrepant  ENCOMENDAR

Inclui remisturas de Fennesz, Leyland Kirby, Sylvain Chauveau, My Cat Is An Alien, Burning Star Core e Motion Sickness Of Time Travel.


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Sexta-feira, 16 Dezembro, 2011

LEYLAND KIRBY Eager To Tear Apart The Stars CD

€ 12,95 CD History Always Favours The Winners  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HAFTW010-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW010-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW010-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW010-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW010-5.mp3]

Ao longo dos últimos meses, temos visto uma série de discos de Leyland Kirby a serem apresentados depois de um 2010 relativamente calmo. Foi uma forma de dizer que o triplo “Sadly, The Future Is No Longer What It Was” deveria perdurar no nosso consciente. E assim foi. Porque Kirby, seja assinando como Leyland ou como Caretaker, é um ginasta do tempo e da memória numa época em que essas duas coisas são trabalhadas quase sempre de forma errada. E o que ele nos pede quando ouvimos os seus discos é uma tarefa quase injusta nos tempos que correm, na forma como nos habituámos a ouvir música: pede tempo para si. Tempo para ser ouvido, para nos exercitarmos no som que produz, e esse é como um abanão para nos livrarmos da apatia em que nos enfiámos. Talvez esta enchente de discos seus (estes dois de que falámos mais os três volumes de “Intrigue & Stuff”) seja uma forma de nos despistar ou um modo de mandar material cá para fora e nos forçar a encontrar a direcção na sua música. Também pode ser tudo aleatório, mas isso é muito pouco romântico (mas igualmente digno de Leyland Kirby).
Mais tarde, neste ano, com “Eager To Tear Apart The Stars” enquanto Leyland Kirby solidificou o universo que tem explorado nos volumes de “Intrigue & Stuff”, com frases mais lentas e carismáticas em volta do piano e ambientes com horizontes mais definidos e libertos de uma certa descodificação. Por aí, “Eager To Tear Apart The Stars” é um dos discos mais despidos de Kirby e, até ver, o digno sucessor de “Sadly, The Future Is No Longer What It Was” no modo pessimista, muito dele, de nos dizer que temos de mudar.

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