Quarta-feira, 27 Junho, 2018

NILS FRAHM Encores 1 MLP

€ 15,50 MLP Erased Tapes

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A história começa com a construção do seu próprio estúdio. Nils Frahm dedicou algum tempo nos últimos a construir o Funkhaus em Berlim. O sentido de novidade, a abstração causada pelo excesso de ideias, levou-o a trabalhar diferentes direcções até chegar à selecção que ouvimos no maravilhoso “All Melody”, editado no início deste ano. Para chegar a essa coesão, Frahm passou por inúmeros processos de experimentação, construções sem paralelo de som e a sua amplificação, ideias que ficaram de lado por não simularem a ideia de um álbum. Antes de “All Melody” existiram outras ideias de álbum, outras ideias de como o lançar, outros temas e emoções que ficaram empatadas na vulnerabilidade de um conceito. “Encores 1” é um desses conceitos iniciais antes de “All Melody” ganhar forma, quando Nils Frahm imaginou o seu sétimo álbum como uma coisa tripartida, dividida em três momentos diferentes, atravessados por ideias que cruzavam as fronteiras de novas melodias e interacções da sua música. Cinco temas, vinte e cinco minutos de música que precisa de ser ouvida, compõem esta primeira parte de um projecto que repudia a ideia de lado B: até porque “The Dane”, umas das canções deste encore tem sido um sucesso nos concertos ao vivo de Nils Frahm. “Encores 1” é magno na sua tristeza e solidão, se “All Melody” é um álbum de amplitudes, os cinco temas deste MLP são um confronto com um espaço, um desafio à incerteza das possibilidades que um novo estúdio pode criar. É composto por sons com questões, frases inacabadas à procura da eternidade – e não de uma reticência sincronizada pela incerteza – que é revelada em “All Melody”. Íntimo e caloroso.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quarta-feira, 27 Junho, 2018

ALEXIS TAYLOR Rubbed Out LP

€ 18,95 LP Treader

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O primeiro álbum a solo de Alexis Taylor (Hot Chip) é um belíssimo desvaneio hippie-electrónico típico da coragem-antes-da-fama que os 2000 proporcionaram: hoje, menos de dez anos depois, parece impossível essa libertinagem. “Rubbed Out” é um álbum de quarto, desligadíssimo da galopada frenética dos Hot Chip e com Alexis Taylor concentrado em Jonathan Richman, Beck e Malkmus via indietrónica e a crueldade da nudez caseira. Versátil, vistoso e com um colete à prova das balas do tempo.


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Quarta-feira, 27 Junho, 2018

SPRING HEEL JACK and WADADA LEO SMITH with PAT THOMAS and STEVE NOBLE Hackney Road LP

€ 18,95 LP Treader

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Primeiro sinal de vida deste renascimento da Treader. Apesar de ser o #3 do catálogo do renascimento em vinil, “Hackney Road” acaba com anos de silêncio da editora no que diz respeito a lançamento de material novo. Na década passada Ashley Wales e John Coxon colaboraram por diversas vezes com o norte-americano Wadada Leo Smith (chegaram, inclusive, a tocar em Portugal em finais de 2004). Em 2016 capitalizaram novo material, gravado nos Hackney Road Studios, juntamente com Steve Noble (Rip, Rig & Panic) e Pat Thomas. Quinteto em fórmula cósmica, num embate fictício entre o jazz e a electrónica (se há coisa que os Spring Heel Jack insistiram, foi na quebra de barreiras entre género), em constituição de uma espécie de uma nova folk orquestral. É a banda-sonora mais rica que não será uma banda-sonora que ouvirão em 2018.

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Quarta-feira, 27 Junho, 2018

EVAN PARKER WITH BIRDS For Steve Lacy LP

€ 18,95 LP Treader

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Primeiro lançamento da Treader. Estávamos em 2004 e os catorze anos que separam o lançamento do CD e o vinil reforçam a sagrada música que Evan Parker compôs em memória de Steve Lacy. Nesses catorze anos o CD esgotou, atingiu preços ridículos, e é finalmente reeditado num momento em que a música nele presente faz mais sentido do que nunca. Os solos lindíssimos de Evan Parker com a electrónica lo-fi abstracta (a cargo de John Coxon e Ashley Wales) compõem uma espécie de comunidade-ambiente única que vive em comunhão com as explorações presentes no género: em 2004 eram absorvidas por outra coisa, consumidas pela novidade e intensidade de algo novo. Se em 2004 isto batia com força, em 2018 ainda é uma bênção de um futuro que está para vir. Querem vanguarda? Oiçam estes pássaros.

