Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

XIAN ORPHIC Xian Orphic LP

€ 19,50 LP Pre-Cert Home Entertainment  ENCOMENDAR

Após alguns lançamentos em modo colaboração na Pre-Cert, eis finalmente um projecto a solo de Andy Votel na editora. Xian Orphic é claramente influenciado pela new wave, com uma inclinação para a library music mais cósmica (curiosamente, há muitos traços de coisas em que Votel já meteu a mão, como Suzanne Ciani e Bruno Spoerri) e uma espécie – como é comum na editora – de fábula criada através de um arquivo de sons. Passa uma mensagem menos escura do que o lançamento típico da Pre-Cert (para não dizer todos os lançamentos até agora) e é um mundo novo da editora que queremos descobrir mais. Porque afasta claramente vestígios industriais e dá um tom mais ingénuo e aventureiro ao universo que conhecemos até agora saído da mente dos Demdike Stare e Votel. No contexto actual onde o tempo parece algo meio baralhado, é curioso ver como estas mentes o baralham ainda mais, com discos que reinventam o contexto de arquivo e que no conjunto formam um quadro inteligente, mordaz e bonito.



http://soundcloud.com/experimedia/xian-orphic-xian-orphic-album

 

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Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

PAUL CORLEY Disquiet CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

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A editora islandesa, pensada desde o início como um grupo de amigos próximos, vai alargando os seus membros com a cautela necessária para não desvirtuar o conceito original. Mesmo que nem sempre a música pareça ter o mesmo código genético – Sam Amidon não terá muito a ver com Nico Muhly, mas o inverso já foi verdade em “Mothertongue” -, os pontos de contacto surgem, devagarinho, obrigando-nos a tecer um mapa de afinidades que ultrapassa a música em si. Paul Corley é o novo membro da Bedroom Community mas só quem não lê as entrelinhas dos discos é que o pode desconhecer e ficar surpreso com esta estreia: esteve no “By The Throat” de Ben Frost e no “Draumalandid” de Valgeir Sigurdsson, e está omnipresente nas operações da editora desde 2007. Terá aprendido muito lá, mas também o suficiente para estar também noutra gema – “Revedeath 1972″ de Tim Hecker. As referências são exemplares e “Disquiet” não desanima quem especulou em demasiado. Disco fabuloso, na esteira de alguns momentos ambientais mais tenebrosos de Ben Frost, imbuído de um classicismo surdo, cheio de detalhes ricos e nutritivos vindos de quem gosta de polir a música até à perfeição. Paul Corley, com tanto para dar deste calibre, não poderia fugir à Bedroom Community. Fantástico álbum de estreia.

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Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

BILL FAY Life Is People CD

€ 14,95 CD Dead Oceans

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Novo álbum de Bill Fay, uma lenda viva da canção britânica que tem sobrevivido como poucos ao seu culto instaurado desde início dos anos 70. Agora, com 60 e muitos anos, decidiu editar “Life Is People”, um disco para seguir “Tomorrow Tomorrow Tomorrow”, o regresso em 2004 depois de um hiato prolongado. “Life Is People” é um disco enorme, não pertence à história daqueles que regressam à música quando um dos seus álbuns no passado é redescoberto. Bill Fay continuou a escrever música desde os anos 70 até hoje, só nunca encontrou uma razão forte para editar algum desse material. Os seus discos demoram a crescer dentro de si – e para fora, já agora – e é por isso que talvez sejam monumentais, e não meros fillers de revivalismo. Munido do seu piano, Fay escreve aqui canções com um sentimento pesado – será da idade? – mas com um à-vontade prodigioso que faz apetecer voltar urgentemente à sua discografia. Confessamos que não esperávamos um regresso, muito menos com esta força.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

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Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

V/A Ultimate Breaks Ultimate Breaks + Beats LP


€ 14,00 LP Street Beat (SBR521)  ENCOMENDAR

Exemplares ainda selados!

