Domingo, 23 Dezembro, 2012

SUFJAN STEVENS Silver & Gold 5CD

€ 45,50 5CD Asthmatic Kitty

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É verdadeiramente impressionante o poder de escrita de Sufjan Stevens. Depois de há 6 anos ter feito a mesma façanha – cinco discos com quase 50 temas -, eis o resultado – ainda mais impressionante – das suas novas canções de Natal. Compostas desde 2006, Sufjan tem mitificado a tradição de oferecer algumas canções aos amigos. Talvez agora o objectivo de as juntar numa caixa seja a principal razão, mas ainda assim, para um projecto que parece nascer em paralelo ao seu percurso de álbuns, é estonteante que se permita a mergulhar uma vez mais na época natalícia para nos dar quase 60 temas sobre Jesus & Companhia! E não só os habituais cânticos que conhecemos – cá e nos Estados Unidos -, pois há mais de 20 novas canções – originais ou… quase -, que completam a oferenda. Geralmente anunciam-se os discos da caixa como EPs, mas não se enganem – são autênticos álbuns em duração, alguns com mais de 40 minutos de música. Generosidade. Esta parece ser a principal qualidade que Sufjan Stevens tem dentro si. Mesmo que não acabe a sua história dos estados norte-americanos – uma empreitada que ainda o assombra -, haverá sempre outros motivos – promessas? – para nos dar música, muita música, como se fosse quase uma missão divina da Terra. E mesmo que leiam as críticas ácidas e o humor negro que o músico faz sobre a quadra natalícia, o que se ouve aqui é um verdadeiro espírito de comunhão e um prazer imenso em oferecer histórias e música a toda a gente. Dentro da caixinha que junta os cinco discos e as três horas de música, há autocolantes traquinas e uma estrela cadente para pendurarem na vossa árvore de Natal. Sufjan Stevens é o mais importante Pai Natal que conhecemos. Não pensem duas vezes: redistribuam felicidade, ofereçam isto a alguém.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 14 Dezembro, 2012

X-TG (Ex-Throbbing Gristle)
Desertshore / The Final Report 2CD / 2LP

€ 18,95 € 16,95 2CD Industrial (Ed. Limitada)  ENCOMENDAR

€ 22,50 € 21,95 2LP Industrial (Ed. Limitada)  ENCOMENDAR

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Fez agora exactamente dois anos – no dia 25 de Novembro – que Peter Christopherson morreu. Vinte dias antes dessa data, na Casa da Música no Porto, os renovados Throbbing Gristle – rebaptizados subtilmente como X-TG – subiram ao palco para recomeçar um projecto que prometia pegar nas memórias do quarteto da melhor maneira possível. Recuando mais uns dias apenas, Genesis P-Orridge dirigia-se aos seus colegas dizendo que os TG não voltariam a contar com ele. De facto, tanto a data do Porto como a de Praga, dias antes, estavam programadas para apresentar o regresso do quarteto na sua máxima força. Se do concerto de Praga não sabemos muito, já o da Casa da Música não nos deixou senão petrificados. Aos poucos foram subindo uma muralha de som riquíssima em pormenores e inventividade, com uma elasticidade e força ímpares, fazendo-nos esquecer que aquele projecto tinha previsto um outro músico do calibre de Genesis P. O futuro parecia brilhante quando repentinamente terminou. E, passados dois anos, eis o que sobrou desses momentos históricos, dedicado a um dos nomes a quem mais se atribui a importância do som Coil ou, até, dos próprios Throbbing Gristle: é a Peter “Sleazy” Christopherson que “Desertshore” e “The Final Report” se dedicam. O primeiro é o culminar de um velho projecto de 2006 de Sleazy em que se tinha proposto reinventar o álbum de estreia de Nico. Após a sua morte seria terminado por Chris & Cosey e um leque de músicos e artistas por quem Sleazy tinha profunda admiração: Antony, Marc Almond e Blixa Bargeld, e também o realizador Gaspar Noé e a ex-actriz pornográfica Sasha Grey. É um álbum de canções, estraçalhadas por vento eléctrico e turbulências digitais, sempre em constante ebulição. Os diferentes registos vocais – em que se incluem Cosey Fanni Tutti também -, dão uma panorâmica riquíssima e ampliam o impacto de “Desertshore” para além do esperado. “The Final Report” é o retrato fiel das sessões de estúdio em formato trio, e um retrato ainda mais autêntico do poder criativo deste projecto. Intenso, sempre em exploração sonora, a escolha destes temas sugere aquilo que tínhamos percebido em 2010: os X-TG podiam voltar a ter as luzes da ribalta pós-industrial, numa altura em que a electrónica mais experimental volta a pisar os mesmos terrenos que um dia pertenciam em exclusivo ao tremendo capital sonoro dos Throbbing Gristle. Esta edição torna-se assim imprescindível, juntando estas duas metades de uma despedida numa edição limitada de design especial.

 

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Sexta-feira, 30 Novembro, 2012

JUSTIN VELOR 2013 Remixes 12″

€ 7,95 12″ Brutal Music 

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Justin Velor é o autor da edição mais limitada da Brutal Music (“Super Disco Drums”, apenas 100 cópias, um autêntico festim sonoro) e ressurge no final deste ano com o anúncio de que editará um álbum no início do próximo ano na Brutal Music. Chama-se, suspeitamente, “2013″, e este “2013 Remixes” é uma espécie de teaser para o que aí vem, não com material genuíno, mas remixes de Psychemagik (top!), The Go! Team e Cherrystones (incrível! incrível!). Mais uma óptima edição da Brutal Music.


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Sexta-feira, 30 Novembro, 2012

PRINCE RAMA Top Ten Hits of the End of the World CD / LP

€ 15,50 € 11,95 CD Paw Tracks  ENCOMENDAR

€ 18,50 € 16,50 LP Paw Tracks  ENCOMENDAR

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O desdobramento em diversos avatares artísticos não é, nem nunca foi, novidade. Exemplo flagrante e bem sucedido mais recente será talvez Hype Williams, verdadeiro corpo em movimento, com diferentes tentáculos narrativos e enigmáticas personas (agora já nem tanto). “Top Ten Hits…” configura a excursão mais arrojada das irmãs Taraka e Nimai Larson pelo campo conceptual, sendo, por outro lado, a concretização mais literal daquilo que identifica Prince Rama (sobretudo em palco – diz quem viu): uma frequência mística que faz das irmãs Larson medium para outras entidades se manifestarem. Faz pois sentido que este seja um álbum que talvez devesse ser atribuído a “Vários (desencarnados)”, dez novas bandas – sempre sob o signo Prince Rama, claro – mas com perfis perfeitamente distintos, inscritas num contexto apocalíptico, e todas com informação biográfica e com nomes como Metaphysixxx, Nu Fighters (estes ladrões de túmulos) ou I.M.M.O.R.T.A.L.I.F.E. “Top…” chega-nos como a celebração pop, tingida de reggae, rock psicadélico, mantras tribais, drones e um cheiro a Bollywood de dez poltergeists à volta da fogueira, entre-mundos e com vontade de se apoderarem também de nós. Cuidado.


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Sexta-feira, 30 Novembro, 2012

SONIC YOUTH Smart Bar: Chicago 1985 CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Goofin  ENCOMENDAR

€ 24,50 € 21,95 2LP Goofin  ENCOMENDAR

 

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“Smart Bar Chicago 1985″ chega-nos como retrato-sépia de uma era em que a força criativa dos Sonic Youth irrompia por todos os lados e ladrilhava caminhos obscuros do rock indie, que, por exemplo, os Nirvana iriam retomar. Mais especificamente, “Smart Bar” regista momentos da tour dos SY aquando do lançamento do seu segundo álbum, “Bad Moon Rising”, oferecendo espécie de negativo dos temas que o compõem (e não só): se em estúdio talvez segreguem uma aura mais narcótica e dreamy, nesta versão serão mais viscerais, aproximando-se de uma frequência vizinha dos filmes de terror. E há também “Secret Girl” ou “Expressway To Yr Skull” (que seriam selados em “Evol”) em modo cru e sem preparos. Como se nos fosse oferecida a oportunidade única de aceder a material id – absolutamente intacto – antes de sofrer a edição que estúdio, tempo e o ensejo de refinamento promovem. Tormento, grito e explosão. Acedam. Sem medos.

 

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Sexta-feira, 30 Novembro, 2012

LIGHTNING BOLT Oblivion Hunter LP

€ 16,95 LP Load  ENCOMENDAR

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<a href="http://www.youtube.com/watch?v=mwLJdYC5q8I?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=8HLHSEC-R68?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=H6Y6xfyH0O8?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Um bocado impressionante como ainda hoje temos de ouvir os Lightning Bolt e ter um pouco de cuidado com o volume quando metemos headphones. Não pelo barulho/ruído/volume da coisa. Mas porque o som do baixo continua a ser uma coisa verdadeiramente absurda, completamente desproporcional a tudo o resto e com um sentido de bomba inigualável. “Oblivion Hunter” é uma espécie de novo álbum, não tem a coesão de um álbum, são temas gravados em sessões ao longo dos últimos anos. Nesse sentido é um pouco desconexo, mas o resultado é inevitavelmente explosivo e resulta na melhor selecção de canções de Chippendale e Gibson desde “Wonderful Rainbow” (e já lá vão quase dez anos). Ainda se lembram de quando eram a melhor banda do mundo? Bem, com “Oblivion Hunter” podem voltar a ser.


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Sexta-feira, 30 Novembro, 2012

V/A Man Chest Hair CD / 2LP

€ 13,50 CD Finders Keepers 

€ 18,50 2LP Finders Keepers 

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Nada é muito limpo em “Man Chest Hair”. É um disco que, à semelhança de “Strange Passion”, foge às regras habituais da Finders Keepers. Ideias e material confinados ao Reino Unido, música que não é definitivamente estranha nem exótica, mas que cumpre uma ou duas regras essenciais: cobre uma área/período/género específico que estava por explorar. Desta vez a fava calhou a Manchester durante os anos 1970 e a toda uma classe rockeira pré-punk que fazia hard rock com inclinações para o glam, funk e para o psych. Não é propriamente algo que se possa ouvir e localizar, mas é um bom lote de 18 canções de uma das muitas fugas da pop durante os anos 1970. As guitarras que ouvimos aqui são próprias da época, muito presas, lentas e pesadas, por vezes fazem lembrar as sessões mais hard rock de alguns músicos japoneses da época. Gente claramente influenciada pelos Black Sabbath que quis dar uma variação à coisa. Normal, masculino e muito musculado. E, claro, há muitas baladas por aqui.

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Sexta-feira, 30 Novembro, 2012

KEVIN HARRISON Fly 12″

€ 13,50 12″ Emotional Rescue  ENCOMENDAR

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Três pérolas da era Cold Wave (o disco original saiu em 82) em toda a sua glória para chutar para fora do ringue os wannabes “darkwave” da actualidade. E Harrison nem sequer tem filiação no género. Vem da cultura mod dos 60s e consequente adopção do eixo Stax / Motown como música preferida para dançar, mas antes de 1980 já tinha tocado com os This Heat. Não tem nada que ver com a descrição encontrada num blog: “If decided to jump off a skyscraper, I’d have this playing in my iPod”. Nada disso. Essa é a interpretação fácil, porque esta música não é deprimente. Disco cruzado com pós-punk + a natural influência dub da época (“Ink Man”) e uma visão bastante positiva do Reno (“Views Of The Rhine”), a homenagem motorik de Harrison, como tantos outros encantado pelos Kraftwerk. Este disco tem tudo na medida certa.


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Sexta-feira, 30 Novembro, 2012

ALAN HURST Nzambi LP

€ 22,50 LP Emotional Response  ENCOMENDAR

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Três pérolas da era Cold Wave (o disco original saiu em 82) em toda a sua glória para chutar para fora do ringue os wannabes “darkwave” da actualidade. E Harrison nem sequer tem filiação no género. Vem da cultura mod dos 60s e consequente adopção do eixo Stax / Motown como música preferida para dançar, mas antes de 1980 já tinha tocado com os This Heat. Não tem nada que ver com a descrição encontrada num blog: “If decided to jump off a skyscraper, I’d have this playing in my iPod”. Nada disso. Essa é a interpretação fácil, porque esta música não é deprimente. Disco cruzado com pós-punk + a natural influência dub da época (“Ink Man”) e uma visão bastante positiva do Reno (“Views Of The Rhine”), a homenagem motorik de Harrison, como tantos outros encantado pelos Kraftwerk. Este disco tem tudo na medida certa.


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Quinta-feira, 29 Novembro, 2012

CONTAINER LP: Record Labor Day Weekend 2012 LP

 € 21,50 € 17,95 LP Spectrum Spools  ENCOMENDAR

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O anterior álbum de Container na Spectrum Spools, também denominado simplesmente por “LP”, destacou-se pelo seu enquadramento daquela visão pós-techno que pertencia a gente como Pete Swanson e KPLR nos seus lançamentos de 2011. Container era uma ilha no panorama da editora, porque a sua música claramente afastava-se do síndroma dos sintetizadores e utilizava frequências muito mais desestabilizadas (mais tarde apareceu Eric Lanham no catálogo para equilibrar as contas). Este segundo “LP” é uma continuação desse estado, viagens devedoras de Mark Fell, com uma rotina bem mais aveludada e menos desestabilizante (oiça-se “Paralyzed”). E “Paralyzed” deixa-nos também a pensar em como este álbum poderia estar numa editora de dança sem destoar. Ren Schofield acertou no ritmo e na condensação certa de estranheza que deveria colocar na sua canção. O mesmo acontece com outros temas (“Perforate”, por exemplo) e atinge o ponto de exaustão, a explosão total, com “Refract”, misto perfeito de noise com techno. Pujança de rock mas com o clima perfeito para dançar. Surpreendente!


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Quinta-feira, 29 Novembro, 2012

CUT HANDS Black Mamba CD

€ 16,50 CD Very Friendly  ENCOMENDAR

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“Black Mamba”, o maxi na Blackest Ever Black, chegou-nos no final do Verão e foi uma verdadeira bomba. Já nos tínhamos entusiasmado com o projecto de William Bennett por causa de “Afro Noise” mas a sensação absolutamente fora de uma batida tribal misturada com uma onda meio gótica arrepiou-nos. No álbum, com o mesmo nome, o tema funciona de forma diferente. No contexto é quase como se fosse um rito de passagem para o que vem a seguir. Bennett balança o álbum entre temas mais ambientais e outros com um beat algo industrial que funciona mais como um elogio ao passado do que como algo presente. Já tinha sido assim no 12″ (e, curiosamente, os temas são sequenciais no álbum), quase como se forçasse a criar uma distância com a realidade deste tipo de som na actualidade. E consegue-o com esse contraste, há uma obsessão em mostrar que as suas ideias funcionam em climas mais ambientais (onde drones fazem um bom pano de fundo) e temas onde um ritmo frenético é rei. E no meio disto tudo, “Black Mamba”, o tal tema, mantém-se fenomenal.


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Quinta-feira, 29 Novembro, 2012

FORMA Off / On CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Spectrum Spools  ENCOMENDAR

€ 21,50 € 17,95 CD Spectrum Spools  ENCOMENDAR

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Forma é a expressão criativa de três músicos que, tal como tantos outros, decidiram puxar o seu gosto pela música cósmica dos anos 80 e investir fortemente nesse atropelo de sintetizadores. “Forma”, o álbum de estreia editado no ano passado na Spectrum Spools, foi uma lufada de ar fresco neste campeonato. O trio conseguiu chegar com propostas novas nesta área que não só é uma revisitação como ficou algo atrofiada com a quantidade de lançamentos nos últimos dois anos. Este “Off/On” é um segundo capítulo desse estado, desta vez entraram num regime mais devedor de Carpenter e o ambiente e a batida seguem um rumo mais disco/cosmic e não tão ritmado nas investidas de Moebius ou de Harald Grosskopf . Às vezes “Off/On” parece “TNT” dos Tortoise se fosse reinventado para estes conceitos e pensado em 2012. Os Forma trabalham muito bem o seu ritmo, a batida tem compassos que fogem à norma estipulada dentro do género e há um lado muito Can/Neu – que não é assim tão óbvio – bem trabalhado no modo como as velocidades se conjugam, principalmente, como as mudanças – até entre canções – não destoam assim tanto e tudo parece um único bloco. São claramente um bom ovni na Spectrum Spools.


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Quinta-feira, 29 Novembro, 2012

DJ NATURE Return Of The Savage CD / 2LP

 € 14,50 CD+mp3 Golf Channel  ENCOMENDAR

€ 21,50 2LP+mp3 Golf Channel  ENCOMENDAR

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Não é complicado saber a história de Milo Johnson (DJ Nature). Desde os tempos do Wild Bunch e, depois, da sua produção house nos 90s, que Nature esteve meio afastado do centro das coisas, reaparecendo em anos recentes com uma série de maxis na Golf Channel. “Return Of The Savage” não é de todo uma colecção destes maxis mas sim material inédito imaginado pela sua sensibilidade afinada em Bristol e Nova Iorque. E essa sensibilidade é igualmente explorada nos seus sets que, segundo ele explicou ao zine Faith, dependem em boa medida de um bom sistema de som para que os detalhes sejam inteiramente percebidos. Se o som for mau, a mensagem não passa. Faz sentido. Em termos de produção própria, este disco baseia-se na colocação minuciosa de samples típica de Nature, acrescentada por partes tocadas por músicos convidados especificamente para certos instrumentos. Estamos a falar de house completamente imbuída de jazz e soul mas também com um kick poderoso capaz de fazer tremer o chão (no tema-título, por exemplo). Combinação bizarra que resulta num dos sons mais pessoais na música de dança actual, parecendo convocar várias eras numa só interpretação. Qualidade.

 

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Quinta-feira, 29 Novembro, 2012

BORNGRÄBER & STRÜVER Urlaub / In G CD

€ 15,50 € 12,50 CD m=minimal  ENCOMENDAR

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É uma espécie de austeridade cósmica. Som limpo e bem definido, na fronteira entre kosmische e industrial mas com a tecnologia contemporânea a fornecer toda a matéria corpórea. Música sólida exemplificada por “Dancing Queen”, título cuja ironia pode ser facilmente apanhada, como se Wolfgang Voigt interpretasse os Abba. “Urlaub” representa, talvez, o lado maximal do Cósmico. Não tem distorção nem crescendos previsíveis mas sim um peso sentido ao longo de todo o disco. Pode funcionar como o elo de ligação entre a produção espacial alemã dos 70s, os Neubauten pós-industriais, Pan Sonic e o techno da Ostgut Ton. Edificios imperiais por todo o lado mas sem símbolos ou heráldica imperialista. Submeter ou largar.


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Quinta-feira, 29 Novembro, 2012

MONOKLE Saints CD

€ 15,50 € 12,50 CD Ki  ENCOMENDAR

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Monokle provêm do mesmo grupo que gerou a editora Tri Angle e inúmeros outros projectos que, a partir de uma base electrónica, colocam ênfase na emoção explícita. Toda a construção da música assenta numa incontornável base melódica e sonhadora, adoptando algumas ferramentas próximas do dubstep para deslocar o todo para uma zona menos confortável do que seria legítimo esperar. “Saints” pode, assim, ser dubstep tanto quanto indie, idm ou “etéreo”, uma família de sons que hoje se consegue identificar perfeitamente e habita um cenário bem definido. O tom psicadélico da capa fornece outra pista para a vontade em induzir um estado de consciência que, no mínimo, implique a suspensão da realidade. O facto de Monokle serem oriundos da Rússia demonstra como o standard de modernidade não tem fronteiras. Somos todos uma família e vemos todos as mesmas séries.


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Quinta-feira, 29 Novembro, 2012

THE EYES IN THE HEAT ProgramMe CD

€ 15,50 € 12,50 CD Kill The DJ  ENCOMENDAR

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Na editora de Ivan Smagghe seria de esperar um certo tipo de “ambiência” mais negra, e é exactamente o que se escuta em “Programme”. Como seria normal em produções de Joakim, por exemplo, o padrão pós-punk serve para múltiplas interpretações contemporâneas. Menos habitual, talvez, que metade deste duo seja Oliver Ho, celebrado produtor de techno desde a segunda metade dos 90s (edições na Blueprint de James Ruskin, por exemplo). Em certo ponto do percurso, no entanto, muitos produtores de electrónica assumem mais explicitamente as suas referências, tornam visível a música que ouvem em casa através da música que passam a produzir. Em canções como Flórida ouvimos uma espécie de Au Pairs, mas em “Water”, logo a seguir, lembramo-nos de M.I.A., e então percebe-se uma vez mais a vantagem de estar aqui, agora, com toda a riqueza do passado à nossa disposição para filtrar, interligar e sobrepôr. “Programme” está escrito na capa de forma a poder também ser lido como “Program Me”. A sustentação teórica existirá nas cabeças de Oliver Ho e Zizi Kanaan. Acaba por ser um álbum moderno no sentido em que sintetiza vários sons no momento muito respeitados no circuito independente. Introspectivo, retro, futurista, indignado e melancólico.


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Quinta-feira, 29 Novembro, 2012

CHRISTOPHER RAU Two CD

€ 16,50 € 12,50 CD Smallville  ENCOMENDAR

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Tudo é simples neste universo: Smallville quer manter as coisas em família, numa dimensão íntima e confortável, “Two” chama-se assim porque é o segundo álbum de Christpoher Rau e a sua ideia de house também passa por manter as coisas próximas da base. Pouca quantidade de sons num exercício de recombinações rítmicas e melódicas que resultam num álbum elegante de música electrónica para dançar. Talvez seja uma descrição… simplista, mas não há como intelectualizar um disco que recebe amor das suas influências e não pretende mais do que difundir esse amor por uma cultura que, hoje em dia, já nos apercebemos que é necessário preservar.


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