Sexta-feira, 24 Julho, 2009

ANIMAL COLLECTIVE Summertime Clothes 12″

€ 8,50 12″ Domino

Dam Funk, LD, Zomby RMXS

Segundo single extraído de “Merriweather Post Pavilion” depois de “My Girls”, vem com aquela aura habitual de coleccionador, muito comum nos seus lançamentos em vinil. Não só porque são provavelmente a banda mais importante desta década (imaginem as coisas que ouvem agora que não ouviriam sem eles), mas também porque as remisturas geralmente reflectem os interesses e gostos da própria banda. Nesse aspecto, acabam por reflectir momentos diversos, servindo como uma espécie de guia para alguma música que entusiasma os membros de Animal Collective. A de Dam-Funk (muita atenção a este nome) é uma incrível adaptação quase balearica do tema, com um beat old-school a dar uma nova vida a tudo o que de incrível acontece por lá (“I want to walk around with you”, um dos refrões mais marcantes do álbum, aqui está completamente noutro lugar). Leon Day e Zomby afastam-se mais do original, não procuram uma ligação tão simples com o tema, tornando tudo praticamente irreconhecível, observado do ponto de vista privilegiado de quem se dedica, como estes dois produtores, a explorar as possibilidades do ritmo num contexto pós-pós-tudo (veja-se “Where Were U In ’92?” de Zomby).

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 24 Julho, 2009

V/A Marvellous Boy – Calypso From West Africa CD

€ 16,50 € 12,50 CD Honest Jon’s

Calor, satisfação, ritmo, trópico, África. África a Oeste a olhar para as Américas, calypso vindo das antigas colónias britânicas. Serra Leoa, Gana e Nigéria aqui representados, desde finais da década de 40 até meados da de 60. Mais uma descida aos arquivos da EMI pelas mãos e ouvidos da Honest Jon’s, mais uma compilação que nos faz sentir pequenos, ignorantes, ainda que dispostos a beber tudo aquilo desconhecido/inacessível/incrível que alguém se dá ao trabalho de recolher e escolher por nós. Aqui ouvimos cruzamentos estilísticos e sonoros facilitados (não nos interpretem mal) pelo sistema colonial, em que músicos e Música das colónias influenciavam sensibilidades não só na metrópole como em outras colónias, tal como o contrário. Instrumentos ocidentais utilizados por músicos africanos para gravar sons que remetem para as Índias Ocidentais. Música festiva, em muitos casos, “grupos de dança” existentes entre as duas guerras mundiais e cores e temperamentos cada vez mais necessários ao ouvido de hoje.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 24 Julho, 2009

SA-RA CREATIVE PARTNERS Nuclear Evolution: The Age Of Love 2CD

nuclear evolution

€ 19,95 2CD Ubiquity

Timbaland-Neptunes-Sa-Ra. Faz sentido? A produção R&B/Hip hop norte-americana esticou como nunca antes as fronteiras do aceitável na pop de massas. Não se pode dizer que Sa-Ra trabalhem num contexto mainstream, mas a sua vocação é essa, se considerarmos vários exemplos de beats estranhos por baixo de muitas vozes que chegam aos tops. No entanto, à partida, as múltiplas camadas de que se compõe o seu som requerem um nível de atenção mais detalhado do que o ouvinte médio está pronto a dar. Este primeiro álbum “a sério” desta equipa de produção vai buscar algum do espírito (e som) baseado em samples que floresceu nos anos 90 pós-acid jazz e, com isso, acabam também por reciclar e reinterpretar a rica história da pop americana contemporânea, trazendo-a para o presente em forma condensada mas nos seus termos. Enquanto disco pop, não é dos mais fáceis de assimilar, as citações raramente são directas, os arranjos são complexos e até a presença de Erykah Badu acontece num contexto em que o seu protagonismo é discreto. A estética parece falar mais alto e a personalidade criativa de Sa-Ra é o elemento que temos de reverenciar aqui.

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Sexta-feira, 24 Julho, 2009

V/A Dimitri From Paris presents Night Dubbin’ 3CD

€ 19,95 3CD BBE  ENCOMENDAR

Se o Fabric de Metro Area fez alguma coisa por vocês, no início deste ano, “Night Dubbin’” pode fazer regressar aquela magia que se sente em acção quando a música parece saída do Espaço. Aqui muito especialmente. A selecção é de Dimitri From Paris mas, nesta versão em CD, o maior carisma está na mistura do conjunto de temas entregue aos Idjut Boys (CD1). Ao seu modo clássico, colocam mais dub no dub, povoam o set com ecos e outros efeitos já de si abundantes na produção boogie dos anos 80 (a base para esta compilação). Quem conhece as suas misturas e mesmo os seus edits (oiçam o novo maxi na Noid, “Jammy Dodger”) sabe que uma das marcas de Idjut Boys é a manipulação livre da mesa de mistura não exactamente para aperfeiçoar as passagens de uma forma clínica (acertar os beats) mas para criar fantasias por cima dos originais, deslocá-los da mera experiência de ouvir música para dançar e fazê-los transcender a paleta sónica habitual. Energia estendida por três CDs numa edição mais cósmica do que a maioria da música a que hoje se dá esse nome.

CD1 mixed by The Idjut Boys
01. Aurra Such A Feeling (part 2) 02. Sandy Kerr “Thug Rock” (dub) 03.  Serious Intention You Don’t Know (Special remix) 04. Michael Wilson Groove It To Your Body (instrumental) 05. Lenny White My Turn To Love You (dub) 06. D TrainD Train” (dub) 07. Paul Simpson Connection Treat Me 08. WUF Ticket The Key” (dub) 09. Radiance You’re My Number One (dub) 10. Raw Silk Just In Time & Space 11. Mikki Dance Lover (dub) 12. Electric Dred Butter Up (instrumental) 13. Cloud Steppin Out Jam (dub) 14. Rah Band Clouds Across The Moon (Super Nova mix) 15. Wham Enjoy What You Do

CD2
01. Trammps Whatever Happened To The Music (dub – Paul Simpson mix) 02.  Michael Wilson Groove It To Your Body (instrumental – Francois Kevorkian mix) 03. Jamaica Girls Somebody New (dub – Larry Levan mix) 04. Serious Intention You Don’t Know (Special remix – Paul Simpson mix) 05.  D Train D Train (dub – Francois Kevorkian mix) 06. Cloud Steppin Out Jam (dub version) 07. Wham Enjoy My Number One (dub – Francois Kevorkian remix) 08. Radiance You’re My Number One (dub – John Morales & Sergio Munzibai mix) 09.  Sandy Kerr Thug Rock (dub – John Morales & Sergio Munzibai mix) 10. Immagination Changes (DFP Is Nightclubbin remix – Dimitri From Paris remix) 11. Aurra Such A Feeling (part 2 – Shep Pettibone mix)

CD3
01.  The Winans Let My People Go (dub version – John Morales & Sergio Munzibai remix) 02.  Third World One More Time (dub – Larry Levan & Judy Weinstein remix) 03. WUF Ticket The Key (dub – Francois Kevorkian mix) 04. Lenny White My Turn To Love You (dub – Francois Kevorkian remix) 05.  Paul Simpson Connection Treat Me (Paul Simpson mix) 06. Raw Silk Just In Time & Space (Nick Martinelli & David Todd mix) 07.  Mikki Dance Lover (dub – Nick Martinelli & David Todd mix) 08. Electric Dred Butter Up (instrumental) 09.  Affinity Don’t Go Away (DFP dub edit – Mark Kamins mix) 10. Rah Band Clouds Across The Moon (Super Nova mix)

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Sexta-feira, 24 Julho, 2009

ROBERT HOOD Minimal Nation 2CD

robert hood minimal nation

€ 15,50 2CD (Reedição) Mplant

Não se explica eficientemente o impacto que este conjunto de faixas tem, ainda, na música de dança. Quando saiu pela primeira vez em 1994, “Minimal Nation” foi o grande manifesto de Robert Hood após a sua saída do colectivo Underground Resistance, que ajudou a fundar. Aqui encontramos a velocidade rave, os blips da Warp, as luzes de Detroit e uma estrutura mecânica que respira independência de outras formas. O título “Minimal Nation” pode hoje conduzir ao local errado. Trata-se de música minimal e repetitiva, certo, mas o sopro das máquinas é totalmente diferente do que se escuta na produção actual, elas próprias tinham uma personalidade que agora fica reduzido a software. Ao dizer isto não se pode parar em mera nostalgia, mas a verdade é que o impacto dos sons é inultrapassável quando se detecta uma expressão original. Não foi o primeiro álbum de techno a ser gravado, só que incorporou naquele momento o espírito com-ple-to do que era a música electrónica produzida para pista de dança desde que se começou a perceber que algumas faixas dos Kraftwerk podiam servir esse propósito. A inegável qualidade mecânica desta música não exclui a forte sensação física que produz em quem a sente e, como sugerido antes, passa a mensagem de que estas máquinas realmente trabalhavam e acabavam exaustas as sessões. O álbum aparece aqui completo e remasterizado, pela primeira vez em CD, com temas extra e um CD adicional misturado por Robert Hood com faixas de outros discos do mesmo período.

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Sexta-feira, 24 Julho, 2009

THE WIRE #306 (August 2009)

THE WIRE #306 (August 2009)

€ 6,25 REVISTA

Madlib aparece fotografado numa sala cheia de discos espalhados pelo chão, como se visitasse a casa da qual teve de fugir aquando de uma inundação e agora encontra tudo remexido pelas águas. Os discos aqui têm ar de desperdícios, mas Madlib garante que tudo o que faz é apenas para que as pessoas comprem os discos antigos, aprendam a história. Para além deste artigo de fundo (Madlib é também capa), há destaques a Sky Saxon, Diana Rogerson, Nisennenmondai, Andrea Parkins, música do Belize, Rolf Julius, jukebox com Peter Christopherson (Coil), artigo sobre ‘hypnagogic pop’ (Skaters, Pocahaunted, etc.), guia sobre jazz visionário britânico, capas de Alex Steinweiss escolhidas por DJ Spooky, muitas críticas, listas, revisões e, porque não, anúncios.


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Quinta-feira, 23 Julho, 2009

JOSÉ FEITOR As Raças Humanas FANZINE

as racas humanascanibal

€ 6,95 FANZINE Imprensa Canalha

José Feitor é o editor da Imprensa Canalha, integra o colectivo Chili Com Carne e é uma das forças motrizes por detrás da Feira Laica. Antes disso havia o Zundap e deixou saudades. Em 2009 há “As Raças Humanas”, último tomo de uma trilogia iniciada com “O Mundo Dos Insectos” e que continua em 2007 com “Animais!”. Aqui, Feitor parte de um texto de Ernest Granger, publicado em 1924, que passava em revista as raças humanas à luz das ideias da época – com surpresa, algumas delas continuam estranhamente em voga. É uma edição cuidada de 150 exemplares apenas, de 32 páginas cada, entre a cor e o preto e branco. Do estirador à impressora, acabando na mesa de montagem, Feitor segue todos os passos das suas edições, que cuida com verdadeiro esmero. O resultado está aqui e salta à vista. 2009 vai a pouco mais de metade, mas “As Raças Humanas” é ponto alto no que a edições diz respeito. Mais de José Feitor em www.escroque.blogspot.com

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