Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

VATICAN SHADOW Ornamented Walls LP

€ 20,50 LP Modern Love  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOVE080-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE080-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE080-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE080-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE080-5.mp3]

Ao fim de alguns lançamentos e após a expressão da sua Bed of Nails, Dominick Fernow parece ter finalmente acertado o tom com este “Ornamented Walls”. Como Vatican Shadow, Fernow tem descoberto um caminho entre o novo industrial do século XXI – com outras máquinas – e as produções techno mais agrestes que têm surgido por via da malta do rock, mas que têm origens nos anos 1990 em, entre outros, Mark Fell, e que até já foram bem adoptadas pelos Wolf Eyes há alguns anos. Ao fim de algum tempo e alguns lançamentos (já perdemos a conta a quantos neste ano), Fernow parece ter finalmente encontrado um caminho viável para Vatican Shadow subsistir sem se perder na quantidade absurda de projectos semelhantes que têm aparecido nos últimos dois anos. “Ornamented Walls” é o seu disco mais poderoso, aquele em que finalmente parece ganhar um discurso directo, com temas que não funcionam tanto em arranjos mecânicos mas que se expressam através da força e atingem alguma violência. Violência essa que faz parte do discurso e dos motivos por detrás de Vatican Shadow. Há momentos em que nos vem à ideia uma reincarnação dos Atari Teenage Riot sem aquela coisa quase corporativista que tinham. Ainda não sabemos bem porquê, mas essa ideia soa-nos muito bem.

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

SLEEP Dopesmoker CD / 2LP

€ 16.50 € 12,50 CD Southern Lord

€ 35,50 € 29,50 2LP (Limited marijuana green vinyl) Southern Lord

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LORD158-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LORD158-2.mp3]

Após o sucesso no início dos anos 90, os Sleep eclipsaram-se um pouco pela dificuldade em encontrarem uma editora maior para aquele que queriam que fosse o seu próximo álbum, “Dopesmoker”, constituído por um único tema de 63 minutos absolutamente demolidores mas comercialmente insustentáveis, segundo os managers da editora. “Dopesmoker” só foi editado pela primeira vez no início deste século, alguns anos depois da banda ter terminado, e antes disso houve “Jerusalem”, também um álbum póstumo, que é uma espécie de edit de “Dopesmoker”: ambos acabaram por se tornar essenciais para compreender o sucesso do doom metal nos anos 00. Agora surge nova reedição, desta vez pela mão da Southern Lord (quem mais?), com óptimo som, nova capa, e os essenciais 63 minutos que aqui se vivem: sempre a mil, sempre pesado, sempre lá em cima, sem qualquer vontade de descer. Energia sem qualquer explicação.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

TOUCH 33 Islands In-between LP

€ 16,50 € 12,50 LP Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/T332V-1.mp3-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/T332V-1.mp3-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/T332V-1.mp3-3.mp3]

Originalmente editado em 1984 em cassete, “Islands In-between” é o primeiro de uma nova série da Touch (“From The Archives”), direccionada, como é óbvio, para o passado da editora e o seu excelente arquivo de edições. A reedição não surge na sua totalidade (alguns temas foram retirados por causa de direitos de autor), mas o essencial mantem-se. “Islands In-between” reúne gravações de campo de duas ilhas na Indónesia (Java e Bali), cada tema é uma espécie de postal sonoro sem identificação, apenas uma amostra de som que reconhecemos como não sendo artificial. Alguns dos momentos que ouvimos (e algumas faixas são só isso mesmo, momentos) parecem colecções de memórias, de tradição e cultura, que nos invadem com uma ausência de percepção de quem está a ouvir. Parece música feita para ninguém, com o único propósito de existir. E daí nascem uma naturalidade e uma beleza únicas. “Islands In-between” apanhou-nos completamente por acaso (desconhecíamos o original) e tornou-se num favorito desde que nos chegou às mãos no Verão (esgotou logo, só agora voltámos a ter mais cópias).

