Terça-feira, 31 Outubro, 2017

DAPHNI Joli Mai CD / 2LP

€ 11,50 CD Jiaolong

€ 16,50 2LP Jiaolong

Daphni e Four Tet têm evoluído a par, numa renovação da música de dança de raiz house, até numa maneira de estar, num tipo de polimento inquestionavelmente dos nossos tempos que aplicam nas suas produções. “Joli Mai” resulta parcialmente de uma mix feita por Daphni para a série Live da editora Fabric. Falamos em house mas “Face To Face”, por exemplo, parece recuar a 2002 e a Playgroup / DFA, com marcação de baixo e bateria bem na frente. Como a capa mais ou menos indica, a música no álbum é em cores vivas, sem uma âncora definida que não seja um trabalho especificamente executado para a pista de dança. “Tin” manda aquele gaguejar de teclado quase trance, quase Faithless, que ajuda a trabalhar crescendos e quebras de forma quase universal para quem dança. Não que se note especialmente, pelo menos não de forma super deliberada, mas “Joli Mai” reúne aspectos carismáticos da música de dança dos últimos 40 anos, e nesse processo reapresenta Daphni como um filtro pertinente. Quem dança toma contacto com alguma história, ainda que possa não se aperceber. Sem enganos, o álbum quer chegar às pessoas e termina em tom muito esperançoso, na música e também no título da faixa: “Life’s What You Make It”.

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Quarta-feira, 25 Outubro, 2017

MAXIMUM JOY I Can’t Stand It Here On Quiet Nights: Singles 1981-82 2×12″

€ 17,50 2×12″ Silent Street

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SSR001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SSR001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SSR001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SSR001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SSR001-5.mp3]

Maximum Joy não tiveram carreira longa – um álbum + mão cheia de singles entre 1981 e 83 – mas os efeitos do seu cruzamento pop/dub chegam até hoje. Ainda há pouco tempo ouvimos Lerosa largar uma das suas faixas no festival Lisb/ON, e a verdade é que, criativamente, é compatível com house (era o caso). O ênfase no baixo é bem presente, a propulsão rítmica fundamental, nesta banda que ecoava, de certa forma, o que Bush Tetras faziam em Nova Iorque, embora estas explorassem um lado mais sombrio do punk-funk – “In The Air” de Maximum Joy não é assim tão distante de “Can’t Be Funky”, de Bush Tetras. Esta compilação de singles é rigorosa ao ponto de incluir “Do It Today”, tirado de um split com The Higsons, mas deixa de fora “Why Can’t We Live Together” – talvez por questões autorais? é uma versão de Timmy Thomas – e o seu lado B “Man Of Tribes”. Ainda assim, o material presente é sólido e importante. Pretexto para voltar a reflectir sobre esses anos radicais na exploração pop/dança/dub.

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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

NINOS DU BRASIL Vida Eterna CD / LP

€ 12,50 CD La Tempesta

ESGOTADO / SOLD OUT LP Hospital Productions

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A confusão genética dos Ninos Du Brasil (Nico Vascellari e Nicolò Fortuni) é uma tripe constante da qual já tínhamos saudades. “Novos Mistérios” de 2014 era uma bomba de electrónica tribal, este “Vida Eterna” é no wave a acontecer em 2017, sem resquícios do industrial que moldava o álbum anterior. É uma revelação constante, entre sons de tribos inexistentes e explosões esotéricas. Entra logo à primeira.


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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

DEAN BLUNT Stone Island LP

€ 18,50 LP Ed. Autor

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
Stone Island

Editado originalmente em 2013, apenas online, em circunstâncias meio bizarras (surgiu primeiro num site russo, com os títulos em russo), “Stone Island” é o missing link entre os Hype Williams e a carreira a solo de Dean Blunt. Claro que também há os CDR (“The Narcissist”), mas este álbum é onde se formata o futuro da sua carreira a solo dos próximos anos, canções ainda cruas e cruéis (nunca deixaram de ser cruéis) com o flow único de Dean Blunt. Os instrumentais são sintéticos, falsos, uma falsa partida com o jeito habitual de Dean, onde não se sabe os limites da verdade e do que é sério ou não. É essa ilusão que prende desde que os Hype Williams surgiram e que ainda hoje mostra a magia daquilo que Blunt faz, sempre entre o real, o imaginário, a mentira e a completa desilusão pelo mundo em sua volta: seja o musical ou não.

