Terça-feira, 19 Junho, 2018

SNAKEFINGER Chewing Hides The Sound CD

€ 15,95 CD (2017 reissue) Klanggalerie

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Chewing Hides The Sound

Praticamente um álbum de Residents, cuja autoria conjunta surge na maioria das canções do álbum. No entanto, a abertura pertence a “The Model” dos Kraftwerk, passada por harmonias-Residents e a voz de Snakefinger, tão desapaixonada como Ralf & Florian e com incrível entoação pós-punk como Tuxedomoon. Aparentemente terá sido a primeira versão editada de “The Model”. O estilo pomposo dos Residents é indisfarçável em “Kill The Great Raven”, mas o non sense, as pontuações rock de guitarra, as cores electrónicas como BBC Radiophonic Workshop ao serviço de um deus da guitarra, tudo é demasiado único para não ser levado a sério. Dito isto, o humor sarcástico é uma das características mais óbvias nesta música (como na dos Residents), e isso criou um género pelo menos desde Zappa. E, claro, dos próprios Residents, bem lá atrás no tempo. Iconoclasta, esforçado na sua diferença, a alargar claramente as vistas do rock, “Chewing Hides the Sound” entra pela casa como aquele convidado inconveniente que, depois de sair, deixa saudades porque simplesmente mudou toda a dinâmica que conhecíamos.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

PENDANT Make Me Know You Sweet 2LP

€ 24,50 2LP West Mineral

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Pendant é “Huerco S” e “Make Me Know You Sweet” é um sucessor espiritual de “For Those Of You Who Have Never (And Also Those Who Have)”, pérola de 2016 que, recentemente, teve direito a nova prensagem. Como Pendant assume uma evocação menos ingénua à música ambiente, uma captura de drones e loops riquíssimos entre o pastoral e o shoegaze aventuroso de Rafael Anton Irisarri. O centro de “Make Me Know You Sweet” é a criação de uma intimidade entre o ouvinte e esta música que parece uma sala de Carateker/Leyland Kirby iluminada, em caminhos e linguagens que são vastamente conhecidos e a apresentação em lugares estranhos que coordenam um certo “ambiente-espiritual” que criam um caos nessa ideia de música como lugar de memória. É quase uma hora de música que funciona como um novelo a desenrolar-se, que desperta uma reacção natural dos sentidos: como se o próprio som meditasse no cérebro. Número de cópias muito limitado.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

SHINICHI ATOBE Butterfly Effect 2LP DDS

€ 24,50 2LP DDS

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Tivéssemos feito uma lista de 2014 com os nossos melhores do ano, “The Butterfly Effect” teria entrado lá. Na lista de electrónica, sim, num top genérico dos melhores do ano, estaria nos lugares cimeiros. Porque é que só falamos dele agora? Simples, sempre que o recebemos esgotou num ápice. Sempre que chegávamos àquela altura semanal de escrever a Lust já não tínhamos cópias. Recebemos mais esta semana. Shinichi Atobe não é um nome novo, há mais de uma década lançou um 12” incrível na Chain Reaction e desapareceu. Regressou no ano passado à editora dos Demdike Stare e a qualidade manteve-se intacta. O tempo passou, a sensibilidade de construir camadas robustas de géneros (e sensações) em cada tema não. Sim, há uma costela Chain Reaction aqui. Mas também foi amenizada pelos costumes que se criaram na electrónica entretanto. Lembra-nos às vezes “This Bliss” de Pantha Du Prince, mas deixá-lo aí é muito injusto. A comparação surge talvez pela forma imediata com que cruza o techno com outros caminhos e o traduz numa linguagem simples. A repetição, melhor, os padrões que cria na estrutura base das canções são melodias simples e orelhudas. Só que depois o padrão é revestido por pormenores complexos que torna cada audição uma descoberta. E é aqui que “The Butterfly Effect” se distingue de quase toda a competição, há um trabalho meticuloso que é surpreendente de tema para tema, onde o barroco é bem-vindo porque nos abre portas para outras sensações. É um álbum de sons familiares, reconfortantes e, por isso, convida-nos sempre a uma nova audição. Complexo e viciante, foi um mimo para os nossos ouvidos na recta final de 2014. Daqui a umas semanas devemos receber exemplares da edição em vinil, terceiro repress (e não conseguimos nenhuma cópia até agora). Não deixem fugir isto.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

