Quinta-feira, 30 Agosto, 2018

LWW 3PE LP Leaf

€ 15,95 LP Leaf

Luke Wyland andou desaparecido depois do final dos Au e do estrondoso “Both Lights”. Reaparece e. 2018 com o início de uma série que vem um mexer um pouco com os recursos repetitivos da electrónica actual aplicados à pop. Esconde-se por detrás de um novo nome, LWW, e “3PE” é o início de uma série de álbuns que irá lançar nos próximos tempos, das suas explorações na música minimal e do seu estudo na área. “3PE” toca em diversas frentes e o mais surpreendente é a natureza crua da música: quase todas as peças vivem ausentes de camadas, são estruturas de padrões únicos, raramente sobrepostos e, quando são, vivem pelo efeito de acumulação (à “Music For 18 Musicians” mas com a ausência de uma construção em volta disso). São, como o músico as apresenta, improvisações em volta da sua investigação neste tipo de som, mas são processos acabados, redondos e bem delineados com uma maximização da economia do som sem afectação do detalhe. É obra. Com cadências pouco usuais LWW fecha-se em becos sonoros e explora-os na sua elasticidade com noções composicionais únicas. O tema final, “PRC”, é uma viagem de ritmo emprestada aos Konono Nº1: intensa, longínqua, com o melhor do dom da abstração.

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Terça-feira, 28 Agosto, 2018

CHARLES BRADLEY / THE INVERSIONS Whatcha Doing (To Me) 7″

€ 7,50 7″ Daptone

OUVIR / LISTEN:
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“Whatcha Doing (To Me)” surgiu em “Changes”, o último álbum de Charles Bradley antes de falecer, com outro nome e numa versão bem distante desta: “You Think I Don’t Know (But I Know)”. Aqui o tema é interpretado em conjunto com os The Inversions, numa produção de Victor Axelrod e transforma-se numa viagem deep down ao reggae dos anos 1970s. Leve e eficaz, tal como “Strike Three”, um take diferente do mesmo original.


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Terça-feira, 28 Agosto, 2018

THE BETHS Future Me Hates Me CD / LP

€ 12,50 CD Carpark

€ 19,95 LP Carpark

 A ausência de pica, pica enquanto estofo, força, vontade de dizer coisas e dar porrada, no indie-rock actual é uma realidade triste. Seja porque os primeiros álbuns são de uma natureza mais limpa, insípida e sem vontade de comunicar o que se passa no interior, mas falar de algo que o exterior entenda. “Future Me Hates Me” passa uma mensagem forte logo no título e é com esse estilo que Elizabeth Stokes escreve as suas canções. “Future Me Hates Me” não é um disco de lamúrias, é um disco de gente chateada – principalmente Stokes –, um bando de jovem adultos de Auckland, Nova Zelândia, que transmite isso em melodia e energia, com um sentido pop fascinante. “Future Me Hates Me” não é só um grande álbum, é um álbum de grandes canções. Quarenta minutos, dez canções, com um sentido de grandiosidade, sem barroco e com tudo no certo: Stokes é o resultado de um casamento perfeito entre Stephen Malkmus e Kim Deal. Hoje em dia é mesmo difícil encontrar um álbum de guitarras que tenha tudo no sítio: que soe a um álbum de guitarras, que tenha noções de álbum e que à nona faixa ainda seja capaz de entregar umas das melhores canções do seu alinhamento (“Whatever”). É complicado, quando tudo o resto que está para trás  – oito canções!!! – roça a perfeição indie-rock. Que disco!

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Sábado, 25 Agosto, 2018

TRANSLLUSION A Moment Of Insanity 12″

€ 12,50 12″ Clone Aqualung Series

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2 – CLIP3 – CLIP4

Quatro faixas transferidas a partir de DAT, material nunca editado de Trabsllusion e, por associação, do vasto legado Drexciya. Livro de estilo Electro a sentir aqui algumas entradas novas, sem perder qualquer sentido de pesquisa laboratorial, ganhando até vigor exploratório, quase sinfónico e, no quarto momento, um estranho corpo híbrido com partes de dub e industrial. James Stinson está infelizmente desaparecido do mundo, mas a missão ainda não terminou

 

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Sábado, 25 Agosto, 2018

ELpH vs COIL Worship The Glitch CD / 2LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) Dais

€ 28,95 2LP (2018 reissue) Dais

€ 32,95 2LP Vinil colorido (2018 reissue) Dais

OUVIR / LISTEN:
Worship The Glitch

A palavra glitch tornou-se o símbolo da música electrónica baseada no erro, na falha, tão vanguardista no final do milénio, tão presente e definidora dos tempos (nunca é de mais referir que a música de Oval sonorizou um anúncio de perfume da Armani). Uns anos antes do facto, Coil usavam já a palavra em tom devocional, a falha como merecedora de respeito e, até, contemplação. Também como metodologia, quando se tornou evidente que alguns acidentes técnicos podiam ser provocados. Assim, em 1995, este álbum assinala uma nova fase no percurso de Coil, cuja máxima expressão aconteceria com “Time Machines” em 1998. O nome ELpH representa a entidade que parecia manifestar-se durante as gravações de “Worship The Glitch”, quando os Coil começaram a explorar mesmo a sério a composição digital através de computador. Aconteciam erros que não conseguiam explicar, e então formou-se a ideia de que algo acontecia para além da vontade do grupo, algo exterior, talvez superior. O som etéreo neste álbum, claramente artificial, assemelha-se por vezes, de facto, a uma tentativa de comunicação por parte de um espírito incorpóreo, aumentando o interesse na narrativa fantástica que somos convidados a completar. Composto de excertos, esboços, melodias semi-transparentes que parecem chegadas de outro tempo, abafadas, “Worship the Glitch” exerce enorme fascínio esotérico nesta espécie de encontro entre Cluster menos pop, a BBC Radiophonic Workshop e um certo universo cândido relacionado com programas infantis nos 70s. Bizarro, pacífico, bom.

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Segunda-feira, 20 Agosto, 2018

ANIMAL COLLECTIVE Tangerine Reef CD / 2LP

€ 14,50 CD Domino

€ 26,50 2LP Domino

“Tangerine Reef” apresenta-se como um álbum audiovisual dos Animal Collective e se fizermos bem as contas pelos números oficiais (que disco deles não é visual?), este é o segundo, depois de “ODDSAC”, filme-aventura que saiu no início da década. A viagem celebra-se por aqui, um trabalho a meio entre os músicos e os Coral Morphologic, que é também um encontro com os Animal Collective de “Here Comes The Indian” e “Sung Tongs”. Apesar da ausência de Panda Bear na composição deste álbum, “Tangerine Reef” é uma viagem pelo primeiro passado dos Animal Collective, quando eram mais “Avey Tare & Panda Bear” do que os Animal Collective que agora conhecemos a quatro, aos quais se juntam Geologist e Deakin. Não há surpresa nisso, o álbum a solo de Avey Tare do ano passado, “Eucalyptus”, foi um reencontro a solo por esse sítio, uma belíssima viagem no tempo a uma forma de escrita de canções que parecia abandonada; e a recente digressão em celebração de “Sung Tongs” é também uma espécie de piscar de olho às saudades dessas origens. Origens que não são necessariamente mais simples e nem “Tangerine Reef” procura a inocência e explosão desses tempos. Tem tudo a ver como o som nos encontra.

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