Sexta-feira, 8 Fevereiro, 2013

JOHN ZORN Rimbaud CD

€ 19,50 € 15,50 CD Tzadik

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“Rimbaud” é, como o nome facilmente sugere, um disco de homenagem ao poeta francês Arthur Rimbaud. São quatro peças, todas relativamente longas, com participantes muito diferentes em todas elas. “Bateau Ivre” é sobretudo uma peça acústica, de câmara, de recorte contemporâneo, sinuosa e cheira de energia contida, na melhor tradição da escrita erudita – à sua maneira – de Zorn. O segundo tema é, segundo as nossas contas (leia-se memória), uma estreia: Ikue Mori com John Zorn em sampler e electrónica – “A Season In Hell” é um constante borbulhar digital, entre a tempestade de partículas em surdina e o mergulho num mar de AM e FM longínquo. “Illuminations”, novo tema, nova reviravolta: Trevor Dunn, Kenny Wollesen e Stephen Gosling em baixo, bateria e piano, respectivamente. Um passeio jazz fragmentado entre o free e a partitura elástica. “Conneries” encerra “Rimbaud” e tem o actor e realizador Mathieu Amalric a citar Rimbaud no tema mais reconhecível do universo Zorn – entre o grito Naked City e as experiências com Mike Patton, por exemplo. Neste tema, John Zorn mostra como é suficiente: saxofone, órgão, piano, guitarra, bateria e efeitos, tudo nas suas mãos, criando o melhor tema deste álbum, algures entre o cinema negro abstracto e a experimentação em fuga imaginativa. Para quem se deixou de atrair pelas tramas Dreamers, eis um John Zorn rico, plural e original.

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Sexta-feira, 8 Fevereiro, 2013

JOANA GUERRA Gralha CD

€9,95 CD Monstro de Gila

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“Gralha” é um esforço quase-solitário de Joana Guerra para se impor num panorama musical nem sempre muito aberto a correntes que se movimentam entre correntes mais fortes. Com efeito, “Gralha” é um conjunto de canções – algumas instrumentais – compostas para violoncelo e voz, que tanto parecem versões assumidamente frágeis e acústicas de melodias pop, como arrojadas estruturas de câmara contemporâneas. Às vezes lembra-nos ‘nursery rhymes’ sem geografia, noutras sugerem paisagens ambiciosas de Hildur Gudnadóttir, para além de nos recordar as polifonias de Zöe Keating. Mas Joana parece ter solidez própria – a começar pela própria voz, segura e de tom quente; e por uma destreza técnica que lhe dá espaço para criar sem as armadilhas convencionais. No final, “Tear” parece ressuscitar o cadáver de Hugo Largo mostrando imaginação suficiente para desejarmos que “Gralha” traga descendentes para breve. Uma bonita surpresa.

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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

L. PIERRE The Island Come True CD

€ 15,50 € 12,50 CD Melodic

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Não é propriamente uma surpresa, até porque os anteriores álbuns de Aidan Moffat, dos Arab Strap, já tinham explicado que este nome artístico estaria interessado em criar uma espécie de realidade ficcionada feita de colagens sonoras vintage. Mas a diferença deste “The Island Come True” para os seus anteriores discos é a honestidade do seu trabalho de costura, valendo-lhe pontos extra numa escala de autenticidade que, embora totalmente artifical, nos evoca mundos que conhecemos e resgatamos do nosso inconsciente. Nesse aspecto, L. Pierre é um legítimo par para alguém como Leyland Kirby/The Caretaker, fazendo com que resgatemos música e sons que acusem o tempo e o desgaste, como se tivessem sobrevivido para nos contarem a sua história – explicação do próprio Aidan Moffat. E se parte dos elogios poderão vir da iluminada escolha dos pedaços de som perdidos, o que interessa é sobretudo o detalhe na sua união, evitando o nervoso do encaixe perfeito ou a adição de suplementos que desvirtuem o produto final. É por isso que “The Island Come True” acaba por ser um encantatório e mágico disco, como se estivéssemos a ouvir, nos nossos sonhos, interlúdios musicias de histórias fantásticas. Mágico.

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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

JEFF KEEN Noise Art CD

€ 13,95 € 12,50 CD Trunk

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“Noise Art” é editado numa altura em que vai sair uma colecção de 4DVD em volta do trabalho de vídeo de Jeff Keen (“Gazwrx”), pelo qual é mais conhecido. A oportunidade surgiu porque Jonny Trunk, para variar, tinha conhecimento das várias explorações sonoras que Keen fazia, uma das muitas áreas que trabalhava na sua carreira visionária. Estes trabalhos foram descobertos pela filha de Keen, Stella, que encontrou uma caixa cheia de cassetes num estúdio em Brighton, Trunk trabalhou-as e seleccionou-as de modo a que tudo fizesse sentido. Noise não é bem a palavra certa para descrever o que aqui se passa (se fosse seria noise slowcore), é mais uma espécie de ruído de pop art, uma espécie de concretização de muitas das ideias que existiram nas artes visuais e que surgem expressas por Keen na forma de som. É um disco atípico na Trunk a nível sonoro, mas é um clássico Trunk: aquela coragem em experimentar que caracteriza a maior parte das edições da editora surge aqui na sua expressão mais ingénua, crua e demolidora. Uma compilação – e descoberta/recuperação – fabulosa!

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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

FIRE! ORCHESTRA Exit! CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD Rune Grammofon

€ 21,50 € 19,50 LP Rune Grammofon

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Fire! tem sido o nome com que o trio Gustafsson, Berthling e Werliin tem combatido o mundo. Começaram sozinhos em 2009, mas depois decidiram que tinham que confrontar o seu poder de fogo com outros iluminados estrategas sonoros. Primeiro foi Jim O’Rourke, depois foi com Oren Ambarchi – duas obras que, embora sejam fabulosas, não nos estariam a preparar para esta batalha que, porventura, decidirá o rumo desta guerra nórdica. Esqueçam, se possível, o que ouviram e preparem-se para algo substancialmente novo e esmagador: são quase 30 músicos que agora se juntam nas fileiras de Fire! para, com um intervalo apenas, nos darem dois temas que nos salvam o ano, bem no seu início. “Exit!” é o resultado de um concerto em Estocolmo com quatro guitarristas, quatro contrabaixistas, seis saxofones, três trompetistas, uma tuba, um trombone, um piano, um computador, três vozes e as palavras hipnotizantes de Arnold DeBoer dos The Ex. A condução desta numerosa tropa é feita com um rigor contagiante – ora deixando que seja o compasso rock ou prog que estimule o avanço no terreno, ora deixando que seja a liberdade do improviso que abra os horizontes para além do nosso campo de audição. Seja em que minuto foquemos a nossa atenção, “Exit!” é um portento que nos convence que se esta noite foi mágica para quem a ela assistiu, este disco fará o mesmo connosco. Absolutamente avassalador.


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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

STEPHAN MATHIEU & DAVID SYLVIAN Wandermude CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound

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Acreditem no que vos dizemos: é tão, tão bonito ouvir os primeiros segundos de “Wandermüde”. Para quem tem e ouviu tantas vezes “Blemish” de David Sylvian, é como voltar a sentir na pele uma obra-prima absoluta envolta numa espécie de névoa que a memória deixa trespassar. Sylvian decidiu entregar as partículas sonoras de “Blemish” a um dos músicos que melhor trataria delas: Stephan Mathieu é um dos mais interessantes estetas da reconversão electrónica, trabalhando muitas vezes em regime electroacústico, partindo de sons naturais e analógicos. Depois de um concerto no festival Punkt em que o alemão remisturou um concerto de Sylvian – “Plight And Premonition”, em 2011 -, o convite parecia mais que justificado para retrabalhar “Blemish” para ser uma banda sonora para uma aplicação da Samadhi para iPad. Mas o trabalho de Mathieu acabaria por ser tão rico e inventivo que “Wandermüde” teve que existir como um álbum com princípio, meio e fim. E não há muito mais a dizer: Mathieu é um esteta fenomenal da música ambiental e “Blemish” é um dos álbuns mais importantes das últimas décadas; o arriscado resultado podia não ter sido este, mas dificilmente seria algo que não honrasse os pergaminhos dos seus autores. Um disco emocionante. E por isso imprescindível.

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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

ALMOST A SONG (JOANA SÁ & LUÍS JOSÉ MARTINS) Almost A Song CD

€ 12,95 CD Shhpuma

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Almost A Song é um projecto de Joana Sá e de Luís José Martins, dois terços de Powertrio que, em 2005, formaram com o harpista Eduardo Raon. Com a saída de Raon para o estrangeiro, o projecto foi-se diluíndo e a carreira de Joana e Luís encontrou rumos paralelos: a pianista apostou forte na sua primeira obra – “Through This Looking Glass” é uma obra portentosa para piano preparado que nos agitou há dois anos -, e Luís é um dos elementos dos consagrados Deolinda. Agora, de novo, estão juntos num disco que finalmente oficializa alguns concertos que nos tinham deixado óptimas impressões e com vontade de ouvir muito mais. Almost A Song não nos dá variações pop, como se podia supor, mas sim o contrário: composições contemporâneas e arrojadas que piscam o olho a melodias e refrões sem paternidade. É o “almost” que nos conquista sem retorno, esse terreno formado pela volatilidade e indefinição, e que forma uma obra que parece estar sempre em diversão pelos cânones para os implodir de seguida: “Cantiga Partindo-se” – note-se o título – é um monumental tema de 15 minutos que evolui do silêncio até a uma arrepiante tempestade eléctrica. “Almost A Song” está cheio de ideias, muitas ideias, compatíveis e benignamente incompatíveis, frutos da imaginação e brilhatismo de quem sabe muito bem o que está a fazer. E o que este powerduo está a fazer é deixar o seu nome na história de 2013. Soberbo.

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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

TRIAD GOD NXB LP

€ 18,50 LP Hippos In Tanks

A Hippos in Tanks tem-nos habituado a quase tudo, só que desta não estávamos bem à espera. Resolveu editar o álbum de estreia de Vinh Soi Ngan, um vietnamita educado na Coreia e que agora reside em Londres, que fez algum furor quando saiu digitalmente há coisa de um ano. “NXB” é um disco bizarríssimo, essencialmente porque o desconhecimento da língua e os beats no limite do cheesy encostam a coisa numa espécie de telenovela disponível só em áudio que por vezes pode dar vontade de rir. É estranho, mas é o problema destas coisas que estão no limite. Com o tempo, e insistindo nos melhores temas (“Top Level Club Prostitute”, com um nome destes teria de ser um dos melhores temas), percebe-se que “NXB” não é uma derivação inspirada da k-pop, mas um disco que integra bem o território dos beats que se vive na música de hoje com aquela florescência pós-dubstep que tem dominado grande parte da música pop: é inesperado, mas ouve-se Burial nalguns dos temas. Alguns beats são oportunos e trabalham como manteiga quente com a voz de Vinh, que parece versar sobre dinheiro, armas, vida nocturna e gajas/prostitutas em cantonês. Não fazemos ideia, mas deve ser isso. Até porque Triad God é uma persona.

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https://soundcloud.com/callipygiandreams/triad-god-top-level-club


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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

DEUX FILLES Silence & Wisdom / Double Happiness 2CD

€ 16,50 € 13,95 2CD LTM

Silence & Wisdom
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Double Happiness
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Tal como tanta coisa da década de 1980, Deux Filles tiveram uma carreira curta mas relativamente impressionante: os dois discos que deixaram são incríveis cartas de amor à ambient-pop. Simon Fischer Turner e Colin Lloyd Tucker dão vida a estas duas meninas francesas, Gemini Forque e Claudine Coule, cuja falsa biografia lhes impinge uma história ultra trágica (pais mortos em acidentes) e desaparecimento bizarro nos Estados Unidos. Tudo isto é mentira, tudo isto sai da cabeça de dois homens, que juntos conceptualizaram “Silence & Wisdom” (1982) e “Double Happiness” (1983), dois discos reunidos nesta edição essencial da LTM (e com um preço fantástico!!!) em digipak e um livro com uma entrevista aos músicos e uma série de imagens. São mais de trinta canções que guardam momentos inesquecíveis. Curtos momentos de reflexão que parece que param o tempo e enfiam-nos numa espécie de bolha para viver os sonhos de Tucker e Turner. E se por vezes entra no território do easy listening ou da library music, na maior parte das vezes é qualquer coisa de incaracterizável, música com uma enorme vontade de ser e de ser como é. Sem necessidade de se justificar, de fazer sentido ou até de apresentar-se como uma ideia completa. Para Tucker e Turner bastava meia-ideia para fazerem algo de especial. E num momento em que a ambient-hauntology volta a estar na moda, não podemos imaginar momento mais apropriado, nos últimos anos, para os discos de Deux Filles saírem. Simplesmente obrigatório.

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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

FREEFORM Prowl 2×12″

€ 10,00 2×12″ Warp  ENCOMENDAR

Exemplares originais de 1996 em excelente estado.

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“Prowl” foi das primeiras coisas que Simon Pyke editou, e se o seu som parecia muito ligado a Autechre, numa primeira fase, aqui já se percebe bem uma autonomia e uma personalidade que viriamos a reencontrar mais tarde em álbuns dele como “Pattern Tub”, dois anos mais tarde. Electrónica quebrada, uma das coisas que na altura já se chamava IDM, repleta de pormenores e, em casos como os de Freeform, senhora do seu domínio. O drama e inventividade neste duplo maxi estão a um nível perfeito entre os mais inclinados para o drum & bass (aqui não há nada disso, embora “Brieflei” ensaie uma aproximação, depressa se percebe que é outra coisa inteiramente diferente) e o techno direito (também nada disso aqui). Se na altura era difícil dar um nome credível a esta música, acreditem que hoje não é mais fácil. Não vale chamar “Electrónica”, porque as pessoas vão pensar que é música de dança. Rico, muito rico.


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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

HEAVEN 17 [We Don't Need This] Fascist Groove Thang + The Decline of The West 12″

€ 7,00 12″ Virgin / British Electric Foundation  ADD TO QUOTE

Exemplares originais de 1981 em excelente estado.

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=GxYYlLGGOUA?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=A5jdrMi2qVU?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

 

(Na altura) presente e passado dos Heaven 17. Nesta, que está entre as suas primeiras aventuras pós-Human League, ouvimos uma das suas faixas mais musculadas e sintéticas: “[We Don't Need This]…”, jogando com as recentes eleições de Thatcher, primeiro, e Reagan, depois, para uma improvável canção de protesto que poderia ser recuperada hoje com mínimas adaptações. “Brothers! Sisters! We don’t need that fascist groove thing!” Poderoso statement electrónico quando, na verdade, os elementos nucleares de Heaven 17 (Ian Craig Marsh e Martyn Ware) cresceram no Norte de Inglaterra a ouvir soul (isso nota-se no primeiro álbum “Penthouse & Pavement”, e que melhor do que a História Soul para inspirar canções de protesto político?). Depois, “The Decline Of The West” é um instrumental de uma fase de transição em que esta dupla se chamava British Electric Foundation e editou a hoje mítica cassete “Music For Stowaways”. Ouve-se o Cósmico alemão dos 70s mas também a suposta desolação de Sheffield que gerou outras bandas ligadas à cultura industrial. Há, no entanto, nesta música de 7 minutos um tom de esperança e de antecipação como se John Carpenter fizesse filmes em que realmente há esperança de que terminem num final feliz. Grande, ainda hoje, especialmente se estão a sentir todas as novas produções da vaga synth. Os discos estão impecáveis, uma das capas tem resíduos de autocolante e um minúsculo pequeno rasgão, que é isso?


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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

PASCAL PINON Twosomeness CD / LP

€ 14,95 € 11,95 CD Morr

€ 15,50 € 12,50 LP Morr

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MM121-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MM121-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MM121-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MM121-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MM121-5.mp3]

De quarteto a dueto, Pascal Pinon apresenta défice de elementos, mas superavit em musculatura musical. Se o primeiro álbum, homónimo, editado em 2010, soava a cuteness lo-fi, “Twosomeness” chega-nos encorpado e musicalmente mais resolvido. Menos divagação, mais certeza. E certeza não significa elisão da pureza e fragilidade que as vozes das irmãs Jófríður e Ásthildur expiram, antes assunção maturada disso mesmo, com recurso a arranjos musicais mais complexos, aliados – ainda e bem – a instrumentos e samples caseiros inesperados, que nos proporcionam um alcance de ambiências maior – ora baladas doces, ora atmosferas mais dissonantes, mas sempre abraçadas pelo tom encantatório que ensaiaram no seu primeiro álbum e que não se perdeu em “Twosomeness”, revelando-se até mais acessível e com vértebra (… e costela) Bjork.

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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

SLICES DVD Magazine 4-12

GRÁTIS REVISTA DVD Electronic Beats

O último número da Slices de 2012 chegou há poucos dias até nós, mas ainda sentimos o morninho do rescaldo do ano que passou. Portable é a figura em destaque, ombreando, contudo, com nomes como Âme, Prosumer, Nicolas Jaar e Byetone. Em Tech Talk, encontramos Sugar Bytes, e o novo rosto (secção New Face) pertence a Bambounou. Ainda Dillon, James Blake e Hudson Mohawke. Tudo condensado nesta sumarenta revista-DVD.

*Grátis na compra de qualquer disco, peçam na loja ou por email. Um exemplar por pessoa. Para envios postais serão cobrados portes.


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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

DJ FETT BURGER / DJ GRILLO WIENER Disco Tre / Disco Fire 12″

€ 9,95 12″ Sex Tags UFO

[audio:http://www.flur.pt/mp3/UFO006-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UFO006-2.mp3]

Duas bombas Disco da Noruega na série UFO, e para que não haja engano: “Extraterrestrial output!” Há muita história aqui, e muito amor e dedicação numa das casas de edição mais peculiares da nossa era. Grillo Wiener dedica o seu lado ao precocemente falecido Erot e a Bjorn Torske por terem dado à Noruega uma verdadeira era HOUSE. Temos percussão, kick e prensagem alta para melhores danos na pista de dança e bons sistemas de som ou, pelo menos, de jeito. Podem ser DJ tools se as quiserem encarar assim mas as faixas estão enriquecidas com pequenos e deliciosos truques para as cabeças Disco terem um orgasmo n-a h-o-r-a. Artilharia pesada para fazer as pessoas felizes. Eles dizem: um passo à frente, dois atrás. Poesia regressiva.

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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

KARL BARTOS Atomium 7″

€ 7,50 € 5,95 7″ Bureau B

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BB080-1.mp3]

Bartos ficará sempre conhecido como elemento da formação clássica dos Kraftwerk, e o que ouvimos aqui, talvez mais do que o seu anterior trabalho a solo e em conjunto desde os Elektric Music no início dos 90s, retoma o padrão mais “The Man-Machine”. Como sabe quem se interessa pela história dos incontornáveis Kraftwerk, Bartos e Wolfgang Flur sempre se sentiram “escravos” dos outros dois membros da banda, e ambos prosseguiram carreiras pós-Kraftwerk, nunca chegando, no entanto, ao mesmo nível de consequência. “Atomium” é uma ode ao monumento construído em Bruxelas em 1958, uma espécie de mantra que repete o título e, a certa altura, oferece uma breve descrição do monumento. Poderiam ser os Kraftwerk agora, ou até pós-”Computer World”, facilmente cheios de nova tecnologia – “Electric Café” já é mais electro, e “Atomium” tem uma base declaradamente techno. Versões em inglês em alemão. Julguem por vocês mesmos.

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Terça-feira, 22 Janeiro, 2013

CHRIS DARROW Artist Proof CD / LP+CD

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 19,95 € 17,50 LP+CD Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC528-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC528-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC528-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC528-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC528-5.mp3]

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