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Durante os 80s crescia a procura discos com breaks clássicos que influenciaram e motivaram a cultura hip hop. DJs à procura do beat perfeito mas também fãs do género aumentaram o interesse e o circuito de digging, tal como se conhece hoje, já era aparente. Lou Flores e Lenny Roberts fizeram uma série de compilações super influentes, chamadas “Ultimate Breaks & Beats”, para disponibilizar vários desses breaks na sua forma original: faixas de funk/soul utilizadas por DJs na génese do hip hop ainda nos 70s. Claro que depressa o circuito se especializou cada vez mais em direcção da obscuridade e foram discos como este que excitaram os diggers a ir mais longe. Hoje em dia, o verdadeiro conhecedor olhará porventura para a lista de faixas neste volume 21, por exemplo, e nada de obscuro haverá nela, mas para outros mortais esta colecção tem nove faixas não apenas capazes de rockar uma festa como deve ser mas também de impressionar quem ouve, porque quem de nós já ouviu falar, por exemplo, de All The People, Sound Experience, Village Callers ou The Politicians? Para equilibrar, James Brown e Barry White estão presentes com duas faixas matadoras. Esta é uma das formas originais que fizeram com que editoras como a Jazzman se dedicassem a compôr colectâneas cada vez mais especializadas e com nomes cada vez mais obscuros. Começou por aqui. Temos exemplares selados mas, honestamente, não conseguimos perceber se se trata da edição original de 1989 ou de uma reedição de 2000 e pouco. Em qualquer caso, o produto é igual : )


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Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

V/A Beat The Street: Hot Mixes By Francois Kevorkian LP

€ 12,00 LP Street Beat (PRL32253)  ENCOMENDAR

Exemplar original de 1982 em excelente estado.

A Prelude foi uma das editoras que acompanhou magnificamente a transição da era Disco para os anos 80. O título desta colectânea cita um dos maiores hits da Prelude, “Beat The Street”, de Sharon Redd. Outros nomes como D Train ou Strikers foram enormes na cena boogie e até a Nick Straker Band (cujo maior hit, até aí, havia sido “A Walk In The Park”, em 79), desde Inglaterra, conquistava o mercado americano – a remistura de François Kevorkian passou a ser um dos standards da cena Disco dos 80s, mas no som de base reconhece-se claramenmte a produção de Tony Mansfield, na altura (1982) ainda nos New Musik. Mas Kevorkian tinha o toque de Midas, naquele período, e até os Kraftwerk usaram os seus serviços em “Tour De France”. Não é por acaso que o nome de Kevorkian tem destaque na capa deste LP. Ele mudou-se de França para Nova Iorque em 1975, e pouco a pouco tornou-se num dos DJs e produtores mais influentes na cidade e na cena Disco, em geral. Chegou a tocar bateria em clubes, acompanhando os DJs, até ele próprio se tornar DJ e começar também a experimentar com edição de fita. Foi uma espécie de produtor residente na Prelude, e “Beat The Street” representa assim uma homenagem ao seu talento aplicado na pista de dança. A soul sintética que se substitui ao Disco tornou-se num standard para os 80s e a Prelude, como em certa medida a West End, está impressa na História como emblema da época. Basta o instrumental de “Beat The Street” (Sharon Redd) logo na abertura para nos convencer.

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<a href="http://www.youtube.com/watch?v=1i6XPdso6Z4?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>


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Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

JORI HULKKONEN AS THIRD CULTURE
Negative Time CD

€ 15,50 € 12,50 CD My Favorite Robot  ENCOMENDAR

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13º álbum da sua discografia e o primeiro como Third Culture, “Negative Time” chega-nos como produto de um processo musical que tem paralelo, como o próprio Jori Hulkkonen admite, com a abordagem de um arquitecto perante um novo edifício ou a de um cientista em face de um novo problema: uma aura de conceitos, justaposições e deduções caracterizam este disco. Há um vector futurístico, um sopro frio e metal a trespassá-lo, que além de evidenciar a sua hirta vértebra techno, enforma uma paisagem sonora tão nitidamente detalhada que é possível ver as suas coordenadas, resultando em ponto de convergência de linhas ambientais, outras mais deep house e até pop. Um verdadeiro tratado da dialéctica entre os pergaminhos modernos da música de dança e intemporalidade de alguns princípios de que Hulkkonen é fiel portador.


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Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

DENNIS BUSCH Total Youth CD

€ 15,50 € 12,50 CD Pingipung  ENCOMENDAR

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Há uma frescura e bom humor a exalar deste álbum de Dennis Busch que, na última década nos deu a conhecer um abundante manancial de propostas techno mais melódico, de que James Din A4 será talvez melhor representante, sobretudo para quem tem presente o catálogo da Pingipung (do também respeitado Sven Kacirek). Inscrito num conceito purista e minimal em termos de dispositivos ao seu dispor, Busch pauta-se por uma simplicidade tecnológica que deixa entrever a sua música de forma mais transparente e menos “ruidosa”. Será talvez esta resistência à tentação das infindáveis possibilidades digitais que acaba por dar forma e apelo a um disco que, apesar dessa simplicidade, sabe ser complexo e profundo nas texturas house, r&b, soul e até hip-hop (a espaços) de que é feito.

