Quinta-feira, 24 Maio, 2018

COURTNEY BARNETT Tell Me How You Really Feel CD / LP

€ 16,95 CD Marathon Artists

€ 24,95 LP (Ed. Limitada) Marathon Artists

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Com “Sometimes I Sit And Think, And Sometimes I Just Sit” Courtney Barnett salpicou um pouco a indie-pop/rock feminina desta década. Sem ser um splash monumental, o seu disco de estreia espicaçava pela diferença de como resumia ironia, mal-estar e indiferença em compactos de 3 minutos. As suas canções eram autênticas histórias, coisas de livros. Que cabiam em 3 minutos. Valeu-lhe uma partipação com Kurt Ville em “Lotta Sea Lice” e agora, um ano depois, volta às aventuras a solo com “Tell Me How You Really Feel”, o disco que os Pavement teriam feito se fossem uma mulher e australianos. Bom, é isso. A abertura com “Hopefulessness” é uma escadaria de emoções como raramente se vê hoje em dia nos álbuns de indie-rock, mais concentrados em tocarem em todos os pitos para aparecerem em diferentes playlists do Spotify. Barnett não precisa disso e faz um disco à antiga, em escala, cada vez mais irritada – com o mundo, consigo, “Need a Little Time” – ou apenas a despachar os seus problemas. Não sabemos se é neura, feitio ou uma consulta. Seja como for, é mel.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

AMEN DUNES Freedom CD / LP

€ 15,50 CD Sacred Bones

€ 24,95 LP Sacred Bones

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O que vem depois de “Love”? Liberdade ou “Freedom”, um título como sinal de fuga à pressão das trevas que um álbum de sucesso pode causar. “Love”, sucesso, ou sucesso relativo, a verdade é que nos apaixonámos – salvo seja, ou talvez não – por Amen Dunes. É possível gostarmos mais dele? Da sua música? É. “Freedom” é a resposta. Talvez por despeitar definições, ser um álbum livre nas suas aventuras pelo rock clássico, que procura ternura, redenção e uma dança. Não andamos todos atrás do mesmo? Seja qual for a resposta, “Freedom” vende-nos a ideia de que sim, andamos, de quem sim, temos de nos voltar a apaixonar por Amen Dunes, de andar com “Time” na cabeça por tempo indefinido. Até nos cansarmos. Até isso não acontecer. Ou entrar outra música de “Freedom” em repeat. Constante. Constante. Poderá ser “Satudarah”? Ou “Miki Dora”. Opções não faltam. O poster de Amen Dunes vai voltar para a parede do nosso quarto.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

XOR GATE Conic Sections LP

€ 16,95 LP Tresor

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Heinrich Mueller (Dopplereffekt / Drexciya) coloca todos os elementos bem certos no esquema de composição. Eis como se apresenta um fantástico disco de electro sem uma única batida. Toda a orientação do groove parece encaminhar-se nesse sentido, mas as sequências navegam no Espaço sem necessidade de apoio terrestre. “Directrix” soa a Kraftwerk pastoral (igualmente clássico), desfazendo alguma neblina que se manifesta em outras faixas mais tradicionalmente de laboratório, ou tensas como “Hyperbola”. Quase toda a acção em “Conic Sections” é concentrada na ilustração fictícia de momentos-chave de descobertas científicas, colorindo o som apenas o suficiente, sem excessos. Pura emoção sintética, se é concebível.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

JAN JELINEK / COMPUTER SOUP Improvisations & Edits Tokyo 26 09 2001 LP

€ 15,95 LP (2018 reissue) Faitiche

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Este álbum surge originalmente numa época – 2002 foi o ano de edição – em que já quase tudo tinha sido dito, testado, desformatado, estragado e radicalizado na música electrónica mais avançada, isto é, aquela que tinha ido tão longe para dentro das máquinas que frequentemente parecia navegar-se a si própria. Jelinek encontrou o trio Computer Soup no seu primeiro concerto em Tóquio, em 2001. Eles fizeram a primeira parte. O encaixe foi tão natural que este quarteto reuniu-se numa sala para improvisar com os respectivos recursos – no caso de Computer Soup, brinquedos e outro equipamento electrónico + trompete. Tudo isto, junto com a típica fluência de Jan Jelinek na abertura de paisagens naturais elaboradas com todo o artifício, resulta num disco magnífico, dinâmico, confortável, tão válido como pano de fundo como em primeiro plano de escuta, quando somos nós a querer explorar regiões menos tocadas da nossa mente, seguindo estas luzes.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

