Sexta-feira, 4 Janeiro, 2013

ROBIN THE FOG Howlround: The Ghosts Of Bush LP

€ 22,95 € 18,95 LP The Fog Signals

“The Ghosts Of Bush” é um dos lançamentos mais importantes de library music contemporânea editados no ano passado. Robin The Fog trabalhou durante anos na Bush House, o famoso antigo estúdio da BBC, onde durante mais de sete décadas a estação fazia as suas emissões. Os registos foram captados durante a noite no local e o resultado é absolutamente fantasmagórico. Barulhos de um edifício captados e processados de forma a transmitirem emoções, uma espécie de banda-sonora completamente experimental que atinge momentos de um terror confortável (dependerá sempre de como se processa a ideia de “terror confortável”). O resultado é aquilo que poderíamos imaginar se Daphe Oram se cruzasse com Leyland Kirby e ambos evocassem memórias isoladas, solitárias e completamente desesperadas. Estranho será dizer que “The Ghosts Of Bush” não é um disco triste, mas transmite uma saudade inexplicável, que desenha memórias por circuitos e desvenda o mistério dos sons que ouvimos ou imaginamos ouvir. O mais fascinante é que não se limita a gravação e processamento, cada um dos temas está elaborado com método: Robin The Fog começa tudo com deliciosos interlúdios que nos preparam para a amálgama de texturas e sons que vão acontecer dali para a frente. Trabalho de génio.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Segunda-feira, 6 Agosto, 2012

CONRAD SCHNITZLER Rot LP

€ 16,95 LP Bureau B

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BB102-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB102-2.mp3]

“Rot” e “Blau” são dois discos supremos nas crónicas electrónicas de aventuras da década de 70. Schnitzler no auge. “Rot”, em 1973, é o primeiro LP do músico alemão a solo e o segundo de edição própria. “Meditation” ocupa o lado A, um drone de orgão em progressão segura, incomodado por camadas de graves e sons que continuam a ser do outro mundo. Pings e blips de laboratório contribuem para a atmosfera tensa que fica especialmente rarefeita para lá dos últimos 5 minutos, quando um motivo percussivo evoca a negritude do Espaço aberto (como se soubessemos o que isso é) ou, se quiserem, quase inaugura uma escola de música industrial. “Krautrock”, no lado B, personifica uma das descrições aplicadas ao género: jams intensas com a energia do rock mas longe, tão longe, do B-A-BA. No entanto, o que ouvimos aqui é um outro B-A-BA, a tentativa de abrir caminho, fazer mais riscos no mapa, alguns até bem fora do mapa. Os Faust também chamaram “Krautrock” a uma faixa sua, mas quando mais tarde perceberam que o género kautrock, inventado pela imprensa inglesa, reduzia a riqueza do que acontecia na Alemanha a um cliché, declararam que, assim, “tudo o que haviam feito até então teria sido em vão”.

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Segunda-feira, 6 Agosto, 2012

CONRAD SCHNITZLER Blau LP

€ 16,95 LP Bureau B

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BB103-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB103-2.mp3]

“Rot” e “Blau” são dois discos supremos nas crónicas electrónicas de aventuras da década de 70. Schnitzler no auge. “Blau”, em 1974, mantém o selo privado de Schnitzler (KS), que aqui ainda assinava o primeiro nome com K (Konrad). “Die Rebellen Haben Sich In Den Bergen Versteckt” traduz mais ou menos como “Os rebeldes refugiaram-se nas montanhas”, e a música pode efectivamente desenvolver uma longa história (mais uma vez um lado inteiro do LP) repleta de imagens sugestivas. Do outro lado, “Jupiter” parte de um padrão que podemos associar à banda sonora de “Forbidden Planet” e Schnitzler compõe uma sinfonia espacial que, há 38 anos, deve ter impressionado e arrepiado. Mas isto foi mal dito, a verdade é que estamos a ouvir o disco e ele impressiona e arrepia agora. “Rot” e “Blau” são dois dos momentos mais bonitos e comoventes na electrónica, essenciais para quem se identifica com a pulsação das máquinas em respiração própria.

