Quinta-feira, 21 Fevereiro, 2019

V/A Antologia De Música Atípica Portuguesa Vol. 2: Regiões LP

€ 16,50 LP Discrepant

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A Discrepant descobriu uma forma exemplar de fazer o português – e não só – olhar para a música portuguesa contemporânea. Cola-se a palavra “Antologia”. Cola-se a palavra “Antologia” como um truque, um engano, uma virtude do arquivo e da prospecção de olhar para o passado como uma coisa válida. O presente não é antológico. Ou será? É nas “Antologia De Música Atípica Portuguesa”. O “atípica” é o que nos leva ao engano, ou, neste caso, à verdade. O “atípica” remete para o truque, desmascara a “antologia”, dá-nos o presente. Um presente composto por Síria (Diana Combo), Random Gods, Ondness, Filho da Mãe, Live Low, Banha da Cobra, Fantasma, Gonzo e Luís Antero. Nomes conhecidos, nomes desconhecidos, nomes que compõem um mapa da música contemporânea portuguesa, que se dispõem à electrónica, ao field recording, ao contacto com a tradição. É uma típica colecção, uma forma de julgar a própria música, a própria sociedade. Uma forma, também, de colocar esta música noutro patamar: que se vê a ser portuguesa, mas que também se vê a ser tudo o mais. E talvez, por isso, até o “Portuguesa” pudesse ser uma falsidade. Música do mundo, para o mundo, entre valsas que dançam com The Caretaker (“Por Riba”, Síria) ou “Malta Inquieta” (Ondness) que funde o jazz e a electrónica como só esperamos ver nos catálogos lá de fora. Mas hey, é cá dentro. Atípico é tropeçar nisto e não ficar encantado. Deleite

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 21 Fevereiro, 2019

NOCTURNAL EMISSIONS Spiritflesh LP

€ 21,50 LP (2019 reissue) Mannequin

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Quase a coincidir com o trigésimo aniversário da edição original (1988), “Spiritflesh” traz de novo para reflexão o espanto de um disco com três décadas ser importante no tempo presente. Vibração ritual poderosa em todo o álbum, com equilíbrio entre manobras de percussão clássicas da selva industrial e drone atmosférico pleno de arcos narrativos. Rocha basilar próxima da música concreta e da arte dos “found sounds”, basta ouvir uma faixa como “Ape Chime” para nos convencermos do rombo que “Spiritflesh” deixa no edifício moderno. Mental e nocturno (sem dúvida).


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Quinta-feira, 21 Fevereiro, 2019

KOLORIT Workshop XXI 2LP

€ 22,50 2LP Workshop

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Kassem Mosse e Lowtec trabalham, aqui, numa zona de confluência bem rica: techno analógico, África e jazz, sobretudo. O circuito que observamos parece sustentar-se a si próprio, com todos os sons a encontrar caminho e direcção quase de forma autónoma. Álbum bonito de sabor “live”, evoluindo com elegância com recurso a dicas de várias décadas, arriscado no timbre dos sons mas nunca procurando a alienação de quem escuta. Inclusivo, de uma forma desviada e que, apesar de tudo, pede disponibilidade ao ouvinte. Talvez um dos grandes discos neutros de que nunca falámos em 2018.


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Quinta-feira, 21 Fevereiro, 2019

DRESVN 3 Trax 12″ Acido

€ 11,50 12″ Acido

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Ferramentas de percussão com lugar em sets exploratórios e numa sentada em casa à procura da hipnose. Dynamo Dreesen e SVN na força conjunta para mais uma edição Acido, editora elusiva que mantém perfil discreto no circuito house, vagueando entre o esoterismo e a pista. “3 Trax” parece ir directo para as bolsas dos amantes dedicados, isso já sabemos, mas encerra em si o potencial para virar outras cabeças. House, quebras dentro do tempo, atmosferas de baixa resolução, missão semi-secreta em curso.


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Quinta-feira, 21 Fevereiro, 2019

EDEN AHBEZ Eden’s Island LP Fântome Phonographique

€ 21,50 LP (2018 reissue) Fântome Phonographique

O que Eden Ahbez terá dito, certa vez, a um polícia – “I look crazy but I’m not. And the funny thing is that other people don’t look crazy but they are.” – serve para relembrar a antiga questão das aparências e do julgamento que a partir delas fazemos. Incontornável. Quando “Eden’s Island” foi originalmente editado em 1960, Eden Ahbez era bem mais do que ninguém. Entregou a canção “Nature Boy” a Nat ‘King’ Cole, que a celebrizou numa das muitas subsequentes interpretações da canção (tracem o historial de “Nature Boy” online, chega pelo menos a Michael Stipe em 2016). Comparado, por vezes, a Moondog (a óbvia conexão freak de rua), Eden Ahbez conseguiu, ainda assim, outro reconhecimento, embora criativamente, em nome próprio, não tenha deixado quase nada editado para além deste álbum. “Eden’s Island” manifesta a devoção pela Natureza, por parte de alguém de quem se escreve que, ao fixar-se em L.A., acampou por baixo do primeiro L da palavra Hollywood. O som evoca a Exotica de Martin Denny mas com uma agenda hippie bem marcada. Algumas canções incríveis, sustentadas por bongo e flauta, transportam o ouvinte para zonas idealizadas de tranquilidade e comunhão. Lindo.