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

SENSATIONS’ FIX
Music Is Painting In The Air (1974-1977) 2CD

€ 16,50 CD RVNG  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RERVNG02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG02-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG02-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG02-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG02-5.mp3]

Há uns meses ficámos a conhecer melhor Franco Falsini, com a reedição do estupendo “Cold Nose” (diz-se que seria uma banda-sonora para um filme sobre cocaína) na Spectrum Spools. Agora, a RVNG resolve editar uma compilação à volta de Falsini e dos seus Sensations’ Fix, de material gravado entre 1974 e 1977. Viagens pelo progressivo com incursões cósmicas e um apuramento estético que define um som homogéneo ao longo dos dois CDs da compilação. Mais do que ambiente de estática que se faz sentir em grande parte dos temas, o que é realmente especial nestes Sensations’ Fix é a guitarra, com um som muito característico, digno da época, mas com um primor psicadélico top notch. E como muitos dos seus contemporâneos, Falsini estende a noção de progressivo e toca em campos dignos de um Ennio Morricone ou dos Goblin (na altura em que faziam bandas-sonoras para Argento), em obras-primas como “Leave My Chemistry”. Tanta coisa boa a ser descoberta todos os dias… “Music Is Painting In The Air” é mais uma, mas daquelas que têm de ser conhecidas agora e nunca mais ficarem esquecidas.

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

BILL WILSON Ever Changing Minstrel CD

€ 15,50 € 12,50 CD Tompkins Square

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TSQ2684-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TSQ2684-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TSQ2684-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TSQ2684-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TSQ2684-5.mp3]

Diz a lenda, que neste caso é verdadeira, que a ambição e crença de Bill Wilson o fez ir para Nashville quando tinha 26 anos para convencer Bob Johnston a ouvir a sua música. Hoje esta história seria algo estranha e impossível, mas Wilson bateu à porta das traseiras da casa do produtor de Leonard Cohen, Johnny Cash e Simon & Garfunkel e conseguiu tocar algumas das suas canções. Determinado como poucos, Bill Wilson cresceu com a vontade de ver provado o seu talento, e assim que cumpriu o seu desígnio militar – foi um veterano da guerra no Vietname -, só conseguiu pensar em Bob Johnston para concretizar o seu sonho. E foi na casa deste, inesperadamente, que se deu conta que a sua selecção era vencedora. O produtor, impressionado, decidiu na hora que canções deveriam formar um álbum e reuniu os músicos que tinha usado nas sessões de “Blonde On Blonde” de Bob Dylan. Tudo parecia demasiado perfeito e não fora o pouco investimento da editora em “Ever Changing Minstrel” e a História poderia ter bem mais informação sobre esta obra. Desencantado pela fraca importância que o álbum acabou por ter, Bill Wilson regressou ao seu Indiana natal onde foi escrevendo música sem o mesmo empenho até morrer de ataque cardíaco com 46 anos. “Ever Changing Minstrel” não é uma curiosidade suportada pela história desta gravação; é um pedaço de honesta inspiração, reverberando um universo que tão bem conhecemos de outros nomes e discos. O que a indústria lhe deu, também lhe tirou, e nunca saberemos como poderia ser a promissora carreira de Bill Wison. Verdade seja dita, não há muitos primeiros discos assim.

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

MICHAEL CHAPMAN Pachyderm CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite  ENCOMENDAR

€ 17,50 € 15,95 LP Blast First Petite  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PTYT070-1.mp3]

Michael Chapman parece ser um dos grandes que está finalmente recuperado por todos nós. Depois de “The Ressurection And Revenge Of The Clayton Peacock” ter despertado os distraídos – graças, sobretudo, à Wire, que o colocou no top do ano passado, em quinto lugar -, a Blast First Petite edita o segundo volume de uma suposta trilogia. Figura central mas tímida da folk inglesa dos anos 70, Michael Chapman foi um inovador pouco notado e só com o álbum do ano passado, e empurrado por Thruston Moore e Jack Rose, é que assumiu a improvisação como motor para a sua inspiração. Se o resultado foi brilhante e revelador, “Pachyderm” prossegue a demanda e dá-nos mais uma surpresa ao compor um longo tema baseado num acorde, deixando-nos prostrados pelo poder minimal e hipnótico desta respiração profundamente mística e encantatória. Talvez seja assim que tudo funciona: aos 71 anos, a sabedoria é outra e toda uma vida se condensa em algo mínimo com um poder avassalador. É um privilégio imenso podermos todos partilhar estes momentos.


