Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

ROMPERAYO Que Jue? LP

€ 16,50 LP Souk / Discrepant

Segundo capítulo de uma nova sublabel da Discrepant, a Souk, dedicada a beats, com os mesmos fundamentos que se assumem na filosofia da editora mãe: não há razões para se criarem fronteiras. “Que Jue” encontra Romperayo (Pedro Ojeda) a viajar por técnicas clássicas de cumbia e a dopar a manipulação do som com frenéticos impulsos de bateria, esquizofrenia psicadélica e magnetismo suado. Os temas de “Que Jue” são viciados em padrões repetitivos, em manobras astutas de convencer que há um infinito número de beats, de variações, em cada segundo. Quando os ritmos mudam a meio dos temas, é quando Romperayo expressa todo o seu império de sons. “Que Jue” é louco e nuclear, uma bomba prestes a explodir, sem exotismos, sem global beats, só suor, fantasia, ácidos e os Jefferson Airplane tropicando.

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Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

LAURIE SPIEGEL Unseen Worlds CD / 2LP

€ 16,95 CD (2019 reissue) Unseen Worlds

€ 41,95 2LP (2019 reissue) Unseen Worlds

Foram precisos onze anos para que Laurie Spiegel encontrasse uma nova razão para editar. Foram precisos quase três décadas para que este “Unseen Worlds”, originalmente editado em 1991, ficasse novamente disponível. Se em “The Expanding Universe” vence uma noção de sons automatizados por uma certa formatação de música clássica, “Unseen Worlds” cria um interessante paralelismo sobre como essa música evolui quando ganha contornos de inteligência artificial, quando desmitifica a ideia de espaço ou universo e navega para o desconhecido. Se “The Expanding Universe” era uma espécie de Júlio Verne da música electrónica, “Unseen Worlds” é Arthur C. Clarke (e talvez depois Stanley Kubrick), onde o monólito é substituído pelos efeitos alucinogénios dos instrumentos sintetizados. Parece Vangelis com uma capa rock, mimetizando os Sonic Youth à procura do outro lado do espelho. Durante anos foi dificílimo conseguir uma cópia de “Unseen Worlds”. O desconhecido torna-se conhecido, e estão todos convidados para entrarem no maravilhoso mundo de Laurie Spiegel. Mágico, fantasista, surreal, imprevisível e jamais visto (ou ouvido). Que maravilha.

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Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

LAURIE SPIEGEL The Expanding Universe 2CD / 3LP

€ 20,95 2CD (2018 reissue) Unseen Worlds

€ 56,95 3LP (2019 reissue) Unseen Worlds

Reeditado pela primeira em 2012, “The Expanding Universe” ressurgiu no mercado num momento chave para a redescoberta de uma certa electrónica, por um lado, e por uma electrónica com mulheres no comando. Originalmente editado em 1980, “The Expanding Universe” é o universo da BBC Radiophonic Workshop reimaginado com a sensibilidade da música clássica. Ou seja, Laurie Spiegel começou por criar música – já em 1980 – que se afirmava distante do espectro – ou estigma – da library music. Spiegel deu uns passos à frente na sua teoria, na sua composição. O mais estranho é que tenha passado tanto tempo para que o universo de Spiegel tenha chegado à pop, ou à electrónica pop, primeiro quando Oneohtrix Point Never deixou de ser tão abstracto (precisamente antes de voltar a ser, novamente, abstracto), segundo com o surgimento de Kaitlyn Aurelia Smith e o seu enamoramento pelas lições de Spiegel neste “The Expanding Universe”. Num universo em constante expansão – o das reedições – seria injusto que esta obra-maior de Laurie Spiegel ficasse estagnada por se encontrar esgotada e a preços proibitivos. A sua reedição, mais de seis anos depois, parece ainda mais oportuna. “The Expanding Universe” soa agora a um subconsciente da música electrónica. O passado em constante expansão.

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Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

RATTLE SEQUENCE CD / LP

€ 11,95 CD Upset The Rhythm

€ 16,50 LP Upset The Rhythm

OUVIR / LISTEN:
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O álbum despista inicialmente com os dois primeiros temas a chamarem-se “DJ” e “Disco”. No entanto, rapidamente se entende a ligação entre a repetição e o toque de cotovelo a chamar a atenção para a pista de dança. “Sequence”, o segundo álbum de Katharine Eira Brown e Theresa Wrigley, ambas em bateria, celebra o transe da repetição, a elevação do espírito através do ritmo e tudo acontece, especialmente quando as vozes entram, como se o tempo trouxesse até agora a cristalização do melhor das Slits e Maximum Joy ou Pulsallama. Felicidade comunicada através da repetição, sim, mas também sentida na liberdade do espaço entre as batidas e na qualidade abstracta das vozes. O esqueleto do rock em acção neste registo que vai buscar a sua força motriz original: o ritmo.

