Sexta-feira, 8 Junho, 2012

RICARDO VILLALOBOS Any Ideas 12″

€ 8,50 12″ Perlon  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PERLON91-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERLON91-2.mp3]

As duas faixas anunciam um álbum em típico modo Villalobos. Nele, a expressão “minimal” nunca é bem isso porque, por longas e constantes que sejam as faixas, os acontecimentos sucedem-se e portanto o torpor superficial é ne verdade destinado a ajudar-nos a seguir à mesma velocidade da música, como o alinhamento que as naves em certa ficção científica têm de seguir para uma entrada suave na estação espacial. Não se consegue detalhar em pormenor o que vocês, que já conhecem Villalobos, sabem tão bem como nós. Apenas acrescentar que o lado B coloca à nossa disposição uma experiência de realidade virtual em música, incluindo um longo e brilhante final. Ainda mais ninguém faz isto assim.

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Sexta-feira, 8 Junho, 2012

FOUR TET Tet Ocoras / Jupiters 12″

€ 9,95 12″ Text  ENCOMENDAR

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=MhZVfNByp1s?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Em “Ocoras”, Four Tet programa uma espécie de loop dub techno entrecortado por blips e um insistente groove em gaguez permanente, como uma revisão da História para fazer Oval soar mais próximo dos maxis da Force Tracks. A mecânica propulsiva abre depois para o tradicional som de falsa marimba que convoca sempre mais espaço. Característica que não falta nos 2 primeiros cristalinos minutos em ”Jupiters”. Depois disso ouvimos a base dub a formar um beat Pan Sonic super grave enquanto certos outros beats mais secos e espaçados recordam o som de Burial. Dito assim, este maxi pode parecer uma bem imaginada combinação de material pré-existente, mas a mão de Kieran Hebden (Four Tet) é suficientemente sua para reconhecermos a caligrafia.

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Sexta-feira, 8 Junho, 2012

PANABRITE Soft Terminal LP

€ 17,50 LP Digitalis (Ed. Limitada)  ENCOMENDAR

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Há pouco menos de um ano ficámos apaixonados por uma reedição de um tal de Jürgen Müller sobre o qual nunca tínhamos ouvido falar. Surpresa, ou talvez não, há uns meses descobriu-se que tal pessoa não existiu e que era uma história inventada por Norm Chambers, um norte-americano que trabalha paisagens através de sintetizadores há algum tempo. Panabrite é um dos nomes que utiliza para editar as suas produções e, sem espanto, o trabalho surge também relacionado com sintetizadores, mas com uma visão bem mais pop do que aquilo que nos deu a conhecer através de “Science Of The Sea”. “Soft Terminal” lembra-nos Neu!, não pela evidência do som, mas pelo ritmo que Chambers impõe nestas suas composições. A velocidade constante dos beats que cria tem uma mecânica semelhante à dos Neu! Acabada de passar por um filtro minimal wave e recriada à imagem dos nossos tempos. Talvez seja o lado mais progressivo de Chambers a revelar-se. Não sabemos. Sabemos, sim, que este “Soft Terminal” perdoa a partida que foi “Science Of The Sea”.


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Sexta-feira, 8 Junho, 2012

SCOTT TUMA Dandelion CD

€ 14,50 € 11,95 CD Digitalis  ENCOMENDAR

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Edição em CD de um disco já antigo da Digitalis, esgotado há algum tempo. “Dandelion” em CD inclui mais de meia-hora de material novo, seguindo a linha estética do restante álbum. Tuma trabalha muito a partir de sons que grava e que incorpora naquilo que toca. A forma como trabalha todo esse material parece agora distante do catálogo actual da Digitalis (colocaríamos mais facilmente este disco no catálogo da imaculada Miasmah). Há um trabalho fenomenal na acústica de som, uma preocupação fascinante de juntar o novo com o velho, uma espécie de primo afastado de Leyland Kirby, mas onde Kirby parece fascinado com uma ideia de memória muito sua, Scott Tuma trabalha mais a partir da forma de um álbum, quase como se este “Dandelion” fosse um programa musical de rádio. Seja pelos interlúdios musicais ou pela forma como interliga momentos mais densos com outros mais leves, quase como um desejo de manter um equilíbrio na narrativa que constrói neste álbum. Talvez por isso, um dos temas extra nesta versão em CD seja “Intermission”, vinte minutos de rádio brasileira que nos levam para outro tempo, outro lugar, outra história. O mais bonito é que a meia-hora anterior prepara-nos para isso, e os quinze minutos que se seguem devolvem-nos ao nosso presente com uma certa categoria.