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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

JON HASSELL Dream Theory In Malaya: Fourth World Volume Two CD / LP

€ 16,50 € 11,95 (-38%) CD (2017 reissue) Glitterbeat

€ 18,50 LP (+ CD) (2017 reissue) Glitterbeat

OUVIR / LISTEN:
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Depois de há algum tempo ter sido reeditado o primeiro volume de “Fourth World”, o magnífico “Possible Musics featuring Brian Eno”, chega a vez do segundo, o brilhante e onírico “Dream Theory In Malaya”, inspirado pelo trabalho do antropólogo Kilton Stewart. Jon Hassell cria uma série de paisagens irreais a partir de ritmos que fundem água e electrónica, algures entre a ficção científica e uma fantasia absorvida pelo fascínio de rituais e processos locais. Um mundo de cores e sensações, entre repetição e harmonia.


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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time – Stage 3 LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

OUVIR / LISTEN:
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“Everywhere At The End Of Time” começou há um ano, projecto de seis discos em que cada um representa um estado diferente da memória / perda da memória. Leyland Kirby/The Caretaker continua a prometer ao ouvinte experiências e desafios difíceis de encontrar na música contemporânea. É exigente pedir a alguém para aguentar uma narrativa durante dois anos (os três próximos “Stage” serão editados no próximo ano) mas é o que Kirby tem feito (e não é a primeira vez que o faz). E quem está nesta viagem com ele só pode sentir-se gratificado. Há uma recompensa imensa neste “Stage 3”, quebra o enguiço das dúvidas que existiam nos dois passos anteriores: um “Stage 1” muito parecido com o The Caretaker do passado e um “Stage 2” onde as fundações iam desaparecendo, deixando a narrativa à nora. Os dois temas que abrem este capítulo tornam tão evidentes o que pretende com este trabalho que é quase de ir às lágrimas. Tanto “Back There Benjamin” e “And Heart Breaks” trabalham sons, emoções e tons presentes no percurso, mas Leyland Kirby evoca-os objectivamente no limite da dissipação da memória (e os mesmos sons, melodias, são uma constante ao longo do álbum). Os sons desintegram-se (e há um efeito de sedução com “The Disintegration Loops” de William Basinski) e sente-se algo a fugir das mãos, dos ouvidos. A dissipação, o nevoeiro sobre a memória torna-se visível, a distorção oferece as imagens que não existem e a música eleva-se a um estado monumental. É mesmo de ir às lágrimas.

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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time: Stages 1-3 3CD