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Quarta-feira, 27 Junho, 2018

ACTRESS x LONDON CONTEMPORARY ORCHESTRA Lageos CD

€ 13,95 CD Ninja Tune

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A expectativa em colaborações neste género ronda o zero. É bom a plataforma estar baixa, porque há um passado de más decisões neste campo. E agora contam ouvir “’LAGEOS’ quebra a regra”. Ora bem, “LAGEOS” quebra a regra. Mas também tem azeite (“Audio Track 5”). Só que o azeite representa menos de 10% desta colaboração entre Actress e a London Contemporary Orchestra, que nasceu em Fevereiro de 2016 por ocasião de um Boiler Room no Barbican. Nos outros 90% Actress realiza com uma orquestra uma das melhores coisas com que trabalha: a dança em beat, a exploração de ritmo sem uma batida, uma fixação no pulsar da dança. É aí que a sua electrónica se torna real? Não, mas essa abstração da dança na sua música – que teve os melhores dias em “R.I.P.” e em todos os EPs lançados à volta – é um dos gestos mais anónimos da electrónica contemporânea. E um dos mais importantes. O que Actress alavanca com uma orquestra em “LAGEOS” é a importância de sincronizar essa linguagem – da dança? – com a composição contemporânea, onde cruza ideias de Xenakis, Stockhausen, Luc Ferrari, e num contexto mais pop Miles Davis, William Basinski, Caretaker ou Mica Levi, e de a realizar com uma singular leveza. Nos 90% em que Actress não inventa, “LAGEOS” é um álbum de génio.

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Quarta-feira, 27 Junho, 2018

KONRAD KRAFT Arctica CD / LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) TAL

€ 16,50 LP (2018 reissue) TAL

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De cassete (1987) para LP e CD, pela primeira vez, “Arctica” soa fresco e urgente, na sua amálgama de referências cósmicas, punk e jazz. Para entender o contexto, óptima entrevista em texto incluída na reedição, onde Konrad Kraft explica de onde vem e como abordava a música que fazia. Belíssima frieza tecnológica em todo o álbum, por vezes reminiscente de discos anteriores de Asmus Tietchens. “Arctica” manda um groove mecânico de qualidade, segurando com pulso a abstracção de cada faixa. A cassete foi o número 1 no catálogo da SDV (Stimme Des Volkes), editora influente num underground que nunca foi devidamente recuperado, apesar de ter editado um nome consagrado como Paul Schütze. Stefan Schneider (To Rococo Rot, ex-Kreidler) prossegue assim com total legitimidade a sua editora TAL, ele que, enquanto membro de Deux Baleines Blanches e Sons Of Care, gravou também para a SDV.

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

DAVID SYLVIAN / HOLGER CZUKAY Plight & Premonition / Flux & Mutability 2CD / 2LP

€ 18,50 2CD (2018 reissue) Grönland

€ 26,50 2LP (2018 reissue) Grönland

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Plight (The Spiralling Of Winter Ghosts)
Premonition (Giant Empty Iron Vessel)
Flux (A Big, Bright, Colourful World)
Mutability (“A New Beginning Is In The Offing”)

Depois da reedição da caixa “Cinema”, nova aventura em redescoberta do catálogo de Holger Czukay. Desta vez o que brotou do seu nascimento com David Sylvian, em finais da década de 1980, quando se juntaram para uma colaboração em “Rome Remains Rome” e a coisa se estendeu para dois álbuns, “Plight & Premonition” (1988) e “Flux & Mutability” (1989), 40 + 40 minutos de música ambient, voluptuosamente experimental e cinematográfica, de gestos que têm tanto de expressionistas, vagos, como cinematográficos. Seja no catálogo de Czukay ou de Sylvain, estes dois discos representam um dos momentos mais mágicos e enigmáticos da carreira de ambos. Virtudes de uma ambivalência de clima de fim de guerra-fria, da dissipação do medo e da incerteza do que é viver além-muro. Mistério e sedução de mãos dadas, fumo, neblina e um raiar de luz com algumas das respostas mais únicas que a música em registo ambiental alguma vez proporcionou. Pop orquestral em homenagem à estática e ao silêncio. Os trinta anos de ontem até hoje só tornam isto mais maravilhoso e urgente.