ZOMBY Mercury’s Rainbow 2LP

€ 24,95 2LP Modern Love

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Numa altura em que se começa a descobrir a influência de uma certa cultura (a dos videojogos e da anime) na mente de alguns produtores europeus, seja pela recente edição da compilação “Diggin In The Carts” da Hyperdub ou pela reedição de “Ghost In The Shell” pela We Release Whatever The Fuck We Want há alguns meses, esta compilação de trabalhos efectuados por Zomby entre 2008-2009 tem um oportunismo incrível. Incrível porque se consegue vislumbrar o trabalho de Zomby reduzido a um esqueleto, transformando uma paleta de sons reconhecíveis do universo dos videojogos em música de dança frenética e urgente. Se há dez anos este trabalho era visionário e, talvez, menos compreensível, agora serve a sua função de oferecer uma leitura mais clara do restante trabalho de Zomby (fica mais claro de onde vêm certos sons, ritmos, construções) e de mostrar de como a influência japonesa tem estado presente na mente de diversos produtores de dubstep, grime e da electrónica em geral (fora do campo da dança/pop) da última década. Há todo um processo diferente em “Mercury’s Rainbow”, um encadeamento de ideias livres e que ainda hoje, quase dez anos depois, parece música do futuro. Zomby criou visões sónicas de como certa música da sua infância poder-se-ia instalar no futuro, trabalhando a mecânica de certos sons (simples, directos, que provocam uma reacção imediata) com uma alta definição e melodias que estavam ausentes nos sons originais: ou, melhor, na paleta de sons, melodias, encadeamentos, que o influenciaram. A urgência do melhor Zomby está compactada em pequenos momentos, em relações que cria com sons de videojogos e que procuram o instinto do ouvinte. No fundo, este torna-se num peão no universe de Zomby, uma bola a ser empurrada por flippers e com direcção incerta. Provavelmente na altura em que Zomby produziu estes temas o mundo não estivesse pronto para absorver o vanguardismo destas produções. Agora ainda é música de vanguarda, mas há todo um contexto em volta e um conhecimento do corpo completo das produções de Zomby: e, por isso, a descoberta destes temas são oportunos e oferecem direcções para o rumo que a electrónica está a tomar. Estes sons instalaram-se na cabeça dos produtores que hoje têm 20/30 anos e obviamente estão instalados na sua música, cada vez mais presentes e notórios à medida que o mundo absorve a importância desta influência. Obrigatório viver isto agora para encarar o futuro mais próximo da electrónica/dança.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

ANGOPHORA Scenes LP

€ 15,95 LP Ken Oath

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Uma das editoras esteticamente lá ao pé da Mood Hut, a receber carinho por aqui desde “Coarsica” de Caravan, no ano passado. A partir de Sydney, e a abrir o espaço australiano perante quem escuta, “Scenes” navega pacificamente não apenas o vasto interior mas as zonas costeiras onde a praia se estende para nós. De novo – já o escrevemos em relação a outros discos de pop instrumental – uma certa presença da West Coast escandinava com os Studio (o álbum “West Coast” é de 2006), mas Angophora não repetem o que se passou antes a não ser que consideremos repetidas as harmonias que instantaneamente nos conquistam. Álbum sóbrio e de elegância sem esforço.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

HUERCO S. For Those Of You Who Have Never (And Also Those Who Have) 2×12″

€ 20,50 2×12″ Proibito

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Huerco S. produz na zona de confluência entre música para dançar e atmosferas dub muito gaseadas. A editora de Anthony Naples volta a quebrar a linha de maxis com outro álbum (o anterior havia sido “Body Pill”, do próprio Naples) que pode ser mais ou menos encarado como manifesto de uma atitude perante a música electrónica, dependendo do envolvimento de quem escuta. Todas as referências clássicas entram e saem do écran de visibilidade (Basic Channel, Chain Reaction, ambientalismo ritualista, glitch da Mille Plateaux, etc.), compondo um disco que também pode encaixar no universo de editoras esotéricas como a Pre-Cert Home Entertainment e alguns fumos de Hype Williams. Exploração introvertida com muita coisa para dizer ao ouvido.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