 


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Sexta-feira, 8 Junho, 2012

UKU KUUT Vision Of Estonia CD

€ 10,95 CD Peoples Potential Unlimited  ENCOMENDAR

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Partes do disco soam à matéria-prima em que se inspira a editora Future Times, aquele som pouco claro perdido na contemplação de um futuro maravilhoso por entre a neblina do presente. Isto é boogie feito na Estónia na década de 80, e é bom que essa informação pareça irreal. A sempre excelente PPU une mais pontinhos no mapa da nossa felicidade boogie com as melodias sintéticas de Uku Kuut (e ocasionais vozes) às vezes em estonteante linha directa com Ariel Pink (“Dream Lover”), tudo capturado para a posteridade num postal de época a que ninguém resiste porque é difícil resistir ao que é bonito. O vosso coração bate em baixa fidelidade ou não?


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Sexta-feira, 8 Junho, 2012

V/A SubBerlin CD+DVD

€ 17,50 € 13,50 CD+DVD Tresor  ENCOMENDAR

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Tresor foi quase sempre sobre techno directo, a evolução do som que nasceu com o nome acid house e desceu a uma cave de um antigo edifício abandonado na terra de ninguém de Berlim Oriental depois da queda do Muro. O som que acabou por ser indelevelmente conotado com a cena alemã e que agora talvez esteja mais presente num clube como o Berghain nasceu no Tresor (primeiro clube, depois também editora) como manifesto de liberdade, possibilidade e felicidade, admitindo um bom grau de igualdade e uma certa fraternidade. Durante um tempo, como aconteceu aliás em Inglatrerra, toda a gente dançava junta. O Tresor aumentou a exposição de DJs e produtores de Detroit em modo de aliança Berlim-Detroit, fazendo com que efectivamente o som típico dessa cidade norte-americana contaminasse muitos aspirantes a produtores na Europa Central. A parte da felicidade reside muito no facto de se poder estar numa cave com iluminação mínima (e quase exclusivamente psicadélica), um óptimo sistema de som, drogas decentes (System 01 gravaram “Drugs Work”) e nenhuma outra possibilidade que não dançar. A intensa cena alemã deve boa parte das suas raízes ao que aconteceu no Tresor. A compilação percorre música solta dos anos 90 e 00 e representa bem o leque de produtores estrangeiros que vieram influenciar o som do tresor e dele por sua vez receberam influência: DJ T-1000, Scan 7, Infiniti, X-101, e depois Stewart Walker, James Ruskin, The Advent, por exemplo. A faixa de Scan 7 chama-se “Triple Darkness”, evoca o contrário do que a maioria das pessoas espera de uma pista de dança: luz e alegria. Sem a experiência iniciática é difícil compreender o absoluto imperativo de dançar ao som de música extremamente repetitiva, frequentemente tenebrosa, uma constante imagem das guerras do futuro em “Terminator” com o Céu a abrir de longe a longe para a necessária ventilação. Se a compilação, desligada do contexto, vos parece comunicar pouco, experimentem ouvi-la de novo após terem passado pelo documentário de 90 minutos. Origem, ascenção e queda do Tresor original, documentando a paixão dos mentores do projecto e DJs que lá tocaram. A História recente da Alemanha contada através de uma cápsula cultural que preservou durante quase década e meia uma utopia de escapismo que, no mundo exterior, degenerou genericamente em exagero, aproveitamento comercial e exposição em demasia à luz da superfície. Foi bonito, entre 1991 e 2005. O clube reabriu noutro local em 2007, ainda não sabemos o suficiente sobre esta segunda vida.

