Sexta-feira, 27 Abril, 2012

VÁRIOS Lost In The Humming Air – Music Inspired By Harold Budd CD

€ 14,95 € 12,50 CD Oktaf  ENCOMENDAR

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Não há dúvidas para a importância que Harold Budd teve para a música ambiental – o segundo “Ambient” de Eno é feito a quatro mãos -, pelo que uma compilação em jeito de homenagem não só era esperada como surge tardiamente. E, bem melhor do que haver mais um disco com excertos da sua obra, Budd vê a sua música reflectida na obra de outros músicos e compositores que, tal como o norte-americano, procuram trabalhar com o ambiente. A empreitada foi organizada por Rafael Anton Irisarri, Marsen Jules e Sebastian Maetje, o que explica a selecção dos convidados, todos eles figuras de proa contemporêneas dessa grande família musical. Deaf Center procuram reverberações fantasmagóricas nas calotes gélidas das suas composições, Biosphere suspende um piano sobre o tempo, Xela infiltra a Natureza na sua electrónica, Mokira transforma Harold Budd em “Harold Dubb”, Christopher Willits deixa-se evaporar, Taylor Deupree faz 7 minutos de magnífica poeira digital, Porn Sword Tobacco pinta a terceira guerra mundial com as cores Eno. Ao todo, são 14 nomes que nos dão 70 minutos de profundo contentamente para quem o nome de Budd sempre significou algo de importante, ou então… para quem já percebeu que a nova música ambiental tem estes nomes como essenciais.

01. Deaf Center “Plateaux” 02. Loscil “Rye Fields” 03. Martin Fuhs “untitled.eleven” 04. Biosphere “Det Var Kulmørkt Hjem” 05. Xela “The Only Rose” 06 Marsen Jules “Sunrise On 3rd Avenue” 07. Andrew Thomas “Hushhh (Variation 2)” 08. Mokira “Harold Dubb” 09. Christopher Willits “Olancha Hello” 10. Taylor Deupree “Sleepover” 11. Rafael Anton Irisarri “Gloaming” 12. Porn Sword Tobacco “Painting World War 3″ 13. bvdub & Criss Van Wey “My Father, My Friend”

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Sexta-feira, 27 Abril, 2012

WOVENHAND Live At Roepaen CD+DVD / 2LP+DVD

€ 19,50 € 16,50 CD+DVD Glitterhouse  ENCOMENDAR

€ 29,50 € 24,95 2LP+DVD Glitterhouse  ENCOMENDAR

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Nos últimos meses, temos prestado muita atenção tanto à carreira dos 16 Horsepower – “Yours, Truly” foi um vigoroso suplemento vitamínico para nos relembrarmos -, como os Wovenhand – “Black Of The Ink” foi um majestoso livro editado e referenciado por nós há pouco tempo. Para que continuemos a tradição, eis mais uma peça extra aos originais dos Wovenhand com este duplo disco gravado ao vivo numa igreja em Ottersum, na Holanda. E que melhor cenário poderia ter David Eugene Edwards? Mesmo correndo o risco de se sublinhar até à exaustão o carácter pregador da sua lírica, é arrepiante imaginarmos a potente e carnal poesia sonora dos Wovenhorse rodeada pela força espiritual de uma igreja. E não fosse esta a energia transbordante de Edwards e acólitos sempre que os ouvidos, até poderíamos aceitar que esta noite de Outubro de 2010 foi mesmo fora deste mundo. Acústica sublime, gravação mais que profissional, edição arrebatadora, este é o primeiro álbum ao vivo para os Wovenhand. E como as prendas têm sido muitas, eis mais duas: a edição em LP é luxuosa e respeita algumas das exigências mais melómanas dos fãs do formato; e com a edição em CD e LP há a oferta do DVD com a gravação vídeo do concerto. Imperdível para fãs e para quem ainda não conhece o poder da voz e da música de David Eugene Edwards.

