Terça-feira, 29 Maio, 2018

VIOLET x BLEID Badness EP 12″

€ 12,50 12″ Naïve

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4

“Badness” segue-se a “Togetherness”, sempre Naïve. Power-duo femme a realizar rolo de pista onde até Daft Punk parecem convocados, naquele típico som elástico. A outra colaboração de Violet e Bleid, neste EP, centra-se claramente no período de enamoramento rave, bem breakado – “Toxic” é música de época, mas esta época é aquela época, a opção encontra-se mais viva do que nunca para podermos percorrer o tempo. Bleid sozinha traz para a mesa alguma da destruição que conhecíamos de algumas actuações ao vivo, reapropriando essa pulsão industrial para novo contexto mais focado na pista. “Abyss”, de Violet, fecha o EP em velocidade de cruzeiro nos 6 minutos de house quebrada com acrescento de intensidade nas cordas meio em estilo “Pacific State”. De novo, é uma época precisa. AC-TI-V8!

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 29 Maio, 2018

TERRE THAEMLITZ / DJ SPRINKLES Deproduction EP1 MLP

€ 16,95 MLP Comatonse

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2

Um edit de pouco mais de 17 minutos, cortado a partir dos 43 originais de “Names Have Been Changed”, deixa-nos permanentemente suspensos num estado clássico – cordas entram e saem com ataque dramático. Um qualquer organismo sintético emite blips muito ao fundo, quase se confundindo, por vezes, com os pássaros que se escutam no ambiente. Em modo DJ Sprinkles, o lado B acrescenta batida e palmas muito discretas, também uma linha de baixo, unificando todos os sons, não menos as gravações de vozes em indignação que prosseguem em luta, em fundo. Vinil cortado na Dubplates & Mastering, Berlim, para sobreviver ao escrutínio audiófilo de que alguns são capazes.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 29 Maio, 2018

DJ TAYE Still Trippin’ CD / 2LP

€ 12,50 CD Hyperdub

€ 17,50 2LP Hyperdub

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Muitas milhas percorridas pelo footwork, desde ghetto-tech até colar com trap, “still trippin’”! “2094″ começa o álbum em suprema forma melódica, ondulando pela metrópole. É só o início do incrível caleidoscópio rítmico que ainda puxa drum & bass e compassos de batida super luminosos, cromados, investidos de um brilho futurista simultaneamente meio escuro, como as cores e ambientes nos blockbusters de super-heróis. Esta música cobre uma fantasia de alienação – sempre já testada na cultura de videojogos há muitos anos atrás – enquanto agrega em seu redor um grupo de pessoas que respondem a códigos tecnológicos que se confundem com códigos sociais. “Anotha4# ensaia um avatar de Drake, em meio a arranjos luxuosos e um sentido de groove totalmente autoritário. Música geralmente nervosa, hiperactiva, reflecte o que vemos e sentimos que é, parafraseando Beck, Where It’s At na sociedade actual. Non-stop.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 29 Maio, 2018

MONOPOLY CHILD STAR SEARCHERS Make Mine, Macaw LP

€ 14,95 LP (2018 reissue) Discrepant

DISPONÍVEL / AVAILABLE 30.5.2018

Podemos colocar Spencer Clark noutro patamar do que um ex-Skater? Podemos considerar a sua música mais aventurosa do que a de James Ferraro – embora a de James Ferraro encaixe nos moldes mais efectivos da história pop/rock-mundo-das-artes-contemporânea e a torne mais conhecida/culturalmente mais relevante? Sim a ambas. A verdade, ou a história é: dos Skaters sáiram dois dos músicos mais brilhantes da sua geração. James Ferraro encaixa linguagens de Brian Eno, Robert Ashley, Steve Reich e Madonna “Erotica” em encontro com o sonho adolescente de uma recém-chegada Britney Spears. Spencer Clark é o Indiana Jones da história, o artista que partiu em busca de sons, experiências, lugares incomuns e outros planetas – e se eles não existiam, criou-os – e fundou o seu próprio “4th World” com Fourth World Magazine. Sim, há uma exibição de Jon Hassell na sua música, mas que isso não crie expectativas. Clark encontra o seu próprio quarto mundo. Melhor, funda-o. “Make Mine, Macaw” faz parte de uma trilogia dedicada aos pássaros (composta por “”Bamboo For Two” e “The Garnet Toucan”) e foi originalmente editado em CDR em 2010. “Make Mine, Macaw” mostra a importância de redescobrir os CDRs que foram editados na primeira década deste século, principalmente dos norte-americanos, dos que não tiveram medo de abusar nos horizontes como os Skaters, porque passado o filtro do tempo percebe-se que existem por aqui obras monumentais. “Make Mine, Macaw” é uma delas. Uma aventura trópica, psicotrópica, que ligas os primeiros e os quarto mundo e redescobre Jon Hassell com a fluência da música livre do século XXI. Em “Make Mine, Macaw” descobrimos também o melhor Spencer Clark, aquele que voa deixando rasto, que abre horizontes pelas portas mais esquisitas e as torna belas, modernas, contemporâneas. Procuramos tantas respostas “no futuro disto” e “no futuro daquilo” e do que “será da electrónica”, “da música livre e experimental” e o template disso tudo foi criado há 8 anos. Agora chega a todos, com uma edição que respeita esta obra-prima.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 29 Maio, 2018

