Quinta-feira, 9 Maio, 2013

TIAGO SOUSA Samsara CD / LP

€ 14,95 CD Immune

€ 18,50 LP Immune

Foi no início de 2010 que Tiago Sousa começou a desvendar um pouco do tesouro de “Samsara”. Um longo caminho (achamos nós, que somos apenas ouvintes) até Março de 2013, quando sai esta sua segunda edição na norte-americana Immune. Um percurso de quase dois anos que foi depurando não só a peça como a sua assinatura, cada vez mais intimista, pessoal e emocionante. “Walden Pond’s Monk” (Immune, 2011) tinha-nos deixado convencidos da sua técnica, das suas ideias e do modo como a sua música traduzia na perfeição teorias caras ao músico. “Samsara” abrilhanta tudo o que conhecíamos dele, voltando a criar música que se reflecte do – e sobre – o nosso mundo, assumindo o piano como o único instrumento para a sua composição. Temas circulares, que nascem e renascem, fazendo a ligação com a filosofia oriental em que se baseia “Samsara”. Sente-se a dificuldade da empreitada, mas também se sente como ela foi vencida e como nos dá a sua melhor composição até hoje e um dos mais belos discos portugueses deste há muito tempo. “Samsara” irá, lentamente, como convém, ficar na história. Acreditem.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

ROCKETNUMBERNINE and FOUR TET Roseland / Metropolis 12″

€ 9,95 € 8,50 12″ (Edição limitada) Text

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TEXT023-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TEXT023-2.mp3]

Os primeiros registos de Kieran Hebden em nome próprio, em vez de Four Tet, foram com Steve Reid, um baterista que trazia com a sua idade os nomes de Miles ou Ornette. No fundo, em duo, era a concretização humana do que Four Tet tinha sido até então, mas com samples e uma colecção de música maior que a nossa: groove, percussão, partículas beat alinhadas com um propósito mini-épico. Esta união não deu muitos frutos porque o norte-americano aproximava-se do fim da sua vida e a morte em 2010 terminou com os planos que possam ter havido. Os Rocketnumber9, ou RN9, para os amigos, concretizam uma espécie de continuação dessa demanda: Ben Page e Tom Page, em teclados e bateria, respectivamente, deitam fogo ao ritmo e são o melhor aliado que Four Tet poderia alguma vez querer. Tal como Steve Reid, os RN9 não criam um novo híbrido, apenas complementam e ampliam o design sonoro que está no ADN de Kieren Hebden. E por isso este maxi soa tão perfeito e certeiro, gravado num só sopro, por Floating Points, fazendo pontes invisíveis entre o jazz e a electrónica como se fossem indissociáveis. Os dois temas são granditos, mas apetece pedir-lhes para ficarem mais tempo a tocar. Ou isso, ou então que se metam de novo num estúdio e façam mais temas como estes.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

GROUPSHOW Live At Skymall LP

€ 16,50 € 12,95 LP Staubgold

O álbum de originais – “The Martyrdom Of Groupshow”, na Scape, de 2009 – era óptimo, mas parecia mais um tratado que um produto final. Alinhava-nos pedaços de temas como se quisesse mostrar-nos o poder do trio, o poder da construção sonora. É claro que só percebemos isso quando ouvimos Groupshow ao vivo – a 18 de Fevereiro de 2010, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Foi nessa noite que testemunhamos no corpo o que pode ser Groupshow – as tais construções existem, mas vão se transformando lentamente no tempo, criando um pedaço único que se estende por horas. Aí, é uma espécie de groove que impera, que tanto soa a uma potente máquina germânica (kraut, muito kraut, claro) como a algo humano feito peça-a-peça. Se o álbum parecia algo laboratorial, ao vivo, a necessidade de ter o público à volta da sua mesa de trabalho (uma mesa com dezenas de instrumentos e ainda mais fios e botões), demonstrava o quanto as pessoas são essenciais para colocar Groupshow em andamento. Sempre que podem tocam 8 horas sem parar, sem preparação, e quase tudo o que Jelinek, Pekler e Leichtmann inventam é puro delírio. E é por isso que o novo disco teria que trazer esse encanto do concerto: três temas longos, recuperando Groupshow de 2010 a 2012, recuperando, justamente, a gloriosa noite do Maria Matos, e mais outros dois concertos. Muito, muito bom.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

