Quinta-feira, 14 Março, 2019

MATMOS Plastic Anniversary CD / LP

€ 14,95 CD Thrill Jockey

€ 21,50 LP Thrill Jockey

Nova entrada conceptual no léxico da música moderna, com Matmos a reduzirem de novo a fonte sonora a um elemento: plástico. Todos os sons no álbum dele derivam e torna-se desnecessário reforçarmos a ideia da pertinência do assunto. Não apenas samples de sons produzidos com plástico mas também o uso de instrumentos de plástico, em “Plastic Anniversary”, e o resultado é quase sempre a estranha sensibilidade pop de Matmos. Implantes mamários, caixotes de lixo, flautas, tubos e múltiplos outros objectos juntaram-se à efeméride do 25º aniversário de Matmos como casal (Drew e Martin). Celebração pop com interesse pelo mundo: na contracapa, a fotografia de Chris Jordan revela o conteúdo (plástico) encontrado no estômago de um albatroz, algures no Oceano Pacífico. Tão longe, tão perto. Regressamos à edição de som, entre cartoon e barroco, citando-se a si próprios e aumentando o património de sampling conceptual junto com Matthew Herbert.

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Quinta-feira, 14 Março, 2019

HIFIKLUB E Lisboa CD

€ 9,95 CD Shhpuma

OUVIR / LISTEN:
Sigilo, Continuar Sem Fim


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Quinta-feira, 14 Março, 2019

CHUPAME EL DEDO No Te Metas Con Satan LP

€ 16,50 LP Souk

Metade Meridian Brothers (Eblis Alvarez), metade Romperayo (Pedro Ojeda), os Chupame El Dedo são uma composição interessante de banda quase-cartoon que criou a visão possível de uma espécie de metal tropical. O acontecimento vai além da descrição no papel da coisa e os colombianos consagram-se numa excelente mistura entre acid, folk e beats tropicais. São a relação multicolorida entre os Devo e os Residents se estes se tivessem casado numa igreja de satã: o que seria mais provável, porque nenhuma outra os aceitaria. A Souk – uma editora irmã da Discrepant – explora as margens dos chamados global beats, promovendo a ideia de que a música de dança se pode encontrar nos transes menos expectáveis. Este “No Te Metas Con Satan” é uma epifania. Festeja os ritmos celebratórios que a editora quer promover enquanto cria uma espécie de aventura surreal num qualquer desenho animado musical. A maior dificuldade de “No Te Metas Con Satan” passa por considerá-lo como um simples disco: é mais do que isso. É uma aventura gráfica misturada com uma droga multicolorida e uma qualquer febre de novela sul-americana. Uma constante festa, uma perversão estética com o melhor gosto e primor das perversões estéticas no mundo da pop. Tem uma das melhores canções do século, “Alexandra Candelaria”, um maravilhoso pecado auditivo que arruma na gaveta todos os devaneios do passado. É o que dá quando se brinca com satanás.

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Quinta-feira, 14 Março, 2019

SHED The Final Experiment CD / 2LP

€ 11,50 CD Monkeytown

€ 16,50 2LP Monkeytown

OUVIR / LISTEN:
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Um dos produtores mais singulares no crossover entre breaks e techno. Tem entrado e saído do radar praticamente desde o início do século, refugiado por entre as white labels da Hardwax mas também com a total visibilidade da família Ostgut Ton / Berghain. “The Final Experiment” indica no título a editora com o mesmo nome. Dez discos em cerca de cinco anos mas um programa de acção centrado nas margens da música de dança. Aí Shed lança um EP exemplificativo: “No Repress But Warehouse Find”. De volta ao álbum, grande construção rítmica por entre memórias rave, breaks e techno subterrâneo, enviando os corpos e mentes para aquela mesma época que temos revisitado com a série “Chronicles” de Luke Slater / The 7th Plain. Isso.


