Quinta-feira, 22 Março, 2018

ZOMBY Mercury’s Rainbow 2LP

€ 24,95 2LP Modern Love

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Numa altura em que se começa a descobrir a influência de uma certa cultura (a dos videojogos e da anime) na mente de alguns produtores europeus, seja pela recente edição da compilação “Diggin In The Carts” da Hyperdub ou pela reedição de “Ghost In The Shell” pela We Release Whatever The Fuck We Want há alguns meses, esta compilação de trabalhos efectuados por Zomby entre 2008-2009 tem um oportunismo incrível. Incrível porque se consegue vislumbrar o trabalho de Zomby reduzido a um esqueleto, transformando uma paleta de sons reconhecíveis do universo dos videojogos em música de dança frenética e urgente. Se há dez anos este trabalho era visionário e, talvez, menos compreensível, agora serve a sua função de oferecer uma leitura mais clara do restante trabalho de Zomby (fica mais claro de onde vêm certos sons, ritmos, construções) e de mostrar de como a influência japonesa tem estado presente na mente de diversos produtores de dubstep, grime e da electrónica em geral (fora do campo da dança/pop) da última década. Há todo um processo diferente em “Mercury’s Rainbow”, um encadeamento de ideias livres e que ainda hoje, quase dez anos depois, parece música do futuro. Zomby criou visões sónicas de como certa música da sua infância poder-se-ia instalar no futuro, trabalhando a mecânica de certos sons (simples, directos, que provocam uma reacção imediata) com uma alta definição e melodias que estavam ausentes nos sons originais: ou, melhor, na paleta de sons, melodias, encadeamentos, que o influenciaram. A urgência do melhor Zomby está compactada em pequenos momentos, em relações que cria com sons de videojogos e que procuram o instinto do ouvinte. No fundo, este torna-se num peão no universe de Zomby, uma bola a ser empurrada por flippers e com direcção incerta. Provavelmente na altura em que Zomby produziu estes temas o mundo não estivesse pronto para absorver o vanguardismo destas produções. Agora ainda é música de vanguarda, mas há todo um contexto em volta e um conhecimento do corpo completo das produções de Zomby: e, por isso, a descoberta destes temas são oportunos e oferecem direcções para o rumo que a electrónica está a tomar. Estes sons instalaram-se na cabeça dos produtores que hoje têm 20/30 anos e obviamente estão instalados na sua música, cada vez mais presentes e notórios à medida que o mundo absorve a importância desta influência. Obrigatório viver isto agora para encarar o futuro mais próximo da electrónica/dança.

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Segunda-feira, 5 Fevereiro, 2018

DATACIDE Ondas CD

€ 16,50 CD (RI 040) Rather Interesting

Exemplares originais SELADOS da edição alemã de 1996 / Original 1996 German release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN
Holy Microwave
Good Vibe
Onsurf (Hello Mr. Wilson!)
Eternal Frequency


Em 96, Uwe Schmidt e Tetsu Inoue já traziam no currículo três Datacide (“I”, “II” e “Flowerhead”), mas “Ondas” representa uma outra avenida, em consonância com a presença forte, na época, da exotica, lounge e easy listening na pop e na música de dança. Burt Bacharach, Les Baxter, Martin Denny e, até, a exotica pop de Brian Wilson (há aqui uma faixa chamada “Onsurf (Hello Mr. Wilson!)”. “Ondas” reinventa de facto a postura em relação ao revivalismo “easy”, não só através de uma certa distância digital que dá à música uma qualidade de miragem mas também reforça a nostalgia, que deixa de ser palpável como outros eram na época (crooners a imitar crooners ou secções de cordas a imitar clássicos) para se assumir mais abstracta e, com isso, universal. Além disso, as faixas, relativamente longas, são quebradas por diversos ambientes no mesmo espaço, mudando abruptamente de tom (“Holy Microwave” é um excelente exemplo). Álbum magnífico para escutar com rigorosa atenção, para aceder devidamente a um “mundo de prazer”.

