Quinta-feira, 29 Novembro, 2012

RAIME Quarter Turns Over A Living Line CD / 2×12″

€ 16,50 € 12,50 CD Blackest Ever Black  ENCOMENDAR

€ 21,95 € 18,95 2×12″ Blackest Ever Black  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST001-5.mp3]

Demdike Stare e Andy Stott abriram certamente portas para que um manancial de música com crises existenciais e influências óbvias do industrial começasse a existir. Muito se tem feito dentro desse género no último ano e meio, a grande diferença que existe em relação ao auge do industrial é a de que esta música funde lógicas de dança mais recentes (techno e dubstep e fusões entre as duas) e usa processos menos analógicos. O computador parece dominar e isso nota-se muito no tom seco de muito dos discos que têm saído, ao ponto disto ser já característico. A Blackest Ever Black tem dedicado parte substancial do seu catálogo a este género (já editou Vatican Shadow, Regis, Black Rain e agora edita o primeiro álbum de Raime depois de dois 12″). Não é surpreendente que o faça e muito menos é que a tendência vire para aqui. O som que se produz é realmente um reflexo do contexto em que vivemos: em ciclos. E talvez grande parte desta música aconteça não tanto por uma influência directa mas por total desconhecimento do que está para trás. “Quarter Turns Over a Living Line” é uma espécie de disco marcante para o género, porque chega numa altura em que parece que já está sedimentadíssimo, num momento em que se faz a revisão dos discos do ano (lembram-se da reedição em CD de Andy Stott no ano passado?), aparece com todos os clichés e tiques que caracterizam o género e fá-lo muitíssimo bem, com uma desenvoltura musical composta, despreocupada somente na construção de um ambiente e acertada em querer mostrar algo mais. É um universo que se fecha muito em si mesmo – não é música de expansão – mas Raime fá-lo muito bem neste seu disco.


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 16 Novembro, 2012

EMERALDS Just To Feel Anything CD

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO150CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO150CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO150CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO150CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO150CD-5.mp3]

Ritmo. É tudo sobre ritmo em “Just To Feel Anything”. Os drones dos Emeralds (pelos quais nos apaixonámos nos últimos anos) desapareceram, ou melhor, passaram para segundo plano, uma espécie de cenário onde John Elliott, Mark McGuire e Steve Hauschildt desenham intenções de rock progressivo, com memórias de Ash Ra Temple, Tangerine Dream, Vangelis ou Popol Vuh, para um estado quase fetichista de “chillzone”. O som limpo característico da Mego ajuda a puxar por esse lado retro, uma depuração que leva alguns acordes para cenários cheesy, com drones que parecem uma homenagem a uma cena romântica de um filme de acção dos anos 80. É um disco que claramente lança os Emeralds para outro lado (tal como o último disco a solo de McGuire o fez). Por enquanto os anteriores Emeralds deixam algumas saudades, mas estes são consideravelmente mais dinâmicos, energéticos e entretidos.

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 16 Novembro, 2012

ITAL Dream On CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Planet Mu

€ 22,50 € 19,50 2LP Planet Mu?

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZIQ327CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ327CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ327CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ327CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ327CD-5.mp3]

Com o tempo, Daniel Martin-McCormick tornou o som de Ital mais europeu do que norte-americano. Em “Hive Mind”, o seu anterior álbum, deixou claro que gosta de música ziguezagueante, com alguma geometria mas essencialmente presa numa estética do techno mais repetitivo e com pouca desenvoltura. “Dream On” é uma continuação desse processo, com a diferença de que tudo isso parece estar mais concreto, contudo, ainda sem a sistematização suficiente e a depuração no som para ser uma espécie de música de dança a apontar para o futuro. “Boi” é o tema que melhor concretiza essas ideias e talvez aquele onde os graves assumem uma função preponderante e, também, onde o beat se a aproxima de um formato menos estranho à dança. Ital continua a não ser bem música de dança (como se faz crer), mas anda lá perto. Dream on.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 16 Novembro, 2012