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Sexta-feira, 27 Abril, 2012

RED TRIO & NATE WOOLEY Stem CD

€ 13,95 € 12,95 CD Clean Feed

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Quase sempre tem sido assim: depois de sentirmos a atenção “lá fora”, largamos os adjectivos por cá. RED Trio têm uma impressionante lista estrangeira de comendas e elogios, tanto pelo seu álbum de estreia como pelos diversos concertos que vão dando entre a Europa e os Estados Unidos. Foi em Nova Iorque que Rodrigo Pinheiro (piano), Hernani Faustino (contrabaixo) e Gabriel Ferrandini (bateria) se cruzaram com a arte suprema de Nate Wooley (trompete) e o concerto ficou nos anais de quem assistiu. Ouvindo, finalmente, “Stem”, que resultou de uma ida a estúdio posterior ao concerto, percebe-se o espanto: este grupo de quatro músicos comunica como se fosse um quarteto oficial com algumas milhas de estrada e de estúdio, tal o poder químico que a sua música liberta. Sólido nos momentos mais contidos, esfuziante nas alturas em que o entusiasmo solta-se a galope, alegre por improvisar, concentrado em compor no instante, este “Stem” deixa-nos crentes que não só este trio é das melhores páginas que jazz nacional nos pode dar, como esta colaboração deveria prometer-nos desde já que outros encontros terão que acontecer mais tarde ou mais cedo. Até lá, “Stem” parece durar para uma eternidade.

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Sexta-feira, 27 Abril, 2012

NINA SIMONE The Complete RCA Albums Collection CAIXA 9CD

€ 36,95 CAIXA 9CD Sony

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Há muito, muito tempo que lamentávamos o desaparecimento que as reedições em CD do espólio RCA da Nina Simone, em formato cartonado, a imitar o LP, tiveram pouco tempo depois de aparecerem em 2005. Ainda assim, foi na época uma das mais queridas reedições que tivemos e foi um gosto sentirmos que a música da diva adquiriu outro formato para além das canções que se vão evaporando em anúncios ou filmes ou peças de teatro. Com uma extensa carreira de lançamentos, e até às reedições da RCA, os álbuns de originais foram quase sempre substituídos por compilações (há mais colectâneas que originais) que acabaram por juntar o óbvio a uma singela representação de tudo aquilo que Nina Simone gravou desde o final dos anos 50 – quase sempre circunscrito ao material disponível nessa editora. Na RCA, entre 1967 e 1974, deixou estes álbuns, depois de uma outra série na Philips que igualmente merece uma visita. Depois das tais reedições de 2005, que apareceram a preço simpático, eis uma caixa-forte que as engloba na totalidade – nove álbuns -, baixando ainda mais o valor unitário. Este é o negócio do ano, caríssimos: nove álbuns sublimes, alguns são obras-primas incontestadas, juntos com singles e outras raridades que ajudam a expor com mais exactidão um período soberbo da carreira de Nina Simone e, para quem ainda não percebeu, uma das vozes e compositoras mais extraordinárias e inclassificáveis do século passado. Essencial e, certamente, uma das reedições imperdíveis de 2012.

9CD: CD 1 “Nina Simone Sings The Blues” (1967) CD 2 “Silk & Soul” (1967) CD 3 “Nuff Said” (1968) CD 4 “Nina Simone & Piano” (1969) CD 5 “To Love Somebody” (1969) CD 6 “Black Gold” (1970) CD 7 “Here Comes The Sun” (1971) CD 8 (1972) CD 9 “It Is Finished” (1974)

“Em conjunto, correspondem a uma das mais desafiadoras e extraordinárias obras da canção popular americana da segunda metade do século XX. Não a conhecer é criminoso.” in PÚBLICO/ÍPSILON

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 27 Abril, 2012

THE BRITISH EXPEDITIONARY FORCE Chapter Two: Konstellation Neu CD

€ 15,50 € 12,50 CD Erased Tapes  ENCOMENDAR

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A Erased Tapes é uma pequena editora que habita um espaço indefinido entre Londres e Berlim, orgulhando-se de sobreviver graças à escolha de um pequeno grupo de músicos que, deste modo, ajudam a explicar, sem grandes dificuldades, o seu som. Nils Frahm talvez seja a estrela da casa, mas também Ólafur Arnalds ou Winged Victory For The Sullen já se mostraram nos nossos textos e escaparates. Os BEF foram formados em 2007, electrificam a editora habitando um género que tanto pode encaixar na neblina indie-rock como expurgar sentimentos de composição electrónica. Uma espécie de Bon Iver se vivesse na Islândia e nem sempre gostasse disso? Este segundo álbum do trio, ao contrário da sua estreia feita por correspondência, foi integralmente gravada num quarto cheio de percussões, baterias, sintetizadores e guitarras. Depois das sessões todas, a banda só conseguiu descrever tudo como tendo sido uma violenta tareia prog-rock. Mais sons, mais camadas, mais canções. Ou seja, mais trepidação, mais adrenalina, mais vertigem quando as coisas tendem a ser épicas. Mas o mais interessante de “Konstellation Neu” é ser uma obra delicada e poética mesmo nos momentos em tudo delírio sónico. Se na primeira audição as coisas parecem demasiado ambiciosas, à segunda vez as canções penetram-nos como dardos e o feitiço toma corpo .