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Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

V/A 122 Bpm The Birth Of House Music 2LP

€ 16,95 € 14,95 2LP Still Music

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A História continua a escrever-se, ou antes, já foi escrita e boa parte dos acontecimentos não estão nos livros. Ainda Chicago como fonte do que hoje é a corrente mais respeitada na house, onde toda a gente interessada no sumo primordial regressa, mais tarde ou mais cedo para rejuvenescimento. A energia nesta música é ainda impressionante e, para lá das mais habituais editoras Trax ou D.J. International, havia muita coisa a acontecer na cidade. “122 BPM” não é arqueologia no sentido extremo em que algumas notícias na net fazem crer, “musito antes de a Trax ou a D.J. International terem sequer sido sonhadas”. Não é nada assim, na verdade. Muitas das faixas neste disco são contemporâneas dessas duas editoras ou até posteriores aos seus primeiros discos. O que acontece aqui é uma ideia de como as coisas começaram em Chicago, alguns antecedentes e sobretudo, ênfase nas editoras Mitchball e Chicago Connection e na parceria de Nemiah Mitchell, Jr. com o seu filho Vince Lawrence. Este último esteve na génese do que mais tarde se chamaria House, ele fazia parte de Z-Factor, com Jesse Saunders, e a sua interpretação do som electrónico europeu resultou na produção que hoje associamos ao som clássico de Chicago. Não esquecer, no entanto, que tudo isto era vanguardista na época, mesmo as faixas mais soul, encarregues de passar o testemunho r&b para a nova geração. Não vale a pena destacar muita coisa, em “122 BPM”, mas “Shake Your Body”, de Jeanette Thomas, apesar de largamente citado ao longo dos anos, é sempre incrível e, representando um possível manifesto, “The Jacking Zone”, de Risque Rythum Team, diz as palavras mágicas. O primeiro dos 3CD é misturado por Jerome Derradji, bossman da Still Music e a sentir no corpo toda a herança. A versão em vinil resume tudo em oito faixas, terminando com McGhee, “I Got Broke Breakdancing”. Ambos os significados da palavra são válidos: teso, porque se gastou dinheiro em discos, e partido com os ângulos desta música.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

ASHES TO MACHINES Resistance 12″

€ 10,50 12″ Leleka

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Materiais e inspiração recolhidos sobretudo em África por este colectivo mutante que transforma house em música africana. Beats próximos de Tony Allen, spoken word para aquele toque poético que define boa parte do sentimento, baixo e guitarra em estrelato absoluto no background, curiosidade aguçada por este disco estar a sair em outro empreendimento de Vakula, a partir da Ucrânia. No entanto, caso raro, são as três remisturas adicionais que fazem este disco brilhar intensamente. Vakula, primeiro, segura o beat e sobrepõe camadas de percussão e efeitos que elevam o nível psicadélico a alturas desejadas e desejáveis. Ji Dru e Sandra Nkake pegam na vibe do original, mais africana, mantêm o break de bateria e trazem a voz mais para a frente, acompanhada por flauta e um inegável tom de jazz espiritual dos 70s. Classe. Homens do momento, Juju & Jordash (com álbum acabado de editar na Dekmantel) optam pelo lado escuro numa espécie de câmara de eco com elementos do original presentes quase apenas em espírito e um groove techno a prender tudo á terra, o que na verdade significa deixar a cabeça à deriva. Livro de estilo importante na música de dança em 2012.


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Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

FOUR TET Lion / Peace For Earth 12″

€ 9,95 12″ Text  ENCOMENDAR

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Kieran Hebden tem um som registado e é o que ouvimos em ambos os lados deste maxi feito a partir do álbum digital “Pink”. Ou, melhor, o álbum foi feito a partir dos maxis de Four Tet editados na Text desde o início de 2011, um dos quais é este. “Lion” demonstra como Hebden consegue sem esforço juntar o som minimal alemão que até já está em desuso com alguns kicks mais clássicos (o eterno som de drumbox de Plastikman) e sons orientais ou africanos. Por cima, durante o corpo da faixa, desenrola-se o drama também característico de Four Tet, o elemento sério que retira esta música exclusivamente da pista de dança para a colocar na nossa cabeça. No outro lado, “Peace For Earth” é, também, Four Tet clássico: a recriação do ambientalismo espacial de discos mais atmosféricos na Sky ou coisas de Tangerine Dream e Edgar Froese. Se o lado A já dura respeitáveis 8 minutos, aqui somos transportados ao longo de 11 minutos em que a imagem de um astronauta à deriva no Espaço é talvez um lugar-comum mas foi assim que nos ensinaram. Momento íntimo de Kieran Hebden para partilhar com toda a gente.

