Domingo, 23 Dezembro, 2012

BURIAL Truant / Rough Sleeper MCD / 12″

€ 8,95 € 7,50 MCD Hyperdub

€ 9,50 12″ Hyperdub

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HDB069-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDB069-2.mp3]

Escrever sobre música é das coisas mais difíceis do mundo. Sobretudo quando as muletas nos faltam ou quando, como neste caso, os enredos estão deliberadamente escondidos. Burial é ainda um projecto fechado no escuro do mediatismo, mesmo quando um possível Mercury obrigou o seu autor a mostrar a identidade, e pouco nos ajuda a situar mais um disco na sua incrível carreira. Anuncia-se um álbum para o início de 2013, mas isso pode valer tanto quando qualquer outra coisa. E a verdade é que já passaram seis anos desde “Untrue”, o último álbum, mas nos últimos tempos não nos podemos queixar de falta de música Burial. Quando ainda está tão presente uma edição fantástica que comprimia “Street Halo” e “Kindred” num único CD – para todos os efeitos, se quisessem, era um álbum -, eis que “Truant” e “Rough Sleeper” aparecem no mercado, sem grande aviso, para baralhar ligeiramente as contas ou, melhor dizendo, para nos dar mais hipóteses deste mundo sonoro que parece ser tão único quando imitado. Burial há só um e por isso também aqui está um passo à frente. Ambos os temas são estrondosos, contendo tudo aquilo que esperávamos: a certa distopia sonora, em velocidade estranha mas contagiante, em “Truant”; o eterno dubstep cinemático envolto numa ideia de soul apocalíptica em “Rough Sleeper”. São quase 30 minutos em dois temas que não deixam pontas soltas. Para além de ser um génio, Burial é também uma identidade generosa. Epicamente essencial.


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Sexta-feira, 21 Dezembro, 2012

TIM HECKER / DANIEL LOPATIN Instrumental Tourist CD

€ 13,50 CD Software

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SFT017CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SFT017CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SFT017CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SFT017CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SFT017CD-5.mp3]

Software Studio Series é uma nova divisão da Software (o ramo da Mexican Summer que Lopatin dirige) que aqui se estreia com uma colaboração que faz parar o trânsito a qualquer adepto da música de Tim Hecker ou Oneohtrix Point Never. E dizer que esta dupla entrega o que promete é quase uma redundância, pois “Instrumental Tourist” é um fabuloso álbum que, à falta de espaço de escrita, se poderá dizer que é ambiental. Ambiental com toda aquela riqueza que a música de Hecker tem, ou com aquela profundidade estelar que Lopatin imprime das suas composições analógicas. Os instrumentos étnicos, sintetizados e processados, dão um ar quase barroco ao disco, fazendo com que a geografia do mundo se concentre numa espécie de momento único no tempo. Fantástico disco – mas não seria de esperar outra coisa.


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Sexta-feira, 21 Dezembro, 2012

THE STOOL PIGEON #41 (January 2013)

GRÁTIS* JORNAL

Se a primeira Wire de 2013 destaca Laurel Halo como o marco de 2012, o sempre irreverente Stool Pigeon decide contornar os “melhores” e reflectir sobre aquele que parece ter sido o fenómeno musical do ano, “Gangnam Style” – ‘provável antevisão do que nos reserva a pop dos próximos anos?’ – fica a questão. Inquestionavelmente marcante – independentemente da década – Scott Walker figura em qualquer lista em que “melhores” seja o mote. Entrevista a ler nas páginas centrais. Ainda Veronica Falls, Tame Impala, Ty Segall, Grimes, Cat Power, Sharon Van Etten, Dean Blunt & Inga Copeland, Metz, Dirty Projectors, Swans, Frank Ocean. Matéria sumarenta para assimilar com calma e entremear com a companhia de Charlie Parker “Handymade” e Hipster Hitler, os comics de serviço. Grátis na compra de qualquer disco. Basta pedir (e termos em stock).

*Na compra de qualquer disco. Peça o seu exemplar ao balcão.


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Sexta-feira, 21 Dezembro, 2012

V/A / DJ DEEP Kern Vol. 1 – Mixed By DJ Deep CD

€ 15,50 € 12,50 CD (misturado) Tresor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KERN001CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KERN001CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KERN001CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KERN001CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KERN001CD-5.mp3]

DJ Deep tem os pés bem assentes na cultura house. A sua editora chama-se Deeply Rooted House mas aqui ele grava para a Tresor um set que abre uma nova série chamada “Kern” (tradução será mais ou menos “Núcleo”). Não é um novo conceito, fazer chocar passado e presente, mostrar as origens e comparar com a produção actual, mas é garantidamente uma óptima maneira de apresentar música desconhecida para contextualizar o que se escuta agora. Não vale a pena mascarar: isto é house e techno e, se não vos tocam o coração, não é um disco transversal que vai puxar para dentro quem não está receptivo. O truque, como em todas as boas compilações misturadas, está puramente na selecção, e uma que tem no centro “Karn Evil” de Xperiment ganha logo atenção. Nova Iorque, Detroit, Paris, Berlim e outras paragens no circuito house/techno, unificando (como deve ser) uma cena global nascida com o intuito de juntar pessoas numa celebração que é suposto solidificar alguns laços comuns. A tendência geral não foi essa, com a fragmentação progressiva em múltiplas subculturas, mas este primeiro volume de “Kern” pode ajudar a recuperar o espírito. O CD está misturado, mas fizeram dois maxis a partir dele: um com algumas raridades, outro com material fresco e exclusivo.


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Sexta-feira, 21 Dezembro, 2012

VELVET SEASON & THE HEARTS OF GOLD
Camel Toe Central / The Special Place 12″

€ 11,50 12″ Lucky Hole

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LH007-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LH007-2.mp3]

Duas peças essenciais na revitalização de todas as coisas Disco, Estranhas e Cósmicas desde há mais de uma década: Gerry Rooney (fez os edits Black Cock com DJ Harvey) e Joel Martin (metade dos Quiet Village) já se tinham juntado recentemente num outro maxi para um tipo de fogo diferente. “Camel Toe Central” segue um passo pesado, lembra Quiet Village cruzado com a cena techno drogada de Mark E, minimal nos recursos mas rico em efeito mental e punch de percussão; “The Special Place” é house com o kick no limite da distorção, mesma zona de Theo Parrish ou Tim Toh mas em passeio mais ou menos desconfortável pelo meio de presenças ameaçadoras, como se quisessem passar despercebidos na cena de “Apocalypse Now” em que os soldados são cercados pelas pirogas e barcaças dos seguidores do coronel Kurtz. Impossível. Vejam o filme, pelo menos.

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Sexta-feira, 21 Dezembro, 2012

HECKER Sun Pandämonium LP

€ 19,95 LP Pan (Ed. Limitada)

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN15LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN15LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN15LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN15LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN15LP-5.mp3]

De 2003 (edição original) para 2012, uma obra que ainda assombra pela crua visceralidade dos sons trabalhados, ou deixados à vontade, por Florian Hecker. É um extrovertido ataque aos sentidos sem que se tenha necessariamente de enquadrar-se num cenário noise, apesar de, a espaços, conseguir ser nauseante. O título já sugere algo fora de controle, um pouco o que se poderá sentir ao escutar as formas sonoras elásticas que permeiam esta música aparentemente sem regra. São intermináveis e indecifráveis conversas entre circuitos, desenroladas através de cenas que parecem formar uma narrativa. Muito estranha e alienígena, mas uma narrativa. O disco venceu o prémio Ars Electronica no ano da sua edição original e, se não se pode dizer que tenha desbravado caminho, é totalmente meritório pela coragem com que pisa um terreno absolutamente inseguro e na forma como convoca, de forma futurista e avançada, as experiências com fita magnética realizadas por pioneiros da música concreta 50 anos antes. “Sun Pandämonium” é ao mesmo tempo um fio de História passada e uma porta aberta para um futuro vertiginoso que, em alguns aspectos, já estamos a viver. Brilhante.

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