JAN JELINEK Zwischen LP

€ 15,95 LP Faitiche

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Um pouco à semelhança de “Interstices”, de Terre Thaemlitz, “Zwischen” – nesta versão mais curta da peça de rádio composta por Jan Jelinek – aproveita supostos momentos mortos no discurso de uma pessoa, partes sem importância para qualquer narrativa ou transcrição. Neste caso, são entrevistas a várias figuras públicas, onde brilham única e somente as pausas para respiração, interjeições, hesitações, tosse, respiração e outras manifestações vocais desligadas do discurso propriamente dito. Desconcertante, até pela manipulação que Jelinek faz dos sons e a sua sequenciação enquanto peças musicais.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

TECH-DROPPERS Vol. 1 12″

€ 10,50 12″ Wania / Sex Tags

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Rush de entusiasmo com nova edição Wania, editora impossivelmente activa, por estes dias. Tech-Droppers celebram com bastante felicidade um som que convoca anos dourados da iniciação techno, e no processo confundem Detroit, Chicago, Miami e as ramificações europeias de um som mais ghetto-tech (talvez o mais próximo tenha sido certa corrente techno inglesa a meio dos 90s). Livre, selvagem mas não agressivo, mega electrónico, para dançar. Tempos modernos em linha paralela, apagando os anos, com tempos antigos. Na aprendizagem, entusiasmo sempre renovado. #voltaronhardy! Há mais para ouvir!


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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

GROUPER Grid Of Points CD / LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

O encontro entre o pragmatismo e a magia ressoa como coisa rara. Grouper tem feito carreira com a poupança, frases magras carregadas de desejo e vontade de condensação e clareza. Apesar da distância das edições (quatro anos), “Grid Of Points” é um sucessor de “Ruins”, o disco gravado em Aljezur, um irmão crescido que encontrou solução para os gestos circulares de Liz Harris. “Grid Of Points” é um acto contínuo, um álbum curto de 21 minutos onde as canções estão desarmadas. Se em “Ruins” e no anterior “The Man Who Died In His Boat” (o gesto mais corta-espinhas de Grouper), Harris cobria-se de espectros, fantasias, ideias por resolver que construíam a intimidade das canções, nestes 21 minutos torna o exercício de audição da sua música num processo de meditação, uma reflexão, uma pausa. Para ler, ler bem, é preciso ter tempo e a cabeça vazia de preocupações. Para ouvir estes 21 minutos, para eles serem mais do que essa medida temporal, essas sete canções, exige-se a total devoção à sua intimidade e uma cabeça disponível para ver as formas que Harris aponta com a sua voz; uma cabeça limpa para ultrapassar os fantasmas que assombram as primeiras audições de “Grid Of Points”. A exigência está no amor-próprio de cada um. A recompensa, essa, é infinita.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

CHRISTINA VANTZOU No. 4 CD / LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

Na sua carreira numerada na Kranky, Christina Vantzou tem encontrado formas de desenvolver o corpo e o espaço da sua música através de uma racionalidade dissonante. Se no álbum da Shelter Press editado há uns meses com John Also Bennett (“Zin Taylor’s Thoughts Of A Dot As It Travels A Surface” – que também colabora neste “No. 4”, com outros ilustres como Steve Hauschildt, Angel Deradoorian ou Clarice Jensen -, Vantzou mostrou uma outra realidade na sua música, de construção de peças e de realidades distantes, próximas de uma meditação emotiva, aqui trabalha as fronteiras do drone, com uma sensibilidade pelas suas periferias e entoações. As ideias são lineares e a elegância com constrói algumas peças a partir de um suposto silêncio mostram o quão tem estado dedicado ao funcionalismo da música no espaço. Paisagens contidas e controladas, ecléticas e dimensionadas para quem procura um disco de ambiente rico e presente. É o álbum mais horizontal de Vantzou nesta sua série, o mais elegante.


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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

DEDEKIND CUT Tahoe CD / 2LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 28,50 2LP Kranky

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A evolução estética de um industrial rude para atmosferas ambiente alusivas a selvas urbanas e um futuro ultra-sensível-cósmico encontraram na Kranky o poiso ideal para Dedekind Cut lançar este “Tahoe”. Afinal, é a casa de Stars Of The Lid, Tim Hecker e Grouper. “Tahoe” confecciona um tratamento sensorial na música que até agora era inédito na sua música. Enquadra-se na estética da editora e na mensagem e evolução contínua de Dedekind Cut. Um álbum que se expande no inesperado, que dá o futuro de “Blade Runner” em “Spiral” e logo a seguir toca o sagrado com uma intensidade história em “Hollow Earth”. “The Crossing Guard”, o primeiro de dois dos temas mais longos de “Tahoe”, lança as assimetrias que se irão encontrar ao longo desta viagem. Porque se trata disso mesmo, uma viagem, um quadro mágico de um futuro exasperante, tenso, icónico e sem solução. Tudo no mesmo saco. Faz-nos lembrar, à distância, os dois longa-duração de Burial pelo tratamento visionário que acarreta. “Tahoe” chora a mesma emergência, cativa pelo enigma de uma identidade que se desconhece. Cheio de alma, um choro dos anjos. Decadência, luz e trevas, fresco e hermeticamente selado no cosmos da melhor electrónica da actualidade.

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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

DJ LILOCOX Paz & Amor 12″

€ 12,50 12″ Príncipe

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DJ Lilocox é um dos clássicos na editora Príncipe, percorrendo o caminho desde os Piquenos DJs do Guetto, na cola de Marfox, separando certas águas com Maboku para formar Casa Da Mãe (CDM) e sacando um hit seguro com “La Party” em 2016. Nessa sequência, estabilizou num som afro-house com ideias bem ao lado, mas manteve a ciência de percussão dos seus dias de batida mais hardcore, aplicando-a em camadas mais subtis e a bater forte de outra forma. Vai soar a cliché, mas o banho de Selva nas quatro primeiras faixas, aqui, deixa a cabeça longe e puxa cenários vistosos numa produção cinemática, ambiciosa, dos sons. O quinto momento, que encerra o EP, chama-se “Fronteiras” e parece ter como única razão de ser quebrá-las. Capacidade para chegar a todo o lado e a todos os ouvidos. Se vivem no Agora, isto faz parte da banda sonora

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Terça-feira, 22 Maio, 2018

HOLGER CZUKAY Cinema CAIXA 5CD + DVD

ESGOTADO CAIXA 5CD + DVD Grönland

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Cerca de um ano após a morte de Holger Czukay, é editada uma caixa – qual retrospetiva, é uma viagem – com cinco CDs e um DVD que mostram o maravilhoso mundo de Czukay, a abordagem musical que viajava da pop do Beatles, passava por Stockhausen e a descoberta da importância da electrónica na pop. Ao longo da caixa ouvem-se clássicos, vivem-se momentos únicos de descoberta da música do baixista dos Can. Descoberta é a palavra certa – mesmo para quem já conhece Czukay de trás para a frente – porque é sempre uma aventura, algo de novo, fresco. O inesperado surge a cada lição, melodia, e tanto encaixa na coisa mais bombástica – que deve ser “Cool In The Pool” – como em qualquer coisa que parece espontânea, experimental, mas que é só a linguagem de Czukay. Poucos músicos ocidentais fizeram música tão díspar quanto idêntica, tão irregular e com tanto sentido. E, claro, tão importante para a definição dos horizontes da pop, dança e electrónica das últimas quatro décadas. “Cinema” para todos.