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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

NEUTRAL MILK HOTEL On Avery Island CD

€ 15,50 € 10,50 CD Fire

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FIRECD53-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIRECD53-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIRECD53-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIRECD53-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FIRECD53-5.mp3]

Os Neutral Milk Hotel continuam a ser uma das maiores evidências de resistência da música independente norte-americana. A prova é que, apesar da sua curta discografia, continuam a sair reedições dos seus discos (porque esgotam!), sem a necessidade de adicionar bónus e outras tantas coisas que às vezes estragam a magia. “On Avery Island”, de 1996, é, ainda hoje, um dos discos mais incríveis feitos nos anos 90, ofuscado, em parte, pelo segundo dos Neutral Milk Hotel, “In The Aeroplane Over The Sea”, o clássico dos clássicos, que é tão incontornável que por vezes se esquece que o projecto de Jeff Mangum fez realmente mais qualquer coisa. “Song Against Sex” arranca com uma força desestabilizadora, que lança os dados para toda a aventura que se segue. Pode carenciar da história de “In The Aeroplane Over The Sea”, mas o som cheio de “On Avery Island” é qualquer coisa de único, como uma bomba prestes a explodir, sempre, e acima disso, uma vontade incontrolável de existir. Simplesmente imperdível a este preço.

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

NICO MUHLY Drones CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HVALUR16CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HVALUR16CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HVALUR16CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HVALUR16CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HVALUR16CD-5.mp3]

Parece que foi ainda há pouco tempo – e foi! – que começámos a falar de Nico Muhly como alguém que prometia algo grandioso – dois discos fantásticos na Bedroom Community obrigaram toda a gente a decorar o seu nome. Mas, sem precisar de ajuda de ninguém, Muhly escalou uma carreira imparável que muitos conseguem durante uma vida. Seria fastidioso enumerar a quantidade de obras que entretanto escreveu, pelo que sabe bem voltar à casa-mãe – a Bedroom Community (que partilha com Sam Amidon, Ben Frost, Valgeir Sigurdsson, Paul Corley, Puzzle Muteson e Daníel Bjarnason) – e ouvi-lo a desbravar terreno virgem e novas ideias. “Drones” é a compilação de três obras/comissões – “Drones & Piano”, “Drones & Viola” e “Drones & Violin” – que procuram percorrer variações e harmonias dentro de uma estrutura fixa, como se fosse um drone. Nico Muhly compara estas peças ao que fazemos normalmente quando assobiamos por cima da vibração contínua de um aspirador: no fundo, o compositor procura homenagear e estilizar estes drones. Primeiro com o piano fortíssimo e determinado de Bruce Brubaker, depois com a viola da incontornável Nadia Sirota, e por último com o violino de Pekka Kuusisto. No final, ópus soberbo que parece conter a miríade de ideias possíveis que gravitam não só na sua cabeça como na cabeça de todos os seus parceiros na editora – “Drones In Large Cycles” parece conter, por essa razão, os espíritos de Valgeir Sigurdsson e Ben Frost. “Drones” não tem a dimensão de “Mothertongue”, mas documenta na perfeição a genialidade e inquietude de um dos mais brilhantes e prometedores músicos da sua geração.

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

THE WIRE #345 (November 2012) REVISTA

€ 6,25 € 1 REVISTA

A nossa atenção é quase centrifugada por Peter Brötzmann, destaque de capa e motivo para (ainda mais) longo e denso artigo nas páginas centrais com direito a entrevista na sua casa em Wuppertal, Alemanha. Aos 71 anos e com 50 de carreira, o visionário saxofonista e artista visual continua a mover as bases da música de improviso, sempre atento a todos os elementos que o circundam e que, em dialéctica, se transfiguram em música e arte. Quase centrifugada porque nas páginas finais encontramos dois nomes bem próximos: Filipe Felizardo e Pão (Pedro Sousa, Tiago Sousa e Travassos). É ler a crítica da Wire na secção “Soundcheck A-Z”. Em entrevista rara, encontramos aquele que é apontado como um dos principais responsáveis pela revolução do raggae jaimaicano, Winston Holness, conhecido como Niney The Observer. “I’m The One” de Anette Peacock, “Devil Got My Woman” de Skip James ou “This Year’s Kisses” de Lester Young & Billie Holiday são alguns dos álbuns-mistério da “Invisble Jukebox” que testa desta vez os ouvidos de Loren Connors & Suzanne Langille. As habituais secções “The Inner Sleeve”, “On Screen”, “On Site”, “Bitstream” e muito mais: Lindstrom, Emeralds, Harry Pussy, Lambchop, Lightning Bolt, Ital, Pet Shop Boys, Max Richter, 200 Years, Terror Danjah, Silent Servant, Sonic Youth, etc.