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Segunda-feira, 18 Fevereiro, 2019

ILL CONSIDERED Live At Total Refreshment Centre LP

€ 18,50 LP Ill Considered

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Gravado há menos de um ano, em Londres, “Live At Total Refreshment Center” é um álbum ao vivo e um best of dos Ill Considered. Se por um lado falta a subtileza/coerência que é constituída no alinhamento e no espírito dos álbuns numerados, por outro há uma liberdade e um groove mais pesado do que aquele que se encontra em estúdio. Há clássicos aqui, logo a abrir, “Djinn” ou “Long Way Home”, temas que se conhecem de outros trabalhos em estúdio ou ao vivo dos Ill Considered. O que fica em ouvir – ou reouvir – os Ill Considered ao vivo é a necessária urgência de que a música que estão a fazer tem um poder e qualidades únicas para o jazz actual. Mesmo que se meta no embrulho de “novo jazz britânico”, o que fazem vem de outra escola que faz desaparecer qualquer estigma com modas. Andam só por aqui, a fazer música incrível. “Live At Total Refreshment Center” é um óptimo disco para explodir com as colunas de casa. Além-jazz, além-rock.


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Segunda-feira, 18 Fevereiro, 2019

ILL CONSIDERED Ill Considered VI LP

€ 21,50 LP Ill Considered

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Segunda-feira, 18 Fevereiro, 2019

ILL CONSIDERED Ill Considered 3 LP

ESGOTADO LP Ill Considered

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Falemos de planos: não que vos interesse para alguma coisa, mas para perceberem a dimensão da coisa. Há duas semanas que falamos internamente sobre fazer uma mailing lust só com discos de Ill Considered. Recebemos stock de tudo o que os músicos têm disponível e queríamos partilhar muito do que fazem, num pack especial. Ainda não aconteceu. E não é hoje que vai acontecer. Não por falta de tempo, ficámos presos neste “III”. Aliás, foi este disco que nos despertou valentemente para a discografia imensa e intensa dos britânicos. Vêm com a leva do “novo jazz britânico”; são muito mais do que isso. Uma mailing lust dedicada a eles faria a coisa mais especial, sim, mas como é que é possível avançar para os outros (“VI”, “An Ill Considered Christmas”, “Live At Total Refreshment Centre” e o homónimo dos Wildflower – que foi o nosso primeiro grande mergulho neste universo) quando estamos constantemente presos em “III”? “III” é uma avenida de mil referências que nos seca num beco. A música expande mas fecha-nos numa bolha: mais nada parece importar. É subtil e explosiva, recorre a trajectos comuns do jazz, a variações que servem funcionalismos da electrónica, mas nunca é electrónica, nunca se serve a esse propósito: da mesma forma que é funk sem nunca o ser. Em “III” os Ill Considered fazem música que se lê como o mais belo livro. Para a posteridade. Depois contamos quando entrarmos a fundo nos restantes. Até lá, continuaremos a viver desta música viva.


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Segunda-feira, 18 Fevereiro, 2019

MONTANHAS AZUIS A Ilha De Plástico CD Revolve

€ 10,95 CD Revolve

Na música – e noutras situações – tende-se a considerar que quando há um ajuntamento de cabeças com trabalho já conhecido de que o acontecimento passa pela reunião de “um melhor de x mundos” ou “cada um traz o melhor de si”. Montanhas Azuis reúne Norberto Lobo, Bruno Pernadas e Marco Fraco e, a bem da verdade, vê-se pouco de cada um deles no conjunto. Claro que aqui se pode ir a outro lugar comum, “a soma de todas as partes”, “exploram os limites de cada um criando novos horizontes”, mas não é isso. Os lugares comuns não existem em Montanhas Azuis e isso começa logo pela tonalidade das montanhas. “Ilha de Plástico” realiza uma fantasia, as montanhas são azuis, são mágicas, uma sensação contínua de música de laboratório, onde o que acontece tem tanto de fulgor de library como de “inocência” de música infantil ou de um desenho em construção. É verdade que a música se vende melhor se se souber que por detrás dos Montanhas Azuis estão Norberto Lobo, Bruno Pernadas e Marco Franco, mas a música – essa – também pode existir sem se saber que eles aqui existem e que são apenas Montanha Azuis, que criaram um colorido mundo novo com piano, sintetizadores, guitarras e voz. Mas se queremos ir pelos músicos, então basta dizer: aos reis o seu reino. E neste caso é uma “Ilha de Plástico”, feita de Montanhas Azuis. Mágico, absorvente, com música onde tudo acontece, onde tudo esta por acontecer: Como crianças, num recreio, a fazer música como adultos, para todos.


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