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Quinta-feira, 14 Março, 2019

IVAN ‘MAMÃO’ CONTI Poison Fruit CD / LP

€ 12,95 CD Far Out

€ 20,95 LP Far Out

Álbum psicadélico de samba Nova Escola, continuada experimentação do percussionista de Azymuth com ritmo e sua intersecção com a tecnologia do momento. O álbum salta da tradição para uma modernidade ainda nem bem identificada e a transição está toda resumida em “Que Legal”. Depois, “Poison Fruit”, a faixa, poderia ser Theo Parrish em topo de forma mas é Conti com produção associada de Thiago Maranhão (seu filho) e Dokta Venom. Entre o Brasil tropical e um estúdio de produção Library, “Tempestades” acrescenta ainda a força do jazz para animar música fogosa. “Ilha Da Luz” indica o que os ingleses andavam a fazer com o broken beat, no virar do século, influenciados pelo próprio Conti e o seu legado nos Azymuth. Completa-se aqui um certo círculo mas Ivan Conti, com mais de 70 anos de idade, deixa aberto caminho para mais acção.

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Quinta-feira, 14 Março, 2019

MARK STEWART + MAFFIA Learning To Cope With Cowardice / The Lost Tapes (Definitive Edition) 2CD / 2LP

€ 15,95 2CD (2019 reissue) Mute

€ 29,50 2LP (2019 reissue) Mute

OUVIR / LISTEN:
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1983. Mark Stewart sem Pop Group entra na On-U Sound para um álbum revolucionário. Com secção rítmica jamaicana (equipa de músicos com parte em Dub Syndicate e African Headcharge) e produção de Adrian Sherwood, inventou-se um híbrido solidamente ancorado em dub e reggae, com peso industrial, iconoclastia pós-punk e um sistema de batidas já em linha com o hip hop. Audição bastante desconcertante, num flow que exige atenção e dedicação, por entre batidas abafadas, vozes em dub, ecos e reverbs e palavras de ordem ditas como através de um megafone para uma multidão a precisar de revolução. Magnífica colagem de ambientes entrelaçada com mensagem política, resultante de horas no estúdio dos Crass em processo selvagem de edição de som. “The Lost Tapes” exibe algumas das faixas ainda em bruto e acrescenta material que não chegou ao álbum. Concepção radical, como outros projectos tocados pelo génio de Adrian Sherwood na época, mas aqui acrescentados da garra e abertura de Mark Stewart à causa da Libertação.

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Sexta-feira, 8 Março, 2019

ALEKSI PERALA Sunshine 3 2LP

€ 25,50 2LP Clone DUB

OUVIR / LISTEN:
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História bem consistente na editora Rephlex como Ovuca e Astrobotnia (1999-2002), mais tarde em nome próprio. Perala (Finlândia) explora todo o espaço disponível entre a música de dança e uma sensibilidade psych / cósmica que traçamos até aos Tangerine Dream nos 70s. Não é fácil mantermos juízo após cerca de 20 álbuns (físicos e digitais) só na presente década, mas “Sunshine 3″ toca no nervo certo com uma sensibilidade pós-Drexciya e uma identidade neutra que facilmente se perde no vasto mundo da música electrónica. O que acabámos de escrever soa pouco querido, mas só até se perceber a excitação particular que existe nessa neutralidade, na mensagem que passa de música anónima que quase se produz a si própria, retirada do contexto de uma marca autoral demasiado expressiva. MFF (machine funk forever).

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Sexta-feira, 8 Março, 2019

LEE GAMBLE In A Paraventral Scale MLP

€ 11,50 MLP Hyperdub

Salto de “Mnestic Pressure” em 2017 para “Paraventral Scale” na actualidade. Gamble continua a mapear o mundo moderno, entre a classe de música contemporânea / académica e a herança jungle que a Inglaterra não consegue esquecer. Nesse sentido, “Moscow” puxa o passado, enquanto “In The Wreck Room” empurra o futuro, apesar da referência bem alta aos anos de drill & bass supervisionados, de alguma forma, por Aphex Twin e Squarepusher. “Many Gods, Many Angels” pode aproximar Gamble das salas de concertos, mas “Chant” coloca-o em simulação de laboratório onde se adivinha alguma clássica actividade da editora Mego por volta do ano 2000. Glitch romântico.


