Sexta-feira, 11 Janeiro, 2013

DALHOUS Mitchell Heisman 10″

€ 11,95 € 10,50 10″ Blackest Ever Black

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST012-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST012-2.mp3]

Começamos o ano a falar da Blackest Ever Black, mas na verdade este foi o último disco da editora que deu que falar em 2012. “Mitchell Heisman” é o 10″ de estreia de Dalhous, compostos por Marc Dall e Alex Ander (que antes assinavam como Young Hunting), que aqui apresentam uma alternativa ao ambient techno industrial da editora para entrarem numa versão clean de um breakbeat interpretado por uns Autechre com aquela influência pós-dubstep que influencia praticamente toda a música electrónica (e electrónica/dança) britânica da actualidade. Visões pós-Burial no universo da Blackest Ever Black que, pela sua insistência, já tornou o seu mundo bem mais claro.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 10 Janeiro, 2013

KLUSTER Eruption LP

€ 16,50 € 13,95 LP (180 g) Bureau B  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BB112-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BB112-2.mp3]

Mais uma peça do puzzle Kluster resolvida. É provável que nunca tenha encontrado “Eruption” na discografia oficial dos Kluster, porque é comum aparecer como o primeiro álbum de Conrad Schnitzler (na altura assinando como Konrad), intitulado “Schwarz”. Por isso, isto é a pedra final do capítulo Kluster – será? – na Bureau B e aquela onde o trio (Conrad, Roedelius e Moebius) explora mais as vibrações celestiais electrónicas que se podem ouvir em algum material solto de arquivo ou que surge imediatamente na carreira a solo de Schnitzler e nos Cluster. São duas erupções, uma em cada lado, electrónica improvisada e completamente despida, mas com os tons afinados para uma espécie de sessão monumental. O que nos leva a pensar, será que cada vez que gravavam qualquer coisa era genial? Parece que sim. Não é por estar à frente do seu tempo, é por ser qualquer coisa sempre à frente do tempo. Longe de comparações, semelhanças (nem mesmo, directamente, com o restante trabalho dos músicos envolvidos) ou até de futuras influências que possam ter provocado. Kluster, a melhor banda que voltámos a descobrir nos últimos meses? : )


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Quinta-feira, 10 Janeiro, 2013

NILS FRAHM Screws CD

€ 15,50 € 12,50 CD Erased Tapes

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Nada como um disco com história. E, sobretudo, com uma história de sofrimento. Nils Frahm é pianista e partiu um dos seus dedos. A tragédia dependerá do poder de recuperação de cada um, mas para um pianista – tal como um desportista de alta competição -, a pergunta aparece em cada dia de reabilitação: conseguirá recuperar a forma que existia? Nils Frahm é um jovem, e por isso a recuperação física iria ser rápida, mas também por essa razão o tempo de pausa seria um dos principais obstáculos a transpor. Fê-lo da pior maneira, mas também o fez da melhor. Desobedeceu a ordens do médico e continuou a tocar piano com um polegar engessado; fez nove novos temas que, depois de os ter oferecido online, aparecem aqui num disco para a posteridade. De novo, o intimismo de “Felt”, suspenso por uma fragilidade lo-fi em diálogo com a própria limitação técnica do performer, como se a música fosse uma erupção inevitável de um corpo em ferida. E se há muito que nos emocionámos com a música de Nils Frahm, este “Screws” (muito humor aqui, também) consegue deixar-nos em sentido pela urgência de compor e partilhar estes lamentos feitos sonatas.

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Quinta-feira, 10 Janeiro, 2013

ARTTU Tune In / Move (feat. JERRY THE CAT) 12″

€ 8,50 12″ Royal Oak

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Depois de um período mais ligado ao dub electrónico, o finlandês Arttu tem largado uma série de maxis na família Clone que, um pouco à semelhança do que Portable fez, redireccionaram o seu caminho (para já, pelo menos) para house com sons pessoais para mostrar. Arttu já viveu em Lisboa, talvez o tenham apanhado a passar discos na Capela (Bairro Alto), por exemplo, e este disco tem dois lados distintos: “Tune In” centra-se na poesia de Diamondancer, com reminiscências de Ursula Rucker vintage, enquanto “Move” tem a voz e colaboração de Jerry The Cat, outro músico bem conhecido de quem segue a cena lisboeta (ele toca actualmente nos Gala Drop, por exemplo). House mais espiritual ou mais dedicada à pista numa vertente old school, Arttu garante qualidade. Como diz Diamondancer: “Funk for life.”