STERILE HAND Sterile Hand MLP

€ 16,95 MLP Ecstatic

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Novo sangue no rasto EBM de Front 242, Nocturnal Emissions, SPK e coisas sem história do imenso circuito que alimentou o underground industrial do final dos 80s e início dos 90s. Sterile Hand são Ori Ofir e Silent Servant. O exercício que aqui realizam injecta alguma adrenalina boa na revisão do passado que habitualmente acontece neste sector de música. Situam-se suficientemente perto para o ambiente ser credível e distantes também o suficiente para não repetir erros formulaicos do passado. parece bem neutro e inexpressivo, isto que que escrevemos, mas o disco não é assim. Se o vosso sangue fervilha com visões de subterrâneos, túneis, máquinas e neblina, “Sterile Hand” é directo para as vossas mãos, sem hesitação.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 29 Maio, 2018

PALI MEURSAULT (Échos) LP

€ 15,50 LP Dôme

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Disco muito preciso no conceito que apresenta: sons do vale de Faï, a norte de Marselha e Nice, e sons de artistas que participaram no festival Échos em 2016. O festival acontece numa espécie de câmara de eco natural, com uma falésia a fazer reverberar os sons. Échos procura tirar partido do ambiente natural para enquadrar a música de quem convida para tocar. Pali Meursault registou e recombinou todos estes sons, que dividiu em cinco faixas de fusão entre natural e artificial. stephen O’Malley, Piotr Kurek, Thomas Tilly, Golem Mécanique, Jean Bender e vários outros, encontram a sua música recortada e inserida na paisagem de forma discreta, como se todos esses ambientes nascessem iguais. Para ouvir com distanciamento do local, sim, mas em transporte mental para lá.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 24 Maio, 2018