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Quinta-feira, 21 Dezembro, 2017

MORITZ VON OSWALD / ORDO SAKHNA Moritz Von Oswald & Ordo Sakhna CD / 2×10″

€ 16,50 € 10,95 (-34%) CD Honest Jon’s

€ 18,95 2×10″ Honest Jon’s

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HJRCD076-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD076-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD076-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD076-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD076-5.mp3]

EM BREVE / SOON

Documento do talvez improvável encontro entre Moritz Von Oswald e o colectivo Ordo Sakhna, do Quirguizistão, resultando numa manobra de extrema elegância que sobrepõe a tradição musical desse país centro-asiático com a pulsação electrónica criada por Von Oswald. A própria repetição de padrões presente em muita música tradicional encontra paralelo nos movimentos circulares do techno mais profundo, ainda que este álbum pouco se aproxime de techno. “Draught” e a respectiva versão dub são claramente os momentos Basic Channel – o kick arredondado para dentro, em shuffle, já pressupõe uma outra música tradicional: dub techno de Berlim; e “Facets”, ao longo dos seus 15 minutos, é talvez o exemplo mais próximo da submersão aguerrida em dub, sem batida, que ouvimos em certos discos da Chain Reaction. Precioso.

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Quarta-feira, 6 Dezembro, 2017

JUN FUKAMACHI Nicole (86 Spring And Summer Collection – Instrumental Images) CD / LP

€ 12,50 CD (2017 reissue) We Release Whatever The Fuck We Want

€ 22,50 LP (2017 reissue) We Release Whatever The Fuck We Want

Bem presente, temos insistido nos universos de música funcional que muito têm ocupado editoras sobretudo dedicadas a reedições, como é o caso da WRWTFWW. Fukamachi compôs a música neste disco para a marca de roupa Nicole, fundada em Tóquio ainda na década de 60. Ficando por imaginar o efeito real na passerelle, em 1986, restam as sensações destes sons sem lugar definido, muito familiares e simultaneamente alienígenas, definindo um Oriente vago, como se estivesse a ser descrito a alguém que o desenhasse. Electrónica, música contemporânea e forte afinidade com música de arquivo (library). Oiçam “Shining Through” e terão dificuldade em resistir ao optimismo que a música promove. Em “Early Summer”, qualquer coisa nas cordas recorda a banda sonora de Ryuichi sakamoto para “Merry Christmas Mr. Lawrence”. Assim seguimos tranquilos. Para colocar junto a “Music For Commercials” de Yasuaki Shimizu.

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Quarta-feira, 6 Dezembro, 2017

GOLDEN TEACHER No Luscious Life CD / LP

€ 12,95 CD Golden Teacher

€ 22,50 LP Golden Teacher

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GT003CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GT003CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GT003CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GT003CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GT003CD-5.mp3]

O esperado primeiro álbum. E se não é uma compilação de faixas anteriormente editadas, representa um conjunto de música que a banda já afinou ao vivo (como bem sabemos, por cá) e no seu estúdio The Green Door. Golden Teacher chegam a 2017 como uma força séria no circuito ao vivo mas também com uma impecável reputação de edições em disco. A junção entre África, acid house, industrial e pós-punk soa muito natural e nada complicada, apesar dos arranjos ricos. GT são o que !!! e Spektrum poderiam ter sido se não tivessem amaciado o seu som, são a reencarnação das experiências dub de Andy Partridge e XTC (“What Fresh Hell Is This?”), os LCD Soundsystem com mais nervo, são a pátria de várias periferias. Na contínua reinvenção do encontro entre dança e pop, “No Luscious Life” entra para o topo.

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Terça-feira, 5 Dezembro, 2017

PRINS THOMAS 5 CD / 2LP

€ 12,50 CD Prins Thomas Musikk

€ 21,95 2LP Prins Thomas Musikk

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PTM001CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTM001CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTM001CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTM001CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTM001CD-5.mp3]

EM BREVE / SOON

Prins Thomas avança em numeração para o quinto álbum a solo. Mantém a cena nórdica em ebulição (na verdade, pelo menos desde os Abba que a Escandinávia ganhou lugar cativo na música popular) e aperfeiçoa constantemente aquilo que já não se pode chamar Nu Disco. Ele foi, aliás, daqueles que mais contornaram o termo, produzindo bastante ao lado, marcando uma postura ácida (aqui ouve-se em “AE”) e uma ligação forte com house (“O”). A importância da melodia não é descurada, e o facto de Thomas ser multi-instrumentista torna-o capaz de concretizar as suas ideias sem filtros de qualquer espécie. A faixa 8 chama-se “London Til Lisboa”, talvez uma reflexão agridoce sobre a vida de viajante que não lhe agradava assim tanto – há uns anos confessava que era sempre incrível regressar à pacata cidade de Oslo após datas no estrangeiro. O som de Prins Thomas ficou autónomo já há alguns anos, e nem sempre precisa de ter o baixo a acompanhar à letra a batida como em “Venter Pa Torske” – “À Espera de Torske” (aqui só podemos adivinhar que tem algo a ver com as gravações que Prins Thomas e Bjorn Torske fizeram para um álbum na Smalltown Supersound). Tem categoria.

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Terça-feira, 5 Dezembro, 2017

THE WALKER BROTHERS Nite Flights CD

€ 8,95 CD (2017 reissue) Sony / Music On CD

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Muito longe de “Make It Easy On Yourself” e “The Sun Ain’t Gonna Shine Anymore”, musical e cronologicamente. “Nite Flights” já parece em parte prenunciar uma fase seguinte de Scott Walker a solo, registada em “Climate Of Hunter” (1983), mas na verdade não é assim tão comparável. O álbum divide-se em três sequências, e é a primeira delas, as primeiras 4 canções no álbum, que nos prende. Uma secção rítmica mais intensa e compacta anuncia o que poderia quase ser um projecto de new wave, em consonância com a época, mas facilmente concluímos que estas 4 faixas existem num limbo maravilhoso na história da pop – não soam a Walker Brothers, não soam (excepto a voz) a Scott Walker, parecem de facto ser a abertura de uma nova coisa que, depois, não teve seguimento. “Nite Flights” é o último álbum de Walker Brothers e todos os três elementos da banda assinam faixas em separado. Se a maioria do disco soa, na melhor das hipóteses, como soft rock ponderado, as canções de Scott Walker, sob uma ténue sombra de David Sylvian e Japan (talvez só na canção-título), são clássicos de uma outra era. “Fat Mama Kick” (a segunda faixa) respira no seu próprio mundo. Incrível.

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Terça-feira, 5 Dezembro, 2017

VAKULA Techno Game 2LP

€ 20,50 2LP Arma

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ARMA018-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ARMA018-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ARMA018-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ARMA018-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ARMA018-5.mp3]

Vakula continua concentrado em techno profundo, prestando tributo à fonte. Pouco a explicar, fora dos grooves robóticos desta música. Como Gavin Russom com Black Meteoric Star, Vakula abraça com fervor o género, relembrando o calor potente do melhor techno inglês dos 90s e de alguma mecânica laboratorial de nomes germânicos. Forte!


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Terça-feira, 5 Dezembro, 2017

THE CONNECTION MACHINE Utroid Machine Missions – Black Hole EP 12″

€ 18,50 12″ (5 UTR UMM 2) U-Trax

Exemplares originais da edição holandesa de 1995 / Original 1995 Dutch release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN

Echoes From Tau City
Space Cadets On Leave
8 Minutes

A editora U-Trax contém no nome a sua filosofia: base local (U-Trax >> Utrecht, Holanda) e a referência à já então popular designação Trax para música de clube mais intensa, ou até experimental (e, claro, a editora com o mesmo nome). Ainda assim, The Connection Machine oferecem aqui alguma da música mais espacial e aberta, em termos de espaço, do catálogo. Ligações óbvias, ainda, à Warp e a Detroit, procurando sempre uma personalização de idiomas comuns – “Space Cadets On Leave” é um incrível exemplo dessa dedicação, colocando automaticamente a U-Trax num patamar de importância que se reconhece a outras editoras do Benelux como a 100% Pure, Djax, R&S ou Eevo Lute. O EP percorre a estética com grande autoridade, deixando a sensação de que foram de facto tempos fulcrais no desenvolvimento desta música que adoramos e que, muito importante, continua a conseguir projectar uma ideia de progresso e de futuro. Não parece, mas é um bom preço para estes exemplares novos, de armazém.

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Terça-feira, 5 Dezembro, 2017

A CERTAIN RATIO The Graveyard & The Ballroom CD

€ 14,50 CD (2017 reissue) Mute

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Sabendo que o nome da banda vem de uma canção de Brian Eno, até se escuta a voz em “Do The Du” de outra forma. No mesmo ano de “Closer” dos Joy Division, ACR ofereciam uma derivação funk da cold wave (“Choir” soa totalmente próximo de JD com Ian Curtis, ainda) nesta edição em cassete. Ainda não parecia muito aparente, a liberdade rítmica exploratória de outras latitudes, mas aqui se encontram alguns dos hits seguros de ACR: “Do The Du”, “Flight” e “All Night Party” saíram todos em single. Momento absolutamente definidor da transição do padrão tido como urbano-depressivo para outros interesses estéticos, no fundo recuperando uma certa tradição soul forte no norte de Inglaterra. O ritmo é a mensagem.

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Quarta-feira, 29 Novembro, 2017

NORM TALLEY Norm-A-Lize CD

€ 21,50 CD FXHE

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FXHENT1-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FXHENT1-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FXHENT1-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FXHENT1-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FXHENT1-5.mp3]

Há uma mensagem muito convicta e muito sonora ainda a passar para nós através deste sector de produção house e techno em Detroit. “Norm-A-Lize” cumpre até uma função didáctica ao longo das 14 faixas, mostrando como se trabalham loops de Funk, Soul e Disco por cima de uma batida, mostrando ainda o nervo de malhas mais secas, partindo da base mais simples para um efeito bem forte (“Seneca St Gruv”, por exemplo). O álbum soa 100% directo para a pista de dança, não há qualquer tentativa de encher tempo com ambiências ou conceptualizações, apenas a força honesta da batida. Pouco para dizer, muitos minutos para suar. “Cause I Believe”.

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Quarta-feira, 29 Novembro, 2017

BILL CONVERSE Salt Of Mars 2×12″

€ 19,50 2×12″ Tabernacle

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Depois de dois álbuns fortíssimos em dois anos na Dark Entries, Bill Converse muda de casa para as suas aventuras de techno/acid desconcertante, uma espécie de música do diabo vestida de música de dança, onde o lado mais ambiental do techno se constrói em cima de raízes noise/industrial e com um paladar de groove viciante. Há um tacto alucinante nas construções de Bill Converse, costumam apontar para os sete/oito minutos de duração, uma construção em escala e repetição para colocar a sua música no ponto perfeito de êxtase. Está sempre lá em cima e vence rapidamente pelo efeito de – boa – exaustão. Intenso, frenético e por vezes transcendente, Bill Converse é um dos produtores que mais nos tem entusiasmado neste ano.

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Quarta-feira, 29 Novembro, 2017

EQUIKNOXX Colón Man 2LP

€ 21,95 2LP DDS

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DDS027-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DDS027-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DDS027-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DDS027-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DDS027-5.mp3]

Depois de no ano passado terem lançado novas direcções para o dub/dancehall, os Equiknoxx regressam com “Cólon Man”, um álbum que continua esse processo, agora mais contido na sua explosão e com uma direcção mais refinada no processamento desse som. Gavin Blair e Jordan Chung apresentam agora o seu primeiro álbum a sério (“Bird Sound Power” era mais uma reunião de trabalhos que tinham feito até àquele momento), uma leitura dissonante, psicadélica, de uma leitura contemporânea de como se deve visionar o dancehall em 2017, ao jeito de Lee Gamble mas com um caminho menos escuro e sem estar preso a acções teóricos. Isso é a base de “Cólon Man”, o resultado é algo que nem se aproxima muito do dancehall, melhor, é uma abstração do mesmo a favor de um techno mutante e fluído, partido para ser tanto dissonante como acolhedor. A costela de música de dança de “Bird Sound Power” parece posta de lado aqui, a favor de uma orientação mais redonda, caseira, aqui. Música de fusão à britânicos, como ela deve ser em 2017.

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Segunda-feira, 27 Novembro, 2017

MICA LEVI Delete Beach 2×10″

€ 29,50 2×10″ DDS

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Mica Levi é um dos nomes mais importantes da electrónica actual. Criou uma escola de sons, as suas bandas-sonoras, “Under The Skin” e “Jackie”, são um portal para outra dimensão. Ouvidas fora do contexto são um intenso mundo de experiências e sons, uma realidade paralela abstraída de qualquer humanidade, em que só existe o poder e as formas do som. “Delete Beach” sonoriza o filme de animação de Phil Collins e é um passo em frente no seu trabalho, não só no que diz respeito a bandas-sonoras, mas também o que tem realizado fora desse âmbito. As ambiências de Mica Levi são únicas, há uma surpresa iminente, um confronto constante entre os sons do quotidiano e som de outra dimensão. Envolve até onde pode, depois constrói em cima dessa envolvência para tornar o ouvinte numa personagem habitável/não-habitável nesse universo. Essa característica na sua música, de constante inclusão e exclusão do ouvinte é um dos factores primordiais da música de Mica Levi, ela quer e não nos quer lá, e é nesse confronto, ou campo de batalha, ou um não-espaço, que o melhor das suas composições acontece. Constrói música, som, que não devia existir: um pouco como os Hype Williams fizeram e ainda fazem. Mas no caso de Mica Levi não há rotas, é um constante desnorte. Nunca se está no seu mundo, está-se noutro sítio, ou não-sítio, qualquer.