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

WIRE 154 CD / 3CD + LIVRO / LP

€ 12,50  CD (2018 reissue) Pink Flag

€ 28,50  3CD + LIVRO (2018 reissue) Pink Flag

€ 17,50  LP (2018 reissue) Pink Flag

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Numa crítica da época no NME lia-se “154 faz com que 99% da oposição pareça frágil por comparação” Este é o absoluto álbum de transição dos Wire, encostado à década de 80. “The 15th” parece concentrar nos seus 3 minutos a new wave de dois anos antes com o pós-punk que estava a acontecer, escrevendo em simultâneo um manifesto pop difícil de recusar, cheio de ângulos melódicos. “A Mutual Friend” reinventa os Pink Floyd noutro cenário; “Blessed State” engole a voz num movimento espectral que associamos mais aos Joy Division; “Indirect Enquiries” prefigura Swans; “40 Versions” encerra o álbum original com polifonia e phasing na voz e uma marcha hipnótica que não parece conduzir a um lugar bonito. O álbum parte em várias direcções estimulantes, importantes, inventando e reinventando a pop dos dez anos precedentes e da década seguinte.

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CD disc 1
I Should Have Known Better / Two People In A Room / The 15th / The Other Window / Single K.O. / A Touching Display / On Returning / A Mutual Friend / Blessed State / Once Is Enough / Map Ref. 41°N 93°W / Indirect Enquiries / 40 Versions

CD disc 2 (singles, B-sides and studio recordings)
A Question Of Degree (single) / Former Airline (single) / Go Ahead (single) / Our Swimmer (single) / Midnight Bahnhof Cafe (single) / Our Swimmer [2nd Length] (single) / Catapult 30 (single) / Song 1 (154 EP) / Get Down 1 + 2 (154 EP) / Let’s Panic Later (154 EP) / Small Electric Piece (154 EP)

CD disc 3 (studio demos)
Sixth Demo sessions
40 Versions / Ignorance No Plea (I Should Have Known Better) / Blessed State / A Touching Display / The 15th / A Mutual Friend / Once Is Enough / The Other Window / Stepping Off Too Quick / Indirect Enquiries v2 / Map Ref. 41°N 93°W / Single K.O. / On Returning / A Question Of Degree / Former Airline / Two People In A Room

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

WIRE Chairs Missing CD / 3CD + LIVRO / LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) Pink Flag

€ 28,50 3CD + LIVRO (2018 reissue) Pink Flag

€ 17,50  LP (2018 reissue) Pink Flag

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Em 78, “Chairs Missing” já não era, de todo, punk. Este segundo álbum dos Wire diminuia o número de canções para 15 e apontava para o futuro próximo, não só com a incorporação de teclados mas também com um formato de composição mais oblíquo como a sequência “I Am The Fly” e “I Feel Mysterious Today”. A pop bonita de morrer em “Outdoor Miner” e “Used To” lança as bases do som da própria banda já bem dentro dos 80s, quando assumidamente jogavam mais de acordo com regras estabelecidas. A influência do álbum encontra-se em sítios tão improváveis como uma obscura banda pós-punk ter adoptado o nome Men 2nd. Vejam em baixo os extras da edição especial (formato 7″, incluindo muito material informativo e imagens de arquivo).

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CD disc 1
Practice Makes Perfect / French Film Blurred / Another The Letter / Men 2nd / Marooned / Sand In My Joints / Being Sucked In Again / Heartbeat / Mercy / Outdoor Miner / I Am The Fly / I Feel / Used To / Too Late

CD disc 2 (singles, B-sides and studio recordings)
I Am The Fly (single version) / Dot Dash Options R / Outdoor Miner (single version) / Practice Makes Perfect (single version) / Underwater Experiences (Advision version)