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Segunda-feira, 6 Agosto, 2012

LUCIANO BERIO Laborintus II feat. Mike Patton CD

€ 16,50 € 12,50 CD Ipecac  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IPC133IN02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IPC133IN02-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IPC133IN02-3.mp3]

Mike Patton passeia por onde quer, como quer, quando quer. Já sabemos que o seu mundo de referências quase não tem fim, mas o que nos tem divertido – não confundam com entretenimento -, é ver como a obra do músico se vai fazendo justamente com essas mesmas referências. Nesta altura já o conhecem bem, não sendo por isso necessário explicar por onde tem andado. Talvez por isso, possa ser estranho vê-lo numa obra de Luciano Berio – “Laborintus II” é de 1965, e auto-cataloga-se como sendo uma peça de teatro-musical, resultante de uma encomenda da rádio francesa ORTF para celebrar os 700 anos do nascimento de Dante Alighieri. O ensemble Ictus interpreta, Georges-Elie Octors dirige, Kamerkoor canta, e Mike Patton é narrador que percorre as palavras de Dante, TS Eliot, Pound e da Bíblia tal como tecidas por Edoardo Sanguineti, um poeta italiano do século XX, estudioso da obra do autor da Divina Comédia. “Laborintus II” é uma das grandes obras de Berio – registada, imagine-se, pela terceira vez, apenas -, mas encaixa na perfeição no tal mundo Patton. Isto porque bastará cruzar “Delirum Cordia” ou até mesmo o “Mondo Cane” para sentirmos como estas coisas no fundo estão todas ligadas. Não deverá ser muito do agrado dos fãs de Faith No More, mas quem somos nós para achar que não se pode gostar muito das duas coisas?

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Segunda-feira, 6 Agosto, 2012

KONKOMA KonKoma CD / 2LP

€ 17,50 € 12,95 CD Soundway

€ 22,50 € 16,50 2LP Soundway

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD044-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD044-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD044-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD044-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD044-5.mp3]

Alfred Bannerman e Emmanuel Rentzos são as duas figuras míticas da música do Gana que inspiram este novo projecto de Max Grunhard. Montado em Londres, com a ajuda de Ben Lamdin (dos Nostalgia 77), os KonKoma são quase uma desculpa para juntar Bannerman e Rentzos em torno de uma viagem de regresso às origens, quando nos anos 70, no coração de África, o funk parecia ser a solução universal. Para quem apanhou a compilação, também da Soundway, sobre música ganesa, saberá do que falamos. KonKoma tem toda a vitalidade e energia que precisamos, bem como aquele polimento contemporâneo que outros combos londrinos (e não só) fazem às suas orquestras. Aqui, com tanto sangue fiel às raízes, o resultado não podia deixar de ser contagiante. É nestas alturas que o afro-funk parece ser a melhor invenção de sempre.

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Segunda-feira, 6 Agosto, 2012

B FACHADA Criôlo CD

€ 9,95 CD Mbari  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MBARI17-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI17-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI17-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI17-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI17-5.mp3]

Disco-revolução para a carreira de B Fachada. Ou seja, outro disco de B Fachada. De todas as pequenas aventuras sonoras de Fachada de álbum para álbum, esta é aquela que mais surpreende. Só por esse grau maior é que “Criôlo” causa uma impressão diferente de outros capítulos. Porque o que Fachada faz não anda muito distante do que outros criadores fizeram noutros tempos, a grande diferença está no curto espaço de tempo que existe entre cada salto. É perfeito para os dias que correm e acontece sem se achar que é em demasia. Provavelmente porque os álbuns de Fachada desde “Um Fim-de-Semana No Pónei Dourado” são todos muito bons. “Criôlo” é um disco com memória de muita música chunga (portugal anos 80s mau, RTP África má e pimba), só que os sons pensados são usados para uma causa nobre. Pense-se em Variações (os instrumentais têm uma costela foleira, mas nunca valeu a pena perder muito tempo a pensar ou a sentir isso), “Criôlo” anda nas proximidades dessa ideia, mas com identidade e propriedade de B Fachada. As grandes canções que escreve parecem maiores de que nunca (“Afro-Xula”, “Como Calha”, “Quem Quer Fumar Com O B Fachada” e “Tendinite”) e compensam momentos menos felizes (“98″ e “Carlos T”), que soam a tiros ao lado nesta forma que Fachada experimentou para este disco, mas que acabam por passar despercebidos pelo que de melhor existe aqui. Quando é bom, é Fachada em modo Champions League.


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Segunda-feira, 6 Agosto, 2012

PERCUSSIONS
Bird Songs / Rabbit Songs 12″

PERCUSSIONS
Bird Songs / Rabbit Songs
12″ Text – 9.95 eur

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TEXT017-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TEXT017-2.mp3]

“Bird Songs” segue na melhor tradição de Matthew Herbert. As samples definem o ambiente, neste caso são cantos e o bater das asas de pássaros que ajudam a propulsionar esta faixa que, para todos os efeitos, parece ser uma produção techno de Kieran Hebden (Four Tet), talvez já enamorado, também, do estilo de batida utilizado por Burial, seu colaborador ocasional. “Rabbit Songs”, do outro lado, não soa tão claro na utilização de samples (se assumirmos o título como fonte possível), mas a percussão é mais cerrada e constante, traduz um estilo dub techno mais extrovertido, adequado a pistas notoriamente intensas como a do Berghain, em Berlim.

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