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Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

ELLEN FULLMAN & OKKYUNG LEE The Air Around Her

€ 13,50 CD 1703 Skivbolaget

€ 17,95 LP 1703 Skivbolaget

Numa viagem, viaja-se. Os universos de Ellen Fullman e Okkyung Lee já são cativantes a solo, juntos concebem música ágil, num constante jogo de sombras. Há uma luta? Ellen Fullman espalha o seu instrumento de cordas, de 26 metros de extensão, ao longo do Kronobageriet em Estocolmo; Okkyung Lee oferece uma espécie de lado negro a tudo o que acontece, uma oposição que procura o confronto e nesse confronto, uma harmonia. Gravado ao vivo na primeira edição do Festival For Other Music (organizado por John Chantler, outrora programador do Cafe Oto, também responsável pela editora deste “The Air Around Her”), Fullman e Lee criam música de interior, com a realeza da acústica e o êxtase que o espaço – e a procura do som no espaço – proporcionam. É música que solta, é gigante. Ser editada é um luxo, um privilégio. É bom voar assim, no ar, ao lado de Fullman e Lee, sem ruído e atrito.

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Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

GUTTERSNIPE My Mother The Vent LP

€ 16,50 LP Upset The Rhythm

Visível em muitas listas do ano passado, “My Mother The Vent” é um reencontro de nostalgia entre os Naked Lunch, Wolf Eyes e os Black Dice. No fundo, uma assimilação natural da história, o confronto épico das coisas a repetirem-se, o noise de revirar as tripas a encontrar uma nova razão para existir. Esse encontro consagra-se pela segunda vez no século XXI com o álbum de estreia de Guttersnipe. “My Mother The Vent” ausenta-se da comunicação, a expressão é gutural, feita de mecânicas repetitivas e anacrónicas dos instrumentos, de palavras imperceptíveis que se querem esgotar como sons: não vale a pena procurar palavras, elas não existem. E se existem, nós não as conhecemos e, de certeza, que Guttersnipe também não. É rock a reencontrar-se com o nojo, a prestar vassalagem ao nojo e a dizer que há um pouco de vida após os Throbbing Gristle: isto é, assumir o novo industrial com veia mais rock, desligada da máquina, do aborrecimento, entregue ao acontecimento do real e da aleatoriedade sonora. Guttersnipe é isso, força, força de vontade, de expressão, violência que procura a luz. Há algo de velho, de desajustado com 2018 (quando o disco foi lançado) que torna Guttersnipe incrivelmente pertinente. A música que esperamos não é a música que esperamos, é aquela que nos acorda para a vida. E que nos deita ao chão. Que o rock seja sempre assim, que não esteja borrado de medo e que nos faça borrar as calças.

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Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

CHRIS CARTER Miscellany CAIXA 4CD

€ 44,95 CAIXA 4CD Mute

OUVIR / LISTEN:
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Com excepção do CD com gravações da década de 70, todo o material dos restantes três álbuns é posterior ao primeiro período de Throbbing Gristle e existe paralelamente à colaboração duradoura de Chris Carter com Cosey Fanni Tutti. “Mondo Beat” (1985) é o mais nervoso de todos, típico meio terreno entre industrial mais processado, rítmico, EBM-ish, e uma interpretação de cósmico na maravilhosa “Moonlight”, em que quase se percebe uma guitarra Cocteau Twins / indie esotérico. Salto de 13 anos para o álbum seguinte, “Disobedient” (1998). Enquadramento totalmente diferente neste flirt com techno e beats soltos próprios dos anos 1990, integrados com passagens ambientais sombrias. Restos de industrial em “Lixiez”, “Chakutut” e “Versix”, mas nada que regresse ao passado. Surpreendentemente consequente para a época. O terceiro álbum, “Small Moon” (1999), termina a década com total empenho na cultura electrónica que a definiu. De novo, disco robusto, nada derivativo de glórias passadas, capitaliza com a profundidade de campo de Carter, que adapta sem receio (e sem mácula) a sua linguagem aos tempos. Recuando substancialmente, o quarto CD mostra 13 composições gravadas entre 1973 e 1977, constituindo o corpo mais apelativo para quem não abdica de “20 Jazz Funk Greats” (TG), “Heartbeat” ou “Trance” (ambos de Chris & Cosey). Ícone de polegar para cima repetido 4x.

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Quarta-feira, 28 Novembro, 2018

MICHAEL DIAMOND / ADAM HOROVITZ Beastie Boys Book LIVRO

€ 32,50 LIVRO Faber & Faber

hard cover, 592 páginas, 17 x 25cm.

Vida, obra e besteiras dos Beastie Boys, contadas por Mike D e Ad Rock, infelizmente sem Adam Yauch / MCA, falecido em 2012. O primeiro capítulo é-lhe justamente dedicado, nas palavras de Adam Horowitz (Ad Rock). Yauch era um motivador e levava toda a gente consigo para o topo do Empire State Building, por assim dizer. De resto, Beastie Boys tornaram-se subitamente gigantes e as duas aparições no mítico programa de TVC “Soul Train” são tidas como reflexo do estrelato e enorme trunfo para gabar junto de toda a gente que nunca tinha estado no “Soul Train”. O livro é escrito em turnos (por vezes em conjunto) entre Horowitz e Michael Diamond (Mike D), percorrendo os óbvios altos e baixos de uma longa carreira, os momentos definidores, as mudanças de perspectiva, ETC. Ricamente ilustrado, “Beastie Boys Book” suga-nos para uma vivência pop meio delirante para comuns mortais como nós. Agora vamos continuar a ler


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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

AUTECHRE Incunabula 2LP

€ 28,50 2LP (2016 repress) Warp

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM:
Incunabula

O próprio título alude a qualquer coisa ancestral, um registo de modos e maneiras que deixaram de ser praticados. E, na verdade, Autechre começaram e encerraram em “Incunabula” uma perspectiva mais melódica do seu estilo. Álbum fundador de muita música posterior, completo, icónico (os primeiros sons de “Kalpol Introl”, na abertura, têm de figurar numa lista de intros mais reconhecíveis de sempre). O modo como entrega a sequência a “Bike” marca também o início de uma verdadeira canção IDM, um momento pop de delicadeza crua. “Autriche” e “Windwind” destacam-se também pela superior manobra por recantos da “electrónica fria”, exibem caixas-de-ritmos como motor de grooves que não ouvimos em mais lado nenhum, nem antes nem depois de “Incunabula” em 1993. Algures na desconcertante desconstrução visual da capa, de toda a embalagem da Designers Republic, a frase “Pleasure Is our Business”.

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Sexta-feira, 28 Agosto, 2009

DAVID SYLVIAN When Poets Dreamed Of Angels DVD

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€ 24,95 DVD Woodstock Tapes

“Blemish”, um dos melhores discos da sua carreira, um dos melhores discos desta década, um favorito a clássico de todos os tempos por quem gosta muito de Sylvian. “Fire In The Forest”, para além de ser uma das canções de “Blemish” (o tal tema que teve a música feita a meias com Fennesz), também foi o nome com que o músico inglês baptizou a sua digressão que em 2004 percorreu meio mundo. “When Poets Dreamed Of Angels” regista em DVD um desses concertos, ocorrido em Tóquio, no Hitomi Memory Hall da Showa University, a 24 de Abril. David Sylvian viajou nesse ano com Steve Jansen (teclados e percussão) e Masakatsu Takagi (projecções) e juntos passearam por “Blemish” e por algumas das canções mais, digamos, acústicas do repertório – de “Secrets Of The Beehive” a “Bees On The Cake”, passando por “The First Day” e um inédito – “Blue Skinned Gods” que nos escapa ao radar Sylvian. Música sublime – nunca tem soado a menos que isso – e uma gravação simples mas eficaz e profissional – feita pelos senhores da alta-definição da japonesa NHK. Sim, a edição não é oficial, mas também é verdade que Sylvian faltou ao seu concerto em Lisboa há uns anos. Não percam!

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1. Blemish 2. The Good Son 3. The Only Daughter 4. The Heart Knows better 5. She Is Not 6. Late Night Shopping 7. Fire In The Forest 8. When Poets Dreamed Of Angels 9. Cries And Whispers 10. Blue Skinned Gods 11.Praise 12. Maria 13. Wasn’t I Joe? 14. World Citizen 15. Jean The Birdman

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