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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

TOPS Tender Opposites CD

€ 15,50 € 12,50 CD Arbutus  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ABT024CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ABT024CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ABT024CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ABT024CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ABT024CD-5.mp3]

A primeira impressão que fica ao ouvir Tops é em muito semelhante àquela que ficaria ao ouvirmos um qualquer disco pop mais recente: familiaridade. Alguns poderão considerar este efeito como revelador de falta de ideias, mas qual a banda sem as suas referências na manga? Sem âncoras no passado? Ora, “Tender Opposites” tem também os seus retalhos referenciais, sendo o mais imediato a forma como a voz da bela Jane Penny é reminiscente de Laetitia Sadier, dos Stereolab. Mas a marca mais premente deste disco, desde logo denunciada pelo título, é a promiscuidade do seu registo, ora mais acessível, ora mais avant-garde, ora mais reservado e lento como em “Double Visions”, ora mais disco-rock como em “Go Away” (a fazer lembrar Ariel Pink). Ouvir Tops é de facto confrontarmo-nos com uma noção de pop nostálgica, mas ainda assim viva, porque “trazer à memória” não é necessariamente uma lacuna, antes prova/efeito de uma leitura do que já foi feito (e continua a ser) e de uma sensibilidade muito próprias, tanto é, que, em determinados momentos, ficamos um pouco em suspenso e, afinal, parece algo de novo. O que não é dizer pouco.

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

MICHAEL MAYER Mantasy CD / 2LP+CD

€ 15,50 € 12,50 CD Kompakt

€ 18,95 2LP+CD Kompakt

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KOMPAKTCD100-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KOMPAKTCD100-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KOMPAKTCD100-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KOMPAKTCD100-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KOMPAKTCD100-5.mp3]

Apesar de “Mantasy” ser apenas o seu segundo álbum, não é de caras identificar este como sendo um trabalho de Michael Mayer, talvez porque o seu espectro de estilos, ritmos e registos é tão vasto, muito ao jeito do que pautaria uma compilação da Kompakt. Ainda assim, os mais atentos conseguirão reconhecer os seus grãos, que aqui parecem ser polvilhados de forma um pouco diferente e, a espaços, contra-intuitiva, parecendo lançar renovadas bases da estética de uma das etiquetas de música electrónica mais respeitadas. Nada menos seria de esperar de um dos seus patrões. Mayer parece estar mais preocupado em criar uma ante-câmera mais meditativa para depois se lançar para a pista de dança. É isso que sentimos até meio do disco, talvez a metade de “Mantasy” mais dificilmente assimilável, devidamente contraposta por temas mais do agrado dos puristas techno/house como “Neue Furche” ou “Good Times”, verdadeiras promessas de delírio na pista. A dança entre uma sensibilidade pop e um canhão techno fazem de “Mantasy” um disco que, à partida, poderia parecer desequilibrado. Não é o caso. Coesão é uma etiqueta justa a colar a “Mantasy”.

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

ROLY PORTER & CYNTHIA MILLAR
Fall Back – Live At Aldeburgh CD

€ 15,50 € 11,95 CD Subtext  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUBLIVE002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUBLIVE002-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUBLIVE002-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUBLIVE002-4.mp3]

Do que aconteceu há exactamente um ano, só temos aqui duas das suas três partes – o trabalho visual, esplêndido, de Rob Maclachlan, ficou apenas para quem assistiu ao vivo a este concerto. A música, soberba, está toda aqui, felizmente. Roly Porter tem sido um dos mais elogiados estetas electrónicos ingleses depois de ter feito alguma fama com os hiper-energéticos Vex’d, mas a solo, como Roly Porter, a paisagem adensa-se e as suas composições são elaboradas pela sobreposição de camadas de texturas que, embora de eminência ambiental, traduzem demasiada riqueza na sua música para que a consideremos estática ou atmosférica. E a sua narrativa é de tal modo cinematográfica e dinâmica que a presença de Cynthia Millar não é um acidente: dobro e, sobretudo, ondas Martenot dão um peso (ou mais uma camada) inacreditável a toda uma massa sonora que se desloca em câmara lenta. Imaginem os momentos de tempestade cósmica de Murcof para perceberem mais ou menos do que falamos. Se “Aftertime” colocou toda a gente a decorar o seu nome, “Fall Back” arrisca-se a ser um pequeno mas imponente clássico na sua curta carreira. E, na pior das hipóteses, é uma obra que abre portas para muitas surpresas.


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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

ITAL TEK Nebula Dance CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Planet Mu

€ 19,95 € 17,50 LP Planet Mu

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZIQ325CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ325CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ325CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ325CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ325CD-5.mp3]

Talvez pudéssemos, por preguiça, repetir as palavras, os adjectivos e todos os elogios que fizemos a “Room(s)”. “Nebula Dance” atinge-nos com igual potência, determinação e violência que o luminoso álbum de Machinedrum do ano passado. E se é verdade que “Room(s)” ainda está activo na nossa playlist, esta é a passagem de testemunho mais-que-perfeita, porque não haverá melhor do que esquecer um amor com um novo amor. De novo as cinzas do dubstep e de novo a velocidade das operações footwork a traçarem a grelha desta dança, ao qual se junta um hábil manuseio da electrónica que tanto nos acelera o sangue como nos deixa em plena contemplação atmosférica. Da gravidade zero ao deslumbre electro-blip, “Nebula Dance” é exactamente o que o título diz. E se andaram nas nuvens com “Room(s)” esperamos que tenham percebido que este álbum é absolutamente fundamental para repor as energias que Machinedrum carregou em 2011.

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Quinta-feira, 25 Outubro, 2012

V/A American Noise Sampler 12″

€ 10,50 12″ L.I.E.S.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LIES017-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LIES017-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LIES017-3.mp3]

A editora L.I.E.S. inscreve-se velozmente e com dedicação no grupo de essenciais de 2012. O seu ritmo de edições aumentou, e a base house começou a abrir para zonas mais esotéricas. As três faixas neste maxi, não sendo noise, têm a qualidade austera que as torna complicadas na pista de dança. Mesmo “Feelings”, de Delroy Edwards, só vai ser tocado pelos mais aventureiros. Na abertura, Torn Hawk remete para um passado Cluster (falamos deles hoje também), um misto de industrial com motorik, enquanto Marcos Cabral (a faixa chama-se “Tio Rico”) desacelera um padrão dub techno para uma zona (calma) entre Pan Sonic e Plastikman.

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Quinta-feira, 25 Outubro, 2012

KLUSTER Zwei Osterei LP

€ 16,50 € 13,95 LP Bureau B

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BB111-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB111-2.mp3]

O segundo disco dos Kluster, “Zwei-Osterei” segue a mesma montagem do primeiro álbum, “Klopfzeichen”, com a mesma formação (Moebius, Roedelius e Schnitzler + Plank como engenheiro de som), um dos lados com voz e outro sem voz. Ao contrário do primeiro disco, é no instrumental que “Zwei-Osterei” levanta vôo. É um exercício curioso ouvir o tema no lado B em 2012 e sentir como tanto do som industrial que tem saído no último par de anos tenta a genialidade destes três mas falha completamente pela falta daquela ingenuidade do pioneirismo e, claro, pelo trabalho exímio em sacar um som vivo, mutante, circular, mas que ao mesmo tempo é algo inteiramente directo e, espanto, cósmico. Som austero mas tranquilizador. É mais difícil perceber isto do que nos deixarmos levar pela música dos Kluster.

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Quinta-feira, 25 Outubro, 2012

J VELEZ MMT Tapes 4 12″

€ 10,95 12″ MMT  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MMT004-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMT004-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMT004-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMT004-4.mp3]

Número 4 na série que, em 2012, contribuiu para reinstituir o chno como figura de novo importante na produção electrónica mais interessante. Blips e nevoeiro, numa produção com menos grão do que as coisas da Blackest Ever Black, por exemplo, mas suficiente densidade para uma paridade estética. Família semelhante, sensibilidade diferente. Cada número desta série de Jorge Velez (Professor Genius) é limitado a 250 exemplares carimbados.