THE WIRE #346 (December 2012) REVISTA

€ 6,25 € 1 REVISTA

Aparentemente imune à passagem do tempo, Scott Walker surge em alta definição na Wire #346 sem rugas, privilégio talvez de quem tem inscrito em si o cromossoma do “clássico”. Entrevista rara, focada sobretudo no seu novo álbum. “Bish Bosch” é verdadeiro motivo de júbilo para quem ainda tem “Mathilde” em loop na cabeça. A não perder também a segunda parte do sumarento artigo sobre Peter Brötzmann, destaque de Novembro. O chefe da Tectonic, Rob Ellis, aka Pinch, é desta vez o examinando em “Invisible Jukebox”, o percurso de mais de 60 anos do cineasta Jonas Mekas é revisto e apreciado em “Cross Platform”, William Parker e Steven Joerg recordam o saxofonista David S Ware, David Byrne discorre sobre “How Music Works” (crítica ao livro em “Print Run”). Como se não faltassem motivos para folhear a Wire de Dezembro, ainda Baby Dee & Little Annie, John Cage, Clubsound Witches, Loren Connors & Suzanne Langille, Cults Percussion Ensemble, Cut Hands, Death Grips, Kevin Drumm, Lawrence English, Matthew Friedberger, Girls Girls Girls, Felix Kubin, Ricardo Villalobos, Neil Young. E tanto, tanto mais.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 16 Novembro, 2012

V/A Psychemagik Presents Magik Cyrkles 2CD

€ 12,50 2CD Leng

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LENGCD004-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD004-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD004-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD004-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LENGCD004-5.mp3]

Certos discos são autênticos portais de acesso a coisas de outra forma fechadas ao nosso toque. A carga esotérica no nome Psychemagik e no título “Magik Cyrkles” e a composição visual na capa já oferecem suficientes pistas e só mesmo alguém muito distraído não vê aqui, logo, uma intenção de subverter a realidade (ou de a tornar mais justa). Podia ser um logro como tantos outros, um truque oportunista mascarado de Santo Graal. Mas acontece que Psychemagik apresenta uma selecção absolutamente convincente e entusiasmante de Disco e Pop do Outro Lado. Poder sedutivo amplificado a cada faixa que ouvimos, freakouts sexy e/ou simplesmente alucinados, manifestações intensas de groove assente em colunas ancestrais e desejos muito humanos (“We’ll be very far away from here”, Hey policeman, gotta bring in that woman!”). “Magyk Cyrkles” expõe claramente um clube a que muitos pertencem (pessoal que procura discos obscuros) mas que poucos sabem ou conseguem comunicar de forma eficaz. Em vez do desprezo pela Humanidade em geral, incapaz de admirar aquela música iluminada, alguns descobridores conseguem suscitar momentos de comunhão através de uma selecção de música que faz levitar pedras. O primeiro CD tem as faixas separadas, o segundo CD é misturado.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 16 Novembro, 2012

JULIAN COPE Copendium
An Expedition Into The Rock ´n´ Roll Underwerld LIVRO

€ 28,95 LIVRO Faber And Faber (Edição Capa Dura)