TROPA MACACA Praga De Urubu Só Pega Em Cavalo Magro CASSETE

€ 8,50 CASSETE Edição de Autor

Colocado em formato físico no início deste ano, aquando da digressão europeia que os Tropa Macaca realizaram recentemente, “Praga De Urubu Só Pega Em Cavalo Magro” é o registo ao vivo do concerto que deram há cerca de um ano no Lux, masterizado pelo grande Tó Pinheiro da Silva e com um som absolutamente magnético, híbrido e vivo, prova supra-metafísica de que os Tropa Macaca são uma banda com um som diferente ao vivo, embora os propósitos e a linguagem que mantenham nos dois registos (estúdio / concerto) seja próxima e impossível de se distanciar. Mas é claro que o seu som abre mais ao vivo. De certa forma não é tão calculado, ou extremamente calculado, e numa ordem expansionista, onde André Abel saca sons da guitarra que não julgaríamos possíveis e Joana da Conceição faz beats que criam paralelos com o universo de Jamal Moss / Hieroglyphic Being. 21 minutos supremos, com um som imperial, de uma das melhores bandas da última década.


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Quinta-feira, 21 Março, 2013

PHIL HOPKINS Amplified Gesture – An Introduction to Free Improvisation: Practitioners And Their Philosophy DVD

€ 17,50 € 14,95 DVD Samadhisound

Lembram-se de “Manafon”, em 2009, e de como, (quase) de repente, David Sylvian faz um disco incrível de canções – sim, ainda são canções – com um leque de convidados do free jazz? Se têm algum carinho por David Sylvian não só se lembram como terão esse disco bem perto do vosso coração. Na altura, os mais abonados terão também comprado a caixa limitada que incluía este DVD. “Amplified Gesture” – nome óptimo, diga-se já – é um documentário de Phil Hopkins sobre a cena free, feito a pedido de Sylvian, para registar as diferentes vozes e estratégias de alguns dos seus mais importantes activistas. Se ficaram impressionados com os convidados de “Manafon”, sabem o que podem esperar neste filme: John Butcher, Fennesz, Sachiko M, Toshimaru Nakamura, Evan Parker, Eddie Prévost, Polwechsel, Keith Rowe, John Tilbury e Otomo Yoshihide falam sobre influências, experiências, recordações, metodologias e questões, ajudando-nos a criar melhores imagens sobre a improvisação na música. Como sempre, uma nova oportunidade é sempre uma nova oportunidade: Phil Hopkins refez e ampliou o documentário que vinha na caixa “Manafon” e esta edição inclui ainda um pequeno filme de apresentação de David Sylvian e as biografias dos entrevistados. Imprescindível.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

PETE SWANSON Pro Style MLP

€ 17,50 MLP Type

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TYPE110-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TYPE110-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TYPE110-3.mp3]

Sabemos que entretanto Pete Swanson já lançou um novo MLP (vamos recebê-lo em breve), mas não poderíamos deixar de noticiar o facto de finalmente termos recebido cópias do excelente “Pro Style”. Manifesto de intenções perfeito depois do magnífico “Man With Potential”, que foi um grito convicto para a afirmação da tendência do “pós-techno” ou do renascimento de uma visão Mark Felliana no corpo de vários músicos que até há pouco tempo tinham um passado essencialmente ligado ao rock/noise. “Pro Style” é composto por três faixas, todas com um nível de BPMs elevados e beats sujos, arrastados, no limite da transgressão, entre o curto circuito e a transcendência que uma pista de dança pode oferecer. É som catártico e uma visão psicadélica do techno construída no século XXI: visão que não é nova, mas que é construída pelos nossos desejos e pelo nosso consumo dos últimos anos. Moderno e profissional, Pete Swanson continua a dar-nos razões para não ficarmos tristes com o fim dos Yellow Swans.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

CHELSEA LIGHT MOVING Chelsea Light Moving CD / LP + CD + 7″

€ 12,50 CD Matador

€ 22,95 LP + CD + 7″ Matador

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OLE1010-2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE1010-2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE1010-2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE1010-2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE1010-2-5.mp3]

Superbanda que é uma banda – e não uma coisa temporária – construída à volta de Thurston Moore que se reuniu com músicos que conhece há bastante tempo e que ao longo da sua carreira também foram abençoados por si: a maravilhosa Samara Lubelski, John Moloney (Sunburned Hand Of The Man) e Keith Wood (Hush Arbors). Tudo gente com um óptimo currículo e com liberdade para criar à volta de Thurston Moore: e é por isso que Chelsea Light Moving não soa aos Sonic Youth nem aos últimos discos de Thurston a solo. É claramente um novo som, abençoado pela criatividade de todos e que a espaços soa como uma rota alternativa que os Sonic Youth poderiam ter tomado depois de “A Thousand Leaves”: mas optaram por continuar a ser os Sonic Youth e a surpreenderem-nos. E se as vezes estes discos pesam um pouco por serem indistintos, este álbum de estreia tem oito canções que nos levam aos melhores momentos da nossa adolescência ou da nossa idade adulta enquanto imaginamos ser adolescentes (talvez seja melhor assim). Algo que Thurston sempre foi óptimo a fazer. Agora fá-lo de uma forma nova, igualmente contagiante, e com variações frescas que nascem dos seus “novos” amigos. Não se consegue ouvir nada menos que muito bom da família Sonic Youth, pois não?

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

CALHAU! Magneto Luminoso Condutor Sombra LP

€ 16,50 LP Edição de Autor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/calhau-VdF.mp3,http://www.flur.pt/mp3/calhau-MLCS.mp3,http://www.flur.pt/mp3/calhau-EE.mp3]

O que há de antigo em Calhau! é ancestral, é uma ética de trabalho e uma estética definida dentro de padrões surrealistas. Notem que “definir” e “surrealistas” podem ser palavras antagónicas. O duo Von Calhau faz tudo diferente de cada vez que faz, mas a sua música já ganhou um espaço próprio e, desde “Quadrologia Pentacónica”, o LP anterior, mantém uma vibração e vitalidade quase mórbidas, uma sensação perdida algures no meio da performance art musicada típica de outras décadas. Mas aqui as únicas citações são palavras ou frases que a senhora Von Calhau vai dizendo nos infindáveis jogos verbais que caracterizam a “mensagem” deste projecto. Espécie de música de intervenção zombificada, cristalizada na electrónica “rudimentar” (desculpem o excesso de aspas) que o senhor Von Calhau vai manipulando e orientando com movimentos do corpo. Gótico? Não. Zombie não é gótico, é gore. Em “Magneto Luminoso Condutor Sombra” mistura-se Céu e Inferno, uma religiosidade quase mântrica e o borbulhar das profundezas. O jogo de palavras em “Eu-Ropa” fala em dor e tirar a “ropa” do “eu” enquanto um trombone vocal marca o compasso. O senhor Von Calhau, na sua única intervenção lírica (em “Zombie Zomba”) não utiliza o mesmo efeito de voz que ouvimos ao vivo, na apresentação do álbum em Lisboa, o que não deixa de ser bizarro no contexto Calhau! em disco – ouvir uma voz praticamente sem tratamento. As palavras são rudes mas a voz é doce. E assim termina o disco. Masterização de Ghuna X. Que tal? Calhau! é uma tíbia presa no cabelo, é nativo hardcore.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

ATOMS FOR PEACE Amok CD

€ 12,50 CD XL

[audio:http://www.flur.pt/mp3/XLCD583-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD583-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD583-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD583-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD583-5.mp3]

“Kid A” foi um momento marcante para os Radiohead e também para Thom Yorke. De certa maneira, para quem andava menos atento, a imaginação dos Radiohead encontrava alguma da electrónica mais interessante que havia sido editada nos anos anteriores e marcava para sempre não só o futuro próximo da pop como também da própria banda. E Thom Yorke. Desde então (e já lá vai mais de uma década) passou-se a lidar com os Radiohead/Yorke como uma espécie de condutores de algumas tendências e potenciadores, para uma massa relativa, de pontes para outros géneros. Atoms For Peace está próximo de alguns trabalhos de Radiohead (“Kid A” e “Amnesiac”) e é uma subtracção inteligente daquilo que se vai apanhando nos média (mixtapes, entrevistas) daquilo que Thom Yorke vai ouvindo. