Quinta-feira, 26 Abril, 2018

JOE HENDERSON / ALICE COLTRANE The Elements CD Concord

€ 7,50 CD (2017 reissue) Universal

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Em “The Elements” Joe Henderson começa um período muito criativo e exploratório na sua carreira. Editado originalmente em 1973 na Milestone, este disco tem uma formação de luxo: Alice Coltrane, Charlie Haden, Kenneth Nash e Michael White. Quatro temas, um para cada elemento, “The Elements” começa com o mais convencional dos temas, “Fire”, e abre-se a pura magia daí para a frente. O baixo é suave e faz a cama perfeita para o som de saxofone subtilmente alterado (por vezes com overdubs), a harpa de Alice Coltrane cria uma prancha contínua para todos os outros sons saltarem e mergulharem suavemente na água. Um portento finalmente reeditado em vinil.

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Quinta-feira, 26 Abril, 2018

THE DURUTTI COLUMN Another Setting CD / 2LP

€ 12,50 CD (2015 reissue) Factory Benelux

€ 23,95 2LP (RSD 2018 reissue) Factory Benelux

LP ESGOTADO / SOLD OUT

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Quem segue de perto as nossas palavras saberá duas coisas: o nosso apreço pela música de Vini Reilly e dos seus Durutti Collumn e, consequentemente, a nossa atenção às reedições que vão surgindo e completando um puzzle que tem estado demasiado incompleto no mercado dos discos. Há uma razão, triste, para este rigor nas reedições: Vini Reilly, acamado com uma doença incapacitante, não tem grande meios de subsistência, e a Kooky e a Factory Benelux têm feito o que é suposto fazer. Toda a gente fica contente, certo? Então, voltemos a 1983, ao terceiro álbum dos Durutti Column – depois de “The Return Of The Durutti Column” (1980) e “LC” (1981), ambos disponíveis na Flur -, numa altura em que Portugal lhe dava amizade. Para quem está dentro do contexto, “Another Setting” prossegue a sua peculiar pop (muita instrumental) que, na altura, colidia frontalmente com toda a cena indie. Parco nos recursos – quase sempre bastava a sua guitarra e a percussão de Bruce Mitchell -, Vini Reilly fez mais um disco onde a melancolia parecia ocupar todos os espaços vazios, embora se sinta uma energia (sempre em filigrana) que parece ausente em muitas outras obras. Mais uma vez constatamos que a sua música dura eternidades, e “Another Setting” é tão mágico e essencial como todos os capítulos da obra inicial de Vini Reilly. Se ainda duvidam, relembramos que esta reedição tem uns extras importante: “The Beggar” e o bonito “Bordeux” em versão ao vivo, os singles “I Get Along Without You” (clássico cantado por Lindsay Reade, esposa de Tony WIlson) e, retirados de uma rara edição japonesa, os fabulosos temas “Love Fading” e “For Noriko”. A terminar o lote dos extras, “Piece For Out Of Tune Grand Piano” reaparece do EP “Deux Triangles”. Bastaria o álbum original, mas nunca se recusa mais música de Durutti Column. Eternamente mágico e obviamente imprescindível.

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Quinta-feira, 19 Abril, 2018

BIOSPHERE Shenzhou 2CD

€12,50 2CD (2017 reissue) Biophon

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O módulo espacial chinês Shenzhou foi lançado pela primeira vez em 1999 e, se este álbum de 2002 não representa propriamente um tributo, haverá certamente uma identificação com a palavra, traduzida para algo como “veículo divino”. A música pacífica, circular, no álbum, referencia mais obviamente, até, Claude Debussy, cuja música encontra espaço de entrada, em “Shenzhou”, através de samples tratadas e fundidas com a visão de Biosphere. Mais emoção do que ciência, num álbum agora acrescentado de mais música num segundo CD.


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Quarta-feira, 18 Abril, 2018

JAHKEY B & DJ JAYMZ Gods Of The Underworld 12″

€ 9,00 12″ (es15) Empire State Records

Exemplares originais SELADOS da edição original norte-americana de 1994 / Original 1994 US release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

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Realm I

Jaymz Nylon construiu um catálogo impressionante de edições, incluindo maxis para a Irma, Rush Hour e Nite Grooves, para além do seu próprio selo Nylon. Lê-se sobre a sua ligação à cena afro-tech e aqui, junto com Jahkey B, entrega uma bomba sintética com mantra vocal “we’re the gods of the underworld”. Linha de baixo super afundada, acompanha a batida quebrada, e ouvimos ainda um quase ácido a funcionar como voz por cima da voz. Longo, repetitivo, hipnótico, forte representação de Nova Iorque em 1994. Parafraseando Tyra Banks: “Fierce!”


