Quinta-feira, 13 Setembro, 2018

SARAH DAVACHI Gave In Rest CD / LP

€ 14,95 CD Ba Da Bing!

€ 24,95 LP Ba Da Bing!

A produtividade, reflectida em lançamentos, de Sarah Davachi advém de ter muito trabalho no baú pronto a ser editado. Um progressivo interesse das editoras tem forçado a que algum desse material saia com mais regularidade do que estávamos habituados. “Gave In Rest” é o seu segundo álbum de 2018, meses após o brilhante “Let The Night Come On Bells End The Day” que esgotou muito rapidamente em todo o lado. “Gave In Rest” não é uma sequela desse álbum, talvez, sim, uma gentil abordagem ao seu corpo de trabalho e à forma como tem trabalhado música que impacta na construção massiva de música ambiente que existe no últimos anos ou na abordagem a composições e sons mais clássicos, seculares. A sua música tem de facto uma religiosidade presente, as texturas e a brandura dos sons que cria acarretam algo de espiritual, uma espécie de quietude que acalma os espaços, a mente e que também quer atingir a transcendência. Corpo e alma, ou alma fora do corpo, Sarah Davachi tem mudado a forma como encontramos Brian Eno na música ambiental. Actualmente, poucos compreendem tão bem a importância e a transformação da música ambiental como ela.


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Quarta-feira, 12 Setembro, 2018

Echoes Of Nature: American Wilds – The Natural Sounds Of The Wilderness CD

€ 4,95 CD Laserlight (12 148)

Exemplares originais da edição alemã de 1994 / Original 1994 German release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM
American Wilds

Fora de tom com tudo o resto, simples e claro som natural (7 faixas), SEM MÚSICA, sacado directamente do universo terapêutico dos 90s, válido então, como agora e, na verdade, desde o início dos tempos. Experiência cristalina de alienação no meio daquilo do qual todos fazemos parte. Sons americanos? Nem pensem. São de todo o lado.


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Quarta-feira, 12 Setembro, 2018

THE NECKS Body CD

€ 14,50 CD ReR Megacorp

Uma das bandas que mais estimamos ao longo da nossa existência, com um historial de trinta anos e vinte álbuns gravados até hoje. A estima acontece com uma garantia: nunca, mas nunca, tivemos receio de um álbum dos The Necks. O anterior “Unfold”, na Ideologic Organ, foi um dos discos que mais ouvimos nos últimos anos e foi um sucesso de vendas por todo o lado. Serviu para – estas coisas ainda acontecem após trinta anos – muita gente conhecer os Necks, perceber que na música deles não há fronteiras, em que o jazz facilmente se transforma em rock / pós-rock ou em electrónica única que desloca barreiras para criar uma sonoridade única. Mas também acontece o contrário: por vezes tudo conflui para a sua direcção peculiar no jazz. “Body” é um álbum que capta esse lado mágico dos The Necks com uma naturalidade aterrorizante. Tema única de quase uma hora, peça que começa no space jazz e viagem para uma potente e virtuosa orquestração rock onde a percussão galopa ao som da dinâmica das guitarras. Sempre com um olho na repetição, na música cósmica via lições dos Neu! e o lado etílico de Sun Ra. Uma brisa rock, jazz, composição. De música. Tem corpo? “Body” é o corpo.


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Quarta-feira, 12 Setembro, 2018

SHINICHI ATOBE Heat 2LP

€ 24,95 2LP DDS / Demdike Stare

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Shinichi Atobe reapareceu há uns anos depois de ter apenas no seu currículo um 12” lançado em 2001 pela Chain Reaction, entretanto reeditado pela DDS. Desde 2014, altura em apareceu “Butterfly Effect”, que quase anualmente se é inundado por nova música de Shinichi Atobe, sem a certeza de que se foi feita agora ou gravada há umas décadas. Ou se existe mesmo um Shinichi Atobe. Verdade ou não, o mistério tem funcionado e apesar de já estarmos longe do maravilhamento causado com “Butterfly Effect” (que parecia um longa-duração de continuação de “Shin-Scope”), continuamos maravilhado com a solidez com que os discos de Atobe se apresentam. “Heat” é profundamente house, com uma espécie de certidão de clássico (podia ter sido gravado há décadas) e ideias fluídas e rápidas que acarretam a juventude de alguém que bebe das origens agora. Há algo de balsâmico em “Heat” – e na música de Atobe – que desafia a lógica. A primeira prensagem esgotou num instante, recebemos agora exemplares da segunda. Um clássico de 2018, um daqueles que vai para os livros.

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Quarta-feira, 12 Setembro, 2018

RICHENEL Perfect Stranger MLP

€ 18,50 MLP Music From Memory

É uma espécie de segunda parte de “La Diferencia”, editado também pela Music From memory a partir de faixas da cassete com o mesmo título (1982). O maravilhoso equilíbrio entre a voz exuberante, com efeito de som espectral, e os ritmos e linhas de baixo bastante artificiais, resulta em canções pop da sua época, certo, mas num estado bruto, belo, por polir, praticamente sem melodia. E se “Memo” até pode fazer recordar Marc Almond nos Soft Cell, na verdade tudo nestas canções é bem mais estranho e perverso, desviado do centro.


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Quarta-feira, 12 Setembro, 2018

ORQUESTA DE LAS NUBES The Order Of Change LP

€ 17,95 LP Music From Memory

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Suso Saiz, Maria Villa e Pedro Estevan gravaram três discos na década de 80, procurando aproximar-se de algo longínquo. A voz de Villa, sem palavras, como que coroa a torre de ambiente sintético que por vezes, como em “Tres Ostras”, remete claramente para uma ideia exótica de música de elevador, abrindo vistas nesse espaço exíguo. Podemos qualificar já como clássica a tendência cósmica na música electrónica gravada em Espanha nessa década, enamorada dos pioneiros alemães e beneficiando da languidez que a situação sul-europeia pode emprestar à música exploratória. Óbvio, talvez, mas, pegando no nome do projecto, é como observar as formas sempre diferentes das nuvens, acompanhar a sua formação e mutação.

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Quarta-feira, 12 Setembro, 2018

TRIBE OF COLIN Was Gwan Tell Dem II / Werenotstandingonthesameplinth 7″

€ 10,95 7″ R=A

Na ponto em que se cruza a pressão industrial, distorcida e repetida, com uma súbita alteração de carácter para uma família de dancehall que vamos reconhecendo na contemporaneidade de nomes marginais como John T. Gast. na verdade, pode ser ele. No lado B, “Werenotstandingonthesameplinth” relaxa o espírito com um bounce contemplativo, lembra Uku Kuut tanto como Dam-Funk, tudo passado pela terra quente no solo jamaicano. Esta é linda.


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Quarta-feira, 12 Setembro, 2018

JORGE BEN A Tábua De Esmeralda CD / LP

€ 14,95 CD (2018 reissue) Elemental Music

€ 22,50 LP (2018 reissue) Elemental Music

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“Tem uns dias que eu acordo pensando e querendo saber de onde vem o nosso impulso de sondar o Espaço.” Jorge Ben, tal como Tim Maia (até no mesmo ano, 1974), foi tocado pelas grandes questões existenciais que a todos assolam e colocou-as em música, em disco. Para além do Amor, já bem presente nos seus 10 álbuns anteriores, “A Tábua de Esmeralda” vai à Origem, ao Porquê, o antigo “de onde vimos e para onde vamos”. O disco é explicitamente baseado na obra hermética atribuída a Hermes Trismegisto, fundação da ciência alquímica e explicação da criação do Universo, mas não perde nunca de vista o principal objecto (sem objectificar) de beleza, tal como chega a nós através das canções de Ben: a mulher. A grande premissa de que o que está em cima é igual ao que está em baixo sugere a unificação de tudo o que existe sob uma única bandeira. Sem doutrinar em demasia, Jorge Ben introduz o tópico durante o fluxo de 12 canções incluídas em “A Tábua De Esmeralda”, algumas delas sem esconder um eco bem evidente na voz, fazendo-a perder-se no mesmo Espaço referido acima. As figuras icónicas que adornam a capa fixam a temática, mas não se pode ignorar uma canção em samba lento como “Eu Vou Torcer”, quase a definitiva celebração da vida que está ao nosso alcance, incluindo as “coisas úteis que se pode comprar com 10 cruzeiros”. No momento certo, as lágrimas chegam.

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Terça-feira, 11 Setembro, 2018

REEDALE RISE Luminous Night 2LP

€ 19,50 2LP Kondi

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Quando lemos, numa bio de Reedale Rise, sobre o papel inspirador na sua vida de sets de Jeff Mills e LTJ Bukem, encaixa logo tudo. “Luminous Night” contribui para reacender a preponderância electro na actualidade, onde vai tocar aquele ponto deixado meio em aberto (porque já não está entre nós) por Jack Peoples / Other People Place e sim, claro, a espacialidade motivadora de LTJ Bukem mas num contexto não-drum & bass. É um álbum quente de batidas robóticas aquecidas por ambientes e melodias que soarão sempre do futuro, de Detroit, da Metrópole no Espaço, do sítio onde as torres minimalistas se vão perder no céu. Que mais dizer?

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Terça-feira, 11 Setembro, 2018

CURRENT 93 The Stars On Their Horsies CD

€ 12,50 CD The Spheres

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Qualquer coisa aqui do “Requiem” de Ligeti (sempre a lembrança de “2001: Odisseia No Espaço”). Muita coisa, aliás. Experimentem sobrepôr partes das duas composições. David Tibet inspira-se em dois pesadelos concretos que assolaram as suas noites e o ambiente bem opressivo das vozes e cordas, cortado por um gongo (?), é conveientemente assustador. Tibet em roupagem manipuladora de emoções, concretizando este álbum (2016) ao qual agora regressamos com temor mas a certeza de que assenta imperialmente no conjunto da vasta obra de Current 93.


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Terça-feira, 11 Setembro, 2018

MAP 71 Void Axis CD

€ 10,95 CD Fourth Dimension Records

Combo minimalista de voz / bateria / synths, o seu som nada tem de minimalista. A voz de Lisa Jaynbe cruza o ar com palavras de pouca emoção, algures entre Laurie Anderson, Anne Clark e ESG, com a força de um groove DIY que às vezes anuncia um apocalipse (“Nuclear landscapes”), outras vezes uma dança punk (“The Prefab”). Vagueia por synth minimal como em “The Future Edge”, mas em “Minimal “Bridget” ouve-se a bateria de Andy Pyne quase em modo Lightning Bolt desacelerado. Directo do caldeirão de fogo que animou e anima os melhores iconoclastas rock. Que pica!


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Terça-feira, 11 Setembro, 2018

JIMI TENOR Still Got A Way To Fall 7″

€ 6,50 7″ Ronet

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Quatro faixas da banda sonora de “Cinema Dadaab”, ilustrando um tipo menos comum de necessário escapismo por parte de quem vive as suas vidas constrangido por factores externos. Neste caso a realidade do campo de refugiados de Dadaab, entre a Somália e o Quénia, no qual Abdikafi Mohamed gere um pequeno cinema. A fantástica história encontra eco na música exótica de Jimi Tenor, onde o groove que ele domina há anos (através das suas pessoalíssimas incursões no jazz e afrobeat, sobretudo) encontra tons do deserto escaldante onde se costumam perder vidas. Neste disco e no filme, no entanto, ganha-se vida. Vendido com honestidade pela Fett Distro. Jimi <3

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Segunda-feira, 30 Julho, 2018

LAUREL HALO Raw Silk Uncut Wood LP

€ 19,50 LP Latency

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Disco talvez menos típico de Laurel Halo, na força de trabalho recente na banda sonora para Possessed”, do atelier de design Metahaven, e da assimilação da tradução de Ursula Le Guin para o clássico Tao Te Ching. “Mercury” coloca o piano em jogo com apontamentos discretos de percussão, num contexto jazz muito atmosférico, mas o álbum não se define, de todo, assim. O piano volta a estar na frente em “Quietude”, num contexto que parece em igual medida de improvisação e de arrojo vanguardista na música “clássica” do princípio do século XX. “The Sick Mind” prolonga a permanência nesse último cenário, enquanto “Supine” avança algumas décadas para a experimentação electro-acústica próxima das vanguardas dos 60s e 70s. “Raw Silk Uncut Wood” termina mergulhado em cordas (“Nahbarkeit”), por vezes com um alcance épico que reconhecemos de nomes como Wolfgang Voigt / Gas. Não é com certeza justo falar em afirmação de maturidade, essa expressão surge apenas pela característica mais solene da música que Laurel Halo aqui apresenta. No nosso painel, ela tem pouco ou nada a provar.

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Quarta-feira, 27 Junho, 2018

KONRAD KRAFT Arctica CD / LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) TAL

€ 16,50 LP (2018 reissue) TAL

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De cassete (1987) para LP e CD, pela primeira vez, “Arctica” soa fresco e urgente, na sua amálgama de referências cósmicas, punk e jazz. Para entender o contexto, óptima entrevista em texto incluída na reedição, onde Konrad Kraft explica de onde vem e como abordava a música que fazia. Belíssima frieza tecnológica em todo o álbum, por vezes reminiscente de discos anteriores de Asmus Tietchens. “Arctica” manda um groove mecânico de qualidade, segurando com pulso a abstracção de cada faixa. A cassete foi o número 1 no catálogo da SDV (Stimme Des Volkes), editora influente num underground que nunca foi devidamente recuperado, apesar de ter editado um nome consagrado como Paul Schütze. Stefan Schneider (To Rococo Rot, ex-Kreidler) prossegue assim com total legitimidade a sua editora TAL, ele que, enquanto membro de Deux Baleines Blanches e Sons Of Care, gravou também para a SDV.

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

WIRE 154 CD / 3CD + LIVRO / LP

€ 12,50  CD (2018 reissue) Pink Flag

€ 28,50  3CD + LIVRO (2018 reissue) Pink Flag

€ 17,50  LP (2018 reissue) Pink Flag

OUVIR / LISTEN:
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Numa crítica da época no NME lia-se “154 faz com que 99% da oposição pareça frágil por comparação” Este é o absoluto álbum de transição dos Wire, encostado à década de 80. “The 15th” parece concentrar nos seus 3 minutos a new wave de dois anos antes com o pós-punk que estava a acontecer, escrevendo em simultâneo um manifesto pop difícil de recusar, cheio de ângulos melódicos. “A Mutual Friend” reinventa os Pink Floyd noutro cenário; “Blessed State” engole a voz num movimento espectral que associamos mais aos Joy Division; “Indirect Enquiries” prefigura Swans; “40 Versions” encerra o álbum original com polifonia e phasing na voz e uma marcha hipnótica que não parece conduzir a um lugar bonito. O álbum parte em várias direcções estimulantes, importantes, inventando e reinventando a pop dos dez anos precedentes e da década seguinte.

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CD disc 1
I Should Have Known Better / Two People In A Room / The 15th / The Other Window / Single K.O. / A Touching Display / On Returning / A Mutual Friend / Blessed State / Once Is Enough / Map Ref. 41°N 93°W / Indirect Enquiries / 40 Versions

CD disc 2 (singles, B-sides and studio recordings)
A Question Of Degree (single) / Former Airline (single) / Go Ahead (single) / Our Swimmer (single) / Midnight Bahnhof Cafe (single) / Our Swimmer [2nd Length] (single) / Catapult 30 (single) / Song 1 (154 EP) / Get Down 1 + 2 (154 EP) / Let’s Panic Later (154 EP) / Small Electric Piece (154 EP)

CD disc 3 (studio demos)
Sixth Demo sessions
40 Versions / Ignorance No Plea (I Should Have Known Better) / Blessed State / A Touching Display / The 15th / A Mutual Friend / Once Is Enough / The Other Window / Stepping Off Too Quick / Indirect Enquiries v2 / Map Ref. 41°N 93°W / Single K.O. / On Returning / A Question Of Degree / Former Airline / Two People In A Room

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

WIRE Chairs Missing CD / 3CD + LIVRO / LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) Pink Flag

€ 28,50 3CD + LIVRO (2018 reissue) Pink Flag

€ 17,50  LP (2018 reissue) Pink Flag

OUVIR / LISTEN:
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Em 78, “Chairs Missing” já não era, de todo, punk. Este segundo álbum dos Wire diminuia o número de canções para 15 e apontava para o futuro próximo, não só com a incorporação de teclados mas também com um formato de composição mais oblíquo como a sequência “I Am The Fly” e “I Feel Mysterious Today”. A pop bonita de morrer em “Outdoor Miner” e “Used To” lança as bases do som da própria banda já bem dentro dos 80s, quando assumidamente jogavam mais de acordo com regras estabelecidas. A influência do álbum encontra-se em sítios tão improváveis como uma obscura banda pós-punk ter adoptado o nome Men 2nd. Vejam em baixo os extras da edição especial (formato 7″, incluindo muito material informativo e imagens de arquivo).

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CD disc 1
Practice Makes Perfect / French Film Blurred / Another The Letter / Men 2nd / Marooned / Sand In My Joints / Being Sucked In Again / Heartbeat / Mercy / Outdoor Miner / I Am The Fly / I Feel / Used To / Too Late

CD disc 2 (singles, B-sides and studio recordings)
I Am The Fly (single version) / Dot Dash Options R / Outdoor Miner (single version) / Practice Makes Perfect (single version) / Underwater Experiences (Advision version)

CD disc 3 (studio demos)
Fourth demo sessions
Practice Makes Perfect / Oh No Not So / Culture Vultures / It’s The Motive / Love Ain’t Polite / French Film Blurred (version 1) / 07 Sand In My Joints / Too Late / I Am The Fly / Heartbeat / Underwater Experiences / Stalemate / I Feel Mysterious Today
Fifth demo sessions
Dot Dash / French Film Blurred (version 2) / Options R / Finistaire (Mercy) / Marooned From The Nursery / Indirect Enquiries (version 1) / Outdoor Miner / Chairs Missing (Used To) / Being Sucked In Again / Men 2nd / Another The Letter / No Romans

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

WIRE Pink Flag CD / 2CD + LIVRO / LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) Pink Flag

€ 28,50 2CD + LIVRO (2018 reissue) Pink Flag

€ 17,50  LP (2018 reissue) Pink Flag

OUVIR / LISTEN:
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“Pink Flag” saiu em 77, tido como o ano em que o punk conseguiu máxima expressão. Nesse ano foi também editado “Never Mind The Bollocks…” dos Sex Pistols, por exemplo, mas os Wire significavam menos revivalismo rock n roll e mais distanciamento artístico. Apesar disso, perfeito domínio da linguagem em 21 alucinantes canções (no LP original) que já apontavam outra direcção bem para além da tendência. A banda utilizou a explosão punk para se formar mas não parecia partilhar da mesma agenda de choque. “Pink Flag” deixou, no entanto, um rasto de influência bem para além da cena hardcore que nos soa familiar depois de ouvir este álbum. Vejam em baixo os extras da edição especial (formato 7″, incluindo muito material informativo e imagens de arquivo).

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CD disc 1
Reuters Field Day For The Sundays Three Girl Rhumba Ex Lion Tamer Lowdown Start To Move Brazil It’s So Obvious Surgeon’s Girl Pink Flag The Commercial Straight Line 106 Beats That Mr. Suit Strange Fragile Mannequin Different To Me Champs Feeling Called Love 12XU

CD disc 2 (demos and alternative recordings)
First demo sessions
The Commercial / Mr Suit / Pink Flag
Second demo sessions
Surgeon’s Girl / Field Day For The Sundays / 106 Beats That / Fragile
Third demo sessions
Reuters / Different To Me / Ex Lion Tamer / Mannequin / Champs / Start To Move
Alternative mixes
Three Girl Rhumba (Alt Mix) / Ex Lion Tamer (Alt Mix) / 12XU (Mono Mix) / Mannequin (Mono Mix) / It’s So Obvious (Alt Mix)

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Quinta-feira, 6 Julho, 2017

LAUREL HALO Dust CD / LP

€ 11,95 CD Hyperdub

€ 14,95 LP Hyperdub

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Fácil, perdermos o norte em plena escuta. Os avanços e recuos do som, por vezes tortuosos ao ponto da dobragem (imaginem som como plástico suave, temporariamente dobrável para depois voltar à forma original), guiam-nos ao seu modo. “Dust” é um álbum pop mas, se conhecem Laurel Halo, sabem que isso significa um mundo de outras coisas. A sua voz vagueia, sobe e desce, duplica-se, embala e transmite um semblante de tranquilidade no meio da composição bem complicada que acontece em toda a duração. “Moontalk” quase destoa, e se nos faz lembrar Chris & Cosey (curiosamente, “Arschkriecher” também), embora bem distante, é igualmente africano e oriental, algures na nossa sensibilidade. Entre ensaios de música concreta, quedas de graves e claps techno, a música organiza-se aparentemente sozinha. O ouvido segue-a. O desafio é proposto. Dificilmente vão encontrar música electrónica assim em qualquer outro universo feminino ou masculino.

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Quinta-feira, 8 Outubro, 2015

LAUREL HALO In Situ CD / 2LP

€ 13,50 CD Honest Jon’s

€ 16,50 2LP Honest Jon’s

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Laurel Halo concentra-se na sua própria interpretação da mitologia techno, como já tinha demonstrado em exemplos anteriores e também em apresentações ao vivo. “In Situ” navega as margens do Bass, sem nunca aportar, esquiva-se às amarras que por vezes parecem querer fixar o rumo, e acaba sendo um álbum brilhante de desconstrução de padrões de dança. “Leaves”, por exemplo, recorda com arrepio a fase “Multila” de Vladislav Delay, embora com o beat bem mais presente. “Drift” soa como uma ferramenta rítmica desviada do 4/4 mas que se consegue integrar num contínuo house ou techno. Tem, no entanto, demasiada complicação fervilhante de ideias para atrair uma pista de dança com vontade de apenas seguir em frente. Muitas lateralizações, em todo o álbum. Para “Shake”, vamos arriscar num híbrido de Jamal Moss com Mouse On Mars / Lithops. “Focus 1″ é, praticamente, uma peça de jazz como fariam Dego e Kaidi Tatham. Laurel Halo saiu da zona de segurança, puxa bem a memória da electrónica futurista do final dos anos 90 (muito associada à Mego e a uma certa cena de Viena que quase negava a outra cena de Viena representada por Kruder & Dorfmeister) e assenta na terra os paus bem afiados para montar tenda no presente. Óptimo regresso aos álbuns.

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Sábado, 2 Novembro, 2013

LAUREL HALO Chance Of Rain CD / LP

€ 15,95 € 11,95 CD Hyperdub

€ 17,50 € 14,50 LP Hyperdub

OUVIR / LISTEN:
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Houve quem sentisse – quem escreve este texto é desse grupo – que “Quarantine” era pouco disco para estar, por exemplo, no #1 de 2012 da Wire. Ainda hoje quem escreve acha isto. Talvez o prémio tenha sido dado como uma espécie de visão, afirmando que “Quarantine” era a cortina que Laurel Halo tinha acabado de abrir: até porque, verdade seja dita, até então tinha feito pouco de realmente relevante. Aberta a cortina conseguimos ver toda a paisagem. “Behind The Green Door” foi um quebra-cabeças, porque ou seria o apontar de uma direcção que nos levaria ao céu ou um one night stand que mais tarde seria recordado como “aquele grande momento de Laurel Halo” (pelo menos para quem não foi à bola com “Quarantine”). Ouvido este “Chance Of Rain” e concluímos que foi a primeira opção. A caminhada para um campo de electrónica-techno enchido de teclados colossais que oferecem uma massa de som orgânica é qualquer coisa. Qualquer coisa porque quando ouvimos sons tão tangíveis, reais, chegam-nos de gente como Theo Parrish, Omar-s ou Pittman (claro que há mais, mas Halo estabelece uma curiosa relação com eles neste disco), ou a real-kosmische dos 1970/80s. Halo junta esses dois universos – o que não é coisa nova – para criar música de dança que soa fresca sem ser nova, autêntica e com uma pujança maior do que a música electrónica ou de dança mais rodada em circuitos alternativos. Graves que soam a graves e que na maior parte das vezes são só isso: graves. Uma linguagem livre e que revela música que quer ir mais além e que desconhece os seus limites: algo raro na electrónica digerida que se tem criado nos últimos anos. Melhor do ano? Este não deixaria ninguém aqui na loja surpreendido.

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