Sexta-feira, 14 Setembro, 2012

CHROMATICS Kill For Love CD / LP

€ 16,50 CD Italians Do It Better

€ 18,95 LP Italians Do It Better

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Este é um álbum que traz consigo o estigma da preterição. Com efeito, muitos dos temas foram compostos para a banda sonora de “Drive”, de Nicolas Winding Refn, que optou depois por Cliff Martinez (apesar de algumas faixas terem sido utilizadas). Mas, como sabemos, a marginalização tem os seus encantos e “Kill For Love” também. E quem viu o filme facilmente vê neste álbum alguns dos seus grãos, mas o mais evidente talvez seja a vibração cinema-vintage que emana, trazendo à memória cenários e tons de filmes/música de John Carpenter (como, aliás, é admitido por Johnny Jewel): matizes noir, decadentes enchem espaço, suficientemente densas para pressentir perigo, ameaça, mas sem ser absolutamente assustador. E porque é no escuro que nasce a luz, eis duas pérolas mais açucaradas, “Lady” e “Back From The Grave”, o perfeito efeito contra-luz, que tem talvez na versão de “Hey Hey My My (Into The Black)” de Neil Young, logo a abrir, o seu contraponto mais feliz.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

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Sexta-feira, 14 Setembro, 2012

THE XX Coexist CD / LP+CD

€ 12,50 CD Young Turks  ENCOMENDAR

€ 21,50 LP+CD Young Turks  ENCOMENDAR

€ 29,95 LP+CD (Deluxe Edition) Young Turks  ENCOMENDAR

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A angústia do irmão mais novo é reconhecida por todos: conseguir corresponder a expectativas, ensejando também surpreender, sem ficar em bicos dos pés. Como sucessor do álbum de estreia dos The XX, vencedor do Mercury Prize, “Coexist” tem tudo para padecer desta síndrome, mas a verdade é que a sua respiração é tranquila, conseguindo, não dilatar ou reinventar, mas antes refinar as coordenadas tão celebradas de “The XX”, logrando chegar – não ofegante – a uma audiência ainda mais vasta. E o amor – mais o desgosto amoroso – é o arco que enforma “Coexist” e lhe dá o tom de melancolia, que é a marca de água dos The XX, vindo talvez de “Swept Away” o seu maior sopro de vida, tema de cinco minutos, onde, sentimos, foi polvilhada a mais generosa e fluorescente quantidade de ideias. Há quem talvez suspire pela silhueta mais minimalista e algo ingénua desse primeiro álbum, mas consistência e continuidade são valores a ter em conta.

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Sexta-feira, 14 Setembro, 2012

CAN The Lost Tapes 3CD+LIVRO 10″

€ 37,95 3CD+LIVRO (Formato 10″) Spoon  ENCOMENDAR

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Ainda não tínhamos falado desta soberba edição de um dos nossos grupos favoritos de todo o sempre. Se a chama nunca se extinguiu, as reedições de há uns anos dos álbuns trouxeram novas audições – e em alguns álbuns são mesmo novas audições -, e agora temos mais um pequeno grande extra. Uma caixa bem luxuosa para três discos com material oriundo de ensaios, gravações ao vivo e algumas aventuras controladas e descontroladas em estúdio. Parecemos crianças com um presente no Natal, mas é verdade que qualquer coisa Can é bem-vinda. E não exageramos uma palavra. Em maior ou menor grau, a música aqui – e há mesmo muita música dentro desta caixa – é transcendental. Este espólio, que reúne o melhor das dezenas de horas de música que se encontraram acidentalmente na remodelação do estúdio – conta-se que estavam a servir de isolamento sonoro -, é mais uma oportunidade para vermos como há quarenta anos a música foi tão perfeita. “Future Days” fará essa marca em breve, e o futuro bem podia ser todo assim. Edição essencialíssima.