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Sábado, 14 Abril, 2018

SCRATCH & THE UPSETTERS Super Ape CD

€ 8,50 CD Island / Mango

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Um dos discos nunca riscados da lista de essenciais daquele período (segunda metade dos 70s) em que as técnicas de dub geraram álbuns conceptuais com a sua própria mitologia, já a ficar independente da corrente reggae mais habitual. “Super Ape” sai em 76 não como puro dub (tem voz a mais) mas como uma indicação forte das possibilidades do orgânico em transcendência. Prince Jazzbo brilha em “Croaking Lizard”, prefigurando um muito precoce estilo dancehall que outros como Dillinger desenvolviam nesses anos. O movimento de entrada e saída de instrumentos e efeitos é liberal, intuitivo, respeitoso sobretudo da identidade de cada faixa, do respectivo passo e ritmo, como se o serviço fosse prestado a uma abstracção que o produtor (Lee Perry) tenta descodificar em som – para benefício da abstracção mas também de quem recebe a comunicação. Todos ganham. Em “Underground” o coro feminino replica a linha de baixo – ou vice-versa – naquilo que representa a fusão natural entre etéreo e concreto, real e… real intensificado. “Super Ape”, a faixa final com o mesmo título do álbum, cria um espaço gigante entre as batidas, por onde uma flauta muito sumida procura insinuar-se como um canto de pássaro. Tranquilidade e transcendência neste anúncio final de que a natureza está sempre aí – seguimos ou ficamos para trás.

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Sábado, 14 Abril, 2018

UNITEDSTATESOF Selections 0 CDR

€ 6,95 CDR Rotten // Fresh

Inevitável regressar a Brian Eno e à ideia de música suficientemente dinâmica para a escutarmos mas também suficientemente discreta para nos esquecermos dela. O termo “ambiente” pode mais ou menos ser definido dessa forma e o que ouvimos em “Selections 0″ honra com propriedade e dedicação essa tradição tantas vezes mal compreendida. Tons simples, volume quase sempre contido, movimento circular, focagemn e desfocagem (à semelhança da imagem na capa), procura de fusão com o espaço em redor e uma experiência imersiva muito gratificante trazida do outro lado do rio, aqui perto.


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Sexta-feira, 13 Abril, 2018

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time: Stage 4 2LP

€ 32,95 2LP History Always Favours The Winners

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O que fazer quando se abandona toda a esperança? Talvez a pergunta seja mais directa feita da seguinte maneira: o que fazer quando já não se tem noção da esperança? A esplêndida saga que tem sido “Everywhere At The End Of Time” entra na fase em que se perde a lucidez. A clareza, as directrizes certas e formas que se iam diluindo nos “Stage 1-3” desaparecem por completo neste “Stage 4”. Um pouco de contexto para os iniciados: “Everywhere At The End Of Time” é um meticuloso trabalho sobre a demência através do som – é a forma que Caretaker/Leyland Kirby consegue comunicar -, onde cada estágio é uma aproximação do abismo. Ao quarto capítulo as peças tornaram-se mais longas, são só quatro ao todo, espalhadas por 2LP, processos longos de ligações e desconexões, saltos e regressos, paranóia em forma alucinogénia e psicadélica. Processos de desorientação sem qualquer refúgio. Se nos anteriores estágios existia o conforto de sons familiares que se regeneravam de estágio para estágio, aqui não há tapete, um mergulho na escuridão sem qualquer retorno. É o álbum mais difícil de Caretaker até à data, não vale a pena mentir. Difícil porque nos anteriores – desta série ou qualquer outro – a melancolia e a tristeza eram disfarçadas por doces melodias, suaves toques de nostalgia reconfortantes, uma espécie de ambient-burguês irresistível. Aqui o sublime existe mas perde a luminosidade, a jornada é de desorientação total sem mapa, às escuras, num processo contínuo de afogamento. Não há intermédios, pontes, um guia. Está tudo perdido. O que antes desvanecia, agora está absolutamente fragmentado. São as memórias, fragmentos de sons, que vivem neste “Stage 4” em constante destruição: e mais longas, porque o processo é moroso, doloroso, intenso. É o maior salto artístico de Caretaker – e, provavelmente, de Leyland Kirby – na carreira. Impiedoso.

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Sexta-feira, 13 Abril, 2018

REZZETT Rezzett 2LP

€ 24,95 2LP The Trilogy Tapes

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Tapes e Lukid num trilho bem mental pela escuridão de uma selva imaginada. O ser meio acossado na capa, sedento, talvez transmutado na imagem do verso, 100% na sombra, parece de algum modo representar esta música deslocada. Deslocada da pista de dança, da produção brilhante, deslocada da luz, permanentemente abafada mas, nessa pouca definição, nunca deprimida ou sequer alienante. A afirmação melódica é forte e consistente, ainda que exija sempre da nossa parte um trabalho extra para a aceitar. Termina com uma espécie de contradição em drum & bass: os breaks estão tão sujos que dificilmente viriam de 1998. Este grau de confiança na baixa definição é nosso contemporâneo, agora mesmo. Rezzett e a Trilogy Tapes aumentam as fileiras da modernidade.

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Quinta-feira, 12 Abril, 2018

VOX POPULI Magiques Creations LP

€ 17,50 LP Emotional Rescue

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Raridades extraídas bem fundo da primeira metade dos 80s, nem sequer formando embrião para coisa nenhuma mas já apresentando a questão plenamente formada. Um dos nomes mais ousados da cena industrial, ligação natural a universos paralelos, contaminação de jazz, grooves “étnicos” e uma noção de liberdade que faz com que quase não se pense em “industrial”. “Tchi Tchi Vox”, por exemplo, quase podia ser Anabela Duarte e Mler Ife Dada se as suas inclinações tropicais os tivessem conduzido a zonas mais sombrias. Música excepcional e íntima, em particular pela qualidade nebulosa do som recuperado – claro, mas confortavelmente embrenhado numa bruma psicadélica hipnótica. Que dizer mais?

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Terça-feira, 3 Abril, 2018

DJ MARCELLE / ANOTHER NICE MESS Too 12″

€ 11,95 12″ Jahmoni

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Outro de DJ Marcelle, recuamos até 2017 para ouvir este FEST de cowbell e batida a evocar o tutelar maxi “Psychadelic Jack”, de Extasis, um dos primeiros da Acid Jazz Records. Sons de pássaros (mesmo?) em fundo, e um rasto de baixo, acompanham a batida numa afirmação minimalista em três fantásticas versões que, aos nossos ouvidos, nada têm de monótono. Especial e um bocado sem paralelo, apesar de comparação que fizemos acima..


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Quinta-feira, 9 Novembro, 2017

DJ LYCOX Sonhos & Pesadelos LP

€ 12,50 LP (hand-painted sleeve) Príncipe

Lycox vem com créditos Tia Maria Produções. O EP da crew, em 2014, incluía o fantástico “O Tempo Da Vida” (Lycox) e é um pouco desse sentimento que captamos em “Solteiro”, a faixa de avanço neste álbum. Impossivelmente romântico e tropical, ao lado da norma, puxando por vozes sintéticas que acentuam uma certa melancolia. Rico nos detalhes de produção, o resto do álbum não procura tão activamente o romance (mas atenção ao sentimento em “Virgin Island” e “Sky”) mas tem um house abençoado (“Domingo Abençoado”), triste por só durar 2 minutos, e opera bem uma qualidade cromada no futurismo afro-cêntrico em faixas como “Weekend” ou “Galinha”. A derivação em relação à matriz do kuduro exibe as ideias vanguardistas de Lycox, nesta música juvenil, naturalmente rebelde, mas agregadora e com tudo pela frente.

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Quinta-feira, 25 Maio, 2017

FIRMA DO TXIGA Firma Do Txiga 3×7″

€ 16,50 3×7″ Príncipe

Uma das firmas que conhecemos com maior longevidade, gravando com total autonomia estética e compondo, assim, um património conjunto invejável na qualidade e variedade. Como deveria ser, são três discos entregues, cada um, a K30, DJ Ninoo e Puto Anderson. O convite à proximidade está no nome da firma e na arte da capa, logo. Lá dentro ouvimos uma derivação vanguardista, quase laboratorial, de afro house (K30), extraordinário apuro na melodia e composição (Ninoo) e o esqueleto rude da batida (Puto Anderson), três ofertas muito diferentes para deixar o queixo cair à vontade perante este património que anda a correr à nossa beira. Capas individualmente pintadas à mão.


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A1. K30 – Era Uma Ve(z)
A2. K30 – Hora da Casa
B1. K30 – Sistema
B2. K30 – Melodias do K30
C1. DJ NinOo – Ambientes Leves
D1. DJ NinOo – Saudades do Russel
E1. Puto Anderson – Éh Brincadeira
F1. Puto Anderson – Gritos do Infinito

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