PRIMITIVE WORLD White On White LP

€ 18,95 LP Ecstatic

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Máquinas a bater no espaço, ritmos inconformados e movimentações de espaço 2D para 3D com uma precisão magnífica. “White On White” é um álbum de movimentos precisos, onde os sintetizadores criam padrões rítmicos e incomuns e estranhamente viciantes. Este álbum de Primitive World parece uma estrutura de ferro que está constantemente a ser moldada aos nossos ouvidos, um trabalho sempre em progresso, ou movimento, mas preciso e vigoroso. No fundo, há algo aqui de Futurismo, os sons indicam um fascínio pela máquina, pela velocidade, pela industrialização: a rapidez das coisas. E lança eficazmente a questão: será que a música acompanha essa rapidez das coisas? A resposta não é dada e o lado orgânico dos beats – quase como se a máquina se tornasse humana – tornam a pergunta mais misteriosa e, claro, fascinante. Porque “White On White” fala de música de arquivo, dos sons de library e da música contemporânea com uma propriedade que não sentíamos desde os “Black Mill Tapes” de Pye Corner Audio. E também sentimos o caos organizado dos Hype Williams (talvez mais via Inga Copeland) e o techno rebarbado dos Black Dice. “White On White” não é um disco. É uma máquina de precisão. Um exercício de poder. Obrigatório.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

VAKULA Metaphors 2LP

€ 20,50 2LP Leleka

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Vakula regressa à terra cósmica de ninguém que visitou em discos anteriores – lembramo-nos de “Voyage To Arcturus”. A sensibilidade daquele a quem alguns se referem como “um dos grandes da Deep House Consciente” (algo assim) permite-lhe abordar géneros distintos com impressionante à-vontade. A carga esotérica em “Metaphors” estabelece um clima de intimidade com o Eu, se nos quisermos concentrar no som. A luz envolta em negro, na capa, simula o olho de HAL 9000 (“2001: Odisseia No Espaço”), o que sugere imediatamente questões existenciais. Música como veículo é uma ideia antiga à disposição de cada um, e manifesta-se com força elegante em todas as cinco faixas, sobretudo em ambas as versões (longas) de “Tale Of The Eternal Thought”. Garantam a viagem.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

CONJOINT Earprints 2LP

€ 22,95 2LP (2018 reissue) DDS

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A afinação no mercado de reedições motiva recuperações de discos relativamente próximos de nós no tempo mas que, por motivos vários, passaram abaixo do radar na sua época. Editado na Source (de Move D ) no ano 2000, “Earprints” foi o segundo de três álbuns deste combo de jazz electrónico: David Moufang (Move D), o pianista Karl Berger (tocou, entre outros, com Don Cherry), Jamie Hodge (editou na Plus 8 de Richie Hawtin tão longe quanto 1993 e 1994) e o guitarrista Gunter Kraus. A eterna referência da banda que toca na cantina de Mos Eisley no primrieo “Star Wars” é válida para convocar a imagem de um jazz sideral, de elevador, que assume com naturalidade o seu papel de música de fundo enquanto se insinua com classe perante nós.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

MAX EASTLEY / STEVE BERESFORD / PAUL BURWELL / DAVID TOOP Whirled Music LP

€ 22,50 LP (2018 reissue) Black truffle

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Em plena época dourada de experimentação sónica, em Inglaterra, este disco representa a actividade mágica e poderosa de um colectivo solto de músicos responsável por algumas das mais radicais transformações na pop (Flying lizards e 49 Americans, por exemplo) e, até, de aspectos formais da música improvisada. Max Eastley, David Toop, Steve Beresford e Paul Burwell juntavam-se (haveriam de juntar-se, mais tarde, nos Promenaders, que gravaram um Lp para a Y Records em 1982) para sessões intensas de improvisação oficinal, em que todos os sons provêm de instrumentos ou objectos a girar sobre si próprios ou em rotação. Descrita como fisicamente exigente, esta experiência foi concebida para qualquer número de músicos, e o quarteto nomeado grava aqui algumas faixas sob a bandeira do LMC (London Musicians’ Collective). um lado gravado com púvlico, outro sem público. Nova remasterização por Rashad Becker. Gatefold e livro de 24 páginas com material de arquivo.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

TETELEPTA Senang 2LP

€ 23,95 2LP Eshu

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“Senang” não necessita de um contexto explicado para se cumprir como álbum peculiar neste arranque, ainda de 2018. Um primeiro disco totalmente ambiental coloca-o em linha com um sentimento corrente, e este seu som não pode sequer ser qualificado como New Age. Ouve-se uma ambição mais cósmica, a procura de uma imersão expansiva ao invés de remeter para recolhimento. A função terapêutica e até de um certo deslumbramento por tudo o que de natural nos rodeia parece bastante clara pelos títulos (“Flowers”, “Animals”, “Plants”, “Ocean”, “Stars”, etc.), e aqui o que parece é que se trata de informação a transportar para o Cosmos. O segundo disco explora uma versão muito solta de techno, desde o dub em “Whistle Of Patience” ao Disko de Den Haag (bom, Tetelepta é holandês) em “Ede 2 Nijmegen”. Bom.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

OREN AMBARCHI Grapes From The Estate 2LP

€ 23,50 2LP (2018 reissue) Black Truffle

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Grapes From The Estate

Mantra de drone e pulsações graves em acumulação, numa composição subtil, evolutiva, com tempo para se expandir calma e naturalmente. Alguma percussão muito discreta (escovas no tambor) numa espécie de ambiente Twin Peaks íntimo; dedilhar cristalino de cordas, elegante, e um certo retorno, mais à frente, a uma sonoridade que costumávamos conhecer como pós-rock. Álbum originalmente editado na Touch em 2004, reeditado em vinil pela Southern Lord 2 anos depois, conhece uma década depois nova atenção. Em retrospectiva trata-se mais ainda de um passo importante no percurso de Oren Ambarchi. Elegante, intemporal.

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Terça-feira, 20 Março, 2018

ATLAS Breeze CD

€ 12,50 CD (2018 reissue) Studio Mule

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O véu que escondia muita música japonesa de décadas passadas começou recentemente a ser desviado para o lado, e o próprio Japão começa activamente a mostrar exemplos escolhidos do que considera importante reactivar. Esta é a segunda edição da Studio Mule / Mule Musiq, aqui empenhada em recontextualizar o que chamam “arma secreta” (“Breeze”, 1987). Vasta é a zona de fusão jazz-pop desde que existe tecnologia digital e é possível tocar vários instrumentos através de um teclado. Atlas representam bem o espírito global da época, ao celebrarem uma espécie de jet set transcontinental que obrigatoriamente passava pelo Brasil (evidente em “After Brunch With you”, por exemplo). Vida elegante, aberta e variada, próxima do Sol, com espaço para espreguiçar.

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Terça-feira, 20 Março, 2018

V/A Midnight in Tokyo Vol 1 CD

€ 12,50 CD Studio Mule

Arranque de uma nova divisão no catálogo da Mule Musiq. O primeiro volume de “Midnight in Tokyo” apresenta uma escolha criteriosa de pop urbana, disco e boogie produzidos no Japão, interpretações urbanas de música então moderna, elegante, produzida com rigor. Dicas apanhadas da herança Disco (como Eri Ohno) e outras nativas, ou antes, tão nativas como Yellow Magic Orchestra o eram. Este olho diferente, para nós exótico, é suficiente para transformar pop e música de dança de outra forma regulares em algo automaticamente sofisticado e próximo do qual queremos encontrar-nos.

