Quinta-feira, 13 Dezembro, 2018

TODD BARTON Multum In Parvo CD

€ 11,50 CD Blue Tapes

A partir de equipamento Epoch Modular e Buchla, Todd Barton exercita não apenas um fetiche mas, sobretudo, uma vontade exploratória. O seu interesse por sintetizadores foi um passo lógico em relação à composição para instrumentos acústicos: os sintetizadores permitem construir, aceder a sons nos interstícios da habitual escala musical. A meio da década de 80, Barton ocupou-se em concretizar sons que ilustrassem o livro “Always Coming Home”, de Ursula K. Le Guin, no qual é imaginada a vida dos Kesh, herdeiros de uma Terra muito distante. O resultado pôde ser escutado em “Music And Poetry Of The Kesh”, mas em “Multum In Parvo”, nova composição partindo da premissa do “desconhecido”, Barton quase produz energia a partir do nada, desenhando progressivamente um percurso improvisado com a duração de 50 minutos, em devoção (“deep gratitude”) aos criadores dos sistemas que lhe permitem interagir de forma tão íntima com as máquinas: Don Buchla e Rob Hordjik. Viagem impressionante por uma paisagem só aparentemente desoladora.

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Quinta-feira, 13 Dezembro, 2018

PRECIOUS In Motion (Definition Of A Track) 12″

€ 7,00 12″ BCM Records (12272)

Exemplares originais da prensagem alemã de 1989 / Original 1989 German pressing. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
In Motion (Definition Of A Track) (From Back To Basics)
In Motion (Definition Of A Rap)
In Motion (Dub Dub) (Rob Hanning Mix)

Falamos de um clássico house. Prensagem alemã com as mesmas 6 versões que a edição original norte-americana, para este corte hip house não melhor que a média. MAS as versões instrumentais são MOVERS. Em especial From Back To Basics, com Cassio Ware, Derek Jenkins e Dwayne Richardson na produção, praticamente resume tudo o que é essencial em house: linha de baixo rolante, super carismática, batida e jogo percussivo seguro e bastante incrível. A melodia revela-se na linha de baixo, a tarola dispensa as palmas, tudo junto manda um bounce impressionante, mostrando logo em 1989 esta arte do músculo na contenção. Yey!

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Quinta-feira, 13 Dezembro, 2018

THE WIRE #419 (January 2019) REVISTA

€ 6,95 REVISTA The Wire

Aquele momento do ano em que recolhemos para uma certa intimidade com a edição “Rewind” da Wire. Não é de todo a mesma coisa do que apanhar online todas aquelas listas nos sites habituais. Para além das listas e considerações pessoais de artistas e colaboradores sobre o ano de 2018, este é também um número normal que garante mais uma tonelada de críticas a material recente e apresenta as rubricas habituais. Assim, a cidade em foco é Brasília; Invisible Jukebox com Meg Baird e Mary Lattimore; a editora Discus é foco na secção de críticas; festivais portugueses (Out.Fest e Semibreve) são foco na secção de comentário de eventos; nomes novos nas páginas iniciais: Kepla & de Forrest Brown Jr, Still House Plants, Jasmine Guffond, Big Joanie. Investimento em riqueza musical acessível a quem seja curioso. Como bónus, aparecemos indirectamente numa das listas de melhores do ano. Podem passar uma vida inteira sem descobrir :)


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Quinta-feira, 3 Maio, 2018

MR FINGERS Cerebral Hemisphere 2CD / 3LP

€ 15,95 2CD Alleviated

€ 25,50 3LP Alleviated

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Larry Heard tem atravessado os anos com produção apesar de tudo regular, embora não abundante. Em nome próprio ou como Mr. Fingers, com os Fingers Inc, Gherkin Jerks, ele marcou os primeiros anos de house com absoluta relevância (basta nomear “Can You Feel It”). A sua produção era mais despida com Gherkin Jerks mas, em geral, bastante rica em arranjos e melodia, incorporando as heranças jazz e soul que a house também reclamava como peças fundadoras do género. Os álbuns na Black Market, Distance ou Track Mode, por exemplo, já indicavam um mapa deep house distante do jack de Chicago. Larry Heard não estava a trabalhar exclusivamente para a pista de dança mas, à semelhança de Lil Louis, por exemplo, assumia o formato de álbum como plataforma de expressão mais completa e, até, mais íntima. “Cerebral Hemisphere” pode corresponder ao que Elbee Bad apelidou de “New Age House”. Tudo se suspende pelo ar, em tons suaves, e a visão deturpada da grande cidade enquadrada por um anel de arco-íris, como se vê na capa, é talvez o outro lado do espelho – cinzento, frio, em desconstrução. O título parece aludir à interpretação pessoal das suas viagens, passando por São Paulo e com “A Day In Portugal”, chegando ao Espaço que já percorreu anteriormente. Até as faixas ácidas como “Outer Acid” e “Inner Acid” transportam uma sensação crepuscular de paz, deslocando quem ouve para um acolhimento confortável. Álbum longo e através do qual conseguimos ver muito longe, também.

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