€ 27,95 3CD History Always Favours The Winners

Ao longo do último ano alguns dos momentos mais entusiasmantes passaram pelas notícias do lançamento de um novo capítulo de “Everywhere At The End Of Time”. As razões são diversas, seja pelo carinho que temos por Leyland Kirby / The Caretaker, pelo fascínio que – quem trabalha nesta área – se ganha naturalmente pelo processo de ver/ouvir música/som a ser desconstruído, a paixão inerente por ver qualquer coisa a conquistar uma forma (e isto vai além da música) ou a simples percepção de ver história a acontecer e abraçar o maravilhoso do presente. A compilação que junta os primeiros três (de seis) “Stages” é um documento essencial da música contemporânea. A noção de meio-percurso é irrelevante, estes três capítulos revelam uma forma e matéria com um princípio, meio e fim. O trabalho sobre a memória humana que Leyland Kirby desenvolveu nesta primeira é uma coisa realizada, com cabeça, tempo, onde a obsessão demonstra uma exaustão que se manifesta no som. O meio-percurso só importa porque há ainda mais caminho a percorrer (que será desvendado ao longo do próximo ano), mas a divisão em seis LPs e em duas compilações em CD são pormenores essenciais para perceber e beber este “Everywhere At The End Of Time”. Há uma exigência de tempo, de audições, para entender bem o que se está aqui a passar. Beber os detalhes, usufruir dos “grandes sons” que Kirby trabalha e vê-los a atingir uma decadência ao longo do processo são fundamentais para entender a esquematização e a mensagem da obra. Sobrevivem como objectos separados, três álbuns, mas qualquer um deles só atinge a grande obra quando integrados no todo. O processo do artista passa para o ouvinte, quando este reconhece sons semelhantes em diferentes etapas completamente fustigados pela perda de memória. Ao longo da última década – e até antes – Leyland Kirby sempre mereceu a nossa atenção. Aos poucos percebemos que conquistámos a vossa. A sua editora chama-se “History Always Favours The Winners”, um gesto típico de Kirby, reconhecendo que nunca será um vencedor neste mundo. Mas os vencedores fazem-se também pelo juízo dos que estão de fora. A sua música é demasiado importante para ser ignorada no presente. É injusto a sua beleza ser chutada para um canto pela exigência que pede para ser absorvida. “Everywhere At The End Of Time” é relevantíssimo no presente e será ainda mais no futuro. E é magnífico experienciá-lo enquanto está a acontecer. E percebemos isso ao reler o que escrevemos sobre “Stage 1”, “Stage 2” e o “Stage 3”.

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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

PENGUIN CAFE The Imperfect Sea CD

€ 14,95 € 11,95 (-20%) CD Erased Tapes

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ERATP097-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERATP097-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERATP097-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERATP097-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERATP097-5.mp3]

Após a morte do pai (Simon Jeffes) em 1997, Arthur Jeffes deixou Orchestra e continuou como Penguin Cafe, procurando no novo milénio prolongar uma importante história na música contemporânea. Penguin Cafe Orchestra representaram, na década de 70, parte da corrente alternativa ao rock, no seio da música popular, tecendo harmonias tradicionais talvez mais neutras, seguindo próximo dos mundos ambientais de Brian Eno e projectando um certo optimismo em relação ao estado do mundo e à relação do ser humano com a Natureza. Na verdade, estas últimas linhas podem ser aplicadas na íntegra a “The Imperfect Sea”, um novo manifesto sobre o poder da música na cura emocional (para quem a procura). Penguin Cafe transportam a mesma ruralidade de câmara, com Arthur Jeffes rodeado de colaboradores (nenhum da formação original) como CassBrowne (Gorillaz, Senseless things), Neil Codling (Suede) e vários outros nomes mais reconhecíveis dos circuitos de música clássica e contemporânea. O álbum sugere um filme em écran panorâmico e HD. Palavra-chave: esperança.

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Quarta-feira, 18 Outubro, 2017

SATOSHI & MAKOTO CZ-5000 Sounds & Sequences LP

€ 17,50 LP Safe Trip

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ST006-LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ST006-LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ST006-LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ST006-LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ST006-LP-5.mp3]

A história é simples e comum, hoje em dia: esta música foi descoberta no YouTube por Young Marco, que dirige a Safe Trip. Serve para demonstrar as capacidades do Casio CZ-5000, enquanto se aguça a criatividade para tirar o máximo partido dos presets e da imaginação que a máquina não traz programada. É um disco sem época, ou antes, da época do sintetizador, mas não conta para uma cronologia definida. Como outros grandes discos ambientais, instrumentais, sobressaem emoções mais do que detalhes técnicos, e é assim que se entende o quanto de humano existe na música electrónica. A convivência com estes sons faz com que se tornem muito próximos de nós, quase um catálogo de atmosferas disponíveis para ilustrar diversas situações no dia-a-dia. Não exactamente música funcional, como pretende ser a Library Music, mas dá-se uma espécie de solicitação emocional ao encontro da qual podemos deslocar-nos.

