Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

DEAN BLUNT Stone Island LP

€ 18,50 LP Ed. Autor

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
Stone Island

Editado originalmente em 2013, apenas online, em circunstâncias meio bizarras (surgiu primeiro num site russo, com os títulos em russo), “Stone Island” é o missing link entre os Hype Williams e a carreira a solo de Dean Blunt. Claro que também há os CDR (“The Narcissist”), mas este álbum é onde se formata o futuro da sua carreira a solo dos próximos anos, canções ainda cruas e cruéis (nunca deixaram de ser cruéis) com o flow único de Dean Blunt. Os instrumentais são sintéticos, falsos, uma falsa partida com o jeito habitual de Dean, onde não se sabe os limites da verdade e do que é sério ou não. É essa ilusão que prende desde que os Hype Williams surgiram e que ainda hoje mostra a magia daquilo que Blunt faz, sempre entre o real, o imaginário, a mentira e a completa desilusão pelo mundo em sua volta: seja o musical ou não.

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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time – Stage 3 LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

OUVIR / LISTEN:
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“Everywhere At The End Of Time” começou há um ano, projecto de seis discos em que cada um representa um estado diferente da memória / perda da memória. Leyland Kirby/The Caretaker continua a prometer ao ouvinte experiências e desafios difíceis de encontrar na música contemporânea. É exigente pedir a alguém para aguentar uma narrativa durante dois anos (os três próximos “Stage” serão editados no próximo ano) mas é o que Kirby tem feito (e não é a primeira vez que o faz). E quem está nesta viagem com ele só pode sentir-se gratificado. Há uma recompensa imensa neste “Stage 3”, quebra o enguiço das dúvidas que existiam nos dois passos anteriores: um “Stage 1” muito parecido com o The Caretaker do passado e um “Stage 2” onde as fundações iam desaparecendo, deixando a narrativa à nora. Os dois temas que abrem este capítulo tornam tão evidentes o que pretende com este trabalho que é quase de ir às lágrimas. Tanto “Back There Benjamin” e “And Heart Breaks” trabalham sons, emoções e tons presentes no percurso, mas Leyland Kirby evoca-os objectivamente no limite da dissipação da memória (e os mesmos sons, melodias, são uma constante ao longo do álbum). Os sons desintegram-se (e há um efeito de sedução com “The Disintegration Loops” de William Basinski) e sente-se algo a fugir das mãos, dos ouvidos. A dissipação, o nevoeiro sobre a memória torna-se visível, a distorção oferece as imagens que não existem e a música eleva-se a um estado monumental. É mesmo de ir às lágrimas.

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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time: Stages 1-3 3CD

€ 27,95 3CD History Always Favours The Winners

Ao longo do último ano alguns dos momentos mais entusiasmantes passaram pelas notícias do lançamento de um novo capítulo de “Everywhere At The End Of Time”. As razões são diversas, seja pelo carinho que temos por Leyland Kirby / The Caretaker, pelo fascínio que – quem trabalha nesta área – se ganha naturalmente pelo processo de ver/ouvir música/som a ser desconstruído, a paixão inerente por ver qualquer coisa a conquistar uma forma (e isto vai além da música) ou a simples percepção de ver história a acontecer e abraçar o maravilhoso do presente. A compilação que junta os primeiros três (de seis) “Stages” é um documento essencial da música contemporânea. A noção de meio-percurso é irrelevante, estes três capítulos revelam uma forma e matéria com um princípio, meio e fim. O trabalho sobre a memória humana que Leyland Kirby desenvolveu nesta primeira é uma coisa realizada, com cabeça, tempo, onde a obsessão demonstra uma exaustão que se manifesta no som. O meio-percurso só importa porque há ainda mais caminho a percorrer (que será desvendado ao longo do próximo ano), mas a divisão em seis LPs e em duas compilações em CD são pormenores essenciais para perceber e beber este “Everywhere At The End Of Time”. Há uma exigência de tempo, de audições, para entender bem o que se está aqui a passar. Beber os detalhes, usufruir dos “grandes sons” que Kirby trabalha e vê-los a atingir uma decadência ao longo do processo são fundamentais para entender a esquematização e a mensagem da obra. Sobrevivem como objectos separados, três álbuns, mas qualquer um deles só atinge a grande obra quando integrados no todo. O processo do artista passa para o ouvinte, quando este reconhece sons semelhantes em diferentes etapas completamente fustigados pela perda de memória. Ao longo da última década – e até antes – Leyland Kirby sempre mereceu a nossa atenção. Aos poucos percebemos que conquistámos a vossa. A sua editora chama-se “History Always Favours The Winners”, um gesto típico de Kirby, reconhecendo que nunca será um vencedor neste mundo. Mas os vencedores fazem-se também pelo juízo dos que estão de fora. A sua música é demasiado importante para ser ignorada no presente. É injusto a sua beleza ser chutada para um canto pela exigência que pede para ser absorvida. “Everywhere At The End Of Time” é relevantíssimo no presente e será ainda mais no futuro. E é magnífico experienciá-lo enquanto está a acontecer. E percebemos isso ao reler o que escrevemos sobre “Stage 1”, “Stage 2” e o “Stage 3”.