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Quinta-feira, 1 Novembro, 2012

NURSE WITH WOUND & BLIND CAVE SALAMANDER
Cabbalism LP

€ 24,50 € 21,95 LP United Dirter  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DPROMLP92-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DPROMLP92-2.mp]

A história diz que Steve Stapleton dos Nurse With Wound ficou impressionado com a actuação dos Blind Cave Salamander na primeira parte de um concerto, fazendo-o lembrar do seu clássico “Soliloquy For Lilith”. Alguma conversa e muito entusiasmo depois, ficou assente que iriam tentar fazer em conjunto uma versão dessa obra seminal de 1988. “Cabbalism” documenta essa noite, no dia 23 de Setembro de 2009, a que Lisboa pode assistir em 2011 no Teatro Maria Matos. Toda a força da obra original está vincadamente presente neste novo ensemble, ajudado pela força das cordas (violoncelo, violino e guitarra) dos Blind Cave Salamander e pela magia sonora de Colin Potter, uma espécie de controlador aéreo para grande parte da massa sonora que gravita nesta peça. Pode não substituir a secura e o misticismo das versões dos Nurse With Wound, mas esta colaboração parece insuflar contemporaneidade a uma das obras mais intensas e importantes na música experimental das últimas décadas.

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Terça-feira, 2 Outubro, 2012

PETER BRODERICK These Walls Of Mine CD / 2CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Erased Tapes  ENCOMENDAR

€ 32,50 € 28,95 2CD (Edição Limitada) Erased Tapes  ENCOMENDAR

€ 17,50 € 13,50 LP Erased Tapes  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ERATP045CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERATP045CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERATP045CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERATP045CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERATP045CD-5.mp3]

Numa altura em que Winged Victory For The Sullen ou Nils Frahm enchem auditórios com mais de um milhar de compradores de bilhete, é uma pena que Portugal ainda não entre no circuito desses nomes que, curiosamente, habitam a pequena mas altamente blindada Erased Tapes. Uma das excepções é Peter Broderick que, embora não seja nenhuma estrela por cá, longe disso, já passeou em alguns concertos e deve ter alimentado alguns fãs com a sua música e charme pessoal. Assim esperamos. Peter Broderick era há bem pouco tempo um rapaz generoso iluminado pela técnica, o que fazia com que fosse sempre chamado para alinhar em muitas bandas – na estrada ou em discos de outros artistas. Mas, de repente, ficou claro que dentro da cabeça dele havia demasiadas ideias para ser apenas um ajudante. E são tantas as ideias que é impossível percebermos bem que estilo de disco fará Broderick a seguir a este. Por enquanto, esta é uma compilação de canções que aparentam ser golpes de génio lo-fi, como se entre duas coisas muito importantes houvesse tempo para brotar tudo para fora em mais uma sessão de estúdio improvisada. Parece que estamos a dizer mal, mas as canções de “These Walls…” aguentam bem o ambiente frágil e imediato do álbum. Tem um lado campfire, às vezes é pop polida e luxuosa, por vezes é onírico e poético, noutras alturas é confessional e religioso, e fala sobre patos também. Tem quase tudo o que Broderick tem andado a fazer, mas desta vez bem arrumado em termos de canções. Com quase 20 edições bem distintas nos últimos 5 anos, qualquer ponto de entrada é aconselhável e… insuficiente.

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Terça-feira, 2 Outubro, 2012

GRISCHA LICHTENBERGER And IV (Inertia) CD

€ 17,50 € 13,95 CD Raster-Noton  ENCOMENDAR

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Nem tudo nasce das máquinas no universo coeso e inderrubável da Raster-Noton, mesmo que os resultados pareçam indicar esta espécie de ciclo fechado – e, se o fosse, seria tão lógico como atraente. Mas o assepticismo sonoro não acontece em “And IV (Inertia)”, pois, para espanto de muitos de nós, os sons presentes aqui provêm de gravações de campo, retrabalhadas ao ponto de se tornarem apenas esqueletos irreconhecíveis prontos a ganhar carne e músculo. O resto é fruto de uma aprumada arrumação sonora, em que timbre, ritmo, arritmia, groove ou distorção obrigam a sequência certa dos acontecimentos. Ou seja, de novo o pormenor como metodologia de acção, algo tão caro para quase toda a família alemã. Sem abdicar de uma orientação-mãe fortíssima, esta estreia em formato longo de Grischa Lichtenberger parece tocar com mão delicada nalguns momentos de ouro da discografia da editora de Carsten Nicolai – fragmentação, caos organizado, bits e cliques em colisão frontal na nuvem de digitalia techno. Poderoso, como grande parte das operações deste género da Raster.

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