Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

JUNGLE For Ever LP

€ 11,95 CD XL Recordings

€ 23,95 LP (vinil colorido) XL Recordings

OUVIR / LISTEN:
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EM BREVE / SOON

Ao segundo álbum o duo britânico – que ao vivo se apresenta com muitos mais elementos – entrega-se a Los Angeles, não pelo fascínio da cidade, mas pelo lado da falência profissional e moral. A explosão do primeiro álbum acabou e agora assentam em variantes modernas de R&B, lembrando ocasionalmente a plenitude sensual de Rhye ou a cadência racional de James Blake. “For Ever” é um álbum que começa com uma luz que depressa se vai dissipando na correria das expectativas, mantendo sempre um carácter positivo da falência. Esse é todo um conceito rigoroso ao longo dos temas que pega como um digno sucessor do homónimo de 2014.


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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

JEAN COHEN-SOLAL Flûtes Libres LP

€ 23,95 LP (2018 reissue) Souffle Continu

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM:
Les Flûtes Libres

Primeiro álbum, editado em 1972, de Jean Cohen-Solal, colaborador ocasional de Bernard Parmegiani mas aqui numa outra trip. Mistura de referências psicadélicas, folk, até de algum prog mais conectado com a Natureza. Atravessando, como era procurado nesses tempos, uma ambiência indiana (em “Raga Du Matin”), Solal sela a conceptualização de um álbum que atinge plena forma na longa meditação que ocupa o lado B: “Quelqu’un”. Aqui ele parece tactear um certo desconhecido, desdobrando a flauta pelo Espaço, modulando cuidadosamente a progressão, conquistando território seguro antes do passo seguinte. Se no lado A o exercício é próximo do rock, em “Quelqu’un” Solal garante para si, e também para quem ouve, uma incrível liberdade de movimentos, baseada na incerteza do que aí vem, mantendo o espírito alerta e cada vez mais receptivo. Óptima experiência.

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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

V/A Nouvelle Ambiance: Musical Experiments In Paris 2LP

€ 27,50 2LP + booklet Nouvelle Ambiance

Subtítulo desta compilação na editora criada por um dos fundadores da Sofrito: “Paris – Brazzaville – Kinshasa – Abidjan – Douala”. O nome destas cidades resume o conteúdo deste disco que procura representar a actividade fervilhante na capital francesa, durante a década de 80, em torno da música com origem na África francófona. Músicos, produtores, estúdios e clubes orientados para uma nova modernidade a partir das tradições transportadas sobretudo pelo contacto colonial do passado, como aliás, numa outra dimensão, aconteceu em Portugal com músicos angolanos, moçambicanos, são-tomenses, cabo-verdianos ou guineenses. A influência destas músicas mudou decisivamente a consciência pop, do ponto de vista de quem ouvia, dançava, mas também do ponto de vista criativo – oiçam-se discos de Lizzy Mercier Descloux e de incontáveis outros nomes de uma chamada pop sofisticada em França e no Benelux, onde muitos músicos africanos fixaram residência. A miscigenação musical entre África Central e Paris é documentada numa revista de 28 páginas incluída nesta edição, mas nada substitui os sons nunca totalmente familiares e também nunca totalmente estranhos. Instrumentos tradicionais e a tecnologia digital, operando juntos, abriram uma nova e fascinante avenida que ainda hoje é percorrida com gosto.

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1. Antoinette Konan – M’ackô 03:53
2. Nicky M’Poto – Komba 03:57
3. Jean-Paul Mondo – Zangalon 03:35
4. Ali Baba – Tcha! Tcha! Merengue 05:00 video
5. Esa – A Muto 07:04
6. Empire Bakuba & Papy Tex – Livre d’or 08:51
7. Siassia & Tokobina – Mama Africa 07:14
8. John Jongos – Djandè 05:04
9. Baba Bhy-Gao Dombia – Dawsi (instrumental) 04:35
10. Bovick & Cie – Bazombo 04:18
11. Tutu – Ayoyo 06:56
12. Jacques Loubelo – Ngando 04:00

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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

KHOTIN New Tab 2LP

€ 18,95 2LP Pacific Rhythm

O mais pacífico da Pacific Rhythm, até agora, exercício em ambientalismo progressivo ligado ao Hemisfério Norte (começa em “Canada Line”). “New Tab” oscila entre a perene navegação exploratória pós-rave, IDM com ouvido no Além, comunicações e vozes retiradas de contexto, juntando mais calor às texturas já de si confortáveis. Frases de piano perdidas em reverberação, calmas ondas de sintetizador, um mínimo de Boards Of Canada em “Fever Loop” e “New Window” que, com “Health Pack”, compõem todo o lado 4 com batidas que o resto do álbum não tem. Nostalgia boa.


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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

GRUPO SAN FRANCISKO DE ASSIS Donde Esta El Camino 7″

€ 6,95 7″ Farsa / Discrepant

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Onde está o caminho? Pergunta-se na faixa título deste 7” da Farsa, editora paralela ao universo Discrepant. Activos no início do século XXI, o Grupo San Francisko de Assis explorou de forma rica o universo punk-cristão que brotava na Colômbia. Os títulos das faixas apontam directamente para esse lado religioso (“Donde Esta El Kamino” e “Rio de Nasaret”) e as letras correspondem, contudo os instrumentais guardam uma energia punk primordial, explorando as possibilidades de quando géneros abrem portas inesperadas. Há todo um charme irónico – ou não – na forma como as canções se mostram e revelam este caminho inesperado da música rock na Colômbia no início do século. Edição única e limitada a 500 exemplares, a partir dos masters originais e seguindo à risca o artwork original.


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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

MIKE COOPER Tropical Gothic LP

€ 14,95 LP Discrepant

Activo desde finais da década de sessenta e com uma obra musical e visual espantosa, Mike Cooper continua a renovar-se, hoje, quando já vai para lá dos setenta anos. Um viajante pelo mundo real, tem procurado novos sons para reencontrar a sua música e a dos outros, explorando a sua colecção de guitarras da forma mais adequada que encontra. Perante um disco como “Tropical Gothic” é relativamente fácil pensar na sua música actual com a naturalidade das influências da electrónica que outros exploram nas suas viagens: do universo da Touch a Jan Jelinek, passando, claro, pelo trabalho único da Discrepant nesse campo. Os discos que Mike Cooper tem editado na Discrepant são, e não há outra forma de o dizer, essenciais. “New Kiribati” era uma óptima revisitação ao seu trabalho de final dos 1990s, “Reluctant Swimmer” uma viagem infinita da exploração do som da guitarra até ao formato pop (por via de versões de canções de Van Dyke Parks e Fred Neil). Chegamos a “Tropical Gothic” e não há outra forma de ver a sua música senão como folk. Electrónica de lado, field recordings também, o que acontece em “Tropical Gothic” é uma interpretação única de Mike Cooper de como a sua guitarra descobre os sons locais e os reinventa à sua maneira. O folclore vem com a sua própria forma, mas é de folclore / folk que se trata. Música carregada de imagens, momentos, “Tropical Gothic” é um bilhete para uma viagem entre a contemplação, tradição, o terror, o medo (isto não quer dizer que assuste) e a descoberta (quando “Running Nakes” começa a tocar é só sorrisos, caramba!). São os trópicos sem os clichés, o fascínio sem filtros. Isto aos setentas e muitos é obra. Essencial e revelador de um génio que, se se desconhece, urge descobrir. Tudo é raro e transparente no universo de Mike Cooper. Sentimo-nos abençoados pela sua música. Inacreditável como ainda faz música tão jovem, oportuna, original. Só o seu génio se repete.


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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

LONNIE HOLLEY Mith CD / 2LP

€ 14,95 CD Jagjaguwar

€ 31,95 2LP (vinil colorido) Jagjaguwar

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Foi como um furacão que em 2012 e 2013 recebemos a música de Lonnie Holley, na altura já com mais de sessenta anos, e que de rompante editou dois álbuns maravilhosos, “Just Before Music” e “Keeping A Record Of It”. Cinco anos depois, agora com 68 anos, reaparece com novo álbum, o primeiro na Jagjaguwar, continuando a realidade única da sua música, imparável com as palavras e na sua maneira de cantar e compor. “Mith” começa com “I’m A Suspect” e desde cedo entra a toada de todo este álbum, com a repetição de “I’m A Suspect In America”. As palavras de Lonnie Holley nunca tiveram tanto peso como aqui e desenvolvem-se como poemas de raiva encadeados em melodias únicas. O auge acontece nos dezoito minutos de “I Snuck Off The Slave Ship”, pela duração, sim, mas também porque o peso da forma da música – e é mesmo “forma” – de Lonnie Holley se dispõe a estas mini-narrativas, em que tudo se consolida com uma força e violência raras. “Mith” recupera a originalidade dos dois primeiros discos, a pujança criativa de um dos poucos espíritos livres da música actual. Não há ingenuidade ou inocência na música de Lonnie Holley; é uma força da natureza e temos que o aceitar como tal. O mundo só o descobriu aos sessenta anos, o mundo precisava dele. Ao terceiro disco a sua música continua essencial, urgente, refrescante.


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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

NICOLAS JAAR Pomegranates 2LP

€ 24,95 2LP Mana / Other People

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Editado originalmente em 2015, apenas em formato digital, “Pomegranates” é um duplo álbum de Nicolas Jaar quase tudo influenciado pela experiência de ver “A Cor Da Romã”, o magnífico filme-poema do arménio Sergei Parajanov. A distância de “Space Is Only Noise” e a proximidade com o seu último LP, “Sirens”, definem “Pomegranates” como um elo perdido, um ponto de ligação entre a estrutura mais aberta do primeiro com a abstração e a paixão pela electrónica mais livre do segundo. Ao todo são vinte temas em que Nicolas Jaar desenvolve uma linguagem mais íntima, por vezes até saturando essa intimidade e criando uma conexão limite com o filme: não há cor, acção, por isso tudo isso acontece com o desenrolar e vontade dos sons. De certa forma, há uma simiplicidade-limite em “Pomegranates”, uma paixão pela experimentação na abstração e a vontade de criar ritmos que façam soar: mesmo que o lado mais dança, ou comercial, de Jaar seja esquelético. Quando a abordagem é mais minimal, sente-se ainda mais isso. “Pomegranates” é uma biografia da carreira de Jaar até agora, com uma narrativa fabulosa e um encadeamento fabuloso. Temos alguns exemplares da primeira prensagem, já esgotada na fonte.


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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

LOW Double Negative CD / LP

€ 14,50 CD Sub Pop

€ 19,95 LP (vinil colorido) Sub Pop

Ao longo de anos – apesar de se poder falar em “décadas”, é difícil haver à-vontade para tratar os Low assim – a música dos Low foi feita de gentis construções para chegar a um fim. A palavra-chave aqui é construção, havia toda uma ideia poética de caminho, de uma travessia que, por mais dolorosa – ou triste – que fosse, seguia uma narrativa. Nos dois últimos álbuns, “Ones And Sixes” (2015) e este “Double Negative”, parecem negar tudo o que existiu. A música dos Low regrediu
– isto é um elogio. Se nos primeiros álbuns existia uma sensação de esqueleto bem constituído por guitarra-baixo-bateria, e um dos
melhores elogios que se podia fazer aos Low de então era de que como a sua música apesar de soar a um esqueleto, pelo minimalista, era vestida de belas metáforas. No fundo, as palavras eram as roupas das suas canções. Há diversos álbuns em que os Low se concentram no som, apenas no som (até nos anos 90, com “The Curtain Hits The Cast”), mas nenhum é tão relevante como este “Double Negative”: no fundo, eles querem que o ouvinte se abstraia das canções, dos Low, e procure um caminho nas densas massas de som que criaram. É um álbum fascinante para nos perdermos. Para nos perdermos da noção de canções, de faixas, de entrar a fundo na ideia de uma peça longa do início ao fim. É um disco de portas a bater, constantemente a abrirem-se e a fechar, ausente da ansiedade de outros momentos dos Low: talvez com um vazio mais final. É difícil de esperar – nós sabemos – que a atenção ainda esteja focada em bandas como os Low, em 2018. Mas com discos tão bons como estes é crime passarem despercebidos. Arrebatador.

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Sexta-feira, 16 Março, 2018

PEDRINHO Aleluia LP

€ 20,50 LP (2018 reissue) Mar & Sol

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A música de Pedrinho está listada nas duas compilações que, recentemente, mostraram Cabo Verde ao Mundo: “Space Echo” e “Synthesize The Soul”. desde logo, o seu nome fica fundamental. A espécie de funaná psicadélico em “Ei Se Vous Dancé”, com o wah-wah da guitarra a tornar o groove ainda mais matador, abre este álbum de forma exuberante e celebratória, mas reparem como os sopros instalam uma certa melancolia por cima da festa. Gravado em Lisboa, como acontecia com muitos músicos africanos que vinham para Portugal procurar vida melhor, “Aleluia” afina a tradição das ilhas para uma certa modernidade sem que isso corrompa de forma alguma o coração puro da música. Vida de trabalho, vontade de romance, palavras saídas da experiência e um álbum que termina com a própria faixa “Aleluia” num êxtase invulgar de guitarra que abre para o cântico “Aleluia! Viva África independente. Aleluia!” E a óbvia correspondência entre as palavras Aleluia e Alegria vai encerrando este disco com um sorriso universal. Bonito, este primeiro da Mar & Sol, o pessoal que, a partir de Lisboa, faz também a Ostra Discos.

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