Quarta-feira, 19 Setembro, 2018

MOVE D Kunststoff 2LP

€ 24,50 2LP (2018 reissue) AVA Records

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Múltiplas vezes clássico: na edição original de 1995, na reedição da City Centre Offices em 2006 e, agora, pela AVA. Quase no exacto ponto de confluência entre house primordial (Chicago, 80s) e o chamado “listening techno” (primeiros anos dos 90s), eis um álbum em que nada se desvaneceu com o tempo. Continua a soar orgânico como antes, estrangeiro (de fora daqui), com promessas de um mundo novo mais organizado, não necessariamente mais robótico, mais à imagem da cadeira na capa, e com linhas de baixo cativantes. “Tribute To Mr. Fingers” revela onde estava o coração de David Moufang, e “Hood”, não parecendo ser um tributo a Robert Hood, pode ser imaginado como tal. “Kunststoff” é uma viagem sem fim, se a quisermos em círculo, álbum fundamental para sentir e eventualmente entender porque muita da produção deste meio da década de 90 se mantém sónica e esteticamente inultrapassável até ao momento. Passámos este texto a dizê-lo sem utilizar a palavra: Obrigatório.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 19 Julho, 2018

CARL STONE Electronic Music From The Eighties And Nineties 2LP

€ 33,50 2LP Unseen Worlds

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A primeira vez que recordamos ter ouvido Carl Stone foi num álbum editado pela extinta e:mit (CDs apenas) em 1996. Vivia-se então, como parte do movimento caleidoscópico da cena rave, um período de forte recuperação do ambientalismo de décadas anteriores, recontextualizando-o e procurando novas abordagens ligadas à cultura de expansão da mente e vislumbre de um futuro mais pacífico ao nosso alcance. Mas Stone, em L.A., mais de duas décadas antes, experimentava a sobreposição de discos e técnicas rudimentares de sampling sob enamoramento das gravações de Steve Reich com loops em fita magnética. Mas só em 1983 é editado o seu primeiro álbum, através da Wizard, ligada a Joan La Barbara. Acontece então que o seu trabalho definidor tornado público (editado) está ancorado sobretudo nos anos 80 e 90 cobertos por esta antologia de quatro longas composições. Ambiente orgânico em “Banteay Srey”, Exotica digital em “Sonali”, certo academismo oriental em “Woo Lae Oak”, exploração digital do erro em “Mae Yao”, uma peça que parece prefigurar em 1984 toda a filosofia sónica dos Oval 10 anos depois. Tudo vivo e importante.

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Quinta-feira, 19 Julho, 2018

FATHER JOHN MISTY God’s Favorite Customer CD / LP

€ 16,50 CD Bella Union

€ 26,95 LP Bella Union

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Enquanto Father John Misty, Josh Tillman conseguiu criar uma personagem que sustém uma coesa e desenvolta noção de construção de um cantautor. Por mais que Father John Misty seja um fenómeno agora, enquanto J. Tillman a coisa não pegou muito bem. Aqui encontrou uma história para construir um folk/pop que serve melhor a mensagem que constrói e, melhor, as músicas e as mitologias que vestem cada álbum. Depois de “Pure Comedy” no ano passado, “God’s Favorite Costumer” é um excelente exercício de narcisismo (“Mr. Tillman” é o nome da segunda canção) em volta da personagem e da pessoa em volta da personagem. É o disco mais ficção na carreira de Father John Misty e também aquele onde a linhagem pop é melhor assumida e com mais consequência. Sente-se Eels em finais de 1990. Mas Mr. E está para trás, agora o mundo indie-pop-folk é dominado por outra figura. Father John Misty, adivinharam.

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Quinta-feira, 19 Julho, 2018

JON HASSELL Listening To Pictures (Pentimento Volume One) CD / LP

€ 14,95 CD Ndeya

€ 24,95 LP Ndeya

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Passaram-se nove anos desde “Last Night the Moon Came Dropping Its Clothes in the Street” e desde então o “quarto mundo” introduzido por Jon Hassell e Brian Eno em “Fourth World Vol. 1: Possible Musics” no início da década de 1980 tomou novos rumos. A influência de Hassell na música contemporânea – jazz, electrónica, pop, e não só – é inqualificável e é inestimável a influência indirecta e directa que teve na música desta década, sobretudo em terrenos mais exploratórios, que tanto pode ir de Yves Tumor até Destroyer, ou ser tangível na abordagem da música ambiental explorada na brilhante compilação da Pan “Mono No Aware”. Nove anos passaram e Hassell edita agora numa editora paralela da Warp, a Ndeya, uma localização com sentido visto o rumo que a Warp tem tomado em algumas edições e reedições nos últimos anos. “Listening to Pictures (Pentimento Volume One)” é um acto contínuo em oito partes, pouco menos de quarenta minutos, uma experiência em que o “quarto mundo”, ou “outros mundos”, já não se coloca porque agora se faz parte dele: no fundo, é isso que este álbum parece querer dizer, que a música actual se inteirou de tal forma de todas as possibilidades que é impossível separar essas possibilidades, momentos, dimensões. Vive-se em total viagem, por vezes dentro de outros momentos do universo Hassell (“Power Spot” e “Dream Theory In Malaya” surgem muito na memória), sem que se saia do mesmo local. Nove anos, trinta e oito desde “Possible Musics”, e ainda não temos resposta para onde vamos com a música de Hassell. Mesmo quando ela está tão presente, à nossa volta, como agora. E, talvez por isso, seja este álbum ainda seja mais urgente. Fabuloso.