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Sexta-feira, 27 Abril, 2012

JAZZ.PT #41 (Março / Abril 2012)

€ 5 REVISTA

Desencontros com o carteiro ditaram um atraso na recepção do mais recente número da Jazz.pt. Mas, porque muito do seu conteúdo se faz de reflexão e de antecipação, a sua pertinência continua actual e de urgente leitura. Destaque para a entrevista com o saxofonista Darius Jones, o perfil de Marcos Cavaleiro, artigo sobre o Cascais Jazz e secção “Forward” com Rafael Toral e Porta Jazz. Ainda Alexey Kruglov, Filipe Raposo Trio, Satoko Fujii, John Abercrombie, Marc Copeland, Gileno Santana, Alfredo Costa Monteiro, Lynne Arriale, John Escreet. E mais.


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Sexta-feira, 27 Abril, 2012

THE WIRE #339 (May 2012)

€ 6,25 € 1 REVISTA

Discos em várias editoras (Raster-Noton, Sähkö, Mule Musiq) sucedem-se quase em catadupa, atestando a infinita torrente criativa do multifacetado Uwe Schmidt, mais conhecido por Atom tm. Música conjurada em sistema binário é o epicentro da conversa com Dan Barrow, que merece destaque de capa (em modo romântico). Num registo mais analógico, encontramos Scott Walker ou Sean McCann e, de volta ao digital, Lauren Halo. Ainda a guitarrista Mary Halvorson, escolhida para o teste da “Invisible Jukebox”, Akke Phallus Duo, Syed Kamran Ali & Pascal Nichols, Eleh, Geoff Barrow & Ben Salisbury, Batida, Francis Bebey, John Bischoff, Bobby Browser, John Cale, Gareth Davis & Frances-Marie Uitti, entre tantos outros. Claro, as secções de sempre: “On Location”, “On Site”, “The Inner Sleeve” ou “Cross Platform”.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 27 Abril, 2012

DEAN BLUNT & INGA COPELAND Black Is Beautiful CD / LP

€ 12,50 CD Hyperdub

€ 16,50 LP Hyperdub

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Quem já os viu ao vivo mais do que uma vez (talvez baste só uma) já percebeu que Hype Williams é um corpo em movimento. Mais do que uma banda, um projecto, é uma espécie de conceito distinto de tudo o que se passa no resto do mundo actualmente. De certa forma, estamos tão habituados que tudo seja tão certinho, que o conceito de performance/arte num concerto seja tão parte da história, que o choque ou a surpresa têm pouco lugar no nosso léxico. Só que – o melhor – é que os Hype Williams fazem disso carreira. Seja pelos seus nomes falsos, backgrounds falsos, linhas de imprensa à procura de uma verdade que não existe. Neste álbum, provavelmente o seu lançamento mais marcante até à data, nem a verdade no nome existe. Deixaram de ser Hype Williams, passaram a ser Dean Blunt e Inga Copeland. O pretexto deles existirem neste momento é muito especial, numa altura em que tudo é válido de uma forma catalogável, que a certeza criada pela internet é a única segurança que ela às vezes nos pode dar, surge este duo que põe isso tudo em questão sem questionar. A sua própria existência e aceitação é a questão. E o melhor é que a sua música não se torna válida por causa disso, a sua música é válida porque é um ressoar do limbo meta-género em que vivemos agora, um esboço de ritmo em alta definição que se conjuga com a voz de Copeland de um modo quase precioso (e se até hoje era difícil perceber, aqui temos a prova de que é maravilhosa). “Black Is Beautiful” é, como se seria de esperar, algo de único.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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