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CD 1
1. Holger Schüring Quintett – Konfigurationen (1960, previously unreleased)
2. Technical Space Composer’s Crew – Canaxis (1969, Canaxis 5)
3. Technical Space Composer’s Crew – Boat Woman Song (1969, Canaxis 5)
4. Cluster & Eno – Ho Renomo (1977, Cluster & Eno)

CD 2
1. Holger Czukay – Oh Lord Give Us More Money (1979, Movies)
2. Holger Czukay – Persian Love (1979, Movies)
3. Holger Czukay – Cool In The Pool (1979, Movies)
4. Holger Czukay – Hollywood Symphony (1979, Movies)
5. Les Vampyrettes (Czukay/Plank) – Biomutanten (1980, Les Vampyrettes)

CD 3
1. Les Vampyrettes (Czukay/Plank) – Menetekel (1980, Les Vampyrettes)
2. Phew (Phew/Czukay/Liebezeit/Plank) – Signal (1981, Phew)
3. Holger Czukay – Witches Multiplication Table (1981, On The Way To To Peak Of Normal)
4. Holger Czukay – On The Way To The Peak Of Normal (1981, On The Way To To Peak Of Normal)
5. Holger Czukay – Ode To Perfume (1981, On The Way To To Peak Of Normal)
6. Holger Czukay – Two Bass Shuffle (1981, On The Way To To Peak Of Normal)
7. Holger Czukay/Jaki Liebezeit/Jah Wobble – How Much Are They? (1982, Full Circle)

CD 4
1. Holger Czukay/Jaki Liebezeit/Jah Wobble – Trench Warfare (1982, Full Circle)
2. Holger Czukay/Jaki Liebezeit/Jah Wobble – Full Circle R.P.S. (No. 7) (1982, Full Circle)
3. Holger Czukay/Jaki Liebezeit/Jah Wobble – Twilight World (1982, Full Circle)
4. Holger Czukay – The Photo Song (1984, Der Osten Ist Rot)
5. Holger Czukay – Der Osten Ist Rot (1984, Der Osten Ist Rot)
6. Holger Czukay – Das Massenmedium (1984, Der Osten Ist Rot)
7. Holger Czukay – Träum Mal Wieder (1984, Der Osten Ist Rot)
8. Holger Czukay – Hey Baba Reebop (1987, Rome Remains Rome)
9. Holger Czukay – Hit Hit Flop Flop (1987, Rome Remains Rome)

CD5
1. Holger Czukay – Perfect World (1987, Rome Remains Rome)
2. Holger Czukay – Music In The Air (1987, Rome Remains Rome)
3. Holger Czukay – Ride A Radiowave (1991, Radio Wave Surfer)
4. Holger Czukay – We Can Fight All Night (1991, Radio Wave Surfer)
5. Holger Czukay – Through The Freezing Snow (1991, Radio Wave Surfer)
6. Holger Czukay w/ Karlheinz Stockhausen – Breath Taking (2008, Second Life, previously unreleased)
7. Holger Czukay & U-She – La Premiere (2008, Second Life)
8. Holger Czukay / Ursa Major – 21st Century (2007, 21st Century)
9. Bison (Czukay/Murphy/Smith) – Mandy (2004, Travellers)

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Sábado, 19 Maio, 2018

PISTA! #00 (Fundação // Foundation) REVISTA

€ 11,00 REVISTA

Esta é uma tentativa séria de documentar uma década muito presente na actualidade, e não apenas no circuito de música de dança que aqui importa. Como década – e como todas as décadas – não pode ser estanque, aquilo que a define começa, pelo menos, na década anterior, e as consequências de muita actividade desenvolvida continuam a manifestar-se na década ou décadas seguintes. Neste número #00, com o título “Fundação”, procura revelar-se como certas coisas eram feitas, antes e durante o boom de música de dança em Portugal, mais ou menos consensualmente definido pela edição e sucesso internacional de “So Get Up” (Underground Sound Of Lisbon”. Como se organizavam festas, como se produzia, quem fazia o quê, algumas questões abordadas nas várias entrevistas e artigos espalhados em português e inglês por três revistas unidas sob uma mesma edição. Zé Salvador e o Urban Sound; João Xavier e a Dance Club (talvez o exemplo central para a existência da Pista!); Isilda Sanches e a XFM; o incontornável Frágil, Becas e o Aniki Bóbó; entrevistas a Rob Di Stefano e a Tribal / Twisted; Rui da Silva e os USL; ainda foco na Belita, uma das primeiras DJs no país, Kami Khazz (loja e editora) e a Cooltrain Crew. Histórias quase sempre esquecidas, ou no máximo bastante incompletas, a menos que se tenham vivido activamente esses tempos ou se tenham números estratégicos da Dance Club com entrevistas ou artigos de fundo mais detalhados. Apresentação sóbria, duas cores e visual de fanzine de uma publicação que se anuncia bi-anual. Óptimo arranque.


