Sexta-feira, 6 Outubro, 2017

MACHINE PAISLEY Machine Paisley CD

€ 13,95 CD (RI 035) Rather Interesting

Exemplares originais SELADOS da edição alemã de 1996 / Original 1996 German release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
Machine Paisley

Não é apenas o facto de, na época (1996), Atom Heart / Uwe Schmidt trilhar um percurso sem paralelo. Um álbum como “Machine Paisley” ainda está muito sólido na sua própria posição. Esta música não só não fica datada como, ainda hoje, apresenta soluções muito futuristas. Partindo de uma teia jazzística extremamente complexa, com camadas sobre camadas de pormenores diminutos sempre a acrescentar dimensões ao corpo sonoro, o disco explora uma espécie de Exotica sem fronteiras, sem barreiras, com base no que aparenta ser uma base vagamente latina. Uwe Schmidt estava baseado em Santiago do Chile e caminhava, álbum a álbum, para a as extravagâncias latinas que foram Los Samplers e Señor Coconut, só que é precisamente na medida que apresenta em “Machine Paisley” e nesse período que o génio se manifesta sem igual. Só é possível sentir o alcance deste seu universo com uma audição atenta aos detalhes (auscultadores, por exemplo). Mesmo nas faixas em que, num primeiro plano, tudo soa concreto e extremamente fluorescente, há que procurar todos os sons mais suaves que coexistem sob a superfície. Brilhante.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 6 Outubro, 2017

SOLPHAX Globaline CD

€ 12,95 CD (PS 08/71) Fax +49-69/450464

Exemplares originais SELADOS da edição alemã de 1995 / Original 1995 German release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
Globaline

Victor Sol a solo na Fax (cremos que o seu único solo na editora que chegou a editar um álbum por semana), no mesmo ano do brilhante “Solid Pressure” com XJacks e de um concerto no Sónar, em Barcelona, em que tivemos oportunidade de assistir ao excitante desenvolvimento do som analógico ao vivo. “Globaline” funciona como showcase da amplitude de Victor Sol: nas margens mais científicas do techno (“Detroit Is Waiting”, bassline incrível, “Hemispherical Sink”, “4UV”, “Birds Day”, por exemplo), respeitoso mas totalmente autónomo em relação a escolas definidas; também no ambiente denso, com um tom de planeta vermelho sob tempestade de poeira. Sol garantiu, neste período, um estatuto quase mitológico no traço temporal já comprido da música electrónica (arriscamos até a dizer “de vanguarda”), também porque parece ter desaparecido de circulação mais ou menos no virar do século. “Globaline” cruza com autoridade e sem ajudas o terreno nem sempre seguro da electrónica que, nos 90s, circulava em torno do circuito techno.

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Sexta-feira, 6 Outubro, 2017

XJACKS Solid Pressure CD

€ 12,95 CD (PS 08/59) Fax +49-69/450464

Exemplares originais SELADOS da edição alemã de 1995 / Original 1995 German release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN
Bone Factory
Lunar Icing
Spaced Out
Cellophane

“Bonefactory” ameaça um disco industrial, que até faria sentido dado o background de Victor Sol nos 80s, por exemplo com Tobias Freund, que agora grava para a Ostgut Ton. No entanto, é mais correcto pensar em Conrad Schnitzler, um dos heróis de Sol, apesar de XJacks ser um projecto dele com Dandy Jack (colaborador de Ricardo Villalobos, etc.). Os quase 10 minutos da faixa de abertura marcam uma viagem bem definida por corredores e tubagens onde muita coisa desconhecida ecoa entre paredes; “Lunar Icing” estica o tempo para além dos 13 minutos e, em torno de uma jam clássica de caixa-de-ritmos, desenvolve uma caminhada dramática extremamente rica e complexa, tensa, com um recorte ácido sempre presente; “Spaced Out” estende um tapete suave de ambiência laboratorial para uma faixa impressionante de kosmische psicadélico. Saímos dela com gravidade muito reduzida para enfrentar o resto de um álbum que, quanto a nós, permanece intocável desde 1995. Textura muito táctil, nesta abordagem improvisada a um vasto universo nunca suficientemente explorado. Exemplares selados, com 22 anos, de um álbum que nunca esquecemos.

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Quarta-feira, 4 Outubro, 2017

F INGERS Awkwardly Blissing Out LP

€ 14,95 LP Blackest Ever Black

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No título encontra-se uma possível descrição: o álbum é pausado, tranquilo, de uma forma estranha. Carla Dal Forno com Sam Karmel e Tarquin Manek num segundo álbum (descontando cassetes) de quase perfeição chill out industrial. Como contornar esta designação feia? Escutar o disco é sempre a melhor solução. F ingers abordam com extrema segurança uma estética que soa perdida no tempo mas que, na verdade, como sabe quem segue a via industrial, nunca se perdeu. Linha iniciada com Throbbing Gristle e, sobretudo, com os primeiros discos de Chris & Cosey, renovando incessantemente a relevância do DIY, da electrónica de pouca definição cruzada com baixo, guitarra, voz etérea e um prazer notório nas partes escuras do dia-a-dia. Álbum obviamente pouco alegre e, no entanto, promove uma ideia de vida muito dinâmica.

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Quarta-feira, 4 Outubro, 2017

ANDREW WEATHERALL Qualia 2LP

€ 21,95 2LP Höga Nord

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HNRLP011-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HNRLP011-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HNRLP011-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HNRLP011-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HNRLP011-5.mp3]

Weatherall construiu uma sólida reputação enquanto mestre de vários ofícios, querendo dizer géneros. De dub e pós-punk a electro e techno minimal, com os Sabres Of Paradise, Two Lone Swordsmen, enquanto produtor ou na sua música a solo, ele movimenta-se com naturalidade e revela frequentemente a sua costela sábia de quem, bom, sabe o que se fez antes e como se faz. “Qualia” retoma um som de que nos recordamos em “From The Double Gone Chapel” (Two Lone Swordsmen em 2004), mas retira-lhe um certo pendor cinzento para se apresentar quase como uma proposta de pós-rock dançável, se for possível conceberem isso. É um álbum instrumental muito assente em bateria “ao vivo” (na verdade não sabemos), quase uma espécie de power pop sem voz e com uma intenção claramente positiva. Weatherall em exercício de musicalidade em formato banda.

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Quarta-feira, 4 Outubro, 2017

GODSPEED YOU! BLACK EMPEROR Luciferian Towers CD / LP

€ 16,95 CD Constellation

LP Constellation

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CST126LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CST126LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CST126LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CST126LP-4.mp3]

LP EM BREVE / SOON

O interregno de alguns anos na biografia dos Godspeed You! Black Emperor fez-lhes bem. A sua história começou num momento oportuno e isso cavalgou-os para espécie de semi-sucesso nas viagens da música independente e associou-os a uma série de coisas que talvez estivessem erradas naquele momento concreto. Tanto ontem como hoje, uma coisa é verdade: ninguém faz o que eles fazem como eles (goste-se ou não). E é aí que esse interregno entra, a paragem longa dos GY!BE fez com que a sua ausência fosse sentida e que o mundo estaria sempre pronto para os receber de volta. “Luciferian Towers” é o seu terceiro disco desde 2012 (nessa altura, dez anos desde o álbum anterior) e é um trabalho refinado em volta do que sempre nos habituaram. Há coisas que são como são, e os GY!BE são isto, uma espécie de banda-sonora de Morricone e John Williams para um filme de Jodorowsky. Com a vantagem de que não há imagens, só som, e nós podemos preencher o vazio com a glória que entendermos.

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Quarta-feira, 4 Outubro, 2017

ARIEL PINK Dedicated To Bobby Jameson CD / LP

€ 16,95 CD Mexican Summer

€ 26,50 LP Mexican Summer

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MEX2402-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MEX2402-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MEX2402-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MEX2402-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MEX2402-5.mp3]

Ariel Pink traz o futuro novamente. Mesmo que o futuro seja igual em qualquer momento na carreira de Ariel Pink e mesmo que este “Dedicated To Bobby Jameson” (figura de semi-culto ao longo dos 1960/1970, perfeito para o imaginário de Ariel Pink) seja o disco que nesta década mais explicita referências directas e indirectas de Ariel: “Feels Like Heaven” saiu do manual Jesus & The Mary Chain, “Deamdate Narcissist” rouba de caras Doug Hream Blunt (que, se a sua história for verdade, roubou toda a sua razão de existir a Ariel Pink). Mas roubar ou influências é algo que não cabe no universo ou horizontes de Ariel, seja porque há toda uma geração que lhe deve muito, ou porque a sua música é uma reimaginação enfática e riscada da pop dos últimos 60 anos: o primeiro concerto que deu na ZDB soava à reprodução de um “Pet Sounds” muito sujo e riscado. E foi fantástico por isso. “Dedicated To Bobby Jameson”, com Ariel fora da 4AD, é um regresso às canções menos limpas, que continuam belas, circulares, doces, encantadas pelo lixo de luxo da pop. Se em discos como “Before Today” ou “Mature Themes” o carrossel parava num parque temático límpido e aromático, “Dedicated To Bobby Jameson” é a descoberta de um abandonado, talvez onde a carreira de Ariel ficou antes de se mudar para a 4AD. Não é um regresso às raízes, ao passado, é o regresso ao futuro constante do imaginário de Ariel Pink. E o melhor? Não ficamos com saudades. É um pouco isso que acontece com cada novo Ariel: nunca ficamos com saudades. Porque o seu presente é sempre melhor do que o presente de todos os outros. Obrigatório.

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Quarta-feira, 4 Outubro, 2017

STEFFI World Of The Waking State CD / 2LP

€ 14,95 € 12,50 (-16%) CD Ostgut Ton

€ 24,50 € 21,50 (-12%) 2LP Ostgut Ton

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTCD41-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTCD41-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTCD41-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTCD41-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTCD41-5.mp3]

Três anos desde “Power Of Anonimity” e Steffi, aparentemente sem pressão, prossegue o seu caminho. Esse é relativamente neutro, no contexto techno actual, isto é, a sua abordagem é abrangente, não vinca em demasia uma só estética. Nota-se amor por uma forma electro retirada de Drexcyia, amor pela Warp e a série Artificial Intelligence (sempre tão citada nestes textos). Nota-se também um espaço pouco comum nos discos da Ostgut Ton, geralmente mais espartanos e escuros. “World Of The Waking State” assume logo uma ideia narrativa inspirada nos anos 90, sem complexos. E porquê? Claramente porque Steffi segura bem o comando e entrega um álbum que, apesar de terminar com um título como “Cease to Exist”, é uma afirmação de vitalidade na procura incessante de personalidade na música electrónica.

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Quarta-feira, 4 Outubro, 2017

FOUR TET New Energy CD / 2LP

€ 12,50 € 9,95 (-20%) CD Text

€ 22,95 2LP Text

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TEXT046CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TEXT046CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TEXT046CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TEXT046CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TEXT046CD-5.mp3]

Novo álbum de Four Tet, dois anos após “Morning / Evening”, “New Energy” é um título sorridente para um álbum quase todo ele produzido num laptop, com uma visão informal dos ambientes que Four Tet nos deixou no passado. Há uma cadência lenta em muitos dos temas de “New Energy”, um fascínio cego por correntes de música ambiental que têm surgido nos últimos anos: não é ao calhas que “Two Thousand And Seventeen” aponta para o ano e é um tema entre o ambiental e o pop que refresca bem muitos elementos da pop da memória recente. “New Energy” esquece o deserto criativo de alguns momentos na história de Four Tet, momentos de limbo que existiram na sua – já longa – carreira. É um impulso que corteja o presente e traz melodias imparáveis, sem voz, algures entre a pista e a electrónica ambiental.

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Quarta-feira, 4 Outubro, 2017

V/A / DJ STINGRAY Kern Vol. 4 CD / 2LP

€ 12,50 CD (mixed) Kern / Tresor

€ 21,95 2LP Kern / Tresor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KERN004CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KERN004CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KERN004CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KERN004CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KERN004CD-5.mp3]

O rosto parcialmente oculto de Stingray, na capa, revela imediatamente a filiação em Underground Resistance e, até, Drexciya (ele aparece por vezes como “Drexciyan DJ Stingray”). Esta mix bastante ágil – são 27 faixas – representa o sumo importante da vertente electro mais científica, sempre, nunca duvidem, originária nos Kraftwerk, especialmente em “Numbers” e no resto do álbum “Computer World”. Isso não invalida em nada o estabelecimento de uma nova, grande avenida, a partir de Model 500 ainda nos anos 80, e UR e Drexciya logo no alvor dos 90s. Mix dinâmica, laboratorial, robótica ao extremo, como é lindo nesta música. Grande demonstração de vitalidade.

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1. Dopplereffekt “Scientist” 2. Alex Cortex “We Run Your Life” 3. Kris Wadsworth “Infiltrator” 4. Christopher Joseph “Mind At Sea” 5. Silent Servant “Dissociation” 6. Adam Jay “Lexic” 7. Herva “Slam The Laptop” 8. Gesloten Cirkel “Submit X” 9. Professor X “Professor X (Saga)” 10. NRSB-11 “Nationalised” 11. Luke Eargoggle “I Belong To The Past” 12. Drexciya “Lost Vessel” 13. Dynarec “Moving Corridors” 14. Syncom Data “Musik Politik” 15. Creepy Autograph “Night Stalker” 16. Drexciya “Aquabahn” 17. Faceless Mind “Ocean Movers” (VCS2600 Science remix) 18. DJ Di’jital “Bang” 19. Drexciya “Running Out Of Space” 20. Illektrolab “Overdrive” 21. Anna Merideth “Vapourised” (Lone Lady remix) 22. Drexciya “Dr Blowfins’ Black Storm Stabilizing Spheres” 23. DJ Di’jital “Mind Of The Master” 24. Morphology “Vector Plant” 25. Luke Eargoggle & Kan3da “Night Smoker” 26. AFX “Serge Fenix Rendered 2″ 27. Drexciya “Cascading Celestial Giants”

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Quarta-feira, 4 Outubro, 2017

MARIA RITA Brasileira LP

€ 19,95 LP (2017 reissue) Optimo Music / Selva Discos

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OMSD001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMSD001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMSD001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMSD001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMSD001-5.mp3]

“Cântico Brasileiro No. 3 (Kamaiurá)” encheu-nos as medidas quando conhecemos Maria Rita através de “Outro Tempo”, compilação editada este ano pela Music From Memory. Agora via a Selva Discos (editora nas mãos dos Selvagem, Augusto Olivani and Millos Kaiser) e pela Optimo Music (JD Twitch) chega finalmente a reedição oficial do fantástico e enigmático “Brasileira”. É tribal, é selva, mas também tem apontamentos de electrónica fora do âmbito comum, que tornam “Brasileira” num canto irrequieto entre a bossa, a folk e o desejo de materializar um objecto incomum no campo da world music: e é um grito único, álbum solitário na carreira de Maria Rita Stumpf. Há canções aqui que enchem o ouvido, difíceis de classificar dada a metamorfose constante e complexa dos instrumentais. A voz de Maria Rita raramente é clara e contribui para o ar espectral-groove de “Brasileira”. Um álbum único, encantado.

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Quarta-feira, 4 Outubro, 2017

JOHN T GAST Inna Babalon 2LP

€ 22,95 2LP Haunter Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SPCTR007-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCTR007-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCTR007-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCTR007-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCTR007-5.mp3]

Imprevisível, John T. Gast (que alguns supõem ser Dean Blunt) vagueia entre zonas na música de dança. Depois da inexcedível neura industrial que foi o single “Overseer”, “Inna Babalon” soa quase new age. Trata-se da reedição de uma cassete de 2016, e aqui o artista explora uma ideia meio recôndita de dancehall, envolta numa névoa que se reconhece mais dos tempos escuros do dubstep mas, como na faixa “Jonathan”, com raios de luz a quebrar a densidade. O álbum é bastante romântico, ao seu modo, projectando uma realidade sonhada em som, de facto pouco fácil de fixar num só lugar. Falámos em dancehall, mas talvez seja apenas a sugestão dada pelo título e algum peso dub mais forte. Grande disco entre géneros.

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Terça-feira, 19 Setembro, 2017

ORELHA NEGRA Orelha Negra III CD / 2LP

€ 11,95 CD Meifumado

€ 16,95 2LP Meifumado

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
Orelha Negra III

Não se trata apenas de hip hop mas, por outro lado, que é o hip hop, na origem, se não uma recombinação de outros géneros? Nesse sentido, Orelha Negra continuam a ocupar um espaço clássico, e não somente por serem portugueses. A ciência da batida é uma dádiva universal e quem a recebe não tem de cumpriri outros requisitos que não a imaginação. Este colectivo, na realidade uma banda, estende o seu funk a um contexto bem mais pop que nos dois álbuns anteriores. As mudanças de tom dentro de cada faixa criam uma dinâmica que, se continua fiel ao livro hip hop e, mais tarde, ao livro do sampling, assume a naturalidade contemporânea do cruzamento de géneros e de épocas. Em 2017, esta miscigenação já é pensada como regra e não necessita de ser justificada perante quem escuta. Álbum ambicioso, épico, hi-fi e cristalino. Se quiserem, ainda, ele tem o funk.

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Segunda-feira, 14 Agosto, 2017

MARTIN HANNETT Hommage To Delia Derbyshire CD

€ 11,95 CD Ozit Dandelion

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Martin Hannett ficou para sempre conotado com a produção de álbuns fundamentais de Joy Division, New Order e outras bandas na Factory de Manchester. Ainda Buzzcocks, Psychedelic Furs, U2, Magazine e um número elevado de outros nomes para serem mencionados aqui. Mas o eco metálico da sua produção mais carismética tinha de vir de alguma parte. Gravadas em 1982 sem intenção de edição, estas faixas demonstram uma afeição muito íntima de Hannett pela produção de Delia Derbyshire para a BBC Radiophonic Workshop. Várias sensibilidades na mesa, aqui, desde material mais obviamente de ficção científica até easy listening numa linha que algumas bandas como Stereolab adoptariam mais tarde. Outras experiências dissonantes, testes de terreno, de amplitude da paleta sonora, acordam-nos para as possibilidades sempre mágicas do som electrónico. Alguns momentos de melodia dissonante (existe?) recordam Residents e há, também uma espécie de espectro muito etéreo de pós-punk, tão distante que parece retirar-se de cena. Outros momentos reproduzem a era de fascínio pela nova síntese sonora, aqueles primeiros tempos de Moog e coisas de Walter / Wendy Carlos. Martin Hannett adiciona minutos à nobre tradição exótica britânica.

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Sexta-feira, 14 Julho, 2017

PORTER RICKS Anguilla Electrica CD / 2LP

€ 12,50 CD Tresor

€ 20,95 2LP Tresor

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20 anos após o período dourado na Chain Reaction e Mille Plateaux. Mas não fica justo despromover “Anguilla Electrica” por ser actual. Na verdade, o álbum não só avança em relação aos clássicos como se destaca da produção corrente de techno. Mantendo um certo motivo aquático em dub, como “Biokinetics” em 1997, Porter Ricks colocam mais peso no ambiente que costumava ser um tanto etéreo. Soa mais mecânico, também, um decisivo destacamento da armada dub techno, usualmente com dificuldade em distinguir-se de nome para nome. Andy Mellwig e Thomas Koner parecem ter esperado para reunir os elementos sónicos certos para um regresso em álbum, com algo forte para dizer, algo que ninguém está a comunicar da mesma maneira, neste momento. Óptimo.


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Quinta-feira, 21 Julho, 2016

TROPA MACACA Vida LP

€ 19,95 € 13,50 (-32%) LP The Trilogy Tapes

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O som de Tropa Macaca que temos vindo a acompanhar já quase há uma década é irrequieto, sem rumo definido e parece-nos que essa é uma condição benéfica auto-imposta por André Abel e Joana Da Conceição. Para a Trilogy Tapes, uma editora habitualmente mais centrada em interpretações muito soltas de techno mas, parece-nos também, com carta branca passada a todos quantos nela editam, Tropa Macaca não terão procurado uma aproximação, se bem que pode sempre ser argumentado que o groove extra nestas quatro faixas e a repetição que afinal não é repetitiva são indícios de música para dançar. Felizmente, o vigor nesta aventura não se esgota em pensamentos desse tipo e é-nos mostrado através de um acesso às maquinações conjuntas da dupla, quase aparentes enquanto escutamos a música. Há um saudável desajustamento no encaixe de várias peças, como se os sons fossem de certa forma forçados a conviver, só que o resultado final não se traduz em caos. “Vida” é até uma proposta bastante pacífica, fluída e, diríamos, positiva.

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Sexta-feira, 18 Setembro, 2009

TROPA MACACA Fazer Chuva / Fazer Sol 7″

tropa_macaca

€ 8,50 7″ Rafflesia

Cada disco e concerto de Tropa Macaca é um portal para outro mundo. Desde que os vimos pela primeira vez ao vivo, há quatro ou cinco anos. No panorama nacional estão ao lado de Loosers ou Gala Drop, aquela estilização inclassificável que ultrapassa as barreiras do rock: transversal, vanguarda, o que quiserem. Joana e André (dos Aquaparque) desenvolveram uma linguagem única, um vocabulário sem tempo ou espaço e que felizmente acontece aqui e agora. Há toda uma estética pensada, ou não pensada mas que respeita um universo muito próprio, que passa não só pela música e abrange as capas dos discos (da autoria de Joana), os títulos das canções e dos álbuns. Com “Marfim” (Ruby Red) chegaram aos ouvidos da malta da Siltbreeze que na altura (2007) o elegeu como um dos álbuns do ano. Eles vão, aliás, editar em breve “Sensação do Princípio”, LP em edição limitada,que consagrará – esperemos – esta banda que sofre das consequências da geografia. “Fazer Chuva / Fazer Sol”, primeira edição em vinil da Rafflesia de Afonso Simões, que já nos trouxe Caveira, Phoebus e Coclea, é um momento-chave para acordar cabeças adormecidas, num tempo em que os Tropa estão em digressão europeia com Blues Control (outro duo que grava algumas das coisas mais interessantes da segunda metade desta década, autores do provavelmente melhor disco deste ano) com passagem por Lisboa (Museu do Chiado) no próximo dia 25 de Setembro. Música de abstracção, descreve-se pelo momento em que a cabeça abandona o corpo e se liberta de coisas concretas. Lembra Black Dice na fase “Beaches & Canyons” + “Creature Comforts” mas mais minimal, sons house de Omar-s (“Psychotic Photosynthesis”) sem qualquer ligação explícita à música de dança, mas fá-lo desvirtuando essas relações, não procurando ligações ou uma confluência de géneros. É como música do princípio, onde o primitivo é consequência de mentes cheias de informação – ruído – e o reboot não é coisa necessária ou uma resposta, mas algo que nasce naturalmente quando se encontra uma voz, uma boca, uma palavra para falar. Essa palavra foi o primeiro concerto dos Tropa Macaca há alguns anos. Hoje escrevem frases curtas, médias, longas, com a sua própria fluência. Não é preciso partir muita pedra para chegar, basta acontecer, como tudo acontece. E aqui bastou Joana e André conhecerem-se. Oiçam “Fazer Chuva no myspace do grupo.

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