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Quarta-feira, 18 Outubro, 2017

MATIAS AGUAYO & THE DESDEMONAS Sofarnopolis CD

€ 13,95 CD Crammed Discs

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CRAM279-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM279-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM279-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM279-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM279-5.mp3]

De Matias Aguayo é habitual confortarmo-nos com o inesperado. Este “Sofarnopolis” encaixa o universo dos Ike Yard na tresloucada e demoníaca febre chilena de Aguayo. O que surpreende aqui é como a viagem pelo krautrock e as aventuras mais minimal wave de Conrad Schnitzler neutralizam o ambiente mais dançável vivido noutros momentos na carreira do produtor. Desliga-se do presente e do mundo para oferecer música de outra dimensão.


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Quarta-feira, 18 Outubro, 2017

YASUAKI SHIMIZU Music For Commercials CD

€ 13,95 CD (2017 reissue) Crammed Discs

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MTM12-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MTM12-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MTM12-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MTM12-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MTM12-5.mp3]

“Music For Commercials” é o que o nome indica, mas está desligado da componente library/exótica em que estes discos normalmente encaixam. É electrónica pura, efervescente, pulsante e magnética. Condensada em blocos de 1, 2 minutos, ricos e cheios de texturas que facilmente lembram os Animal Collective no seu auge, só que imaginado em finais dos anos oitenta (o original saiu em 1987).


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Quarta-feira, 18 Outubro, 2017

BEN FROST The Centre Cannot Hold CD / LP

€ 14,95 € 13,95 (-7%) CD Mute

€ 26,50 € 24,95 (-6%) LP (blue vinyl) Mute

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM400-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM400-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM400-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM400-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM400-5.mp3]

Num mundo com permanente pouco tempo para quase tudo, a atenção reservada à música, queremos dizer, verdadeira atenção, é minimizada pela informação que a precede. Quando Ben Frost é citado em entrevistas dizendo que o disco “é um exercício de limitação e saturação cromática” podemos nem sequer ter vontade em escutar o resultado, se não conhecermos o artista em questão. Mas “The Centre Cannot Hold” dá-nos uma experiência independente de conceitos. O título sugere inconstância e é esse elemento que fornece a excitação de algo não planeado (ainda que o possa ser). Com batidas muito económicas espalhadas pelas dez faixas, o som do álbum entra e sai de foco, atirando ondas de ambiente contra alguns pilares sónicos mais estáticos. Clássico na construção de drama, é um disco que aguarda um filme.

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Segunda-feira, 16 Outubro, 2017

EARCLOUD Chlorophile Fumes CD

€ 7,00 CD (ht02) Hypnotism

Exemplares originais da edição alemã de 1994 / Original 1994 German release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
Chlorophile Fumes

Prossegue, deste lado, o mapeamento do percurso de Victor Sol. “Chlorophile Fumes” é certamente dos seus discos mais techno e, neste caso, isso tem sobretudo a ver com Alex Martín, com quem colabora neste álbum (Earcloud eram os dois). O tom da maioria dos temas é ligeiramente acídico e transforma a ideia de techno num exercício que suplanta a pista de dança. Queremos dizer que é um assunto mais cerebral, ainda que um dos métodos confessos de Victor Sol fosse a improvisação. O álbum tem um passo rápido, urgente e abstracto, sem um groove fixo atribuído a cada faixa. No entanto, bastam-nos os 16 minutos de “Sol Fuerte”, uma história no Espaço Exterior, lenta, temos de dizer que é um sonho molhado para amantes de som analógico mais crú. Lindo. Oiçam aí no link disponível. Exemplares de armazém em estado praticamente novo.

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Segunda-feira, 16 Outubro, 2017

MIDORI TAKADA & MASAHIKO SATOH Lunar Cruise CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD (2017 reissue) WRWTFWW

€ 22,50 LP (2017 reissue) WRWTFWW

OUVIR / LISTEN:
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“Lunar Cruise”, com o pianista Masahiko Satoh, é uma aventura gloriosa que quase ofusca a viagem de “Through The Looking Glass”. A percussão de Midori Takada ocupa grande parte da dimensão da música e é feroz e elíptica até causar tonturas. “Lunar Cruise” Foi editado originalmente em 1990, apenas em CD, espécie de culminar de uma longa digressão que levou Takada e Satoh a vários continentes. Ouvimos os naturais ecos asiáticos e africanos, neste álbum que já incorpora, também, a tecnologia digital evoluída na década de 80 ao serviço da música. Pontualmente mais chegado a um padrão minimalista do que “Through The looking Glass” alguma vez foi, sete anos antes, “Lunar Cruise” divide-se, no entanto, em pequenas e variadas excursões que tanto evocam Steve Reich como os tambores de Kodo como, ainda, escapam para um universo mais próximo do jazz, com Haruomi Hosono no baixo e Kazutoki Umezu em sopros. Exotismo autêntico reinterpretado por músicos japoneses que não deixam, por seu lado, de ser exóticos do nosso lado do mundo.