CD disc 3 (studio demos)
Fourth demo sessions
Practice Makes Perfect / Oh No Not So / Culture Vultures / It’s The Motive / Love Ain’t Polite / French Film Blurred (version 1) / 07 Sand In My Joints / Too Late / I Am The Fly / Heartbeat / Underwater Experiences / Stalemate / I Feel Mysterious Today
Fifth demo sessions
Dot Dash / French Film Blurred (version 2) / Options R / Finistaire (Mercy) / Marooned From The Nursery / Indirect Enquiries (version 1) / Outdoor Miner / Chairs Missing (Used To) / Being Sucked In Again / Men 2nd / Another The Letter / No Romans

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

WIRE Pink Flag CD / 2CD + LIVRO / LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) Pink Flag

€ 28,50 2CD + LIVRO (2018 reissue) Pink Flag

€ 17,50  LP (2018 reissue) Pink Flag

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“Pink Flag” saiu em 77, tido como o ano em que o punk conseguiu máxima expressão. Nesse ano foi também editado “Never Mind The Bollocks…” dos Sex Pistols, por exemplo, mas os Wire significavam menos revivalismo rock n roll e mais distanciamento artístico. Apesar disso, perfeito domínio da linguagem em 21 alucinantes canções (no LP original) que já apontavam outra direcção bem para além da tendência. A banda utilizou a explosão punk para se formar mas não parecia partilhar da mesma agenda de choque. “Pink Flag” deixou, no entanto, um rasto de influência bem para além da cena hardcore que nos soa familiar depois de ouvir este álbum. Vejam em baixo os extras da edição especial (formato 7″, incluindo muito material informativo e imagens de arquivo).

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CD disc 1
Reuters Field Day For The Sundays Three Girl Rhumba Ex Lion Tamer Lowdown Start To Move Brazil It’s So Obvious Surgeon’s Girl Pink Flag The Commercial Straight Line 106 Beats That Mr. Suit Strange Fragile Mannequin Different To Me Champs Feeling Called Love 12XU

CD disc 2 (demos and alternative recordings)
First demo sessions
The Commercial / Mr Suit / Pink Flag
Second demo sessions
Surgeon’s Girl / Field Day For The Sundays / 106 Beats That / Fragile
Third demo sessions
Reuters / Different To Me / Ex Lion Tamer / Mannequin / Champs / Start To Move
Alternative mixes
Three Girl Rhumba (Alt Mix) / Ex Lion Tamer (Alt Mix) / 12XU (Mono Mix) / Mannequin (Mono Mix) / It’s So Obvious (Alt Mix)

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

HIEROGLYPHIC BEING The Replicant Dream Sequence 1-VIII CD / LP

€ 11,95 CD Moog Recordings Library

€ 17,50 LP Moog Recordings Library

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As sessões de Jamal Moss / Hieroglyphic Being aconteceram no final de 2016. Ele consegue manter toda a sujidade e grão do seu som habitual com o set up da Moog preparado em estúdio. Maior preponderância de camadas ambientais, menos ácido, rara aparição da sua voz em “Seq 6″ e “Seq 8″ (as faixas são apenas numeradas assim), nesta última proclamando “Sun, extinguish me with your eternal flame!” em segura trip Sun Ra ou até, ligeiramente, Lil Louis em “Blackout”. A voz desaparece e o disco termina assim com a batida sozinha, pronta a ter seguimento num set. Sério, místico, evasivo e flutuante. Todos os elementos onde deveriam estar.

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

MIKA VAINIO Lydspor One & Two CD / LP

€ 11,95 CD Moog Recordings Library

€ 17,50 LP Moog Recordings Library

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Como seria a transposição do som de Mika Vainio, habituado aos instrumentos customizados ainda para os Pan Sonic, para uma experiência 100% Moog? Sonicamente, a personalidade de Vainio passa intacta nestas sessões em Abril de 2015. Utilizando praticamente apenas o sistema modular 55 da Moog (um clássico dos 70s recentemente “refeito”), o músico terá afirmado que não precisaria nunca de mais nenhum instrumento para o resto da sua vida. Essa vida foi infelizmente mais curta e “Lydspor” fica como uma das suas últimas gravações, coerente com a ambiência neurótica e subterrânea que desenvolveu sobretudo no seu trabalho a solo. As variações paisagísticas sucedem-se em ambas as faixas (são duas, longas) quase como se fossem mais composições sacadas a cenas de “Eraserhead” de David Lynch. É uma associação de conveniência, esta que fazemos, procurando situar música que precisa, de facto, de tempo para que transmita o impacto poderoso que realmente tem.

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

THE GRID TB7 First Transmissions / One Way Traffic CD / LP

€ 11,95 CD Moog Recordings Library

€ 17,50 LP Moog Recordings Library

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O estúdio portátil da Moog, baseado em inglaterra, recebeu nomes criteriosamente seleccionados por Paul Smith (Blast First) para sessões com o material da marca. Primeiros em linha, logo em 2015, The Grid, com o estúdio ainda a ser organizado em seu torno. Para quem o nome pouco ou nada diz, The Grid são Dave Ball (Soft Cell, etc.) e Richard Norris (parte dos Psychic TV na época acid house e, mais recentemente, metade de Beyond The Wizards Sleeve com Erol Alkan). the Grid tiveram a sua quota parte de popularidade no circuito de dança da primeira metade dos 90s, com uma série de singles que culminaram, talvez, em “Swamp Thing” (1994), mas a proposta aqui é inteiramente diferente. Em partes próximo do som S.E.T.I. de Andrew Lagowski, em partes electro fundador (Kraftwerk), cósmico alemão ou maravilhosas e singelas pulsações analógicas (“ECG” por exemplo), eis um álbum para mergulhar fundo numa plácida desumanização, se ainda gostarem de considerar a música electrónica como fria.

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Quinta-feira, 10 Maio, 2018

TERRELL DRAYTON Good Times Are Coming, I Can Feel It! 12″

€ 11,50 12″ Belle Isle Music

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Fascínio de longa duração não apenas por techno e house de Detroit mas por toda a história musical da cidade da segunda metade do século XX até hoje em, por inerência, alguma da história social também. Terrell Drayton aparece no cenário como descendente de uma linhagem bem nobre de produtores, registando aqui quatro faixas que nos devolvem a pica sentida com a descoberta de Omar S e Big Strick, por exemplo. Como escrevia Omar S num dos seus discos: “The Motown minimal sound”. House com espaço, cristalina e melódica, directamente influenciada pelos antecedentes soul, funk e disco que o género cultiva quando opera mais próximo das suas raízes. Uma das faixas diz o óbvio – “It’s A “D” Thang” – e o seu longo crescendo transporta-nos para o cenário idealizado de um futuro artificial onde tudo corre bem. No entanto, é forte também a sensação de algo natural, ao invés de artificial, uma fluidez quase aquática e pausada que pode ser usado em benefício de todos na pista de dança mas – totalmente – em casa, no privado. As claps são sempre de celebração, nesta música, e virando para os 8 minutos do lado A, o seu compasso é mais lento e regular, por entre ácido muito discreto e uma linha emotiva de piano. Tudo conquistado à passagem.

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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

NILS FRAHM All Melody CD / 2LP Erased Tapes

€ 12,50 CD Erased Tapes

€ 24,50 2LP Erased Tapes

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O piano de Nils Frahm tem o poder de suspender a realidade. Discos como “Solo”, “Felt” e “Spaces” têm feito parte do nosso imaginário ao longo da última década e têm coordenadas para localizar a evolução do cruzamento entre a música clássica e contemporânea no século XXI, bem como a sua aproximação com a pop. A pop enquanto localização e estado de espírito. Para “All Melody” Nils Frahm ocupou o estúdio Funkhaus na Berlim do leste, estúdio mítico construído em 1950, e transformou-o numa casa onde permitiu que este disco nascesse e crescesse. Foram dois anos a construir a matéria de sonhos que agora se tem a oportunidade de ouvir. Matéria de sonhos porque “All Melody” é uma nuvem de melodia, enriquecida pelo de desejo de Frahm elevar a sua música a um estado que tanto serve a electrónica como soluções clássicas, criando belíssimas espirais que fazem lembrar algumas melodias de Robert Ashley a brincar com a candura de uns Múm. A erudição faz-se sentir em cada segundo deste álbum, até nas alturas em que o sentido pop de Frahm é accionado ao máximo e queria belíssimas epopeias sonoras: “Sunson” ou “A Place”. E rapidamente transforma o horizonte, nas belíssimas teclas que caem no ambiente de “My Friend The Forest” ou na revisitação a Jon Hassell em “Human Range”. Álbum que inflaciona com as sucessivas – e inevitáveis – audições e que é um ponto alto – mais um – na carreira do pianista. O título ainda por cima dá a indicação certa, mas não aponta para a saída deste “quarto mundo” de Nils Frahm. Delícia.