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Quinta-feira, 10 Janeiro, 2013

EAT LIGHTS BECOME LIGHTS Heavy Electrics CD

€ 15,50 € 12,50 CD Rocket Girl

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“Heavy Electrics” talvez seja mesmo título adequado a esta amálgama de novo rock em brasa com resquícios de nu-rave e psicadelia, mas é também eléctrico (ou electrónico) em igual medida num sentido The Field como Klaus Schulze. É um bocado pateta, hoje em dia, falarmos em discos inclassificáveis, mas ao ouvir boa parte do disco não conseguimos (vício) categorizá-lo. É o segundo álbum de Neil Rudd e amigos que junta para gravar. Temos em “Heavy Electrics”, até, bastantes momentos de contemplação que anulam a expressão “rock em brasa” que usámos mais acima. “La Kraut III” e “Runners” soam como aquelas faixas curtas dos Neu! em que aceleravam obviamente as rotações da música. Objecto curioso, com garra, instrumental e que pode ser um grande patinho feio de 2012 a descobrir em 2013.

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Quinta-feira, 10 Janeiro, 2013

JACK DICE Block Motel LP

€ 12,50 12″ Modern Love

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOVE082LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE082LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE082LP-3.mp3]

Que melhor forma de acabar um ano do que com um novo projecto absolutamente aliciante? John Twells (responsável pela Type) e Walker Chambliss (é o manager dos Main Attrakionz, que editaram um álbum maravilhoso no ano passado na Type) são as novas caras da Modern Love, formam Jack Dice, que a julgar pelos quatro temas de “Block Motel” querem dar uma nova cara ao ambiente techno que tem sido feito nos últimos dois anos. A principal novidade é a inclusão de elementos de rap nos beats. Os ambientes e as camadas que fazem a caminha dos temas não são estranhos – nem fogem muito à norma – mas os beats e o ritmo que se cria nos temas de “Block Motel” é absolutamente distinto de tudo o que tem sido feito no género. “Mister Frosty” e “Murdered Out” têm um groove descomunal e são concretizações estupendas daquilo que o duo está a criar. Soa e sabe a fresco. Que boa forma de começar o ano.

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Quinta-feira, 10 Janeiro, 2013

IKE YARD Remix Ep 1 12″

€ 11,50 12″ Blackest Ever Black (Ed. Limitada)

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST011-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST011-2.mp3]

Edição improvável mas completamente na onda de reaproveitamento dos Ike Yard após a reedição do seu magistral álbum homónimo na Desire. Esta e a Blackest Ever Black juntaram-se para esta edição, onde dois temas (“Loss” e “NCR”) são reconstruídos por Regis e Monoton, respectivamente. Parece pecado, só que as versões apresentadas são tão boas que quase as vemos como versões actuais daquilo que os Ike Yard fariam em 2012. A versão de “Loss”, em particular, é muito especial, porque anula o ruído e a confusão da original e a desmonta num processo de cruise control em auto-estrada em velocidade progressiva. Aparece despida, mas instintivamente inserida nesta ideia de “novo industrial” que anda por aí. “NCR”, por outro lado, complica o original. Monoton (a Desire reeditou também em 2012 o essencialíssimo “Monotonprodukt 07”) contorce os processos do original e torna-o numa coisa mutante, que aponta para diversas direcções sem focar uma delas, apenas a confusão geral do todo. E fá-lo com mestria. Esperávamos que este 12” fosse uma espécie de espremer as últimas gotinhas da vaquinha, mas depois de ouvi-lo percebemos que estávamos enganados. É mesmo incrível.