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Segunda-feira, 16 Outubro, 2017

WHITEHOUSE Birthdeath Experience CD

€ 18,50 € 11,50 (-38%) CD (2017 reissue) Susan Lawly

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SLCD006-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SLCD006-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SLCD006-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SLCD006-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SLCD006-5.mp3]

Em 1980, um dos momentos fundadores da power electronics, designação apropriada ao sentimento de perversão, poder e um certo totalitarismo sónico. Nada parece divertido, aqui, e no entanto a dinâmica destrutiva é forte e, efectivamente, cria terrenos novos (logo, dá-se a criação). O punk nunca foi verdadeiramente punk até chegarem estes momentos. Confusão, zanga, tensão descarregada com elementos electrónicos mínimos, voz vociferante e uma postura de ataque constante. Verdadeiramente iconoclasta, talvez aterrador, certamente desconfortável.

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Quinta-feira, 12 Outubro, 2017

SKATEBARD / DJ SOTOFETT Stalheim-Mix / Digitalo-Mix 12″

€ 9,95 12″ Digitalo Enterprises

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DENT008-2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DENT008-2-2.mp3]

A “Stalheim-Mix” de Skatebard, no lado A, estende um épico semi-electro por 10 minutos de navegação, mas toda a imersão acontece no lado B, com Sotofett a esticar para 16 minutos um original de 52 segundos (“Tristulf”, também presente no lado A). No domínio da nova New Age, sem ironia e na falta de melhor termo, a “Digitalo-Mix” de Sotofett parece existir no momento certo para concentrar os espíritos de muitos grandes ambientalistas na música. Emoção, melodia, ascenção em êxtase e uma descida sustentada, gradual, com espaço extra para descompressão. Pouco underground e muito universal, para alguns, mas se ainda não encontraram paciência para estas explorações, este é um sítio incrível para começar.

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Sexta-feira, 15 Setembro, 2017

THE NECESSARIES Event Horizon LP

€ 19,95 LP (2017 reissue) Be With

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BEWITH021LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH021LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH021LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH021LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH021LP-5.mp3]

Um dos segredos mais bem guardados da pop? É possível. Contudo, não é suposto ser segredo. The Necessaries era uma banda com Arthur Russell e ao contrário de muitas edições com o nome de Russell associado, este “Event Horizon” (1982) e o anterior “Big Sky” (1981) foram álbuns onde colaborou e que são objectos finais. Isto não deveria ser novidade, mas é. E é graças à Be With, a editora que nos últimos meses nos trouxe maravilhas, como o homónimo dos Air, “The Awakening” de Ahmad Jamal Trio ou os incríveis discos de Willie Hutch na RCA (“Soul Portrait” e “Season For Love”). É gente atenta. “Event Horizon” é um disco maravilhoso, preso à época, talvez, mas com um decoro que passa pela própria capa: é o negativo de “A Trip To Marineville” dos Swell Maps. E também pode ser um negativo do próprio disco. Há luz e cor em todas as canções de “Event Horizon”, há coisas tontas adoráveis (“AEIOU” e “State-Of-The-Art”). É o que acontece quando se junta Arthur Russell (nas teclas e por vezes na voz), Ed Tomney (voz), Emie Brooks (The Modern Lovers, baixo), Jesse Chamberlain (Red Crayola, bateria), Peter Zummo de vez em quando no trombone e Bob Blank a produzir. Dream team? Sem dúvidas e é um dream team de época, perfeito para espaço e tempo. Caramba, respira-se uma vida a gostar de Arthur Russell e passa-se ao lado disto? Impossível. Imperdível. Que disco mais bonito.

