Sábado, 25 Agosto, 2018

ELpH vs COIL Worship The Glitch CD / 2LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) Dais

€ 28,95 2LP (2018 reissue) Dais

€ 32,95 2LP Vinil colorido (2018 reissue) Dais

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Worship The Glitch

A palavra glitch tornou-se o símbolo da música electrónica baseada no erro, na falha, tão vanguardista no final do milénio, tão presente e definidora dos tempos (nunca é de mais referir que a música de Oval sonorizou um anúncio de perfume da Armani). Uns anos antes do facto, Coil usavam já a palavra em tom devocional, a falha como merecedora de respeito e, até, contemplação. Também como metodologia, quando se tornou evidente que alguns acidentes técnicos podiam ser provocados. Assim, em 1995, este álbum assinala uma nova fase no percurso de Coil, cuja máxima expressão aconteceria com “Time Machines” em 1998. O nome ELpH representa a entidade que parecia manifestar-se durante as gravações de “Worship The Glitch”, quando os Coil começaram a explorar mesmo a sério a composição digital através de computador. Aconteciam erros que não conseguiam explicar, e então formou-se a ideia de que algo acontecia para além da vontade do grupo, algo exterior, talvez superior. O som etéreo neste álbum, claramente artificial, assemelha-se por vezes, de facto, a uma tentativa de comunicação por parte de um espírito incorpóreo, aumentando o interesse na narrativa fantástica que somos convidados a completar. Composto de excertos, esboços, melodias semi-transparentes que parecem chegadas de outro tempo, abafadas, “Worship the Glitch” exerce enorme fascínio esotérico nesta espécie de encontro entre Cluster menos pop, a BBC Radiophonic Workshop e um certo universo cândido relacionado com programas infantis nos 70s. Bizarro, pacífico, bom.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

HULA Murmur CD

€ 15,95 CD (2018 reissue) Klanggalerie

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Hour By Hour, Tear-Up, Ghost Rattle, Delirium, Pleasure Hates Language, Cold Kiss, Red Mirror, Hard Stripes

Por onde começar? Naturalmente, terá de ser Sheffield, a cidade industrial no norte de Inglaterra que gerou mais música influente do que conseguimos nomear: Cabaret Voltaire, ABC, Pulp, Clock DVA, Human League e Heaven 17, Moloko, LFO e a Warp Records, etc. Hula são um produto claro desse caldeirão criativo no tempo em que a cena industrial se fundia com pós-punk. Aliás, o espírito comunitário manifesta-se logo na génese: três membros fundadores de Hula partilhavam habitação com Stephen Mallinder dos Cabaret Voltaire numa villa chamada Hula Kula (também o título de um lado B dos Roxy Music). O colectivo foi sendo acrescentado, ao longo dos anos, nunca fechando portas a colaborações e projectos paralelos. Mark Albrow tem carreira nas artes plásticas; Alan Fisch (substituído por Nort já em “Murmur”) tocou bateria nos Cabaret Voltaire; mas talvez o mais transversal, para comunicar a ideia, seja Mark Brydon. Tocou baixo e percussão no primeiro álbum dos Hula (“Cut From Inside”, 1983). Em “Murmur” ele vem creditado como co-autor da capa, e isso ilustra bem o modo como estes músicos e artistas se misturavam. Brydon estaria envolvido mais tarde na equipa de produção Fon, que deu origem a um estúdio e à editora Warp. Mais à frente fundou os Moloko com Róisín Murphy. A banda misturava-se com artes visuais, produzindo o álbum “Shadowland” em 1986, bem mais abstracto. Em 1984, porém, “Murmur” revela uma banda com instrumentos tradicionais, sim (guitarra, bateria e baixo), mas com utilização cirúrgica de técnicas de corte e sampling / manipulação de fita e, na voz, uma indecisão que nunca ouvimos, desta forma, em nenhuma outra banda, entre o que quase poderia ser pop, funk, e uma obscuridade voluntária, cultivando um lado negro mais ligado ao industrial. Ron Wright partia muitas vezes em mantras repetitivos, como acontece aqui em “Tear Up”, uma das faixas icónicas desta fase de Hula. O músculo funk – bateria e baixo – parecia replicar o que se conhecia dos A Certain Ratio, também do norte de Inglaterra (muito exposto à soul e r&b norte-americanos), só que com outra complexidade e orientação nos arranjos. talvez menos Brasil e mais galeria de arte. “Ghost Rattle” cita “Murder In The Clean States”, uma das faixas de “Cut From Inside”, simplesmente usando o título como parte da letra. “Pleasure Hates Language” é tão rico em detalhe que se pensa como era possível replicar ao vivo este equilíbrio entre electrónica, artifícios de estúdio e um set up ao vivo. Muito mais para dizer sobre uma das bandas fetiche há demasiados anos aqui na Flur. Não há abordagem fácil para os Hula, não há hits nem grandes melodias para cantar, mas os mantras de Ron Wright, uma vez apreendidos, ficam a circular na cabeça. Uma das bandas mais vitais e ao mesmo tempo menos conhecidas daquele período em Inglaterra. Década de 80 do outro lado do espelho. Edição muito acrescentada com os singles da época, na íntegra: “Fever Car”, “Get The Habit” e “Walk On Stalks Of Shatterd Glass” (deste apenas uma das versões está incluída).

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

LORAD GROUP Sul Tempo LP

€ 30 LP (2018 reissue) Lily Record

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Informação praticamente nula sobre grupo, editora e contexto. Registado na net com o ano de 1988, editado apenas em CD, é agora revisto para vinil com som cristalino e absolutamente contemporâneo. Disco incrível de fake jazz (mesmo princípio usado por Frank Zappa em “Jazz From Hell”, por exemplo) e exotica variada, com sentimento digital muito forte. Nesse final da década de 80 abriram-se novas possibilidades tecnológicas de criação e gravação de música com o mundo digital a avançar rápido. Suficientemente cativante para que músicos de um universo claramente rock como Colin Newman (Wire) tenham alterado notoriamente o seu som, ainda que temporariamente. No caso de Newman, o LP “It Seems”. “Sul Tempo” abre panorâmicas para uma zona de conforto e esperança no futuro, é uma espécie de LP de Library não assumido, preferindo a não conceptualização da música para apenas a apresentar límpida, com títulos não muito reveladores. Piano digital, ambiente em ondas, batida mega plástica. Lindo.

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Segunda-feira, 4 Junho, 2018

RAFAEL TORAL Sound Mind Sound Body 2LP

€ 24,50 2LP (2018 reissue) Drag City

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Editado originalmente pela AnAnAnA em 1994, “Sound Mind Sound Body” é descrito pelo press release da altura como o “primeiro disco de música ambiental propriamente dita tocada por um português”. Embora estas afirmações sejam sempre questionáveis, uma coisa podemos afirmar à vontade, ouvir em 2018 “Sound Mind Sound Body” dá-nos a perfeita sensação de que o trabalho de guitarra de Rafael Toral estava completamente à frente do seu tempo na altura. Não por uma questão de inovação, mas pelo modo como através da guitarra conquista a música ambiental e lhes dá formas que nem sempre são as expectáveis. Sentimos ao longo das peças que cada momento é uma ponte para outro que vai acontecer a seguir: sem desfazer um certo sentimento de repetição que existe no som, mas que é só uma impressão e não necessariamente uma verdade. Esta mutação constante conquista territórios e embora tenha sido um som diversas vezes replicado desde então, raramente outros músicos fizeram música com a mesma dinâmica, percepção e procura de sons como Toral. Quase um quarto de século depois continua a ser um disco actual, lindíssimo e uma excelente introdução à obra de Rafael Toral. E à música ambiente.

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Segunda-feira, 4 Junho, 2018

RAFAEL TORAL Wave Field LP

€ 19,95 LP (2018 reissue) Drag City

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Influenciado por Alvin Lucier, em “Wave Field” Rafael Toral começou a tocar no território da exploração de som a partir de um ponto de partida. Isto é, se neste século o seu trabalho se tem cingido maioritariamente ao projecto “Space”, é em “Wave Field” que lhe podemos encontrar as origens. Sons produzidos a partir de uma guitarra com vista à exploração de ressonâncias, loops e feedbacks. “Wave Field” ganhou corpo com uma série de peças numeradas, irrepetíveis, gravadas ao vivo com presença de uma audiência. Se em “Sound Mind Sound Body” há tangentes com um som límpido, aqui o resultado é mais rude, explorando um lado mais primário do som e de ressonâncias do rock / guitarra eléctrica. O ruído/dissonância sempre presente cria uma distância das imagens entre o primeiro plano da guitarra e as irradiações do feedback que se fazem sentir ao longo das duas peças maiores deste disto (os números 5 e 6). O infinito finito com uma esbelta noção temporal. O futuro em 1995 era assim.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

JAN JELINEK / COMPUTER SOUP Improvisations & Edits Tokyo 26 09 2001 LP

€ 15,95 LP (2018 reissue) Faitiche

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Este álbum surge originalmente numa época – 2002 foi o ano de edição – em que já quase tudo tinha sido dito, testado, desformatado, estragado e radicalizado na música electrónica mais avançada, isto é, aquela que tinha ido tão longe para dentro das máquinas que frequentemente parecia navegar-se a si própria. Jelinek encontrou o trio Computer Soup no seu primeiro concerto em Tóquio, em 2001. Eles fizeram a primeira parte. O encaixe foi tão natural que este quarteto reuniu-se numa sala para improvisar com os respectivos recursos – no caso de Computer Soup, brinquedos e outro equipamento electrónico + trompete. Tudo isto, junto com a típica fluência de Jan Jelinek na abertura de paisagens naturais elaboradas com todo o artifício, resulta num disco magnífico, dinâmico, confortável, tão válido como pano de fundo como em primeiro plano de escuta, quando somos nós a querer explorar regiões menos tocadas da nossa mente, seguindo estas luzes.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

JAN JELINEK Zwischen LP

€ 15,95 LP Faitiche

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Um pouco à semelhança de “Interstices”, de Terre Thaemlitz, “Zwischen” – nesta versão mais curta da peça de rádio composta por Jan Jelinek – aproveita supostos momentos mortos no discurso de uma pessoa, partes sem importância para qualquer narrativa ou transcrição. Neste caso, são entrevistas a várias figuras públicas, onde brilham única e somente as pausas para respiração, interjeições, hesitações, tosse, respiração e outras manifestações vocais desligadas do discurso propriamente dito. Desconcertante, até pela manipulação que Jelinek faz dos sons e a sua sequenciação enquanto peças musicais.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

TECH-DROPPERS Vol. 1 12″

€ 10,50 12″ Wania / Sex Tags

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Rush de entusiasmo com nova edição Wania, editora impossivelmente activa, por estes dias. Tech-Droppers celebram com bastante felicidade um som que convoca anos dourados da iniciação techno, e no processo confundem Detroit, Chicago, Miami e as ramificações europeias de um som mais ghetto-tech (talvez o mais próximo tenha sido certa corrente techno inglesa a meio dos 90s). Livre, selvagem mas não agressivo, mega electrónico, para dançar. Tempos modernos em linha paralela, apagando os anos, com tempos antigos. Na aprendizagem, entusiasmo sempre renovado. #voltaronhardy! Há mais para ouvir!


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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

GROUPER Grid Of Points CD / LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

O encontro entre o pragmatismo e a magia ressoa como coisa rara. Grouper tem feito carreira com a poupança, frases magras carregadas de desejo e vontade de condensação e clareza. Apesar da distância das edições (quatro anos), “Grid Of Points” é um sucessor de “Ruins”, o disco gravado em Aljezur, um irmão crescido que encontrou solução para os gestos circulares de Liz Harris. “Grid Of Points” é um acto contínuo, um álbum curto de 21 minutos onde as canções estão desarmadas. Se em “Ruins” e no anterior “The Man Who Died In His Boat” (o gesto mais corta-espinhas de Grouper), Harris cobria-se de espectros, fantasias, ideias por resolver que construíam a intimidade das canções, nestes 21 minutos torna o exercício de audição da sua música num processo de meditação, uma reflexão, uma pausa. Para ler, ler bem, é preciso ter tempo e a cabeça vazia de preocupações. Para ouvir estes 21 minutos, para eles serem mais do que essa medida temporal, essas sete canções, exige-se a total devoção à sua intimidade e uma cabeça disponível para ver as formas que Harris aponta com a sua voz; uma cabeça limpa para ultrapassar os fantasmas que assombram as primeiras audições de “Grid Of Points”. A exigência está no amor-próprio de cada um. A recompensa, essa, é infinita.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

CHRISTINA VANTZOU No. 4 CD / LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

Na sua carreira numerada na Kranky, Christina Vantzou tem encontrado formas de desenvolver o corpo e o espaço da sua música através de uma racionalidade dissonante. Se no álbum da Shelter Press editado há uns meses com John Also Bennett (“Zin Taylor’s Thoughts Of A Dot As It Travels A Surface” – que também colabora neste “No. 4”, com outros ilustres como Steve Hauschildt, Angel Deradoorian ou Clarice Jensen -, Vantzou mostrou uma outra realidade na sua música, de construção de peças e de realidades distantes, próximas de uma meditação emotiva, aqui trabalha as fronteiras do drone, com uma sensibilidade pelas suas periferias e entoações. As ideias são lineares e a elegância com constrói algumas peças a partir de um suposto silêncio mostram o quão tem estado dedicado ao funcionalismo da música no espaço. Paisagens contidas e controladas, ecléticas e dimensionadas para quem procura um disco de ambiente rico e presente. É o álbum mais horizontal de Vantzou nesta sua série, o mais elegante.


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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

DEDEKIND CUT Tahoe CD / 2LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 28,50 2LP Kranky

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A evolução estética de um industrial rude para atmosferas ambiente alusivas a selvas urbanas e um futuro ultra-sensível-cósmico encontraram na Kranky o poiso ideal para Dedekind Cut lançar este “Tahoe”. Afinal, é a casa de Stars Of The Lid, Tim Hecker e Grouper. “Tahoe” confecciona um tratamento sensorial na música que até agora era inédito na sua música. Enquadra-se na estética da editora e na mensagem e evolução contínua de Dedekind Cut. Um álbum que se expande no inesperado, que dá o futuro de “Blade Runner” em “Spiral” e logo a seguir toca o sagrado com uma intensidade história em “Hollow Earth”. “The Crossing Guard”, o primeiro de dois dos temas mais longos de “Tahoe”, lança as assimetrias que se irão encontrar ao longo desta viagem. Porque se trata disso mesmo, uma viagem, um quadro mágico de um futuro exasperante, tenso, icónico e sem solução. Tudo no mesmo saco. Faz-nos lembrar, à distância, os dois longa-duração de Burial pelo tratamento visionário que acarreta. “Tahoe” chora a mesma emergência, cativa pelo enigma de uma identidade que se desconhece. Cheio de alma, um choro dos anjos. Decadência, luz e trevas, fresco e hermeticamente selado no cosmos da melhor electrónica da actualidade.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

DJ LILOCOX Paz & Amor 12″

€ 12,50 12″ Príncipe

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DJ Lilocox é um dos clássicos na editora Príncipe, percorrendo o caminho desde os Piquenos DJs do Guetto, na cola de Marfox, separando certas águas com Maboku para formar Casa Da Mãe (CDM) e sacando um hit seguro com “La Party” em 2016. Nessa sequência, estabilizou num som afro-house com ideias bem ao lado, mas manteve a ciência de percussão dos seus dias de batida mais hardcore, aplicando-a em camadas mais subtis e a bater forte de outra forma. Vai soar a cliché, mas o banho de Selva nas quatro primeiras faixas, aqui, deixa a cabeça longe e puxa cenários vistosos numa produção cinemática, ambiciosa, dos sons. O quinto momento, que encerra o EP, chama-se “Fronteiras” e parece ter como única razão de ser quebrá-las. Capacidade para chegar a todo o lado e a todos os ouvidos. Se vivem no Agora, isto faz parte da banda sonora

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Terça-feira, 17 Abril, 2018

COIL presents BLACK LIGHT DISTRICT A Thousand Lights In A Darkened Room CD / 2LP

€ 12,95 CD (2018 reissue) Dais

€ 32,50 2LP Vinil colorido (2018 reissue) Dais

OUVIR / LISTEN:
Red Skeletons, Die Wölfe Kommen Zurück, Refusal Of Leave To Land, Stoned Circular I & II, Green Water, Cold Dream Of An Earth Star

Na senda de “Worship The Glitch”, Coil prosseguem a exploração de ambientes aparentemente intocados por mão humana, facilitando – e procurando, como sempre fizeram – ligações ao Oculto, agora com Drew McDowall apenso ao duo John Balance e Peter Christopherson. Adornado por uma capa típica de Steven Stapleton (Nurse With Wound), “A Thousand Lights In A Darkened Room” não parece oferecer muita luz, a sensação que fica é, aliás, de uma intensa procura de luz, de uma nervosa iluminação apontada para certos cantos onde se ouvem coisas a acontecer. O desenrolar da música faz com que ela soe tão surpreendida com o seu próprio rumo tanto quanto nós estamos ao concordar com esta viagem. Se não era já notório, aqui Coil envolvem-se ainda mais no seu próprio manto, abandonando as conotações de “música industrial” das quais nunca parecem ter sido totalmente separados pelo mundo exterior. Fascinante e perturbante como o são certos sonhos bizarros que não conseguimos contextualizar, são no fundo algumas cabeças humanas em voo livre, pegando e largando referências, construindo com os excertos uma nova realidade. Riquíssimo período criativo, toda a década de 90 na existência dos Coil.

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