Quinta-feira, 9 Agosto, 2018

O’SEIS Suicida / Apocalipse 7″

€ 10,95 7″ Mr Bongo

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Artigo de arquivo e de importância histórica, finalmente repescado por alguém e editado numa edição em condições. O’Seis são Os Mutantes antes de serem Os Mutantes: Rita Lee, Arnaldo e Sérgio Baptista fazem parte da formação, à qual se junta Raphael Vilardi, Maria Malheiros e Luiz Pastura. Dois temas gravados para um 7” em 1966, de edição muito limitada, que agora foi descoberto e trabalhado pela Mr. Bongo. Dois temas, “Suicida” e “Apocalipse”, rock ácido upbeat que retrata bem o momento, e já apanham o lirismo derramado-surrealista d’Os Mutantes. Histórico e essencial.


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Quinta-feira, 9 Agosto, 2018

V/A Onda De Amor: Synthesized Brazilian Hits That Never Were (1984-94) CD / 2LP

€ 13,50 CD Soundway

€ 23,50 2LP Soundway

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Categoria lado B, não do vinil, mas de uma história que fica por vezes negligenciada e que na categorização certa encontra uma segunda (ou um outro número qualquer) existência. Se há alguns meses encontrou-se isso com “Uneven Paths” e a música europeia da década de 1980 através da Music From Memory, agora encontra-se esse Brasil, pela mão da Soundway e as suas “Ondas De Amor”, com hits que nunca o foram, entre 1984-1994. É também música de “Outro Tempo”, puxando novamente pela Music From Memory, mas é sobretudo música de outra classe, voos planantes de música que puxa às tendências da altura – até há uma versão brasileira de “The Sweetest Taboo” de Sade -, produção derivativa do new age 80s em busca do calor de África, das variações de jazz que entraram na pop ou da pop que se transformou em baleárica nos últimos anos. É uma “Onda De Amor”, sim, mas também de praia, chapéu de sol e Calippos. No ponto para o verão.


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Quarta-feira, 8 Agosto, 2018

TY SEGALL / WHITE FENCE Joy CD / LP / CASSETE

€ 12,95 CD Drag City

€ 17,50 LP Drag City

€ 8,50 CASSETE Drag City

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Éi, aqui estamos mais uma vez. Ty Segall sempre prolífico. Desta vez com White Fence, segundo álbum em conjunto, depois de “Hair” em 2012. Se na carreira em nome próprio Ty Segall se tem situado nos últimos registos em T. Rex, neste álbum faz uma aventura muito bem situado entre referências que são exploradas por Ty e White Fence. Black Sabbath, Pere Ubu, o universo da Elephant 6 (Neutral Milk Hotel, Olivia Tremor Control, Elf Power, etc.) e Ariel Pink encontram-se para um jogo elástico de revisitações, confluindo para o rock e linguagens únicas que ambos os projectos nos estão habituados a dar. “Joy” é Califórnia, mas também Georgia e os últimos Beatles quando eram essencialmente rock nos seus álbuns. E, sem enganar, está tudo afinado para canções pop/rock que entram directamente para o coração, ouvido e qualquer ambiente que precise de “Joy”. Não dá para fartar de Ty Segall. Único, surpreendente e com um jogo de referências que vai sempre à história pessoal de qualquer um de nós.

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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

EIKO ISHIBASHI & DARIN GRAY Ichida LP

€ 21,50 LP Black Truffle

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Ishibashi e Gray dividem-se por múltiplos universos de música, entre colaborações e concretização de ideias a solo. Jazz, Exotica, neo-classicismo, rasgos de electrónica e muita facilidade na transição de instrumentos. Eiko Ishibashi mais concentrada em teclas e percussão, Darin Gray sobretudo ocupado com o baixo, tecem neste álbum longas ambiências evolutivas a partir de camadas estéticas diversas. A uma certa tradição mântrica do drone acresce a versatilidade livre de uma sensibilidade jazzística. O piano, principalmente, vagueia quase autónomo no meio da profusão de outros sons. Intenso e pacífico em medida semelhante.

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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

MIKA VAINIO / JOACHIM NORDWALL Monstrance 2LP

€ 21,95 2LP (2018 reissue) iDEAL Recordings

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O mundo da electrónica é generoso em colaborações, já se sabe. E graças a deus, Mika Vainio é um dos mais trabalhadores músicos que existem. Mas com Joachim Nordwall ainda não havia uma ligação, apesar da música que ouvimos aqui ser fruto de uma experiência bem sucedida que remonta a 2010, quando se aventuraram no estúdio dos Einstürzende Neubauten. Não foi apenas um delírio electrónico, o que se passou; tanto Vainio como Nordwall aproveitaram as condições do local para largarem métodos tradicionais e apostarem num revival bem especial. Como se o fantasma dos Neubauten andasse por lá, corroendo as gravações e o metal de “Monstrance”. O resultado é mesmo uma pequena tempestade eléctrica, semi-rock, semi-digital, onde vem ao de cima o poder sonoro que Nordwall e Vainio possuem. Parece o fim do mundo, mas na verdade é um mundo novo.

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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

BODY/HEAD The Switch CD / LP

€ 12,50 CD Matador

€ 27,95 LP Matador

Duas guitarras (Bill Nace e Kim Gordon) e a voz de Kim na mistura, em ocasiões. Encontro baseado na espontaneidade, ambas as partes como que tacteando o espaço, oscilando entre estados profundamente meditativos, em que o som das guitarras se prolonga para além da intervenção humana, e mantras arranhados de distorção e neura. Formas livres, especialmente acintosas em “Change My Brain”, um título que pode equivaler a uma declaração de intenções. Qualquer coisa muda, de facto, no cérebro. O corpo segue-o. Disco difícil, contemplativo e fora de órbita.


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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

NOZOMU MATSUMOTO Climatotherapy 12″

€ 14,95 12″ The Death Of Rave

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É raro um artista do qual nunca se ouviu falar surpreender desta forma. A surpresa é fácil, acontece constantemente, talvez valha a pena pegar no “desta forma”. E por “desta forma” assume-se com uma visão estética tão elaborada e conseguida no primeiro trabalho que lança para o “grande público”. Nozomu Matsumoto é um japonês, residente em Tóquio, mais habituado à curadoria artística do que à criação musical. “Climatotherapy” é um resultado desse contacto com as artes, com a música enquanto espaço multimédia e um tela para um sem número de performances. “Climatotherapy” impressiona por diversos aspectos e nenhum deles tem a ver com a relativa anonimidade de Matsumoto. Há vários níveis, o choque-Robert Ashley, em como do nada o japonês conseguiu aperfeiçoar a fórmula, por via de James Ferraro, mas os dezasseis minutos de “Climatotherapy” soam mais como a realização de uma ópera do que Ferraro alguma vez conseguiu; a cumplicidade estética com outros artistas (Ryuichi Sakamoto, Alva Noto, Mica Levi, Nico Muhly) e superioridade moral do texto que é lido com uns tomates do outro mundo. E tudo isto é feito com um cálculo preciso – as peças estão incrivelmente no sítio – num HD sonoro que pede para ser ouvido até o mundo em redor rebentar. Sente-se cada minuto a passar, as vibrações de um mundo a desabar. De uma clareza emocional, estética, racional e musical rara. Tudo junto, tudo balançado. Perfeito. É, sem ser preciso olhar para a frente ou para trás, um dos melhores discos do ano. Absolutamente essencial.

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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

MARK FELL Intra LP

€ 17,50 LP Boomkat Editions

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Em “Intra” Mark Fell concentrou-se no ritmo, trabalhando com o Grupo de Percussão num sistema de seis instrumentos (“Sixxen metallophone”) desenvolvido por Xenakis em 1976. Dividido em oito partes, “Intra” explora microtons, a forma como se dispersam pelo espaço e os ritmos que daí se criam. Uma ideia que por vezes vai contra – em termos puramente sonoros – com a estética de Mark Fell e que também se desencontra com a forma como outros artistas contemporâneos têm explorado a conjugação de ritmos na electrónica (desde o footwork, passando por Beatrice Dillon, até Jamal Moss), que procuram o preenchimento, aqui Mark Fell encontra o vazio. O resultado é um exercício mais de energia – como ela circula – e som – como ele se propaga – do que um conceito. É um álbum fora do baralho de Mark Fell, mas “Intra” está em linha com todas as suas maravilhosas obsessões.