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Sexta-feira, 14 Dezembro, 2018

EIKO ISHIBASHI The Dream My Bones Dream LP

€ 18,95 LP Drag City

Saudades da pop de Jim O’Rourke? Problema que só esperando se resolve, mas a sua participação na mistura de “The Dream My Bones Dream” relembra-nos o quão especial é a música de Jim. E se ainda não conhecemos Eiko Ishibashi – este é o seu sexto álbum a solo -, esta é uma boa desculpa para entrar. Entre. Numa altura em que se passa tanto tempo a descobrir passados da música japonesa, em que entrou na espiral de recolha sentimental, nada melhor do que olhar para o presente, para o que se faz, e ser abençoado por música que fará parte dos clássicos do futuro. “The Dream My Bones Dream” fascina enquanto escultura pop, uma delicada viagem entre o algodão doce nos intermédios de Scott Walker – as primeiras e segundas versões de Walker – e, adivinhou, a folk exótica-onírica-perversa de Jim O’Rourke. Algures há jazz, banda-sonoras de filmes italianos e um pedido de casamento. No fim do disco fica a ideia: ficamos a dever um mundo de sonhos a Ishibashi.

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Sexta-feira, 11 Agosto, 2017

AZYMUTH Fênix CD

€ 13,50 CD Far Out

“Fênix” indica sempre renascimento e, embora apenas tenham decorrido 6 anos desde a última gravação original de Azymuth, o renascimento pressupõe a afirmação de vitalidade após a enorme perda que significou a morte de José Roberto Bertrami, em 2012. As teclas estão, entretanto, entregues a Kiko Continentino (trabalhou com Djavan e Milton Nascimento, por exemplo), e o som do álbum é magnífico em conseguir, num estalar de dedos, ir buscar a mesma magia que o grupo espalhou nos 70s. Funk muito cósmico, tom de Brasil (aquele som de piano muito jazz), freakouts virtuosos, em que o abandono não está na exploração do desconhecido mas na navegação sem esforço do terreno já trilhado. Não pode nem deve significar cansaço de fórmulas porque, em tantos anos de carreira, Azymuth dominaram na íntegra o seu léxico, e o que escutamos hoje é uma espécie de versão mais perfeita de si próprios.

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Sexta-feira, 12 Fevereiro, 2010

IAN MACDONALD Revolution In The Head: The Beatles’ records and the sixties LIVRO

€ 6,50 LIVRO Vintage Books

Não será com certeza o livro definitivo sobre os Beatles nem é uma novidade. É simplesmente um óptimo livro sobre os quatro de Liverpool, analisando cada canção por eles gravada (originais e não só), incluindo detalhes técnicos como escalas, notação ou modelos de guitarras. Longe de ser uma mera enumeração de factos, o livro é um verdadeiro compêndio sobre o universo de interesses dos Beatles no contexto da época em que existiram como grupo, ou seja, praticamente toda a década de 60. Os tumultos de um período de viragens decisivas na sociedade e a produção cultural são integrados também numa cronologia – diriamos – desnecessariamente completa num livro dedicado aos Beatles. Ian MacDonald não dispensou igualmente a elaboração de um glossário com termos técnicos e extensa notação em todas as páginas do livro. Se vos desencoraja este excesso, dizemos que o sabor da leitura de “Revolution in The Head” é semelhante ao visionamento de um bom documentário. Mais de 500 páginas em paperback compõem esta segunda revisão de 2005 (a versão original do livro data de 1994), preparada pelo autor antes do seu falecimento em 2003. Ian MacDonald foi Editor Assistente do New Musical Express entre 1972-75, escreveu vários livros e foi compositor/produtor.


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