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Terça-feira, 20 Março, 2018

JOHN TEJADA Dead Start Program CD / 2LP

€ 12,50 CD Kompakt

€ 21,50 2LP Kompakt

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John Tejada faz parte de um grupo seguro de nomes que contribuiram para uma transição consequente do techno de um milénio para outro. Mais de dez álbuns de constante exploração do formato fazem com que este produtor de Los Angeles exiba com naturalidade uma dinâmica, na sua música, que não tem de todo que depender da pista de dança e, ainda assim, mantém-se apostada em sacar novos grooves para o sistema. Contemplativo como em “Loss”, mais frenético e ácido como em “The Looping Generation”, dissonante como em “All At Sea”, old school e new school em simultâneo, John Tejada escolheu há muito um rumo próprio.

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Sábado, 17 Março, 2018

MYSTIC JUNGLE Night Of Cheetah LP

€ 16,50 LP Periodica

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A faixa-título remete logo para boogie estilo Prelude, início dos 80s, com fantasias de synth q.b., e na verdade outros momentos neste álbum são recortes absolutamente clássicos. A sensação de já termos ouvido é muito presente, mas este claro exercício de época perece mesmo destinado a confundir. Por vezes próximo do mesmo estilo praticado por Chicken Lips há década e meia (embora estes tendessem a soar mais sintéticos), “Night Of Cheetah” atende o chamamento da origem e entrega uma actualização fetichista de toda a espinha dorsal Disco desde que os synths e caixas-de-ritmo ascenderam a lugar de destaque. De Nova Iorque a Den Haag (segunda referência a este hub holandês, esta semana), desviando por algum Italo menos doce, Mystic Jungle toma conta do sistema.

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Sexta-feira, 16 Março, 2018

PEDRINHO Aleluia LP

€ 20,50 LP (2018 reissue) Mar & Sol

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A música de Pedrinho está listada nas duas compilações que, recentemente, mostraram Cabo Verde ao Mundo: “Space Echo” e “Synthesize The Soul”. desde logo, o seu nome fica fundamental. A espécie de funaná psicadélico em “Ei Se Vous Dancé”, com o wah-wah da guitarra a tornar o groove ainda mais matador, abre este álbum de forma exuberante e celebratória, mas reparem como os sopros instalam uma certa melancolia por cima da festa. Gravado em Lisboa, como acontecia com muitos músicos africanos que vinham para Portugal procurar vida melhor, “Aleluia” afina a tradição das ilhas para uma certa modernidade sem que isso corrompa de forma alguma o coração puro da música. Vida de trabalho, vontade de romance, palavras saídas da experiência e um álbum que termina com a própria faixa “Aleluia” num êxtase invulgar de guitarra que abre para o cântico “Aleluia! Viva África independente. Aleluia!” E a óbvia correspondência entre as palavras Aleluia e Alegria vai encerrando este disco com um sorriso universal. Bonito, este primeiro da Mar & Sol, o pessoal que, a partir de Lisboa, faz também a Ostra Discos.

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Quinta-feira, 15 Março, 2018

V/A / SIX ORGANS OF ADMITTANCE Hexadic III LP

€ 17,95 LP Drag City

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Desta vez atribuído a Vários Artistas, o terceiro volume de “Hexadic” toma o passo natural: colocar o sistema de composição desenvolvido por Ben Chasny à disposição de outros músicos. A composição através de um baralho de cartas (que pode ser normal) aplica-se a qualquer instrumento, não apenas à guitarra, e “Hexadic III” mostra então em acção, de acordo com esse sistema, um conjunto de nomes que a Drag City apelida de “mestres do underground”: Moon Duo, Stephen O’Malley, Richard Youngs, Phil Legard e outros. O som varia de acordo com os dieferentes estilos e, para nós, de ouvido nú, não é perceptível a utilização do sistema Hexadic. Resta a adivinhação, talvez mais notada em “KO” de Tashi Dorji, ou a confissão de um certo alívio, talvez, de Richard Youngs – “Abandoned Problems” pode significar um sincero abraço a este método composicional, obedecendo a regras já estabelecidas. Ficam, no todo, sete faixas de rock bem mais próximas de margens subversivas do que do centro.

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