Luxuosa e imperial capa negra (dura) simulando pele de cobra e com letras góticas para acrescentar peso visual e histórico. Como o subtítulo indica, “Copendium” é um guia para explorações no submundo por vezes distante do rock. Se isto sugere exclusivamente listas de nomes que ninguém conhece, que fazem lá, então, menções a Kiss, Van Halen, Miles Davis, James Brown ou David Bowie? Julian Cope não apenas explora onde poucos se aventuraram mas também olha com detalhe para onde muitos já olharam. A sua lente de aumento é poderosa e a sua cabeça já viu muita coisa no mundo interior para poder oferecer visões pessoais que são também coloridas, sem-vergonha e intensas. A sua escrita meio queimada e extremamente exposta traduz um espírito de liberdade de opinião que contraria várias das regras de “justiça” que um crítico musical é suposto observar. Mas essa escrita alucinada e bem fundamentada mostra um autor muito à vontade no terreno. Ele faz isto porque acha mesmo que as pessoas precisam de conhecer esta música importante para o enriquecimento da “experiência de viver” (aspas nosas).
O livro conta mais de 700 páginas, quase todas com textos retirados do seu website Head Heritage e escritos desde o virar do Milénio. Seguimos uma cronologia desde o Big Bang do rock & roll na década de 50 (Lord Buckley e Tom Lehrer servem como pilares) até aos anos 00 deste século. São muitas críticas a discos que, na verdade, são histórias do encontro de Cope com esses mesmos discos e da “utilidade” que neles encontrou. Confissões, análises, arqueologia e contextualização que nos conduzem de década em década até à conclusão do livro sob a forma de compilações modeladas a partir dos seus dois celebrados livros “Krautrocksampler” (1995) e “Japrocksampler” (2007). Julian Cope elabora então, no final do livro: Detroitrocksampler, Hardrocksampler, Glamrocksampler, Dansrocksampler (cena dinamarquesa), Postpunksampler e Postpunksampler 2. Nomes e mais nomes para excitar a curiosidade de quem tem genes de aventureiro, porque muito do terreno proposto não é seguro. Mas, como é de senso comum, quando se toma uma substância que altera a consciência deve ser-se acompanhado por alguém que olhe por nós. Neste mundo estranho, Julian Cope é o supervisor presente para que nos possamos entregar sem receio a esta experiência com poder para alterar a consciência.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 16 Novembro, 2012

EMERALD WEB Dragon Wings And Wizard Tales CASSETE

€ 12,95 CASSETE Finders Keepers

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FKRMC004-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKRMC004-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKRMC004-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKRMC004-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKRMC004-5.mp3]

O casal Kat Epple e Bob Stohl sempre teve uma queda para música weird/cosmic (gravaram bandas sonoras para programas de Carl Sagan e actuavam em planetários). “Dragon Wings And Wizard Tales” é a primeira cassete que conseguimos arranjar das diversas que a Finders Keepers tem editado e também é uma explosão de trip cósmica, onde instrumentos electrónicos são misturados com acústicos numa combinação suficientemente ingénua para este disco ser muito característico e ser composto por malhas absolutamente alucinantes que parecem tocadas em slow motion (e assim o efeito de trip sonora da coisa ganha um outro significado). Intercalando, quase sempre, temas mais longos e temas curtos (menos de um minuto, que são experiências bem executadas), “Dragon Wings And Wizard Tales” é fascinante pela sua inocência e por 1979 estar tão presente. Imaginem se Vangelis fosse lo-fi = Emerald Web.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 16 Novembro, 2012

SUZANNE CIANI Seven Waves LP

€ 17,95 LP Bird / Finders Keepers (Ed. Limitada)

[audio:http://www.flur.pt/mp3/01EGGSLP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/01EGGSLP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/01EGGSLP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/01EGGSLP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/01EGGSLP-5.mp3]

Continuando a celebração de Suzanne Ciani em 2012, a Finders Keepers decide juntar o rol de reedições / compilações a uma outra celebração: os trinta anos da edição de “Seven Waves”, o primeiro disco realmente comercial da compositora (e que vendeu cerca de cem mil cópias). Ouvindo-o – e conhecendo o outro material que saiu este ano – é um disco que faz todo o sentido na evolução do trabalho de Ciani (com o tempo foi procurando depurar o seu som e organizá-lo de uma forma bastante mais cómoda). “Seven Waves” vive sem drones e sem a carga explosiva de algumas explorações de Ciani, bem como aquela imprevisibilidade que isso causava. É antes algo bem mais organizado, uma espécie de Cluster normalizados e com uma mentalidade feminina. Pertence claramente a uma era e seria impossível concretizar um disco assim nos dias de hoje. Há sons absolutamente normativos e “Seven Waves” está cheio deles, sem soarem cheesy ou algo relativamente espiritual/new age, mas convinvendo com graça no meio disso. Delicado, e só não é inesperado porque a Suzanne Ciani que conhecíamos antes da Finders Keepers a reanimar era esta. A da Finders é que foi a surpresa.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 16 Novembro, 2012

ANDRZEJ KORZYNSKI Secret Enigma (1968-1981) CD

€ 13,50 CD Finders Keepers

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FKR055CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR055CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR055CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR055CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FKR055CD-5.mp3]

Se a Trunk se dedica a desvendar os cofres britânicos da library music de carisma e afinidades ao jazz, a Finders Keepers quase que faz o mesmo trabalho a um nível global. Uma das últimas aquisições para o catálogo da editora foi Andrzej Korzynski, introduzido através das bandas-sonoras de “Possession” e “Third Part Of The Night”, e agora trazido de novo para os escaparates numa compilação de 22 temas onde ficamos a conhecer um pouco mais o excelente trabalho deste polaco. Jazz, lounge, funk, italo disco, prog, tudo se junta com extrema eficiência no trabalho de Korzynski (muitas das coisas aqui presentes nunca foram editadas, foram recuperadas pela Finders de masters perdidos e até directamente dos próprios filmes que o compositor musicava). O grande talento de Korzynski é que fazia música de terror perfeita sem esta soar a terror, mas a música de elevador incrível sem qualquer medo de arriscar (oiçam os 100 segundos de “W Instyucie” e percam-se nas imensas variações que existem naquele curto espaço de tempo). A forma como ataca géneros e formas normalmente associadas à exotica / easy listening e os transforma para uma narrativa (muitas vezes curta) hiperdetalhada e com arranjos fenomenais  tornam isto tudo genial.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 15 Novembro, 2012

RICARDO VILLALOBOS Dependent And Happy CD

€ 16,50 € 12,50 CD Perlon  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PERLON92CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERLON92CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERLON92CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERLON92CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERLON92CD-5.mp3]

Na abertura do álbum parece-nos que foi deixado um microfone aberto para captar algumas coisas que as pessoas na sala dizem, enquanto a música progride em primeiro plano. A definição do som é altíssima, como sempre na música de Villalobos. O microcosmos de sons quase fica macro, tal a clareza dos detalhes, e mais uma vez a frase redundante: ninguém faz isto (remotamente, sequer) como Ricardo Villalobos. Os sons familiares de outras paragens são de tal forma descontextualizados que se tornam estranhos e surpreendentes. As ricas construções rítmicas, a nitidez dos ambientes que quase podem ser descritos como locais físicos em vez de música, as coisas vivas que sentimos mexer enquanto escutamos o disco, são aspectos que Villalobos sempre trabalhou, mas como este é o álbum mais recente, pode dizer-se que representa o pico dos métodos do seu autor. “Dependent And Happy” é 3D intenso, uma pena se não puderem ouvir este disco nas condições certas: bons auscultadores, por exemplo. É um evento.
Nota: o CD tem as faixas coladas/misturadas sem intervalo.

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 15 Novembro, 2012

HOT CHOCOLATE Don´t Turn It Off, etc 12″

€ 8,95 12″ Infinity  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/INF1001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INF1001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INF1001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INF1001-4.mp3]

Para nós tudo começou quando Rub n Tug incluiram “Don’t Turn It Off” na compilação “Campfire”. Essa faixa abra este maxi retrospectivo e continua a soar tão impressionante como das primeiras vezes em que a escutámos. Adicionalmente, mais três faixas excepcionais de uma fase tardia dos 70s em que havia muitas experiências a acontecer com o formato Disco. Música de desejo e encontros nocturnos, desenvolve uma tensão fascinante e possui todas as melhores qualidades do lado sujo da cena. Quatro temas perfeitos: “Don’t Turn It Off”, “Every 1′s A Winner”, “Night Ride” e “Heaven’s In The Backseat Of My Cadillac”.