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Quinta-feira, 19 Julho, 2018

ONEOHTRIX POINT NEVER Age Of CD / LP

€ 15,95 CD Warp

€ 26,50 LP Warp

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Há mais de uma década que falamos de Oneohtrix Point Never e de outras reincarnações. A sua história é feita de confusão, de álbuns que souberam acompanhar a sua evolução enquanto artista e que sinalizaram o tempo (“Zones Without People”, “Returnal” ou “Replica”) e de momentos que assombraram a perfeição da desconstrução – ou melhor, da sua, de Daniel Lopatin, desconstrução – da electrónica como “R Plus Seven” ou “Garden Of Delete” e outros que recriaram o conceito de banda-sonora (“Good Times” que é mesmo uma banda-sonora e que destrói tudo em redor). E agora há “Age Of”, o álbum de Lopatin mais à procura de si próprio. O que é que isto quer dizer? Para os experientes, é um passeio na praia, fácil, seguro, calmo; para os iniciados é como tentar tirar a carta certa ao calhas num baralho. “Age Of” é o disco que Lopatin, enquanto Oneohtrix Point Never, criou como um processo de assimilar a era da pós-verdade, um disco que divaga nessa própria noção e que aponta diferentes direcções – algumas reconhecíveis no percurso de OPN – com a clareza de que é impossível adivinhar o que irá acontecer no segundo a seguir. É o álbum na sua carreira que soa mais a uma miscelânea de todos os outros, sem a raiz fundadora que se encontrou noutros momentos e, sim, com a confusão do presente em forma de mensagem: um pouco como “Good Times” sem a tensão, o ruído. É uma viagem em harmonia com o presente. Tal como qualquer outro disco de OPN. A grande diferença? É bem possível que agora estejamos mais confusos do que nunca. Que não saibamos a verdade. A resposta não está aqui, mas estão todos os elementos. Imparável.

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Terça-feira, 17 Julho, 2018

MANUEL MOTA I / II 2CD

€ 13,50 2CD Headlights

Ed. limitada 200 exemplares.

Sensação de muito espaço a toda a volta neste longo fôlego de Manuel Mota. Dois álbuns separados na edição digital, juntos nesta edição física com capa de Margarida Garcia. Som espectral, tempo diluído no dedilhar da guitarra em câmera-lenta. A música vai-se construindo, de facto, no tempo que demora a executá-la, poucas vezes isso é tão aparente. Facilmente se atinge a abstracção e tudo passa a som (deixamos de pensar numa guitarra). Experiência meditativa profunda, se essa for a nossa inclinação.


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Quinta-feira, 5 Julho, 2018

HIEROGLYPHIC BEING The Language Of Strings: Audio Memoirs Of Electronic Etudes & Nocturnes 2LP

€ 27,50 2LP Mathematics

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Plena época de produtividade, por parte de Jamal Moss. A lista de álbuns editados em pouco mais de uma década é absolutamente impressionante, como se o trabalho de Jamal Moss (em seu nome, como Sun God, Hieroglyphic Being, I.B.M., Africans With Mainframes, etc.) estivesse a ser feito como um reality show em que se mostra o quotidiano de alguém. Neste caso, fica a ideia de que toda a sua música encontra lugar no mercado porque o mercado precisa de toda a sua música. A sua interpretação bem larga de techno há muito que é identidade própria, reconhecível em “The Language Of Strings” logo após os primeiros instantes. A parceria com as máquinas parece de facto gerada por entendimento comum entre ambas as partes. Se ainda não entraram no vastíssimo universo hermético de Hieroglyphic Being, diríamos que qualquer estação é propícia, mas esta, sendo a mais recente, é também a melhor. Vida longa.

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Quinta-feira, 21 Junho, 2018

V/A Club Meduse compiled by Charles Bals CD / 2LP

€ 10,95 CD Spacetalk

€ 28,50 2LP Spacetalk

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A premissa é absolutamente válida: um clube que não existe. Como derrotar essa manobra, quando a música é tão incrível? Charles Bals, junto com Danny McLewin (Psychemagik) e J. Evan Jordan, mantém a loja online Beach Freaks, acessível a quem sabe e procura mas não acessível a todos. O resultado de muito digging online (e-digging) encontra-se nas compilações de Psychemagik e também nas da Spacetalk (editora deles). “Club Meduse” reproduz em música memórias de Charles Bals nos Verões da Côte D’Azur, a languidez da atmosfera presente no tom de muitas das canções escolhidas. Cruzamento quase perfeito entre os melhores bits de “Digital Zandoli” e Psychemagik, canções bem perfeitas e inteiramente desconhecidas para gente como nós. Resta sonhar.

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Bastion – “Molitva” (4:34)
The Keyboys – “Savannah” (3:40)
Ara Macao – “Canyon” (3:31)
Chris & Kylie – “Feelin’ Good” (4:23)
The One O Ones – “Radio Cosmos 101″ (Bals edit) (4:27)
Gemini – “Take A Chance” (4:34)
The Clean Hands Group – “Night Fly” (4:24)
The CVQ Band – “Whatever You Do” (instrumental) (4:38)
Miss – “Hip Hop” (3:06)
Metal Voices – “At The Banks Of The River” (3:44)
The Clean-Hands Group – “Shake It On” (4:03)
Gigi Flag – “Nymphomaniac” (instrumental) (5:58)
Eddy La Viny – “Havan’ Hamac” (3:43)

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