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Sexta-feira, 18 Maio, 2018

DJ SPRINKLES presents K-SHE Routes Not Roots CD

€ 13,95 CD Skylax

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Terre Thamelitz (Sprinkles) transportou para uma nova vitalidade house na sua produção as habituais considerações conceptuais e agenda de interesses. “Routes Not Roots” saiu originalmente em 2006 na Comatonse Recordings, com Thaemlitz já a viver no Japão há alguns anos. A cena deep house nova-iorquina da qual fez parte no início dos anos 90 é recuperada e actualizada, qualquer factor old-school mais vincado é esbatido na intemporalidade do som house de Sprinkles, pontuado por samples de voz através das quais aborda questões como discriminação sexual ou experiências trans-género. O piano, sempre presente na sua obra, tem um papel secundário mas acrescenta sempre drama quando é utilizado. “Routes Not Roots” é um objecto estranho, pouco adequado à pista de dança que é o seu berço e melhor entendido por quem já foi iniciado na música de Terre Thaemlitz.

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Sexta-feira, 18 Maio, 2018

ROBERT LIPPOK Applied Autonomy CD

€ 16,50 CD Raster-Media

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Não apenas a propósito da recente caixa de Brian Eno, “Music For Installations”, tem surgido a questão da música auto-generativa, dos sistemas programados para criar e reproduzir (isto é, continuar a criar) música. “Applied Autonomy” existe nessa vizinhança, também, embora com as devidas nuances. Robert Lippok gravou pequenas sequências, podem chamar-se-lhes esboços, sobretudo para utilização ao vivo, e para este álbum não partiu do zero composicional mas sim dessas pequenas estruturas já gravadas com outro intuito. Recombinando-as e reinterpretando-as, o músico descobre narrativas ocultas que se transformam em faixas acabadas. Nunca estamos longe de um ambiente de clube, sentido sobretudo através de algumas faixas que se detêm mesmo antes de se lhes poder chamar “música de dança”, mas em “Samtal”, que encerra o álbum, não estamos de todo em ambiente de clube, com Lippok e Klara Lewis a improvisarem em separado, nos estúdios EMS em Estocolmo, e o resultado a ser fundido no que acabou por ser a faixa final. Resulta, enfim, de uma improvisação autónoma de ambas as partes, distinguindo-se assim de uma composição pensada como tal.

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Quinta-feira, 17 Maio, 2018

µ-ZIQ Challenge Me Foolish CD

€ 11,95 CD Planet Mu

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Todos os primeiros anos de µ-Ziq, todos aqueles primeiros discos, marcaram de forma única o percurso da IDM (Intelligence Dance Music, chamava-se). Embora próximo de Aphex Twin, Luke Vibert, Freeform e outros, o som de Mike Paradinas conseguia ser sempre mais barroco, mais melódico, mais físico também. “Challenge Me Foolish” é uma compilação mascarada de álbum novo, já que se compõe inteiramente de material inédito gravado no período 1998-99. Escutamos aqui tudo o que é tradicional em µ-Ziq, incluindo orquestrações épicas que pareciam sempre desadequadas a um conceito de música do futuro mas que, nas suas mãos, soavam a propósito. “Robin Hood Gate” ilustra bem o cenário: sinos, cordas luxuriantes, uma espécie de timbalão, todos contribuem para uma manifestação bizarra de IDM na qual Paradinas encontrou voz única.

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Segunda-feira, 14 Maio, 2018