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 15 Novembro, 2012

IKE YARD Ike Yard LP

€ 21,50 LP Desire  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DSR050LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSR050LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSR050LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSR050LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSR050LP-5.mp3]

Primeiro foram as compilações “New York Noise” que nos chamaram a atenção para o nome Ike Yard. Depois, a colectânea da Acute “1980-82 Collected” mostrou-nos quase tudo o que havia para mostrar deles e ficámos verdadeiros fãs. Som de sintetizadores absolutamente distinto do que foi feito antes e depois deles, uma ilha no panorama dos anos 80 (existiram mais algumas: Young Marble Giants e This Heat, por exemplo), um som – e uma forma de compor (até é mais isso) – estranha até às formas da altura (no wave, minimal wave, industrial), com o lado negativo de uns PIL, princípios instrumentais que lembram Suicide, composições lentamente fragmentadas (This Heat) e uma voz que é mais uma presença do que um condutor de palavras. Aliás, uma das coisas mais fascinantes do som dos Ike Yard é a inexistência de palavras de ordem, quando a música deles pede tanto isso. Mas o facto de não existirem, de isso ser trabalhado quase como uma tentativa de não o fazer, resulta na perfeição. E isso fez com que fossem mais originais e distintos do que muitos outros sons da altura. Desde “M Kurtz” até “Half A God”, “Ike Yard” é um disco imaculado. Seis canções vibrantes, uma força tímida que conquista, torna-se progressivamente expressiva e ganha contornos de dark tribal (seja lá o que isso for, até por que soa a algo foleiro) – “Loss” é claramente África em negativo. Houve tanta coisa boa que este disco influenciou (mesmo que indirectamente), é um dos grandes marcos da primeira metade da década de 1980 (mesmo que seja um disco relativamente desconhecido) e foram precisos mais de trinta anos para ter o tratamento de reedição. A Desire deu-lhe amor: capa original, som excepcional e o sentido impagável de que temos um bocado de história nas mãos. Temos poucas cópias já disponíveis da segunda edição (em vinil branco). Não é garantido que arranjemos mais. Mas é garantido que esta é das melhores reedições deste ano.


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 15 Novembro, 2012

JUJU & JORDASH Techno Primitivism 3LP

€21,50 3LP Dekmantel  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DKMNTL011-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DKMNTL011-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DKMNTL011-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DKMNTL011-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DKMNTL011-5.mp3]

Segundo álbum na Dekmantel, um tratado de como aplicar algumas regras house e techno a ideias frescas e uma noção complexa de composição. Juju & Jordash confiam no poder evocativo do seu som para separar o que fazem do padrão genérico que rege a maioria. A folha é dobrada de forma a que os extremos se toquem e o mundo cósmico assenta no chão da pista de dança, mas a ligação acontece sobretudo na nossa cabeça. “Techno Primitivism” não soa selvagem como o título indica nem procura explicar como se fazia quando as coisas começaram em Detroit, vai mais além. Tentando resumir, podemos dizer que para este álbum confluem várias correntes importantes na música de dança produzida nas últimas três décadas. E essas correntes nem sequer se manifestam de forma pura, perfeitamente identificável, porque J&J misturam soluções e elas resultam sempre. Disco impressionante no modo como escapa a lugares-comuns e segue, imperturbado, o seu caminho. Obrigatório.

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 15 Novembro, 2012

ANDREW ASHONG Flowers EP 12″

€ 10,50 12″ Sound Signature

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SS048-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS048-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS048-3.mp3]

Pergaminhos clássicos de soul ajudados por produção vanguardista na linha das revoluções operadas há uma década por gente como Neptunes e Timbaland, mais tarde Sa-ra, etc. Theo Parrish estende a base para Andrew Ashong brilhar de forma discreta mas segura. A sua voz raramente se impõe mas funciona como um claro elemento de calor para conduzir o groove. Bonito do princípio ao fim.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 15 Novembro, 2012

KEVIN DRUMM Relief LP

€ 21,50 € 17,95 LP Editions Mego  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO137-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO137-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO137-3.mp3]

Sabemos que é raro ter um disco de Kevin Drumm na nossa loja – por imensas razões, infelizmente – mas isso não quer dizer que não estejamos sempre atentos ao que faz e que não seja um dos nossos compositores do experimental/electrónica/noise preferidos. Atingiu um ponto em que lhe somos capazes de perdoar tudo, não fosse ele o autor de discos fabulosos como “Sheer Hellish Miasma”, “Land Of Lurches”, “Imperial DIstortion”, “Imperial Horizon”, entre tantos outros e colaborações que raramente são abaixo do genial. “Relief”, ouvido sem headphones, faz lembrar muito o trabalho de Matthew Bower enquanto Hototogisu (nos momentos em que ainda não dividia o projecto com Marcia Bassett), mas quando se lhe dá maior atenção repara-se que estes quarenta minutos não são o prato normal de uma dose noise. Drumm trabalha os sons num registo próximo de uma hiperdefinição (som em hd?). Não que isso lhe seja incomum, o que é incomum é a forma como conjuga diferentes aspectos que trabalhou anteriormente – loops (há um som que se ouve frequentemente por trás que soa a um murmúrio de Leyland Kirby), estática, sons quebrados, distorção e beeps e bleeps que são uma espécie de cadeirinha de história de tudo o que se passa aqui – numa coisa seminal, em que nenhum dos pormenores que introduziu na sua música é deixado para segundo plano e florescem, fluem e convivem com uma sobriedade e contenção raras. A equalização e a masterização de “Relief” são sublimes, é monstruoso o modo como se ouvem e sentem os detalhes (parece que vêm com legendas). Kevin Drumm sublime. Como sempre, não é?

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 15 Novembro, 2012

V/A Fac Dance 02 2LP

€ 19,95 2LP Strut  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STRUT098LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STRUT098LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STRUT098LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STRUT098LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STRUT098LP-5.mp3]

Quem está familiarizado com a editora Factory, de Manchester, sabe que desde cedo diversificou o seu catálogo para além da zona Joy Division. Um single de ESG, algumas faixas de A Certain Ratio e, principalmente, “Blue Monday” dos New Order, indicavam uma vertente de clube mais vincada e é isso que esta série procura retratar. No volume 02, mais algumas raridades explicam como de uma base sombria o som da Factory (Section 25, Minny Pops) evoluiu para algo mais próximo do som nova-iorquino (52nd Street), combinando os talentos e vocações de produção de Martin Hannett e do colectivo BeMusic (membros de New Order e ACR).



LP1: 01. A Certain Ratio “The Fox” 02. ESG “Moody” 03. Minny Pops “Blue Roses” 04. Thick Pigeon “Babcock + Wilcox” 05. Biting Tongues “Meat Mask Separatist” 06. Sir Horatio “Sommadub” 07. X-O-Dus “Society” 08. The Durutti Column “Self Portrait” 09. Section 25 “Knew Noise” 10. Shark Vegas “You Hurt Me” 11. Fadela “N’sel Fik” 12. Kalima “Land of Dreams”

LP2: 01. 52nd Street “Can’t Afford (Unorganised Mix)” 02. Nyam Nyam “Fate” 03. A Certain Ratio “Lucinda” 04. ESG “Your No Good” 05. Swamp Children “Softly Saying Goodbye” 06. Quando Quango “Go Exciting (12″ mix)” 07. Surprise “In Movimento” 08. Anna Domino “Take That” 09. The Wake “Host” 10. Royal Family and the Poor “Vaneigem Mix” 11. Section 25 “Sakura” 12. Ad Infinitum “Telstar”


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »