Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

BRIAN ENO Lux CD

€ 14,50 CD Warp  ENCOMENDAR

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E, inesperadamente, ou não, Brian Eno volta às paisagens ambientais primitivas que criou. Sem querer impor-nos uma funcionalidade específica para esta sua composição, “Lux” parece materializar-se como algo que existe na natureza e que nunca nos leva a questionar a sua presença. A música ambiental de Eno parece estar à nossa volta antes dela começar, a familiaridade dos seus padrões fluídos faz parte da memória auditiva que temos. E se isso é uma conquista que ninguém alguma vez lhe pode tirar, também é verdade que as suas composições – ou derivações – tanto nos dão algo de nosso, reconhecível e reconfortante, como nos pedem para evoluirmos – afinal, esse também é o lado criativo da natureza. “Lux” nasceu de uma instalação e talvez isso se note demasiado – sobretudo quando, nesta mesma semana, falamos de “Uncommon Deities” de Jan Bang e Erik Honoré. Eno está empenhado em cruzar plataformas, desmultiplicar sons e cores, ampliar escalas, e quando ouvimos “Lux” num disco faz-nos crer que um mundo de possibilidades fica reduzido a algo demasiado frágil para explicar todo o conceito. Parece ser um sacrilégio pedir mais, mas a música – e, em especial, a música ambiental – já se alimentou demasiado das invenções de Eno para que se consiga, sem acidentes, voltar ao local da partida.

 

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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

MAD MUSIC INC Mad Music Inc LP

€ 17,95 € 14,50 LP Drag City  ENCOMENDAR

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Às vezes descobrimos discos tão maravilhosas que não precisamos de saber muito sobre eles. “Mad Music Inc.” é um desses discos. Dá para ficar suspenso nas simples linhas de piano em modo ambient que não passam disso, das vozes que parecem um decoro eloquente (mas que não o são) ou do saxofone absolutamente fora de época (o tipo de som que produz só começou a fazer sentido uns anos mais tarde). “Mad Music Inc.” é um disco misterioso, tem origens em Boston e foi registado em finais dos anos 1970, e ficamo-nos por aí. A música é uma espécie de versão ácida de ambient/exotica, com um toque psicadélico que não é imediato mas que está lá (nas tais vozes, no saxofone, na simplicidade do piano). Tudo, a seu tempo, vai fazendo sentido. Estão lá Alice Coltrane e Dorothy Ashby encobertas nas frases completamente sumidas dos Mad Music Inc. Glorioso à sua maneira, estranho e belo, simples e ingénuo (ou talvez não) e com ideias que hoje, se calhar, fazem mais sentido. Incrível a permanente precisão das reedições da Drag City. “Mad Music Inc.” é incrível: esqueçam o tópico reedições, este é um discos mais bonitos que vão poder ouvir este ano.


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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

RODRIGUEZ Searching For Sugarman OST 2LP

€ 32,50 € 27,95 2LP (180 g) Light In The Attic

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Muitos, por cá (e lá), terão descoberto Rodriguez através da peça do “60 Minutos”, a propósito do documentário lançado sobre o (durante tanto tempo) obscuro músico de Detroit, que ao longo de 40 anos, já depois de ter editado os injustamente ignorados “Cold Fact” e “Coming From Reality” (mais tarde trazidos a lume pela nobre Light In The Attic), foi construtor civil enquanto estudava filosofia. Também durante (demasiado) tempo se pensou que teria morrido ao lançar-se em chamas em palco. Apenas num recanto do mundo, África do Sul, onde tinham chegado bootlegs dos seus álbuns, a sua música reverberava, sobretudo junto da juventude em luta contra o Apartheid. Tudo enquanto o resto do mundo dormia. Acordou. E deparou-se com um músico maior – e bem vivo! -, cujo percurso é matéria recolhida nos poemas das suas canções e, agora também, pelo filme de Malik Bendjelloul que persegue o caminho tortuoso, mas fascinante, do autor de “I Wonder”. Aqui, a banda sonora de “Searching For Sugar Man” (que recupera temas dos seus dois álbuns) não serve de contraponto, é antes protagonista, a lente que perpectiva um olhar muito próprio, mas ainda assim, e por isso mesmo, cunhado com o gene da universalidade que a todos e de todos fala. Sobre amor, política, corrupção, drogas. Urge ouvi-lo. Outra vez ou pela primeira.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

JAN BANG & ERIK HONORÉ feat. DAVID SYLVIAN
Uncommon Deities CD

€ 16,50 € 12,50 CD Samadhisound  ENCOMENDAR

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O festival Punkt, na pequena cidade de Kristiansand, na Noruega, é conhecido por construir concertos de remistura que acontecem pouco tempo depois dos originais. De uma sala para outra, o ambiente transfigura-se em algo inesperado, alimentado por uma série de alquimistas que prezam a ideia da reutilização e do sampling e da improvisação – não são poucas as vezes em que os concertos secundários se tornam os mais interessantes da noite. Jan Bang, figura administrativa do Punkt, é, claro, um dos estrategas normais dessas acções de reciclagem sonora – a sua participação num concerto de remistura de Jon Hassell fê-lo, até, entrar na sua banda ao vivo por uns anos. E como músico empenhado em transfigurar a música que ouvimos, é um convidado regular nas estatégias oblíquas que David Sylvian vai fazendo na sua Samadhi. “Uncommon Deities” é uma reinvenção de uma instalação audiovisual de David Sylvain para o festival Punkt de 2011, feita por Jan Bang e Erik Honoré – cofundadores do evento. No local, uma série de pinturas de Atsushi Fukui eram preenchidas no espaço pela música de Sylvian. A edição em CD não contém essa banda sonora funcional, mas é uma reinterpretação da atmosfera da galeria em Kristiansand, remisturada e amplificada por novas composições com alguns dos músicos originais e, sobretudo, pela inclusão de Arve Henriksen e Sidsel Endresen, para além das palavras do próprio David Sylvian. Toda a magia recorrente das edições da Samadhi está aqui nesta obra – Sylvian tem sabido como ninguém construir uma família numerosa de músicos muito distintos mas com ligações umbilicais a um universo coeso e quase sempre deslumbrante. Quando não temos novos álbuns do ex-Japan, vamos tendo estas quase-obras de Sylvian que nos dão quase tanto para ouvir que nos esquecemos dos seus verdadeiros autores. Paisagens electro-acústicas delicadas, ricas de pormenores, entre a suave canção encantatória ou a carícia literária das palavras, num mundo que tanto parece organizado como entregue à sorte instintiva do improviso. Continua a vir desta editora a melhor música do mundo. E por isso é que há uma edição de luxo para tentar representar melhor “Uncommon Deities” na sua inteira forma.

 

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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

JAN BANG & ERIK HONORÉ feat. DAVID SYLVIAN
Uncommon Deities CD+LIVRO

€ 55.50 € 49,50 CD+LIVRO Samadhisound  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS022-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS022-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS022-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS022-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS022-5.mp3]

O festival Punkt, na pequena cidade de Kristiansand, na Noruega, é conhecido por construir concertos de remistura que acontecem pouco tempo depois dos originais. De uma sala para outra, o ambiente transfigura-se em algo inesperado, alimentado por uma série de alquimistas que prezam a ideia da reutilização e do sampling e da improvisação – não são poucas as vezes em que os concertos secundários se tornam os mais interessantes da noite. Jan Bang, figura administrativa do Punkt, é, claro, um dos estrategas normais dessas acções de reciclagem sonora – a sua participação num concerto de remistura de Jon Hassell fê-lo, até, entrar na sua banda ao vivo por uns anos. E como músico empenhado em transfigurar a música que ouvimos, é um convidado regular nas estatégias oblíquas que David Sylvian vai fazendo na sua Samadhi. “Uncommon Deities” é uma reinvenção de uma instalação audiovisual de David Sylvain para o festival Punkt de 2011, feita por Jan Bang e Erik Honoré – cofundadores do evento. No local, uma série de pinturas de Atsushi Fukui eram preenchidas no espaço pela música de Sylvian. A edição em CD não contém essa banda sonora funcional, mas é uma reinterpretação da atmosfera da galeria em Kristiansand, remisturada e amplificada por novas composições com alguns dos músicos originais e, sobretudo, pela inclusão de Arve Henriksen e Sidsel Endresen, para além das palavras do próprio David Sylvian. Toda a magia recorrente das edições da Samadhi está aqui nesta obra – Sylvian tem sabido como ninguém construir uma família numerosa de músicos muito distintos mas com ligações umbilicais a um universo coeso e quase sempre deslumbrante. Quando não temos novos álbuns do ex-Japan, vamos tendo estas quase-obras de Sylvian que nos dão quase tanto para ouvir que nos esquecemos dos seus verdadeiros autores. Paisagens electro-acústicas delicadas, ricas de pormenores, entre a suave canção encantatória ou a carícia literária das palavras, num mundo que tanto parece organizado como entregue à sorte instintiva do improviso. Continua a vir desta editora a melhor música do mundo. E por isso é que há uma edição de luxo para tentar representar melhor “Uncommon Deities” na sua inteira forma.

 

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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

GUIDED BY VOICES The Bears For Lunch CD

€ 15,50 € 12,50 CD Fire  ENCOMENDAR

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Quando em Julho falámos de “Class Clown Spots A UFO”, já tínhamos alertado a navegação para a promessa deste novo álbum, o terceiro de 2012. Um produção intensa, sim, fazendo-nos crer que a pausa dos Guided By Voices está a ser compensada por uma torrente criativa que, aqui e ali, parece exceder o seu limite, mas, aqui e ali, mostra que os sinais vitais da banda estão em óptimo estado. “The Bears For Lunch” atira Robert Pollard e cúmplices (a exacta malta de “Under The Bushes, Under The Stars”) para o som original do projecto, tornando mais simples as comparações com os seus discos-chave da década de 90. Para muitos, este é o melhor disco do tridente deste ano, o que pode dizer que os Guided By Voices estão a marcar cada vez mais o seu território com tanta legitimidade quanto os discos que os fizeram ter o nome que têm há alguns anos atrás. Como dissemos em Julho, é uma benção não saberem dizer chega.

 

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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

BURNT FRIEDMAN Zokuhen 2LP

€ 21,50 € 17,95 2LP Nonplace  ENCOMENDAR

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Inacreditável como o som de Burnt Friedman é imediatamente reconhecível, mantém-se essencialmente inalterado de disco para disco e, no entanto, oferece sempre novas perspectivas. Pelo menos desde meados dos 90s que Friedman tem constantemente aperfeiçoado a sua linguagem rítmica e melódica na margem das tendências dominantes. Se, numa certa fase, parecia envolvido no que genericamente se chamou trip-hop, depressa percebemos que se ocupava das suas próprias coordenadas e não de outros. “Zokuhen” continua o ângulo do anterior “Bokoboko” (inclui mesmo três faixas retrabalhadas a partir de originais desse álbum), uma inspiração oriental para que os ritmos tenham uma direcção mais controlada mas, como pensámos em relação a “Bokoboko”, também em “Zokuhen” (traduzido como “Segunda Edição”) sentimos que a perspectiva rítmica de Friedman é global, enriquecida pela dinãmica das suas experiências musicais desde a era rave germânica à vida na Nova Zelândia, aos ensinamentos dub e ao contacto precoce com a frequentemente genial música livre alemã dos 70s. “Zokuhen” soa perfeito como disco de percussão modelado a partir da cena kraut mais enamorada por África e pelo Oriente e algum jazz espiritual, mas a diferença está toda na muita personalidade que Friedman coloca na sua música. Muito difícil falhar.

 

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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

SENSATE FOCUS Sensate Focus 2.5 12″

€ 14,50 € 12,50 12″ Sensate Focus  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FOCUS25-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FOCUS25-2.mp3]

Mark Fell elimina a passagem do tempo neste maxi de Sensate Focus, ao trazer para cá Winston Hazel, nada menos do que um dos elementos de Forgemasters (eles editaram o disco que inaugurou a editora Warp em 1989). Manobra de respeito ou simples manifestação do facto de Fell ser de Sheffield e sentir toda a afinidade com a cena local que definiu parte do som rave inglês, a verdade é que este Sensate Focus indica alguma História para quem a desconhece. Muito do património Bass existente hoje decorre da utilização do som jamaicano que Hazel, Robert Gordon e outros incorporavam nos seus beats sintéticos, e o que Mark Fell faz, nesta série, é pegar nessa base e esticar as suas premissas com as medidas vanguardistas que ele próprio usou nos SND lá atrás em 1999. Síntese de muita coisa importante em duas faixas que não traduzem de modo algum para quem ouve o peso da História. O groove corre elegante com graves sempre determinantes e palmas carismáticas mas tudo se aguenta junto através da construção minuciosa de pequenos detalhes absolutamente clássicos (nenhum som aqui é novo) que nos embalam numa trip rave e uk garage completamente almofadada pela magnífica suavidade do som.

 

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Quinta-feira, 22 Novembro, 2012

CULTS PERCUSSION ENSEMBLE Cults Percussion Ensemble CD / LP

€ 13,95 € 12,50 CD Trunk

€ 16,95 € 15,50 LP Trunk

[audio:http://www.flur.pt/mp3/JBH046CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH046CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH046CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH046CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JBH046CD-5.mp3]

Dos anos 1970 já ouvimos muitas histórias parecidas. Um professor decide pegar nos seus alunos e educá-los musicalmente. Lembramo-nos de Langley Schools Music Project, mas este Cults Percussion Ensemble é substancialmente diferente. Cults é o nome do subúrbio escocês de onde estas raparigas vinham (há só um rapaz que toca num dos temas), coordenadas por Ron Forbes, que tinha a ambição de as levar para fora daquele subúrbio (e foram, viajaram pela Europa e até ganharam alguns festivais). Este disco que a Trunk agora reedita existia numa prensagem limitada, criado com a intenção de as raparigas o venderem nos seus concertos. Mais do que um disco de adolescentes a tocarem música, “Cults Percussion Ensemble” é uma espécie de versão extended de ideias de library music e com um carácter mais caloroso e humano. Muitos dos temas parecem – mas não são – genéricos de televisão, ilustrações sonoras para um anúncio qualquer da altura. Poder-se-ia tirar 30 segundos de qualquer tema, enfiá-lo num disco de Barry Gray ou de John Baker e a coisa passava completamente despercebida. Mas acima de tudo isso, de catalogações e paralelismos com outras coisas do catálogo da Trunk, o disco destas meninas é incrivelmente onírico e com uma sensibilidade bastante apurada. Não parte pedra, mas é absurdamente encantador. E, curioso, Evelyn Glennie (que tem discos na Tzadik e com Philip Glass) é uma das Cults.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 22 Novembro, 2012

KANDODO Kandodo CD

€ 13,95 CD Thrill jockey

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Um certo território Durutti Column e até Tones On Tail (em “Laud The Hyena”) ou Woo (recente reedição na Drag City). Música meditativa feita por Simon Price a partir de tons neutros, uma suspensão no instante presente sem procurar necessariamente chegar a um local específico com o seu som. Vagueamos assim por um oceano cósmico por onde tantos outros já se aventuraram, mas ainda um dos melhores cenários para explorar o que a música pode transmitir quando quem a faz está sozinho com os seus pensamentos (e instrumentos). “Kandodo” acaba por ser uma falsa referência a África, continente onde Price passou parte da sua juventude. É o nome de um supermercado onde ele costumava ir mas isso em nada se traduz na música que, apesar de adequada a grandes espaços abertos, nada tem de especificamente africano. Um belo álbum na resistente e mutante Thrill Jockey.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 22 Novembro, 2012

SOFT MOON Zeros CD

€ 14,95 Captured Tracks  ENCOMENDAR

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O primeiro álbum dos Soft Moon foi uma investida interessante na música com nostalgia pelos anos 80: reunia uma boa fusão entre pós-punk, industrial, minimal wave e mantinha-se suficientemente vivo para não se fazer acompanhar pelo som mais austero da época. E tal como em “Soft Moon”, “Zeros” é um álbum de música pop sem hits, sem aquela canção que o faz ser recordado, e sim com uma solidez impressionante que torna a banda distinta de quase tudo o que se faz no reino da pop/rock actual. É, ao contrário do que possa soar, música com muita adrenalina (os Joy Division mais rápidos se tivessem existido uns anos mais à frente) e um fervor eloquente com a noção de que a consequência é quase zero na música dos Soft Moon: não há mensagem realmente, a música pede para ser ouvida e desfrutada.

 

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Quinta-feira, 22 Novembro, 2012

WEEKND Trilogy 3CD

€ 19,95 3CD Island (Ed. Limitada)  ENCOMENDAR

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Em 2011 Abel Tesfaye lançou três mixtapes como The Weeknd. A coisa foi suficientemente bem trabalhada para serem julgados como álbuns (e, na realidade, até o são) e até agora apenas estavam disponíveis online, gratuitamente. O buzz, hype, e a música que pôs imensa gente a falar sobre Weeknd levou a que agora, mais de um ano passado desde a primeira mixtape, fosse editado um pack com as três, numa edição jeitosinha, com um preço simpático (para três discos) e com alguns bónus. R&B versão indie-pop, muito bem produzido e com uma sensibilidade aguda de ser transversal a diversos públicos. Esperávamos por “Trilogy” há algum tempo.


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Quinta-feira, 22 Novembro, 2012

PRINS THOMAS Prins Thomas 2 CD / 2LP+mp3

€ 16,50 € 12,50 CD Full Pupp  ENCOMENDAR

€ 18,50 2LP+mp3 Full Pupp  ENCOMENDAR

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Prins Thomas é um dos sérios e o respeito que tem é inteiramente merecido. Foi um dos responsáveis pela mudança de paradigma da música de dança, quando as coisas ficaram outra vez Disco e House. Este segundo álbum sozinho é um álbum de produtor, pouco interesse na melodia, não é esse tipo de disco. Thomas fez quase um álbum-ferramenta para ser usado do princípio ao fim, uma excursão rítmica que dispensa o termo “baleárico” porque desta vez nada tem que ver com ele. No CD são 8 faixas de dança (misturadas) que utilizam os melhores sistemas de direcção. Ênfase na percussão, é a base que tudo sustenta nesta abordagem militante e aberta dos pergaminhos house, techno e disco.

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Quinta-feira, 22 Novembro, 2012

TIM TOH He Is A Dancer 12″

8,95 12″ Philpot

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PHP063-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PHP063-2.mp3]

Neste disco, Tim Toh aparece preso num limbo entre passado e presente, puxando a sua visão de futuro também para a nossa frente. House quente numa produção caseira com recurso às vozes das suas duas irmãs. Há uma sensibilidade germânica em acção, porque o tipo de voz soul é semelhante a várias coisas dos 90s que eram produzidas no eixo Berlim-Viena, mas a produção eleva as duas faixas para outro patamar. Tim Toh mantém-se perto do seu som característico, só que agora ele é aplicado, sem questão, a house (algumas coisas soam a Charles Webster), enquanto antes era aplicado a música rítmica mais ou menos livre. Ouvindo “He Is A Dancer” e “Strawberryeater” percebemos o caminho que este produtor tomou. A segunda destas faixas deixa um rasto para ligar com outros tempos, uma porta aberta por onde passa não apenas o som original mas também o som de agora em direcção ao choque com o passado. Estranho, mas House!

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Terça-feira, 23 Outubro, 2012

ALOG Unemployed CD

€ 16,50 € 12,50 CD Rune Grammofon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RCD2116-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2116-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2116-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2116-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RCD2116-5.mp3]

Detestamos falar das coisas encaixadas em títulos ou formatos, mas quando todos os meses temos um óptimo disco da Noruega ou da Rune Grammofon pensamos sempre naquele pequeno país nórdico e como nos consegue abanar com tanta regularidade – pequeno em população, mas grande em produção musical de qualidade. Com uma carreira de quase 15 anos, os Alog não têm editado muitos discos, mas têm feito o suficiente para serem uma espécie de estrelas da companhia, a par com os poderosos Supersilent. Passaram 4 anos depois de “Amateur” – que não nos convenceu tanto quanto gostaríamos -, e “Unemployed” dá-nos novamente vontade de vestir o fato de fã do duo de Dag-Are Haugan e Epsen Sommer Eide. Como sempre, suprema alegria por sentirmos a música a caminhar livremente por um campo vasto de opções e ideias, em que os resultados são tão imprevisíveis quanto originais. Os Alog chegam mesmo a mostrar-nos que ainda há coisas por fazer e que, felizmente, eles fazem música para nos provar isso. Electrónica e o analógico em colisão, ritmo e ambientalismo em alternância, ruído e melodia em conversa, tudo cabe dentro de um álbum fantástico que nos faz lembrar o século XXI de Scott Walker, o vento digital sinuoso dos Mouse On Mars, as caixas de ritmos dos Black Dice, os ambientes tenebrosos de Deathprod ou as montagens fractais de Oval. E agora imaginem isto tudo largado na Natureza – idealmente, a Natureza áspera da Noruega. Para quem gosta destas caminhadas, este pode ser um dos discos do ano.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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