SIMON REYNOLDS Shock and Awe: Glam Rock and Its Legacy LIVRO

€ 11,50 LIVRO Faber & Faber

hardcover, 704 páginas, 16.2 x 24.2 cm

Vaidade, presunção, auto-mitificação. Características do Mundo Glam, na sua rejeição do “natural”, despojado, caminho traçado pela contracultura (hippie e não só) nos 60s. Com alcance bem mais atrás, ainda, até aos Românticos, aos dandys que viviam para a roupa e o aspecto, no século XIX e ainda, com o devido contexto histórico (que Simon Reynolds providencia para nossa educação), antes ainda. A demarcação dos códigos sociais vigentes, neste sentido estético, e em tempos actuais mas nem só, implica uma adopção voraz do capitalismo, do consumo do supérfluo e do vistoso. Ainda adolescente, enquanto jovem mod em 1962, Marc Bolan enumera para uma revista o número de calças, camisas, sapatos, etc, que tem no guarda-roupa. Como se liga tudo isto (e muitíssimo mais) com a música? Na aparência, tudo parece resumir-se à encenação natural de um concerto de rock, às poses, à adopção de “personas”, à promoção de um estilo de vida flashante, apelativo, sexy. A outros níveis, são vastas as implicações filosóficas do rock n roll e da cena Glam em particular, não apenas no que toca ao indivíduo e à sua psique, mas tocando em movimentos de massas, consciência de grupo, imitação de códigos de comportamento, desejos aspiracionais e, óbvio, desejos carnais.
Eminentemente retro, o estilo de rock associado ao Glam mais puro retira-se para os anos 50 do século XX e congela os riffs e as fórmulas até à exaustão – o próprio autor do livro reconhece a repetição nas canções de T. Rex: os mesmos elementos reproduzidos em canções diferentes. Visualmente, no entanto, e apesar de, à distância, parecer existir um padrão Glam, a verdade é que não existiam regras. Como o manager de Bolan afirma, a certa altura, o carisma pessoal (associado ao visual) não é fácil de inventar. Ou se tem ou não. A música, sim, é fácil de imitar. Mas mesmo isso, de acordo com Simon Reynolds, não é bem assim: ele defende que nenhuma versão de canções dos T. Rex teve grande impacto porque não eram cantadas por Marc Bolan. Era ele que fazia toda a diferença do mundo. Prosseguindo com Bowie, sobre quem também já se escreveu muito, o livro percorre sobretudo a década de 70, com ampla interpretação do que foi, pode ser, é ainda Glam, referindo por exemplo “Hall Of Mirrors” dos Kraftwerk como uma das canções que melhor reflectiram a importância do espelho nas personalidades (mais ou menos) inventadas de muitas estrelas rock: “Even the greatest stars discover themselves in the looking glass” (“Hall Of Mirrors”). Basta. Leiam. Está a um terço do preço de capa original. Capa dura. Com um flash vistoso.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 24 Maio, 2018

VISBALLA Mud HZ LP

€ 12,50 LP Umummu Records

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Mesma família Sex Tags, Atelier, Acido, todo esse núcleo geralmente brilhante de agitadores contemporâneos na música de dança. “Mud HZ” revisita e requalifica Liasons Dangereuses com autoridade. Nervo suficiente para não recear chegar perto, ironia suficiente para chamar “Derobotized” a uma faixa totalmente robotizada. Espaço para dub, eco, despersonalização, fetichização da obscuridade (“Underunderwater”). Muita energia assertiva a tomar conta do planeta, quase obrigando referências passadas (muito pós-punk aqui também) a serem actuais. porque o são. Isto é, quem consegue ainda, por estes dias, separar com fervor o “antigo” e o “novo”? Entusiasmante. Abstracto. Sem grande contexto. Sem eira nem beira.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 17 Maio, 2018

THE DWARFS OF EAST AGOUZA Rats Don’t Eat Synthesizers LP

€ 28,50 LP Akuphone

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3

Duas longas composições made in Cairo: “Rats Don’t Eat Synthesizers” e “Ringa Mask Koshary” (esta dividida em duas partes, porque… vinil). Alan Bishop, Maurice Louca e Sam Shalabi desfiam um transe magnético, sujo e eléctrico, ao longo dos 12 minutos da faixa-título. O groove manifesta-se rapidamente, primeiro através da percussão, depois a guitarra, as modulações no orgão, a freakdom geral, tudo conflui para um arrebatamento nada discreto. “Ringa Mask Koshary” arrefece inicialmente o motor, na sua primeira parte, estabiliza a respiração, vagueia um pouco, ensaia próximos passos, baixo e guitarra com imenso espaço entre notas. A parte 2 (17 minutos) chuta-nos directo para a casbah em dia de mercado. Cacofonia (só indistinta com má vontade), muitos estímulos a concorrer pela nossa atenção, guitarra e sax aqui em arranhões livres próprios da cena free (jazz ou rock, escolham). Desestabilizador.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Sábado, 23 Dezembro, 2017

NOCTURNAL EMISSIONS Nocturnal Emissions CD

€ 16,50 CD Mannequin

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Retrospectiva muito acarinhada por aqui nas últimas instâncias do ano de 2017, vai colher música do catálogo inicial de Nocturnal Emissions. Capa por Simon Crab (Bourbonese Qualk), masterização por Rude 66, nesta actualização de um dos legados mais interessantes da cena industrial rítmica. Alerta sincero aos fãs de caixa-de-ritmos seca, distorcida mas distinta. Série de faixas superlativas que atacam ainda hoje a complacência formulaica de quem se passeia pelo género por mera nostalgia. Isto é funk. Forte, adulto, irreverente. Vinil esgotado, relembramos o CD.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »