Quarta-feira, 31 Janeiro, 2018

COIL present TIME MACHINES CD / 2LP

€ 12,50 CD (2017 reissue) Dais

€ 28,95 2LP (2017 reissue) Dais

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
Time Machines

Assumidamente dirigido ao interior, expandindo a consciência para dentro de si própria através do que Coil chamaram Sidereal Sound (“Das estrelas”), Time Machines desafia a química do cérebro enquanto avança esteticamente os interesses de Jhon Balance e Peter Christopherson. Com uma certa base nas ideias e técnicas de Austin Osman Spare, cujos desenhos procuravam a característica “das estrelas” que pudesse abrir portas ao contacto com outros planos de realidade e consciência, o som do disco, correspondente a substâncias químicas, entretém a noção de deslocação no tempo, colocando-nos idealmente face a uma certa desorientação no contacto connosco próprios, se deixarmos a mente seguir o seu curso. Na verdade, o que se encontra durante o caminho delimitado pela duração do álbum pode, até, equivaler, a uma proveitosa sessão de meditação. Não é descabido argumentar que toda a obra de Coil se orientou no sentido de contactar com forças desconhecidas, e aí reside parte do fascínio continuado que o projecto exerce, bem para além da morte. Ao “utilizar” música de Coil, estamos com a possibilidade de aceder a um qualquer Lado De Lá. Não percam.

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Quinta-feira, 28 Dezembro, 2017

CÂNDIDO LIMA Oceanos LP

 € 18,95 LP Grama

Em Dezembro de 2016, por ocasião da reinterpretação de “Oceanos”, no Rivoli, Cândido Lima afirmou que “uma das coisas que me marcou e entusiasmou sempre, em Xenakis, era a sensação de que algumas obras nasciam desordenadas. Iam encontrando a sua ordem”. Talvez essa ideia se aplique a muita da música que se considera inacessível, para a qual é necessário estarmos disponíveis. Gravada em 1979 por encomenda da Gulbenkian, “Oceanos”, para orquestra, vozes, percussão e electrónica, inspirava-se na possível descoberta, pela NASA, de oceanos em Neptuno. A natureza obviamente alienígena da música e o seu grão clássico contribuem para a imagem fortíssima e segura de um cosmos onde, por defeito, perdemos o pé. Fascinante e importante inauguração do catálogo Grama, cuidado pela Matéria Prima, no Porto, e com arranjo gráfico de Miguel Carvalhais.

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Quinta-feira, 28 Dezembro, 2017

FILIPE PIRES Canto Ecuménico LP

 € 18,95 LP Grama

Três obras compostas entre 1972 e 1979, reunidas originalmente num LP com o mesmo alinhamento deste, em 1980. “Homo Sapiens” simboliza a terra e a criação através da manipulação da voz humana. Sequências quebradas, momentos guturais, frases sem língua-mãe definida, ecos e cascatas de som, num trabalho que Filipe Pires completou enquanto estudante nos estúdios GRM; “Canto Ecuménico”, a peça mais longa (ultrapassa os 20 minutos) expressa claramente a intenção de agregar a humanidade sob uma bandeira comum, fazendo conviver o som de tradições religiosas de diversas partes do globo numa longa sequência de colagem que desafia o ouvido mas talvez, também, as ideias feitas de alguns de nós. Pires foi, aliás, de acordo com João Almeida, no site da RTP, “Especialista de Música no Secretariado Internacional da UNESCO, em Paris, participando em missões oficiais a vários países da Europa de Leste, África e América Latina.”, ainda na década de 70. A sua formação mais clássica nunca foi barreira para a vontade de exercer liberdade criativa e, quando chamado a dirigir o Conservatório Nacional, em Lisboa, “introduziu a disciplina de Música Eletroacústica e retomou a disciplina de Análise.” Por último, “Litania” segue uma corrente de fascínio, na música concreta e electro-acústica, pelo som do metal, mais puro e/ou em bruto ou mais trabalhado através de meios electrónicos. A peça funciona, no contexto português, como uma espécie de abordagem ao que, na música popular, já se poderia chamar de industrial. Importante.

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Terça-feira, 31 Outubro, 2017

DAPHNI Joli Mai CD / 2LP

€ 11,50 CD Jiaolong

€ 16,50 2LP Jiaolong

Daphni e Four Tet têm evoluído a par, numa renovação da música de dança de raiz house, até numa maneira de estar, num tipo de polimento inquestionavelmente dos nossos tempos que aplicam nas suas produções. “Joli Mai” resulta parcialmente de uma mix feita por Daphni para a série Live da editora Fabric. Falamos em house mas “Face To Face”, por exemplo, parece recuar a 2002 e a Playgroup / DFA, com marcação de baixo e bateria bem na frente. Como a capa mais ou menos indica, a música no álbum é em cores vivas, sem uma âncora definida que não seja um trabalho especificamente executado para a pista de dança. “Tin” manda aquele gaguejar de teclado quase trance, quase Faithless, que ajuda a trabalhar crescendos e quebras de forma quase universal para quem dança. Não que se note especialmente, pelo menos não de forma super deliberada, mas “Joli Mai” reúne aspectos carismáticos da música de dança dos últimos 40 anos, e nesse processo reapresenta Daphni como um filtro pertinente. Quem dança toma contacto com alguma história, ainda que possa não se aperceber. Sem enganos, o álbum quer chegar às pessoas e termina em tom muito esperançoso, na música e também no título da faixa: “Life’s What You Make It”.

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