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Quinta-feira, 23 Janeiro, 2014

NILS FRAHM Spaces CD / 2LP

€ 11,50 CD Erased Tapes

€ 23,50 2LP Erased Tapes

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“Spaces” é um dos grandes discos de 2013 – colocámo-lo na lista dos melhores no nosso email de final de ano. Falamos dele agora porque, tal como outros casos de sucesso de vendas, nunca conseguimos ter stock necessário para o podermos destacar. Foi preciso haver 2014 para termos discos suficientes – embora esperemos o contrário – para podermos escrever, finalmente, estas linhas sobre “Spaces”. E é curioso voltarmos a um disco que provocou tanto impacto há alguns meses. Porquê? Pela simples razão de que “Spaces” ainda está maior do que estava quando o conhecemos, mesmo quando a surpresa gigantesca da primeira audição já lá vai. E que surpresa: Nils Frahm, de quem guardamos memórias recentes quase em surdina, com “Screws” ou “Felt”, artilha-se com pianos e sintetizadores, lançando-se numa espécie de desconhecido cósmico, sem perder nunca a emotividade da sua música mais, digamos, tradicional. Lírica, sonhadora, mas também arrebatadora e impulsiva, esta é a obra-prima da sua curta mas agitada carreira, deixando no ar uma dúvida fantástica: para onde irá agora? Nós iremos com ele, claro. “Spaces” é um dos melhores discos de 2013 e um disco para ir ouvindo em 2014: segurem o vosso queixo quando o ouvirem.

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Sexta-feira, 28 Outubro, 2011

NILS FRAHM Felt CD / LP

 € 11,50 CD Erased Tapes

 € 16,50 LP Erased Tapes

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Nils Frahm tem tido alguns holofotes sobre ele, nos últimos anos, mas ainda não é um nome que todos conheçam – não ter ainda trinta anos pode ser uma das razões. A cada obra, achamos que as coisas vão mesmo mudar, mas depois temos todos outras coisas para prestar atenção – sobretudo o que já conhecemos. Depois de termos tentado chamar a vossa atenção para “The Bells” ou “7Fingers”, por exemplo, chega-nos o novo álbum deste jovem alemão. “Felt” aparece feito no íntimo de um estúdio caseiro, tentando não incomodar os vizinhos, depois de Nils ter andado a explorar gravações do seu piano em grandes e reverberantes igrejas. É essa proximidade que sobressai em “Felt”, e é por isso também que o autor recomenda a audição em headphones, para simular a experiência da sua criação, e também para nos tornar mais próximos do acto. Este “Felt”, do título, explica dois sentidos: da óbvia partilha de sensações, mas também pela surdina que a utilização do feltro provocou no seu piano. A composição nasce dessas premissas, assumindo o erro, os limites, apoiando-se com espírito aventureiro na inspiração e técnica. Um álbum calmo e discreto, mas potente de emoções e intenções maduras, que faz boa companhia a outros discos marcantes do último ano – a estreia perfeita de A Winged Victory For The Sullen (também na Erased Tapes) ou “Lumiere” de Dustin O’Halloran (Fat Cat).

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Segunda-feira, 10 Outubro, 2011

NILS FRAHM The Bells CD / LP

€ 12,50 CD Erased Tapes

€ 16,50 LP Erased Tapes

Novembro de 2008. Uma noite gélida no exterior abafa o som que foge do interior de numa igreja de Berlim. Enquadramento perfeito para uma história perfeita: lá dentro, Nils Frahm dialoga com a reverberação arquitectónica para ir largando no ar 11 peças em piano solo. Entre o som contínuo e a delicadeza do silêncio, Nils agiganta-se, deixando presente que a sua importância para toda uma cena neo-clássica dispensará futuras provas. Um disco riquíssimo em sons, texturas e estilos, sem nunca deixar de soar a uma obra coesa e irrebatível – mérito, talvez, da ajuda de Peter Broderick. Companhia perfeita para “Vorleben” de Dustin O’Halloran – também este gravado na mesma igreja, alguns anos depois.

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