TERRE THAEMLITZ / ROBIN RIMBAUD / BEN GALYAS Ben Loves Terre Loves Robin 12″

€ 17,50 12″ Premature Recordings

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Algum glitch clássico escutado no lado A remete para os primeiros discos de Robin Rimbaud como Scanner, em que ouvíamos captações pirata de comunicações audio entre pessoas. Recorda, enfim, uma porção substancial de alguma da melhor música ambiental dos 90s, repleta de comunicações, ruído de estática, interefrências de rádio, etc. O ruído de presença de certas máquinas, o ambiente transformado por elas, ganhou estatuto de música como, naquela escala, ainda não tinha acontecido antes. Adicionalmente, o ambiente espacial (do Espaço), reproduzido ou, mais frequentemente, imaginado em som, ganhou novo contexto nas salas expansivas de chill-out enraizadas na cultura rave mais psicadélica e exploradora de estados alterados. O próprio Terre Thaemlitz contribuiu música para essa incessante busca (“Soil”, por exemplo, na editora Instinct Ambient). No lado B, Ben Galyas continua próximo de tudo isso, mantendo uma lógica paisagística muito subaquática (o mais próximo do Espaço?), chegando perto do silêncio, potenciando a interferência do ruído de superfície natural em discos de vinil, integrando-o, por assim dizer, na composição. Disco exigente, no sentido em que é necessário parar e escutá-lo, se quisermos usufruir de toda a riqueza sónica que encerra.

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Quinta-feira, 3 Maio, 2018

CTI Core: A Conspiracy International Project CD

€ 11,95 CD (2003 reissue) Conspiracy International

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Unmasked w/ Robert Wyatt
Over Abyss w/ Lustmord
Future Shock w/ Monte Cazazza
Trapezoid w / Joe Potts & John Duncan
Feeder w/ Coil

Projecto agregador de mentes com quem Chris & Cosey se relacionavam, aquando da edição original em 1988. Recuperámos o CD na reedição de 2003, esquecida do mercado. “Is every moment forever? Or never?” é uma frase carismática, cantada por Cosey em “Unmasked” – com Robert Wyatt discretamente em fundo, não deixa de soar a uma canção pop de Chris & Cosey. Com Lustmord mergulhámos fundo num mar de lava escuro e industrial, completo com vozes do Além e uma cadência marcial / ritual mais em linha com o que os fãs mais tradicionalistas esperariam; “Future Shock”, com Monte Cazazza, expõe os elementos da Electronic Body Music da época, o braço mais dançável de toda a cena industrial que, para quem conhecia ambos os mundos, se cruzava com a house a sair de Chicago na mesma época. destaque natural, ainda, para a colaboração com os Coil, nesta fase em que se recupera tanta da sua música incrível. “Feeder” recorda um pouco “The First Five Minutes After Death” ou, pelo menos, alguns ambientes mais soturnos, semi-orquestrais, no álbum “Horse Rotorvator”, mas abre para um mantra ritual de percussão, em que celebração e devoção se misturam através das vozes utilizadas e da forma como surgem na mistura de som.

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Terça-feira, 3 Abril, 2018

JAN JELINEK Loop-Finding-Jazz-Records CD / 2LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) Faitiche

€ 21,50 2LP (2017 reissue) Faitiche

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A -scape de Stefan Betke construiu no virar do século uma outra ideia de dub profundamente enraizada numa matriz etérea e aérea e não tanto terrestre e eléctrica. Este primeiro álbum de Jan Jelinek em nome próprio, no ano de 2001, avançava numa via paralela ao dub techno, retirando desde logo o ênfase na batida (como a Chain Reaction fazia) para investir em texturas e exploração controlada de erros digitais (glitch). O vanguardismo e, simultaneamente, conforto de “Loop-Finding-Jazz-Records” mantêm-se intactos, a noção superior de melodia extraída do cantar subtil das máquinas, o ambiente aquático, ligeiramente quente e recolhido, proporciona uma experiência quase táctil. Eis um álbum presente na loja quando abrimos em 2001 e, se a vossa geração não era consciente na altura ou se por algum acaso o falharam, não deixem de venerar este trabalho de um dos grandes modificadores da música electrónica deste século.

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Sábado, 29 Julho, 2017

THE DEAD MAURIACS Beauté Des Mirages LP

€ 14,50 LP Discrepant

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Duas faixas longas masterizadas e cortadas para vinil por Rashad Becker, garantindo boa qualidade sonora para este híbrido entre música concreta e ambientalismo exótico. Martin Denny, theremin, jazz, percussão latina, electrónica de laboratório, tudo entrelaçado numa colagem que recorda “Sylvie And Babs” dos Nurse With Wound, embora bem menos dadaísta. Deixar as faixas correr equivale a abrir hipótese para a surpresa constante, e se sentem alguma simpatia pela ideia de passeio na selva, a sua iconografia e ambiente, este disco é para vocês.


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