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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

NADINE BYRNE Dreaming Remembering LP

€ 17,50 LP Ideal Recordings

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Numa recente actuação em Lisboa das Ectoplasm Girls ficou claro que as irmãs Byrne transportam a vontade exploratória na electrónica/noise que existia com muita força no início deste século. As coisas dão a volta, é verdade, e se virmos as Byrne como uma espécie de versão actual dos Skateres de Spencer Ferraro e Spencer Clark, então Nadine Byrne é Ferraro. Este é o seu primeiro álbum em quatro anos, dois anos após a maravilha que editou com a sua irmã (“New Feeling Come”), num mundo renovado e mais aberto – novamente – a estas coisas do “freeform”. A música de Nadine em “Dreaming Remembering” chega-nos como um trabalho absoluto alusivo aos sonhos e memórias, com a composição constantemente num estado de sonambulismo, entre a repetição ou o erro estático. Nadine cria o nevoeiro necessário, acondiciona espaço para a sua voz, que destila frases de um pré-estado de ficção científica. Tudo no sítio certo, o presente e o futuro mais uma vez reunidos por um dos talentos mais vitais da europa do presente.

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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

JAMES FERRARO Four Pieces For Mirai CASSETE

€ 12,50 CASSETE Ed. Autor

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Desde “Far Side Virtual” que James Ferraro rotinou os seus discos com um discurso/visão da contemporaneidade e da era digital. Apesar de ser algo que sempre esteve presente na sua obra a solo – através dos títulos, das capas – foi no álbum de 2011 que conjugou uma série de linguagens que expressavam melhor o retrato das suas intenções e, também, a singularidade da sua abordagem musical enquanto reflexão crítica. Desde então seguiram-se mais alguns monumentos, como “NYC, Hell 3:00 AM” (Hippos In Tanks, 2013) e “Skid Row” (Break World Records, 2015), por reeditar ainda está “Multitopia” (New Age Tapes, 2008), o melhor sinal pre-“Far Side Virtual” daquilo que estaria para vir. 2018 e chega “Four Pieces For Mirai”, em formato cassete, com Ferraro a minar a audição do seu trabalho, quase como se estivesse a menoriza-lo de propósito usando-o como arma para um trabalho que é uma crítica ao estado actual da era digital. Entre música medieval e renascentista, electrónica distópica (ao melhor estilo de Oneohtrix Point Never), retratos da pop que explora tão bem no seu trabalho (“Skid Row”) e os sons que inundam o nosso quotidiano (“Far Side Virtual”), “Four Pieces For Mirai” é o principio de uma obra que vai obrigar a olhar para Ferraro de uma forma diferente nesta década. Porque, não nos esqueçamos, ele ainda é o melhor arquitecto humanista da electrónica contemporânea.

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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

SWANS Soundtracks For The Blind 3CD / 4LP

€ 18,50 3CD Young God / Mute

€ 79,95 4LP Young God / Mute

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Soundtracks For The Blind

1996. Último álbum dos Swans antes de anunciarem o seu regresso em 2010. “Soundtracks For The Blind” esteve durante anos indisponível e é um marco na carreira dos Swans. Pelo lugar que tem no currículo – ainda com Jarboe – e porque aqui estão concretizadas ideias – que existem noutros momentos na carreira dos Swans, antes e depois – em estúdio com uma minucia singular a todos os seus álbuns de estúdio – mais uma vez, antes e depois. O arranque com “Red Velvet Corridor” e depois “Helpless Child” têm as linhas de “Feel Happiness”, tema inédito em estúdio, só presente num dos melhores álbuns ao vivo de sempre – sim, de sempre -, “Swans Are Dead”, de 1998. Essa indicação, as coordenadas que existem em “Soundtracks For the Blind” que se correlacionam com outros temas e tons na música dos Swans, tornam este duplo álbum numa experiência catártica, em que por vezes a banda se parece abster das suas características rock e explorar à larga todas as entrelinhas que existem no subtexto dos Swans: musical ou simplesmente narrativo. É, por isso, ainda hoje, após o regresso dos Swans, um disco fantasmagórico, algo que anuncia um fim de forma categórica e com uma expressão de essencial. Não é – e isto é importante – o melhor disco dos Swans, mas é aquele que de certa forma deixou mais rasto na música popular: ouvimos os Black Dice que viriam na década seguinte, o William Basinski de “The Disintegration Loops”, expansões para Skaters, Ariel Pink ou a importância do não-alinhamento dos Animal Collective. Aqui os Swans estão em todo o lado e em lado algum, porque “Soundtracks For the Blind” é um disco sem lugar, que não procura um lugar, cria-o. Se ele existe ou não, é matéria para quem o ouve. A reedição em CD de 2018 inclui um CD extra com “Die Tür Ist Zu”, álbum descatalogado durante anos, lançado pouco antes de “Soundtracks For The Blind” em exclusivo na Alemanha. A caixa dos LPs é limitada e dará lugar a uma outra edição em gatefold assim que esgotada.


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Segunda-feira, 30 Julho, 2018

JAY GLASS DUBS The Safest Dub 12″

€ 11,95 12″ Berceuse Heroique

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Após uma retrospectiva de trabalhos mais antigos e uma colaboração com Leslie Winer, eis Jay Glass Dubs em modo mais reduzido, enviando três transmissões dub bem repetitivas, fechando o groove no ponto de máximo apelo para deixar que a passagem sucessive pelos mesmos tons opere a sua magia transformadora na mente de quem escuta. “The Safest Dub”, em particular, soa suspenso como uma locked groove em estado de graça, nada a mexer nesta produção. “The Sweetest Dub” quase implica uma versão de Sade (“The Sweetest Taboo”) mas a semelhança fica na marcha preguiçosa, sensual, conduzida pela batida e completa com as harmonias de Verão colocadas por cima. Bonito.

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Sexta-feira, 20 Julho, 2018

CHRISTIAN DUGSTAD / DANIELLE INNOCENTI / PADRE ROSE Untitled 12″

€ 9,50 12″ Oblivion Dip

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Trip ambiental com confusão entre manipulação electrónica e gravações in loco. Os 16 minutos e muito da primeira faixa instituem a marcha de uma espécie de organismo vivo ao interior do qual temos acesso. Podemos assim observar os processos e o lento desenrolar da acção. A estrutura muda substancialmente no lado B: padrão techno super monótono (sendo que isso é um ++), meio desligado do resto que vai acontecendo (vozes, dub, ambiência) e, depois, uma mistura de LA8PV que vai prometendo amanhecer baleárico até bem depois dos 2 minutos; na quebra ganha ímpeto para seguir pelo dia dentro, pausadamente, até cumprir praticamente 10 minutos. Qualidade norueguesa via distribuição Fett.

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Quinta-feira, 21 Junho, 2018

KAMASI WASHINGTON Heaven And Earth 2CD / 4LP

€ 16,95 2CD Young Turks

€ 58,95 4LP Young Turks

Com “The Epic” ficou claro que quando Kamasi Washington se dedica a algo, tem de ser em grande. Tanto que “Harmony Of Difference”, o EP que saiu no ano passado, mais parecia um álbum, não pela sua duração mas pela estrutura e evolução que transmitia: “Harmony Of Difference” foi tudo menos um entreposto entre “The Epic” e este “Heaven And Earth”. Ao longo de duas horas Kamasi Washington cria uma viagem com um destino com várias paragens, pode-se falar de um roteiro de jazz, mas isso dá mais uma ideia de álbum-cruzeiro do que realmente a transversalidade e génio que aqui acontece. Caminhos de Coltrane, Hancock, Don Cherry e a fase pesada de Miles Davis cruzam-se, mas o que torna Kamasi Washington tão atractivo, apelativo e relevante nos dias que correm é o arriscar em fórmulas aparentemente simples que rodopiam para algo mais complexo, ao comando do saxofone ou não. Soa a música ligeira sem o ser, é jazz enquanto também é mascarado de jazz, reveste-se de um sentido pop sem perder a base da sua fundação. Acima de tudo sente-se uma banda a tocar, um comando, uma ordem e uma lógica que tornam as suas ideias – e realizações – invencíveis nesta década. É estranho soar a refresco quando tudo já foi feito, mas Kamasi tem esse talento. Já se pode ter ouvido tudo, mas ainda não se ouviu Kamasi Washington. Irresistível.


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