Quinta-feira, 21 Março, 2019

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time: Stage 6 2LP

€ 32,95 2LP History Always Favours The Winners

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Everywhere At The End Of Time: Stage 6

O que se faz quando se chega ao fim? Leyland Kirby, a propósito do anúncio do “Stage 6” de “Everywhere At The End Of Time” disse que não havia qualquer glória pessoal ou satisfação quando se chega ao fim das coisas. Olhar para o dia seguinte? O projecto seguinte? É uma opção. Se não existe glória no fim, existe no processo? Vamos assumir que sim. Foi algo que escrevemos praticamente desde o início, quando começámos a ouvir “Everywhere At The End Of Time”. Seis horas e meia de som que explora a forma a demência/memória se perde. É um ensaio de som, por assim dizer, agora que se chega ao fim entende-se que o projecto é também um caminho para descobrir o que fazer com a nostalgia e uma forma de debater o lugar da música presente em confronto com o passado. Mas ao longo do trajecto, Caretaker nunca esqueceu o lugar do ouvinte no meio disto tudo e tornou cada estágio num processo acessível, de fácil assimilação e que tornava a curiosidade, do antes e do depois, numa possibilidade. Se começámos no “haunted ballroom”, acabamos com uma definição de novo “ambient”. É a música que fica quando tudo se perde: é a lição que Caretaker nos quer deixar. É, também, a recompensa de quem fez estas horas todas com ele, que ouviu e reouviu os processos, decorou os sons para detectar as falhas na memória nos estágios seguintes. O fim é uma razão para celebrarmos Caretaker e uma das obras mais importantes destas década.


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Quinta-feira, 21 Março, 2019

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time: Stages 4-6 4CD

€ 30,95 4CD History Always Favours The Winners


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Quarta-feira, 26 Setembro, 2018

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time – Stage 5 2LP

€ 32,95 2LP HAFTW

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Everywhere At The End Of Time – Stage 5

É impossível perceber o que está a acontecer em “Everywhere At The End Of Time” sem entender o desenvolvimento deste projecto nas mãos de Leyland Kirby / Caretaker. Fazemos o que podemos aqui. A obra de arte não precisa de ser explicada, mas “Everywhere At The End Of Time” precisa de ser experienciado num todo para ser compreendido. Sim, coloca o ouvinte, principalmente o que chegou atrasado, numa situação complicada. Mas não impossível. Cada “Stage” tem as suas qualidades, mas no todo, na sequência, na forma como se vive a música, no compasso de espera entre cada álbum, é que está a real obra-prima. “Everywhere At The End Of Time” evolui para uma daquelas ideias que só existem uma vez nada vida de um artista; enquanto se mostra como uma das obras da electrónica contemporânea mais importantes. Por várias razões, mas vale a pena realçar duas: reinventa a possibilidade de se poder contar uma história/narrativa através do som e de como ele se constrói/desconstrói; só pode ser realmente apreciada se for ouvida, insistentemente, e perceber os seus pequenos deslizes, nuances. Exige muito do ouvinte? Claro. Caso contrário seria uma chatice. Só que essa exigência é recompensada, o ouvinte sente-se parte de “Everywhere At The End Of Time” e em nenhum momento se sente enganado: o que foi prometido é entregue e cada “Stage” supera as expectativas. Talvez por isso o corte entre o terceiro e o quarto tenha sido tão marcante, disfuncional e incomodativo; mas é também por isso que entre o primeiro e o terceiro há uma espécie de fascínio pelo que vai acontecendo por causa das pequenas nuances: os nossos ouvidos lidam bem com pequenas nuances, julgamo-nos inteligentes quando as percebemos. Mas chegamos ao quarto e, agora, ao quinto estágio, onde Kirby nos deixa ao abandono, entregues a resquícios das memórias dos primeiros três álbuns. No quarto ouvia-se um edifício – a memória da música passada – a desabar, no quinto é só poeira, uma tempestade de areia que arrasta as memórias, com violência e falta de misericórdia. Percebe-se, até aqui Kirby tinha sido piedoso, tinha jogado com o fascínio das pessoas pela sua música (especialmente enquanto The Caretaker, quarto de memórias e de melodias que encantam); aqui estende-nos para o silêncio que o ruido causa, para a ausência de melodias, de vida. Não há nada a desabar, ou a ser desconstruído, como no estágio anterior, aqui está tudo no chão, a ser levado, já destruído, a caminho do esquecimento. “Stage 5” é o grande dilúvio da música do secúlo XXI. Uma obra-prima dentro de uma obra-prima. 

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Sexta-feira, 13 Abril, 2018

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time: Stage 4 2LP

€ 32,95 2LP History Always Favours The Winners

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O que fazer quando se abandona toda a esperança? Talvez a pergunta seja mais directa feita da seguinte maneira: o que fazer quando já não se tem noção da esperança? A esplêndida saga que tem sido “Everywhere At The End Of Time” entra na fase em que se perde a lucidez. A clareza, as directrizes certas e formas que se iam diluindo nos “Stage 1-3” desaparecem por completo neste “Stage 4”. Um pouco de contexto para os iniciados: “Everywhere At The End Of Time” é um meticuloso trabalho sobre a demência através do som – é a forma que Caretaker/Leyland Kirby consegue comunicar -, onde cada estágio é uma aproximação do abismo. Ao quarto capítulo as peças tornaram-se mais longas, são só quatro ao todo, espalhadas por 2LP, processos longos de ligações e desconexões, saltos e regressos, paranóia em forma alucinogénia e psicadélica. Processos de desorientação sem qualquer refúgio. Se nos anteriores estágios existia o conforto de sons familiares que se regeneravam de estágio para estágio, aqui não há tapete, um mergulho na escuridão sem qualquer retorno. É o álbum mais difícil de Caretaker até à data, não vale a pena mentir. Difícil porque nos anteriores – desta série ou qualquer outro – a melancolia e a tristeza eram disfarçadas por doces melodias, suaves toques de nostalgia reconfortantes, uma espécie de ambient-burguês irresistível. Aqui o sublime existe mas perde a luminosidade, a jornada é de desorientação total sem mapa, às escuras, num processo contínuo de afogamento. Não há intermédios, pontes, um guia. Está tudo perdido. O que antes desvanecia, agora está absolutamente fragmentado. São as memórias, fragmentos de sons, que vivem neste “Stage 4” em constante destruição: e mais longas, porque o processo é moroso, doloroso, intenso. É o maior salto artístico de Caretaker – e, provavelmente, de Leyland Kirby – na carreira. Impiedoso.

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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time – Stage 3 LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

OUVIR / LISTEN:
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“Everywhere At The End Of Time” começou há um ano, projecto de seis discos em que cada um representa um estado diferente da memória / perda da memória. Leyland Kirby/The Caretaker continua a prometer ao ouvinte experiências e desafios difíceis de encontrar na música contemporânea. É exigente pedir a alguém para aguentar uma narrativa durante dois anos (os três próximos “Stage” serão editados no próximo ano) mas é o que Kirby tem feito (e não é a primeira vez que o faz). E quem está nesta viagem com ele só pode sentir-se gratificado. Há uma recompensa imensa neste “Stage 3”, quebra o enguiço das dúvidas que existiam nos dois passos anteriores: um “Stage 1” muito parecido com o The Caretaker do passado e um “Stage 2” onde as fundações iam desaparecendo, deixando a narrativa à nora. Os dois temas que abrem este capítulo tornam tão evidentes o que pretende com este trabalho que é quase de ir às lágrimas. Tanto “Back There Benjamin” e “And Heart Breaks” trabalham sons, emoções e tons presentes no percurso, mas Leyland Kirby evoca-os objectivamente no limite da dissipação da memória (e os mesmos sons, melodias, são uma constante ao longo do álbum). Os sons desintegram-se (e há um efeito de sedução com “The Disintegration Loops” de William Basinski) e sente-se algo a fugir das mãos, dos ouvidos. A dissipação, o nevoeiro sobre a memória torna-se visível, a distorção oferece as imagens que não existem e a música eleva-se a um estado monumental. É mesmo de ir às lágrimas.

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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time: Stages 1-3 3CD

€ 27,95 3CD History Always Favours The Winners

Ao longo do último ano alguns dos momentos mais entusiasmantes passaram pelas notícias do lançamento de um novo capítulo de “Everywhere At The End Of Time”. As razões são diversas, seja pelo carinho que temos por Leyland Kirby / The Caretaker, pelo fascínio que – quem trabalha nesta área – se ganha naturalmente pelo processo de ver/ouvir música/som a ser desconstruído, a paixão inerente por ver qualquer coisa a conquistar uma forma (e isto vai além da música) ou a simples percepção de ver história a acontecer e abraçar o maravilhoso do presente. A compilação que junta os primeiros três (de seis) “Stages” é um documento essencial da música contemporânea. A noção de meio-percurso é irrelevante, estes três capítulos revelam uma forma e matéria com um princípio, meio e fim. O trabalho sobre a memória humana que Leyland Kirby desenvolveu nesta primeira é uma coisa realizada, com cabeça, tempo, onde a obsessão demonstra uma exaustão que se manifesta no som. O meio-percurso só importa porque há ainda mais caminho a percorrer (que será desvendado ao longo do próximo ano), mas a divisão em seis LPs e em duas compilações em CD são pormenores essenciais para perceber e beber este “Everywhere At The End Of Time”. Há uma exigência de tempo, de audições, para entender bem o que se está aqui a passar. Beber os detalhes, usufruir dos “grandes sons” que Kirby trabalha e vê-los a atingir uma decadência ao longo do processo são fundamentais para entender a esquematização e a mensagem da obra. Sobrevivem como objectos separados, três álbuns, mas qualquer um deles só atinge a grande obra quando integrados no todo. O processo do artista passa para o ouvinte, quando este reconhece sons semelhantes em diferentes etapas completamente fustigados pela perda de memória. Ao longo da última década – e até antes – Leyland Kirby sempre mereceu a nossa atenção. Aos poucos percebemos que conquistámos a vossa. A sua editora chama-se “History Always Favours The Winners”, um gesto típico de Kirby, reconhecendo que nunca será um vencedor neste mundo. Mas os vencedores fazem-se também pelo juízo dos que estão de fora. A sua música é demasiado importante para ser ignorada no presente. É injusto a sua beleza ser chutada para um canto pela exigência que pede para ser absorvida. “Everywhere At The End Of Time” é relevantíssimo no presente e será ainda mais no futuro. E é magnífico experienciá-lo enquanto está a acontecer. E percebemos isso ao reler o que escrevemos sobre “Stage 1”, “Stage 2” e o “Stage 3”.

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Segunda-feira, 8 Maio, 2017

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time – Stage 2 LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

Segundo tomo de “Everywhere At The End Of The Time”, nova série de The Caretaker iniciada no ultimo trimestre do ano passado. Ao todo serão seis volumes em volta da memória e da perda dela. No segundo volume reforça-se uma ideia presente no primeiro (e que ganhou maior força nas audições dos últimos meses): há uma clara distanciação da ideia de música fantasmagórica do passado ou do “haunted ballroom”. Mesmo que esta memória, o trabalho dela, evoque o passado, há qualquer coisa de diferente aqui, uma espécie de desligar com as referências do passado e um encontro feliz com novos processos. Por isso, este “Stage 2” é a melhor coisa que fez desde “An Empty Bliss Beyond This World” (talvez o apogeu na construção do “haunted ballroom”). É mais aberto do que o primeiro volume e é uma expansão para outros universos. No primeiro, pode-se dizer agora, criou a ligação entre o velho Caretaker e o novo que trabalha esta série, foi o caminhar pela ponte para uma nova terra. “Stage 2” é esse novo território, mais aberto, expansivo, cria música que parece viver à distância, noutro planeta. “Misplaced In Time” é uma forma genuína de dizer adeus às salas com fantasmas: nas salas de Caretaker habitam agora pessoas com memórias. Sejam tristes, vagas ou esparsas, mas são coisas vivas, cheias de emoção. Antes a emoção parecia não existir – o que é um feito maravilhoso -, agora ela é um momento central na música de Caretaker. E é uma incógnita, por enquanto, saber para onde nos levará.

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Terça-feira, 15 Novembro, 2016

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

OUVIR / LISTEN:
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Há uns anos que temos tido a sorte de ter todos os lançamentos de Leyland Kirby nos seus diversos pseudónimos. Com essa questão do momento vêm também os constantes interregnos, longos períodos em que não ouvimos falar dele e, de repente, sem qualquer aviso, chegam notícias de que vêm uma série de discos seus. “Everywhere At The End Of Time” é esse tipo de novidade, o primeiro de uma série de seis discos, lançados ao longo dos próximos meses, que são o resultado de um trabalho que tem feito à volta da memória, da perda dela, da doença (Alzheimer), mesmo que isso não o afecte. É um tema que tem tudo a ver com Caretaker, os sons que cria enquanto tal são uma procura e uma exploração genuína da memória. Seja porque os sons remetem exactamente para um passado que inevitavelmente evoca o conceito de memória, mesmo que os sons digam pouco ou nada ao ouvinte. É o método que interessa, uma força criativa que consegue explorar esse sentimento e alojar-se no cérebro quando ouvimos a sua música. Já foi definido no passado como “haunted ballroom” e é uma definição que ainda serve este Caretaker, embora o ambiente tenha pouco de sombrio ou assombrado, porque a memória presente nesta primeira selecção de trabalhos desta nova enciclopédia Caretaker soa a um conjunto de valsas que parecem existir numa história paralela do mundo. E a forma como desencanta isto, como cria uma espécie de realidade/passado paralelo, é uma característica única de Caretaker. Ninguém faz isto como ele, ninguém cria música como ele. É um passado, ou memórias que só existem nos seus discos. E oferece-nos isto com uma bondade única. A sua música é uma dádiva para o mundo e passar ao lado do que anda a fazer é perder algo de muito bonito. E se não pegamos nas coisas bonitas, mesmo quando elas são um pouco tristes, ou evocativas de uma certa tristeza, ou melancolia, então não andamos a fazer nada por aqui. Oiçam “Chidishly Fresh Eyes” e depois venham falar connosco. E, fica a dica, como outros lançamentos, “Everywhere At The End Of Time” é muito limitado e já não temos muitas cópias. Não deixem para o fim do ano aquilo que só irão conseguir arranjar nos próximos dias.

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