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Segunda-feira, 27 Novembro, 2017

ERRORSMITH Superlative Fatigue 2LP

€ 22,95 2LP PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN81-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN81-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN81-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN81-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN81-5.mp3]

“Superlative Fatigue” é um álbum há muito prometido – e esperado – que demorou anos para ver a luz do dia: estava nas listagens da PAN há algum tempo. Errorsmith não editava há 13 anos, mas esteve sempre activo. Tem estado presente em muitas festas com música que comunica com o presente e havia um entusiasmo crescente do que poderia sair da mente de Erik Wiegand. O segredo foi desvendado e este “Superlative Fatigue” é uma configuração abstracta da música de dança mais actual dos dias de hoje (com Príncipe à cabeça, é claramente notória a influência da Príncipe na desconstrução metódica de Errorsmith). Música android, existencial, em sintonia com os melhores dias da PAN. Um futuro clássico. Cópias muito limitadas.


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Segunda-feira, 27 Novembro, 2017

POWELL New Beta Vol. 2 LP

€ 16,95 LP Diagonal

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Depois de ter lançado “Sport” (XL, 2016), Powell encontrou uma necessidade de explorar, cortar com o som que fechou um ciclo com o seu disco na XL: que é, na verdade, o seu primeiro, depois de imensos maxis e da compilação que os reunia. “Sport” fantasiava com o passado, era a maximização de uma fórmula que tinha de chegar ao seu fim antes de estagnar. Há uns meses Powell surgiu com “New Beta Vol. I”, uma revitalização no seu som, dado a um tipo de experimentação diferente mas com a abordagem quebra-regras/fronteiras de sempre. É um campo de testes, Powell anda a brincar com novo material, a criar pontos de abstração diferentes e a apontar para uma versão dos Autechre desta década. Os Autechre talvez seja a sua maior fonte de inspiração, o corte, o trabalho, a aproximação dos ritmos electrónicos a um fraseado de jazz chamam a referência, embora seja claro que o que os aproxima fica só aí: Powell tem um som de outra escola e está preocupado em renovar a música de dança do que a electrónica. “New Beta Vol. II” é mais um campo de testes, mais redondo do que o volume anterior e com alguns temas que são autênticos strobes de sons: o mais evidente é o magnífico “Rudeboy, Let’s Funk”. Estamos a adorar este novo som de Powell.

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Segunda-feira, 27 Novembro, 2017

ALICE COLTRANE World Spirituality Classics 1: The Ecstatic Music Of Alice Coltrane Turiyasangitananda CD

€ 16,50 CD Luaka Bop

[audio:http://www.flur.pt/mp3/680899008723-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/680899008723-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/680899008723-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/680899008723-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/680899008723-5.mp3]

Acontece de vez em quando e sentimo-nos honrados. Por vezes temos visitas de pessoas cujo trabalho nos toca e nos honramos. Na semana passada esteve cá Yale Evelev, actual responsável pela Luaka Bop, e deixou-nos umas cópias da fantástica edição de Alice Coltrane que colocou cá fora neste ano, dedicada à música que fez com os membros da Sai Anantam Ashram na Califórnia. A música de Coltrane aqui é uma viagem espiritual proporcionada por cânticos que seguem uma orientação quase pós-religiosa: porque sente-se como música de união, ultrapassando a barreira entre religiões. Há um efeito gospel, sim, mas o seu ritmo e as suas escalas correm pelo jazz e absorvem bem diversas influências das mais diversas variações formas de cântico religioso. Música livre, calma, por vezes ambiental porque ocupa o espaço com a sua celebração e o ouvinte é absorvido para o estado frenético-pacífico para onde as vozes encaminham. O CD é acompanhado por um booklet recheado de informação sobre esta fase da vida de Alice Coltrane.

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