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Quinta-feira, 25 Outubro, 2012

J VELEZ MMT Tapes 3 12″

€ 10,95 12″ MMT  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MMT003-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMT003-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMT003-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMT003-4.mp3]

Jorge Velez pega na melhor tradição de techno cerebral, um pouco de tudo desde Pan Sonic a James Ruskin e Terrence Dixon. O seu habitual outro nome é Professor Genius (já gravou, por exemplo, para a Italians Do It Better) e aqui incorpora toda a sabedoria espacial em faixas rítmicas para o perfeito clube escuro. O ocasional desvio house, como em “WT2″, significa também que o livro de inspiração assenta na raiz comum de quase toda a música de dança contemporânea.


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Quinta-feira, 25 Outubro, 2012

KLUSTER Klopfzeichen LP

€ 16,50 € 13,95 LP Bureau B

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BB110-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB110-2.mp3]

Kluster, com K, é um projecto dos Cluster (Moebius e Roedelius) com Conrad Schnitlzer e com a ajuda de Conny Plank, companheiro de crime regular, que foi importante como engenheiro de som para construir e desenvolver a história dos Kluster. “Klopfzeichen” é dividido em duas partes, uma em cada lado do LP (edições posteriores em CD vieram com alguns bónus), o lado A com voz e o lado B sem voz. Não são duas versões da mesma peça com essa diferença, são duas interpretações de uma mesma ideia, onde numa se inclui a voz e a na outra não. A voz de uma senhora alemã cria um ambiente sonoro interessante, uma directriz com uma funcionalidade industrial (ou pré-industrial, para se ser mais correcto) mas que ganha contornos de um spoken word que na altura seria visionário. É música de sons e ruídos – literalmente -, com um sentimento de grandeza abismal e uma vontade de experimentação que tornava o caos em ouro.

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Quinta-feira, 25 Outubro, 2012

VICTOR GAMA Naloga CD

€ 12,50 € 9,50 CD PangeiArt

Continua a ser um segredo bem guardado. Estranhamente bem guardado. E no entanto, quem se interessa pela sua arte saberá que o mundo o tem recebido com incontestado entusiasmo, requisitando a sua música, os seus workshops ou as suas exposições a um ritmo imparável. E se for preciso dar um exemplo que nos ligue directamente, ouça-se a sua edição na Rephlex de Aphex Twin há uns anos para deixar qualquer céptico sem argumentos. “Nagola”, lançado durante uma das suas exposições – na Royal Opera House, este ano -, prossegue o trabalho feito com os seus próprios instrumentos – pequenas maravilhas escultóricas e sonoras -, numa abordagem contemporânea do que ainda se chama de “música do mundo”. E este termo, tão errado como certo, serve a Victor Gama com uma perfeição única, pois são poucos os músicos que percorrem com igual fervor o mundo inteiro, por terra e por mar, alimentando-se de todos os seus pedaços (materiais e imateriais; objectos e histórias) para reconstruir um novo mundo, ficcionado e quimérico mas de reverberação real, seguindo a nossa grande História sem nunca a recusar. É neste jogo dicotómico, entre tradição e o mito de um novo mundo, que o músico português se revela como um dos grandes miscigenadores sonoros da actualidade. Para quem tenha dificuldade em seguir literalmente os seus passos, “Nagola” é uma oportunidade irrecusável.

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Quarta-feira, 24 Outubro, 2012

ELBEE BAD: THE PRINCE OF DANCE MUSIC
The True Story Of House Music CD/2LP

€ 12,95 CD Rush Hour

€ 16,95 2LP Rush Hour

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RH121LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RH121LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RH121LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RH121LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RH121LP-5.mp3]

É um favorito nosso. Os mais atentos lembrar-se-ão de alguns maxis da sua editora LaRhon que tivemos aqui na loja. Esta retrospectiva organizada pela Rush Hour pega em algum desse material (meio/final dos 90s) e também em coisas mais antigas que fazem parte da galeria de clássicos absolutos da house. Gravou para a Nu Groove e outras editoras nova-iorquinas, vive actualmente em Berlim e, apesar de ocasionalmente citado em compilações na última década (Compost, Get Physical, etc.), o seu nome nunca foi realmente aclamado como outros contemporâneos. House clássica com um twist (o seu twist), militância na integridade do som, groove intemporal e a sua voz a pairar por cima da música, em faixas carismáticas como “I’m So Alone” e “Just Don’t Stop”. Ainda os incontornáveis “New Age Of House”, “New Age Of Faith” e “S. Shuffle”. Mais um serviço inestimável da Rush Hour para fixar em ouvidos contemporâneos a história da house, depois das operações Virgo Four e Burrell Brothers.

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