01. System 01 “Drugs Work” 02. Infiniti “Game One” 03. Savvas Ysatis “On The Hook” 04. Pacou “Phase Transition” 05. Hiroaki Iizuka “Tera”
06. Scan 7 “Triple Darkness” 07. The Advent “The Vault” 08. X101 “Sonic Destroyer” 09. James Ruskin “Detached” 10. Chrislo “Fils dO”
11. DJ T1000 “Jetset Lovelife” 12. Stewart Walker “Blisterpacks”


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Sexta-feira, 8 Junho, 2012

ICICLE Rinse 19 CD

€ 15,50 € 12,50 CD (Misturado) Rinse  ENCOMENDAR

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O volume 19 da Rinse é entregue a Icicle, uma figura de algum peso na comunidade drum’n'bass e dubstep, como DJ e como produtor. Esta característica é, aliás, a marca de água para este volume: Icicle, ou Jeroen Snik, fornece parte importante da música desta compilação, ajudando de modo fundamental a que haja um som que solidifica tudo o que acontece durante quase uma hora. Nesse aspecto, “Rinse:19″ é um poderoso retrato da cena dubstep, sem grandes variações do tema, nem passeios por jardins complementares: é aquilo que compramos. Sendo assim, é difícil resistir ao avassalador ritmo de grande parte dos temas, com zonas de fluidez notáveis, em que alguns temas nos obrigam à necessidade de conhecermos mais sobre os seus autores. Nesse aspecto, as “Rinse” são sempre importantes pedaços de História contemporânea. Mais ainda se não vivermos dentro do universo que representam.

01. Icicle “Intro” 02. Icicle “Deep Tech” 03. Locked Groove “Centraal” 04. Icicle “Kick in the B” 05. Distance “Searching” 06. Spinline “Monday Luv” 07. J. Robinson “The Maasai” 08. Icicle “Together in the Dust” 09. Proxima “Grunge” 10. Icicle “Acid Step” 11. Sleeper & District “Terraformed” 12. Youngsta “Untitled” 13. Proxima “Brainstem” 14. Killawatt “Centipede Effect” 15. Icicle “BNC” 16. Clarity “Other Sights”
17. Rockwell “The Rain” 18. Spinline “Alien” 19. Sabre “Halo Danger” 20. Icicle “Full Moon”

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Sexta-feira, 8 Junho, 2012

TORO Y MOI June 2009 CD / 5×7″

€ 16,50 € 12,50 CD Carpark  ENCOMENDAR

€ 32,50 € 25,95 5×7″ Carpark  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CAK073CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAK073CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAK073CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAK073CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAK073CD-5.mp3]

Tem sido um prazer seguir a trajectória de Chaz Bundick e dos seus Toro Y Moi ao longo destes anos, desde o seu início maquinal hipnótico com “Causers Of This”, até ao inesperado e repentino “Underneath The Pine” do ano passado. Com este álbum, Chaz parecia sair do quarto, literalmente, para gozar o sol com os amigos e tocar música até ao pôr-do-sol. Pop soalheira, cheia de canções certeiras e refrões infinitos que, de uma certa maneira, continuam com “June 2009″ – aliás, quando “Underneath The Pine” foi editado, o desejo do norte-americano era dar-nos um duplo disco. Mas “June 2009″ revira a mesa e troca-nos as voltas: recua três anos, por alturas de “Causers Of This”, em que Chaz já avançava claramente no futuro – o seu, entenda-se -, gravando algumas canções em formato lo-fi, misturando os vários mundos que habitavam a sua cabeça. E o que saiu destas sessões? Pensem nas boas canções de Toro Y Moi, metam-nas na rotação ao lado e atirem-nas do quarto de Chaz para o quarto de Ariel Pink versão pré-”Before Today”. As histórias que conta são sobre as suas ambições, amores e desamores, o fim da escola, o início da carreira, desejos e angústias; uma espécie de diário muito pessoal, feito com banda sonora grande angular e onírica. Não é só um disco histórico – que também é, tornando-o essencial para os fãs -, é também um álbum que reforça a linguagem pop que Chaz tão bem assimila e comunica. Não há Verão ideal sem Toro Y Moi para nós.

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