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Quinta-feira, 10 Janeiro, 2013

MACHINEFABRIEK Secret Photographs CD

€ 15,50 € 12,50 CD Important

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Tem sido impossível passar ao lado da produção de Machinefabriek nos últimos anos. São incontáveis álbuns espalhados por igual número de editoras e, inevitavelmente, há discos que nos escapam ao controlo, mas outros acabam por ser devorados com algum fervor. Na Important, “Secret Photographs” mete-se em bicos de pé para ser um dos discos mais imponentes deste projecto de Rutger Zuydervelt. É uma banda sonora hipnotizante que planeia sem atrito à nossa volta, assumindo com autoridade o preenchimento de espaços. Serve para acompanhar um filme que se ocupa de fotografias, mas percebe-se que estes três temas vivem sozinhos antes de os colocarmos noutro contexto. O filme, de Mike Hoolboom, usa fotografias de Alvin Karpis (um famoso ladrão norte-americano, que acabou por ser o preso que maior pena cumpriu em Alcatraz) em dissolvência lenta e mutante, liga-se na perfeição à música espacial de Zuydervelt. E vice-versa.

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Quinta-feira, 10 Janeiro, 2013

TUNJI OYELANA A Nigerian Retrospective 1966-79 2CD / 3LP

€ 22,50 € 16,95 2CD Soundway

€ 31.50 € 24,95 3LP Soundway

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD043-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD043-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD043-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD043-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWCD043-5.mp3]

No que toca a retrospectivas, vocês estão tão bem armados como nós para descobrir detalhes. Não é habitual a Soundway dedicar dois CDs ou três LPs a um mesmo artista, mas quando o material e a longevidade justificam, nada como uma retrospectiva bem cuidada para dar ao mundo a imagem de um artista até aqui desconhecido da maioria das pessoas. Para além de cantor e compositor, Oyelana foi dramaturgo, comediante e actor, entre outras actividades que provavelmente só enriqueceram o seu input na música que criava. A riqueza e quantidade de criatividade na Nigéria durante a década de 70 já nem sequer é grande assunto, e não existe propriamente nada de que possamos falar que distinga claramente este autor da maioria dos seus contemporâneos. Talvez o mais próximo disso seja o empenho não em replicar estilos psych e funk mais ocidentais mas sim em concentrar-se na poesia e tradições Yoruba. Isso nota-se em várias faixas, um cruzamento incrível entre África pura e uma energia que só poderemos chamar “rock” por toda a adrenalina e intensidade que associamos ao género. Quem conhece a Soundway não necessita de mais pistas, se calhar nem destas.

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Terça-feira, 10 Janeiro, 2012

PIERRE BASTIEN Machinations CD+DVD

€ 17,50 € 13,50 CD+DVD Rephlex  ENCOMENDAR

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Esta edição, por estar onde está, lembrou-nos o álbum de Victor Gama, também com selo da Rephlex, de Aphex Twin. Música especial, feita com objectos especiais, que nos obriga a repensar algumas coisas que temos como garantidas. Exactamente o quê, não sabemos, mas é verdade que nem é preciso ter conclusões. O que interessa é sairmos da zona de conforto. Pierre Bastien é um desses aventureiros e há muito que pensa a sua música de modo diferente de toda a gente. “Machinations” é uma edição dupla, com CD e DVD, em que a parte de vídeo vale toda a nossa atenção – apesar do CD incluir o álbum a sério, feito com algumas das maquinarias que vemos no DVD. Na impossibilidade de assistirmos às suas máquinas ao vivo, o filme mostra toda a arquitectura dos sons em movimento com as suas estranhas construções em contínua convulsão solitária. Objectos, instrumentos, pedaços de instrumentos, roldanas, discos, fitas, correias e papeis numa estranha dança rítmica que tanto parece anunciar um futuro reconhecível como referencia um falso passado da História da Música. Ancestral, falsamente etnográfica, mas também electroacústica e minimal; num momento deslumbra-nos pela simplicidade, noutro deixa-nos perplexos pela sua complexidade. Para quem não conhece o mundo de Pierre Bastien, eis uma edição insuperável. E para toda a família.


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