Quinta-feira, 7 Março, 2013

JOHN ZORN Templars – In Sacred Blood CD

€ 19,50 € 15,50 CD Tzadik

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O mundo John Zorn é feito de peças grandes e pequenas, todas compatíveis mas diferentes entre si. É um prazer entrar neste universo de cores, sombras, formas e símbolos, e tentar descodificar a linguagem que une estas pontas que parecem soltas para quem não tem na bagagem uma grande dose de discos deste norte-americano imparável. “Templars” é um disco que entra na subcategoria “Moonchild” – é o sexto da série – e teve um invulgar tempo de preparação – Zorn é conhecido por não demorar muito a finalizar os seus projectos. Durante um ano, o trio Moonchild – Mike Patton (voz), Joey Baron (bateria) e Trevor Dunn (baixo) – juntou-se ao novo vértice para intensificar e assombrar a cruzada – John Medeski, em órgão. “Templars” alude, claro, à Ordem Dos Templários, esse projecto erguido e desmontado pela Igreja Católica entre o século XII e XIV. Uma desculpa, mais uma, para passearmos por atmosferas e narrativas com muitas liner notes. Como sempre, Patton é o elemento dissonante, falando, gritando, narrando e cantando como mais ninguém neste mundo, dando as habituais piruetas vocais com que Zorn tão habilmente se aproveita para ginasticar um pouco do seu jazz/rock dilacerante à Naked City – Patton é tanto um anjo negro satânico num ameaçador latim, como um narrador magnético de histórias místicas. Sublime, como há muito não o ouvíamos. Apesar dos disparos frenéticos do quarteto, este é, possivelmente, o mais acessível de todos os “Moonchild”, mas não quer dizer que seja algo próximo de Dreamers ou da fase soft jazz dos “Filmworks”. “Templars” denota um empenhado aprumo nos arranjos e, até, um fraseado rítmico algo inesperado nas partituras de Zorn. Depois, é um delírio sabermos que nada é o que parece ser, e à boa maneira de Naked City, a surpresa é um elemento primordial da composição. Fantástico e viciante.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 7 Março, 2013

JULIA KENT Character CD / LP + CD

€ 15,95 € 11,95 CD Leaf

€ 17,50 € 15,95 LP + CD Leaf

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Por esta não esperávamos. E o problema é apenas nosso. “Delay”, em 2007, mostrava-nos uma violoncelista no perfeito domínio do seu instrumento, usando-o em loops e fazendo-nos acreditar que nada seria necessário para além das quatro cordas e alguns found sounds como ambientadores. Passados estes anos todos, “Character” parecia ser apenas mais um álbum da canadiana – voltamos a sublinhar que o julgamento é apenas nosso. Até porque vamos vendo mais vezes Julia Kent como um Johnson de Antony ou como um elemento dos Blind Cave Salamander – foi nessa condição, aliás, que nos visitou nos últimos anos. Ou seja, não estávamos à espera de ver um álbum tão poderoso, tão grande, tão ambicioso, tão completo quanto este “Character”. Desenvolvendo a técnica do loop até ao ponto de completa ilusão, Kent introduz elementos exteriores que ajudam a criar uma sólida narrativa auditiva, deixando-nos crer que este não é um disco de uma pessoa mas sim de um ensemble em perfeita sintonia. Para alguém que sempre vimos a dar a sua música a outros, “Character” deixa-nos quase sem palavras. E embaraçados, por não esperarmos que Julia Kent fizesse um disco tão esmagador. E este não é apenas um disco para quem segue as novidades neo-clássicas, como Max Richter ou Haushka – “Character” tem esse extra de ultrapassar algumas fronteiras e baralhar-nos os substantivos. A não perder.

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Quinta-feira, 7 Março, 2013

INGA COPELAND Don’t Look Back, That’s Not Where You’re Going 12″

€ 7,95 12″ World Music / Hippos In Tanks

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O segundo maxi de Inga Copeland (depois de um na Rush Hour que esgotou num ápice), metade dos Hype Williams, é um portento de fusão de R&B, soul, com dubstep e ambient-techno. Nada que nos surpreenda, há disso nos Hype Williams, mas a solo Inga tem conseguido firmá-lo mais para um formato de canção pop / dança como uma espécie de diva em crescimento sem fatalidades ou momentos fatelas. Ajudada por DVA e Martyn na produção, este “Don’t Look Back, That’s Not Where You’re Going” (a primeira edição da World Music, editora dos Hype Williams, por onde, a partir de agora, vão editar tudo o que lhes pertence (até ver)) traz três canções vibrantes com um ritmo suficientemente abstracto para nos envolver e preparar para a voz fantástica de Inga, que vai surpreendendo à medida que o tempo passa e nos vai convencendo de que é uma das melhores vozes da actualidade (não é por acaso que os momentos mais marcantes de “Narcissist II” de Dean Blunt contam com ela). Território muito fértil. Abençoada seja a família Hype Williams.

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Quinta-feira, 7 Março, 2013

V/A (DOMINIQUE GUIOT / PIERRE BOESWILLWALD / RODOLFO CAESAR / DENIS SMALLEY) Traces Two LP

€ 21,50 € 17,95 LP Recollection GRM / Editions Mego<

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Se a Recollection GRM tem servido para recuperar compositores e peças que nos têm feito os dias nos últimos meses, a selecção para “Traces” serve para dar oportunidade a momentos magníficos da GRM que não justificariam um LP. Depois de “Traces One”, chega-nos “Traces Two”, sensivelmente seis meses depois, com uma compilação de trabalhos anteriores a 1976 de quatro compositores bastante distintos e que de certa forma mostram e elevam a qualidade das edições da GRM no que diz respeito à electro-acústica. Esta série cada vez mais se assemelha a uma colecção de momentos únicos, uma oportunidade para partilhar uma electrónica viva e que hoje, provavelmente, está mais fresca do que nunca. “Nuisances” de Boeswillwald diz-nos isso e a jornada “Pentes” de Dennis Smalley torna-se quase num momento de partilha entre quem fez esta selecção e nós, os ouvintes. Mais um na mouche.

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Quinta-feira, 7 Março, 2013

DREAM 2 SCIENCE Dream 2 Science CD

€ 14,50 € 11,95 CD Dizkotek

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Os discos voaram sempre que tivemos stock na loja. Referimo-nos à primeira reedição apenas em vinil, pela Rush Hour, deste magnífico álbum house de 1990. Nova reedição, agora via Dizkotek, capa totalmente diferente e três faixas extra que reúnem misturas adicionais para “My Love Turns To Liquid”, maxi saído também em 1990. Ben Cenac produziu a partir de Nova Iorque um conjunto de faixas deep house profundamente emotivas, algumas cantadas por Gregg Fore e pelo próprio Ben Cenac. Ouvir, sobretudo, “Mystery Of Love”, canção que já destacámos quando tivemos cá o LP, é ainda arrepiante. Linha de baixo quase ácida, voz soul, ecos, beat e ambiência formam uma entidade perfeita, difícil de igualar até mesmo pelos mais dedicados produtores de garage-house de qualquer época. De resto, nada neste álbum deixa abrandar o entusiasmo, as faixas são todas muito acima da média, pensadas ou apenas intuídas para um álbum histórico que agora revisitamos com muito prazer em CD. Nota para a capa, diferente da edição original, clássica digitalia dos anos 90 e dos videos nas salas de chill-out, mas, como aponta Omar-S, “só meninos da mamã é que se preocupam com artwork”.

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Quinta-feira, 7 Março, 2013

SOFT FOCUS Soft Focus LP

€ 20,95 LP Sähkö

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PUU37-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PUU37-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PUU37-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PUU37-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PUU37-5.mp3]

Um dos grandes discos de quase-electrónica que nos chega antes da Primavera mas que parece já anunciá-la. Harpa, flauta, vários tipos de percussão, orgãos, contrabaixo e múltiplos outros instrumentos electrónicos e acústicos, a lista é grande. Que se passa aqui? Junção de Jimi Tenor no seu fato de explorador do universo jazz mais astral, juntando algumas ambiências que se conhecem de temas especiais nos seus discos com algo que pode ser comparado a Alice Coltrane (harpa + jazz parece resultar inevitavelmente no seu nome). Mas Jimi não está sozinho: neste projecto é acompanhado por Lary 7 (longa experiência na construção e adaptação de instrumentos musicais) e Mia Theodoratus. Nenhuma parte deste disco, desde a concepção à prensagem utilizou meios digitais. Produção em Nova Iorque, prensagem em Helsínquia, tudo cuidado ao pormenor. Este poderia ser um disco perdido de Library Music. O som é quente e acolhedor, meditativo, uma viagem pausada por um mundo que pode ser real ou imaginário, em ambos os casos habitável e até desejável. Campestre, espacial, um disco de interiores mas que se confunde com a Natureza. Devidamente aprovado pelo Ministério de Audiologia dos KREV.

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Quinta-feira, 7 Março, 2013

DJ SOTOFETT feat MADTEO There’s Got To Be A Way 12″

€ 7,95 12″ Wania / Sex Tags

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Novo disco Wania, família Sex Tags é sempre bem recebido por aqui. Este é muito especial por vários motivos. O primeiro é o reforço da posição de honestidade e realidade de uma editora que assume os defeitos, neste caso um defeito de prensagem, apesar de realmente insignificante. Desenganem-se se esperam a reprensagem porque sabemos pela FONTE que não vai haver porque o problema é DEEP e qualquer reprensagem resultaria no mesmo: estamos a falar de um clic audível no último minuto e tal de uma faixa de 15 minutos. Ainda assim, a editora coloca um autocolante na capa: “ATTENTION! Slick DJ’s and anal collectors beware. The (Underground Mix) on side-W contains a scratch made by the plant. If you’re drippin’ for 96 you should not care.” Nos clips não vão poder escutar esse clic mas já ouvimos o disco e garantimos que só quem corresponder à descrição acima se vai preocupar com esse detalhe.
O segundo motivo: é uma faixa vocal, rara na Sex Tags. Produção de Sotofett com vocal improvisado de Madteo, e com a mesma linha de baixo temos um lado techno mais escuro (Underground Mix) e um lado house mais atmosférico (Vision Of Love Club Mix). Qualquer das versões capaz de encher o espaço de uma pista grande só com a sua presença. Se a pista for pequena, ui, suor nas paredes como em 96! Ah, e reparem no preço mais baixo do que o normal, a própria editora fez questão nisso.

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Terça-feira, 5 Março, 2013

MATMOS The MARRIAGE Of True Minds CD

€ 14,95 CD Thrill Jockey

[audio:http://www.flur.pt/mp3/THRILL316-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL316-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL316-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL316-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THRILL316-5.mp3]

Peçam-nos uma mão-cheia de nomes importantes da electrónica dos últimos 10 anos, com uma consequentíssima discografia, e vamos dar-vos muito menos que isso. E se tivermos que reduzir a lista até ficarmos com problemas de consciência, os Matmos terão lugar cativo na mais ínfima selecção. Assim mesmo, tão importantes para nós quanto isso. E é por essa razão que o novo álbum era esperado há muito, desde que há uns anos o duo foi contando o que estava a preparar. Como sempre, com muito conceito – desta vez é música feita com base em teorias telepáticas e sensoriais, e nos relatos das experiências que trouxeram para a mesa de trabalho. “You”, que começa o álbum, é um redondo e cativante tema, unindo descrições de cobaias telepáticas, a paleta de sons “lá de casa” e uma malha housey que podia ser, de tão soft, da autoria de Terre Thaemlitz. Muito bom, entenda-se. E nos melhores momentos – “Teen Paranormal Romance” ou “Aetheric Vehicle” são óptimos singles desta singela grandeza -, ouvimos Matmos a dominarem a sua arte – Martin Schmidt nos sintetizadores e nas frases melódicas; Drew Daniel nas programações. É quando a novidade aparece que nos puxa o tapete: há um lado demasiado eléctrico, de estrutura rock, nervosa à Baltimore, que parece distrair e confundir – o conterrâneo Dan Deacon fá-lo com mais e melhores resultados. “The MARRIAGE Of True Minds” não desmerece a discografia, mas a longa espera desde “Supreme Balloon” (há cinco anos!!!) deixou-nos a querer mais.

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