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Quinta-feira, 12 Outubro, 2017

DENT MAY Across The Multiverse CD / LP

€ 14,95 € 11,95 (-20%) CD Carpark

€ 17,95 LP Carpark

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CAK123-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAK123-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAK123-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAK123-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAK123-5.mp3]

Dent May faz parte do clube de crooners que não bebem. Ou bebem pouco. É um factor de século XXI e, a seu favor, tem evoluído muito deste a apresentação com “The Good Feeling Music Of Dent May & His Magnificent Ukulele”. Em “Across The Multiverse” entrega-se à evidência de ser um menino num clube de homens, a sua voz oscila entre a pós-adolescência e quem tenta chegar a uma voz grossa sem a ter. Encontrou o seu lugar entre a indie-pop, a sua costela crooner e da soul branca via Mayer Hawthorne. É um disco tardio adulto, mas é um que finalmente chega na carreira de Dent May (ao quarto álbum) e que, no fundo, lhe é merecido. Venceu as oscilações e o medo do passado e finalmente está num canto onde se sente confortável e pode viver como um rei. Em “Across The Multiverse” é dono e senhor de alguma da pop mais bem limada deste ano.

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Quinta-feira, 12 Outubro, 2017

HAPPY MEALS Full Ashram Devotional Ceremony Volumes IV – V LP

€ 17,50 LP Optimo Music / So Low

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OMSOLOWLP001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMSOLOWLP001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMSOLOWLP001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMSOLOWLP001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMSOLOWLP001-5.mp3]

Directamente de Glasgow e criando mais uma sublabel na incontornável Optimo Music, os Happy Meals estreiam esta So Low com um disco maravilhoso de aventuras por música tonal, cósmica e concreta via Dream Syndicate de la Monte Young, Tony Conrad e John Cale. As frequências do tema de abertura, “432hz Resonant Activation Zone”, criam um mistério em absoluto, um teste à audição em 2017, que serve de aperitivo para a abertura transcendental que ocorre no resto do álbum. Há algo de cerimonial neste “Full Ashram Devotional Ceremony Volumes IV – V”, um regresso ao elementar que fazia falta na música em 2017 (e que descobrimos ou redescobrimos em reedições, mas que anda muito ausente no presente). Um disco activo e uma brilhante peça musical, para ser ouvida do princípio ao fim, sem interrupções. Uma viagem rara e inesquecível de música feita no presente.

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Quinta-feira, 12 Outubro, 2017

CRYS COLE & OREN AMBARCHI Hotel Record 2LP

€ 25,50 2LP Black Truffle

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BT029-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BT029-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BT029-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BT029-4.mp3]

Continuamos a observar em som a intimidade entre o duo (também casal) Crys Cole e Oren Ambarchi, uma faixa por cada um dos quatro lados deste vinil duplo. Murmúrios, tons suaves, uma aproximação sensual em câmera-lenta, com uma espécie de orgão cujas notas musicais saem cortadas com extremo cuidado para aparar arestas. Vocoder em “Burrata” acrescenta atmosfera ainda mais íntima, por paradoxal que pareça. As ondas de som sucedem-se, tranquilamente, e tudo soa perfeito nesta relação. Noutro domínio, faixas como “Francis Debacle (Uno)” e “Pad Phet Gob” revelam um mundo exterior. Água a ferver, ruídos da rua e uma presença mais audível mas também mais fantasmagórica de Cole e Ambarchi. “Pad Phet Gob” traz para a frente gravações de campo realizadas na Tailândia, aumentando a exploração do exterior. Conceptualmente irrepreensível, sonicamente bonito e desafiador em igual medida.

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Quarta-feira, 11 Outubro, 2017

BEATRICE DILLON / CALL SUPER Inkjet / Fluo 12″

€ 9,50 12″ Hessle Audio

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HES031-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HES031-2.mp3]

Tornou-se evidente com “Can I Change My Mind?” no ano passado, Beatrice Dillon é um dos nomes mais estrondosos da electrónica/techno da actualidade. As suas composições vivem uma intensidade, fluidez e anormalidade que transporta para o Ricardo Villalobos da década passada. A questão não é de descendência ou de influência (que naturalmente existe) mas de adopção de métodos, ritmos e linguagens que extravasam os limites da criação dentro de um género. Neste 12” com Call Super há um pulsar constante de reinvenção e da procura de paisagens ofegantes e claustrofóbicas que acondicionam, acumulam e libertam a tensão em segundos. Um paraíso, num lado e no outro.

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Sexta-feira, 6 Outubro, 2017

KUNIYUKI TAKAHASHI Newwave Project CD

€ 14,95 € 12,50 (-16%) CD Mule Musiq

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MULEMUSIQCD58-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MULEMUSIQCD58-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MULEMUSIQCD58-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MULEMUSIQCD58-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MULEMUSIQCD58-5.mp3]

Este álbum revisita influências e práticas antigas de Kuniyuki quando ele mantinha o projecto DRP (álbum “Electro Brain 586″, de 1990), mas é tudo menos um decalque daquele género de body music industrial enamorada de projectos ocidentais como Front Line Assembly, por exemplo. “Newwave Project” consegue incorporar um certo nervo industrial sem perder a profundidade de campo e sensualidade de produções mais house de Kuniyuki Takahashi. Elegante e com muito tacto, a música constrói-se na emoção, todas as faixas têm personalidade vincada e um espectro bem largo, em termos de produção. Curioso o encerramento ser “Body Signal”, sonicamente a faixa mais próxima de DRP mas de uma forma irónica, distanciada, como que a reconhecer que já se pisou esse território e a visão que se tem dele, à distância, já não pode ser a mesma. Muito bom álbum.


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Sexta-feira, 6 Outubro, 2017

ISLAND PEOPLE Island People CD / 2LP

€ 16,50 € 14,95 (-10%) CD Raster

€ 23,95 2LP Raster

[audio:http://www.flur.pt/mp3/R-M174-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/R-M174-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/R-M174-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/R-M174-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/R-M174-5.mp3]

Um álbum da nova era, e essa nova era começou quando passou a ser possível enviar ficheiros digitais e trabalhar em grupo mas à distância. Assim aconteceu com o engenheiro de som Conor Dalton (Daft Punk, Carl Craig, Villalobos, etc.), o músico David Donaldson (colabora regularmente com Craig Armstrong) e o produtor/DJ Graeme Reedie (metade dos Silcone Soul). Ambientes e gravações de campo foram tomando forma e criando um espaço virtual entre os três envolvidos, uma espécie de ilha onde se desenvolveram estas ideias ambientais na mais nobre tradição espacial dos 90s. Uma diferença notória tem a ver com a definição sonora muito mais cristalina do que a média nessa época, aumentando a sensação física do som, não apenas da sua presença em torno de nós mas também da sua textura. Para colocar alguma tranquilidade no habitualmente mais intenso catálogo da raster-noton (agora apenas raster).

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Sexta-feira, 6 Outubro, 2017

OTRAS Otras 2 CD

€ 12,95 CD (PS 08/68) Fax +49-69/450464

Exemplares originais da edição alemã de 1995 / Original 1995 German release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
Otras 2

David Reeves, Canadá, revela o alcance gigantesco da editora Fax a meio da década de 90. Parte de uma geração de produtores canadianos que inclui o mais celebrado David Kristian, por exemplo, Reeves grava o segundo álbum como Otras e acrescenta poder cinemático à experiência de imaginar o Espaço. A exploração era intensa, em 1994, quando o álbum foi gravado, muita da orientação da música electrónica mais cerebral procurava desenhar novos mapas e popularizava-se a noção de música para filmes não-existentes. “Otras 2″ é muito rico em texturas, a batida é usada de forma bastante económica e a beleza reside fundamentalmente na evolução do som analógico organizado por quem tem noção de narrativa e/ou de fluidez orgânica. Nada por onde falhar, neste álbum, se se sentem atraídos por vistas largas e um mergulho confortável em circuitos electrónicos, com entrega sem reservas a quem conduz e mostra o percurso.

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Sexta-feira, 6 Outubro, 2017

DAVID REEVES In Starless Space CD

€ 12,95 CD (PS 08/74) Fax +49-69/450464

Exemplares originai da edição alemã de 1995 / Original 1995 German release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Luminous Flightpath
The Termite Oracle
Aurora 7
Free-Cyanatic
Catalytic

Gravado alguns meses depois de “Otras 2″, ao vivo para DAT, “In Starless Space” mostra um modo orgânico de produzir música electrónica, com manipulação gradual de elementos em tempo real. O grande universo ambiental da década de 90, mais ou menos colado à exploração espacial, equivaleu quase a uma corrida ao Espaço, subitamente mais acessível com a também maior acessibilidade das máquinas. Neste disco, Reeves opta por um fundo negro (starless) conceptual, ainda que a música não se conserve estática (não é esse tipo de ambiental) nem especialmente desolada. “Aurora 7″ retira algo da linha de baixo circular dos DAF, mas é um momento isolado e relativamente fugaz no contexto do álbum, que soa mesmo empenhado em seguir um caminho próprio. Atentem nas entradas e saídas das faixas. Longas, pausadas, evolutivas, cambiantes, como se de facto assistissemos à deslocação de um corpo.

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Sexta-feira, 6 Outubro, 2017

MACHINE PAISLEY Machine Paisley CD

€ 13,95 CD (RI 035) Rather Interesting

Exemplares originais SELADOS da edição alemã de 1996 / Original 1996 German release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
Machine Paisley

Não é apenas o facto de, na época (1996), Atom Heart / Uwe Schmidt trilhar um percurso sem paralelo. Um álbum como “Machine Paisley” ainda está muito sólido na sua própria posição. Esta música não só não fica datada como, ainda hoje, apresenta soluções muito futuristas. Partindo de uma teia jazzística extremamente complexa, com camadas sobre camadas de pormenores diminutos sempre a acrescentar dimensões ao corpo sonoro, o disco explora uma espécie de Exotica sem fronteiras, sem barreiras, com base no que aparenta ser uma base vagamente latina. Uwe Schmidt estava baseado em Santiago do Chile e caminhava, álbum a álbum, para a as extravagâncias latinas que foram Los Samplers e Señor Coconut, só que é precisamente na medida que apresenta em “Machine Paisley” e nesse período que o génio se manifesta sem igual. Só é possível sentir o alcance deste seu universo com uma audição atenta aos detalhes (auscultadores, por exemplo). Mesmo nas faixas em que, num primeiro plano, tudo soa concreto e extremamente fluorescente, há que procurar todos os sons mais suaves que coexistem sob a superfície. Brilhante.

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Sexta-feira, 6 Outubro, 2017

SOLPHAX Globaline CD

€ 12,95 CD (PS 08/71) Fax +49-69/450464

Exemplares originais SELADOS da edição alemã de 1995 / Original 1995 German release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
Globaline

Victor Sol a solo na Fax (cremos que o seu único solo na editora que chegou a editar um álbum por semana), no mesmo ano do brilhante “Solid Pressure” com XJacks e de um concerto no Sónar, em Barcelona, em que tivemos oportunidade de assistir ao excitante desenvolvimento do som analógico ao vivo. “Globaline” funciona como showcase da amplitude de Victor Sol: nas margens mais científicas do techno (“Detroit Is Waiting”, bassline incrível, “Hemispherical Sink”, “4UV”, “Birds Day”, por exemplo), respeitoso mas totalmente autónomo em relação a escolas definidas; também no ambiente denso, com um tom de planeta vermelho sob tempestade de poeira. Sol garantiu, neste período, um estatuto quase mitológico no traço temporal já comprido da música electrónica (arriscamos até a dizer “de vanguarda”), também porque parece ter desaparecido de circulação mais ou menos no virar do século. “Globaline” cruza com autoridade e sem ajudas o terreno nem sempre seguro da electrónica que, nos 90s, circulava em torno do circuito techno.

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Sexta-feira, 6 Outubro, 2017

XJACKS Solid Pressure CD

€ 12,95 CD (PS 08/59) Fax +49-69/450464

Exemplares originais SELADOS da edição alemã de 1995 / Original 1995 German release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN
Bone Factory
Lunar Icing
Spaced Out
Cellophane

“Bonefactory” ameaça um disco industrial, que até faria sentido dado o background de Victor Sol nos 80s, por exemplo com Tobias Freund, que agora grava para a Ostgut Ton. No entanto, é mais correcto pensar em Conrad Schnitzler, um dos heróis de Sol, apesar de XJacks ser um projecto dele com Dandy Jack (colaborador de Ricardo Villalobos, etc.). Os quase 10 minutos da faixa de abertura marcam uma viagem bem definida por corredores e tubagens onde muita coisa desconhecida ecoa entre paredes; “Lunar Icing” estica o tempo para além dos 13 minutos e, em torno de uma jam clássica de caixa-de-ritmos, desenvolve uma caminhada dramática extremamente rica e complexa, tensa, com um recorte ácido sempre presente; “Spaced Out” estende um tapete suave de ambiência laboratorial para uma faixa impressionante de kosmische psicadélico. Saímos dela com gravidade muito reduzida para enfrentar o resto de um álbum que, quanto a nós, permanece intocável desde 1995. Textura muito táctil, nesta abordagem improvisada a um vasto universo nunca suficientemente explorado. Exemplares selados, com 22 anos, de um álbum que nunca esquecemos.

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Quarta-feira, 4 Outubro, 2017

VAZZ Submerged Vessels & Other Stories LP + CD

€ 24,95 LP + CD Stroom

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STRLP008-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STRLP008-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STRLP008-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STRLP008-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STRLP008-5.mp3]

O duo Vazz (Hugh Small e Anna Howson) rejeitou uma carreira mais “séria” no universo da pop: talvez o momento mais destrutivo tenha sido quando aconteceu o não a um contrato com a 4AD. Há uns anos uma reedição na Forced Nostalgia trouxe-os de volta e agora é a vez da belga Stroom em conjunto com a Forced Nostalgia reeditar material de baú dos Vazz. Interessa saber que há segredos bem guardados no Reino Unido e que o que a história conta sobre a Glasgow dos 1980s tem menos linhas do que deveria ter. Esta constante obsessão de vasculhar o passado obriga-nos a reescrever a história e a achar – coisa que se sabe, mas que é sempre bom lembrar – que a história escrita no presente por vezes apaga algum do material mais interessante e visionário que acontece. É o caso dos Vazz e desta compilação “Submerged Vessels And Other Stories”, um desenho pop perfeito, entre o new age, a descoberta do shoegaze e o mundo a vibrar com os Smiths. É toda uma fusão de ambientes e texturas sempre a acontecerem e com uma propulsão onírica sempre presente. A acompanhar a compilação, um CD com trabalhos recentes de Hugh Small.

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Quarta-feira, 7 Junho, 2017

IONA FORTUNE Tao Of I LP

€ 17,95 LP Optimo Music

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OMLP10-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMLP10-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMLP10-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMLP10-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMLP10-5.mp3]

Inspirado nos oito primeiros hexagramas do I Ching, eis mais um fascinante disco ambiental com inclinação esotérica, acrescentando ao catálogo da Optimo algum sólido património fora da pista de dança (já tínhamos ouvido a compilação “Miracle Steps” e, em breve, discos de Penelope Trappes e Happy Meals). “Tao Of I” prolonga o inesgotável fascínio pelo Oriente que se manifesta de quando em quando na música produzida a ocidente, procurando deslocar o Eu para cenários exóticos onde poderá encontrar respostas para algumas questões (há quem diga que se encontram mais questões ainda), continuação para alguns caminhos que, por aqui, parecem bem finitos. Harmonias cristalinas sobre fundo atmosférico denso, produção de Iona Fortune em Glasgow.

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Sábado, 27 Dezembro, 2014

LEWIS BALOUE Romantic Times CD

€ 17,50 € 8,50 CD (2014 reissue) Light In The Attic

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LITA123-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA123-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA123-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA123-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA123-5.mp3]

Foi uma das histórias de 2014. Já conhecíamos “L’Amour” de Lewis mas entregá-lo ao mundo como a Light In The Attic fez, e as histórias que se seguiram, foi uma dádiva que agradou a muitos e, sobretudo, deu a conhecer a música muito particular desta figura misteriosa. O melhor de tudo? O melhor de tudo é que não acabou aí. Pouco depois da bomba explodir, soube-se que a LITA tinha descoberto outro disco associado a Lewis, este “Romantic Times”, onde assina com um Baloue à frente mas o ar de vedeta-playboy esquecido continua lá. E também continua lá na música, o capítulo seguinte do romantismo de “L’Amour”, com apontamentos que nos lembram clássicos de outros – ainda mais de outros – tempos: “We Danced All Night” é “Strangers In The Night”. “Romantic Times” soa melhor que “L’Amour”, não por ser necessariamente melhor, mas porque há um lado genérico no som que nos relaciona com uma série de melodias e destinos familiares. E esse sentido de presença, seja por associarmos a um bom disco de sala de fundo, uma música para o Natal, ou o disco que devia tocar em todos os elevadores (sem qualquer sentido pejorativo), faz com que a nossa relação com “Romantic Times” não seja de amor à primeira vista – como o outro – mas de assimilar e reconhecer algo de que já gostamos e que estamos a ouvir numa frequência de perfeição. Esse era o principal dom de Lewis, sem fazer nada de especial, fazia o que queria/sabia bem. No ponto. E é por isso que hoje bate. Mesmo sem histórias.

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