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Quinta-feira, 13 Setembro, 2012

THEO PARRISH Any Other Styles 12″

€ 11,50 12″ Sound Signature

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Autêntico manifesto de poder e independência num disco cuja faixa principal (em duas versões) não vai ser tocada por ninguém. Theo Parrish excedeu-se na complexidade rítmica que escolheu para “Any Other Styles”, ainda assim com a sua marca abrasiva de outros tempos mas com total desinteresse pela pista de dança. Parece inspirada na tradição de artes marciais, não só pela estrutura cortada dos beats e samples (com sons que parecem directamente tirados dos efeitos sonoros de cenas de acção) mas também porque a voz que pergunta “Do you know any other styles?” lembra os clips de filmes clássicos de artes marciais que certos produtores de hip hop (DJ Vadim ou Wu-Tang Clan, por exemplo) gostavam de usar. O EP termina com “Beat These”, ferramenta rítmica mais adequada a sets house ou techno, séria, sem uma ponta de felicidade, apenas tambores e pratos a funcionar. Má onda, disco difícil, outro essencial Theo Parrish?

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 13 Setembro, 2012

NICK EDWARDS Plekzationz CD / LP

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego  ENCOMENDAR

€ 27,50 € 21,50 LP Editions Mego  ENCOMENDAR

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O nome de Nick Edwards pode não dizer muito – de facto, não há mais que um lançamento em seu nome; e é uma cassete de 1994! -, mas Ekoplekz talvez seja mais sonante para quem procura os espaços experimentais que ocupam os interstícios da música. Na Mego, Nick Edwards faz então a sua estreia em CD em nome próprio, expondo quatro longos temas que nos colocam em sentido. Puro som analógico, poderoso mesmo quando caminha em silhueta reduzida, mostrando a força esmagadora que fios e máquinas têm quando estão ligados correctamente. Para nós, que gostamos muito de Black Dice ou Excepter, isto enche-nos as medidas – sobretudo quando o ritmo parece querer dizer algo de importante. Nesses capítulos é também o nosso corpo que reage e nos troca as voltas. O resto submerge-se num mar de partículas não-identificáveis, de voltagem benigna, que nos obriga a rodar o botão do volume para o lado direito. Imponentemente industrial e um dos melhores discos da Mego dos últimos tempos.

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Quinta-feira, 13 Setembro, 2012

CAT POWER Sun CD

€ 11,50 CD Matador  ENCOMENDAR

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Há um corte implícito em “Sun”, para além do corte explícito – o seu cabelo, quase uma marca própria; poucas franjas terão sido tão icónicas no mundo indie como a dela. Passados muitos anos desde “The Greatest”, e quase uma década de “You Are Free”, este pode ser o disco que mostra até onde poderá ir a carreira de Chan Marshall. Isto se todos nós deixarmos de suspirar pela folk que, drasticamente, parece arredada da sua música. “Sun” é um álbum pop – não haverá outra maneira de entregar a notícia. E, para que uma primeira surpresa nos deixe arrebatados, há muita electrónica neste disco, e um trabalho de produção de Philippe Zdar – o homem de Motorbass, imaginem. As canções mostram a sua vida nos últimos tempos – e muita coisa aconteceu em seis anos -, e o punch de quase todas delas é bem violento, mesmo que haja um certo veludo digital que pareça atenuar a força. Talvez seja um mundo de entrada difícil para quem tem o seu passado nas suas preferências, mas esta nova matéria pode ser tão luminosa quanto o melhor que lhe conhecemos, sobretudo porque ouvimos claramente como o futuro pode ser um sítio bom para irmos depois de um passado em que a dor foi companhia. Um corajoso álbum, sim, mas ele é bem mais que isso.


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Quinta-feira, 13 Setembro, 2012

DAVID BYRNE & ST. VINCENT
Love This Giant CD

€ 14,95 CD 4AD  ENCOMENDAR

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O mundo seria um local bem melhor se David Byrne mandasse nisto tudo e se todas as suas ideias ganhassem o palanque no nosso dia-a-dia. Nunca é bom endeusarmos alguém a este ponto, mas quando passamos uma vida inteira a fazer vénia à sua música, aos seus projectos, a quase tudo em que ele se envolve, há que retirar algumas lições. E o mundo também precisa destas aventuras na música, juntando personalidades de geografias diferentes em álbuns-projecto, obrigando-os a ceder e partilhar. E porque tanto Byrne como Annie Clark (St. Vincent) são figuras importantes neste universo, o resultado não podia falhar, apesar do risco. Sem nunca deslizar – apesar de momentos sem a êxtase e a febril criatividade de outros -, “Love This Giant” indica onde podem surgir ideias pop para o nosso Inverno. A riqueza dos arranjos faz-nos lembrar a última vez que ouvimos Byrne: no maravilhoso álbum de Jherek Bischoff, “Composed”. Também aí não hesitou: dos elogios à música de Bischoff até à participação no álbum foi um pequeno passo. Com Byrne as coisas estão à distância da sua ambição. E quando assim é, nascem obras como esta, fantasiosas e plenas. Venha o concerto, porque vê-los em palco com estes arranjos será algo para nos recordarmos para sempre.

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Quinta-feira, 13 Setembro, 2012

MINISTRY With Sympathy CD

€ 14,50 CD Eastworld  ENCOMENDAR

Existiu uma pré-história dos Ministry e em nada se relaciona com o padrão industrial/metal pelo qual a banda ficou mais conhecida. Este primeiro álbum de 1983 mostra Al Jourgensen em extraordinária forma de escritor de canções pop. O modelo britânico de new wave electrónica passa para aqui não apenas no som mas até no sotaque alterado que se nota na voz. Chicago recebia a influência britãnica com naturalidade e “With Sympathy” supera facilmente a maioria dos álbuns de bandas inglesas de synth pop suas contemporâneas. A capa sugere uma abordagem gótica mas o disco só é – digamos – escuro através de algumas das letras das canções. Oiçam Jourgensen cantar sobre amor, perda e melancolia por cima de arranjos soberbos e bastante complexos, para o que seria de esperar de um disco conotado com uma área da pop muito pouco levada a sério. “Should Have Known Better”, “She’s Got A Cause”, “Effigy”, “Say You’re Sorry”, “Revenge” e as já célebres “I Wanted To Tell Her” e “Work For Love” são clássicos. Todas estas canções têm refrões memoráveis e “Work For Love” merece todo o ouro que tem recebido enquanto hit transversal. Depois de ultrapassada a imagem de época (muito vincada também nas fotos), o álbum rebate, para nós, qualquer acusação de irrelevância. É como uma paixão adolescente, e isso nunca passa de moda.

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Quarta-feira, 12 Setembro, 2012

HOLY OTHER Held CD / LP

€ 15,50 CD Tri Angle  ENCOMENDAR

€ 17,95 LP Tri Angle  ENCOMENDAR

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A Tri Angle parecia dominar as operações em 2011, mas houve um tempo em que pensámos que tudo aquilo que fora anunciado tivesse já, entretanto, minguado até ao desaparecimento. Sabíamos que não seria assim, até porque gostámos muito de alguns dos projectos que por lá habitam. Os Holy Other eram os mais intrigantes porque foram os mais tímidos – “With U” era apenas um EP; mas um EP que anunciava as coisas mais interessantes da Tri Angle. Contudo, “Held” vai bem mais longe do que estava na nossa imaginação, dando novos horizontes à música deste projecto algo secreto de Manchester. Não que haja muito mais do que já conhecíamos, mas há sobretudo quantidade, o que neste caso faz toda a diferença. Há espaço e tempo, e os temas escorrem uns para os outros, mostrando, passo a passo, todo o arsenal sonoro que Holy Other sabe criar. Parece um clássico, que soa ao que já tínhamos ouvido, mas agora são outras e melhores canções.

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