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Sábado, 9 Setembro, 2017

BRUNO SPOERRI Voice Of Taurus LP

€ 22,50 LP (2017 reissue) We Release Whatever The Fuck We Want

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WRWTFWW014-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WRWTFWW014-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WRWTFWW014-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WRWTFWW014-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WRWTFWW014-5.mp3]

Spoerri é daqueles nomes bizarros, habituais na editora Finders Keepers, revelando as múltiplas camadas que ainda temos de descobrir na produção musical da Humanidade, sob a superfície. Num terreno complicado entre jazz, prog e cósmico, “Voice Of Taurus” exercita um grande poder de narrativa sónica (todos aqueles sons parecem contar histórias). Épico como tem de ser uma empreitada destas, mas contemplativo quando é preciso reduzir a acção, o álbum fantasia sobre o Espaço e sobre a interacção com esse Espaço (“Saucers Over Montreux” pode ser, também, uma referência de alguém do jazz ao famoso Festival de Montreux), entrando nas fileiras de Disco Cósmico para ajudar a redesenhar o futuro, em 1978.

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Sexta-feira, 28 Julho, 2017

GARRETT Private Life LP

€ 17,95 LP Music From Memory

OUVIR / LISTEN:
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Talvez não interesse realmente conhecer muitos detalhes. A editora diz apenas que Garrett “vem do interior da sua própria mente”, outra fonte refere Los Angeles. Mas tudo nos transporta para um mundo que parece ter sido criado por Dâm-Funk, com freakouts de sintetizador, linhas de baixo pesadas, batidas secas e um nível de emoção bem exacerbado e romântico. Anos 80? Possível, naquela versão de cores pastel, menos marcadas, na procura de uma certa neutralidade de tom, de forma a que a música não seja tão diluída no estilo da década. Mas os sons são inquestionavelmente de época e isso é mesmo muito OK. Irresistível.


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Sábado, 15 Julho, 2017

KENJI KAWAI Ghost In The Shell OST LP / LP + 7″

€ 22,50 LP We Release Whatever The Fuck We Want

€ 38,50 LP + 7″ We Release Whatever The Fuck We Want

Em ano de remake da animação japonesa “Ghost In The Shell”, a enorme We Release Whatever The Fuck We Want, reedita em vinil uma das bandas-sonoras mais importantes da década de 1990. É importante, mesmo que nunca a tenham ouvido ou ouvido falar sequer nela. O trabalho de Kenji Kawai serve na perfeição o filme. Se não viram o original, a sério, do que estão à espera? É um dos trabalhos mainstream mais importantes sobre identidade dessa década. E talvez hoje aquele universo realizado em 1995 ainda faça mais sentido. “Ghost in The Shell” não seria o mesmo sem o som de Kawai, a banda-sonora conta uma narrativa dentro do filme, segura a mão do espectador na questão existencial da protagonista, enquanto lhe abre os olhos para toda a cidade em redor. Tal como na década anterior a banda-sonora de “Akira”, dos Geinoh Yamashirogumi, o fazia. Aqui a expansão é maior, as canções sobrevivem sem as imagens e mostram uma exploração concisa entre o tradicional e a electrónica, o ambiental e a música de dança, e o eterno confronto entre passado e futuro. Facto curioso, “Ghost In The Shell” soa menos datado hoje do que soava quando foi editado. É sinal de que as coisas foram na direcção certa (parece contrassenso, mas não o é, é preciso ouvir o disco para o perceber). Kawai revela uma noção de tempo assombrosa (“Ghosthack” é simplesmente perfeito) e o modo como pauta o som de ficção científica pós-“Blade Runner” e Vangelis é visionário. Talvez hoje, no presente, falte o hábito para perceber isso, mas estas reedições servem precisamente para descobrir, redescobrir e perceber a história. Kawai e “Ghost In The Shell” é uma peça que ajuda a compreender alguma da electrónica e música ambiente que e ouve em 2017. A música, ainda por cima, vejam lá, é soberba.

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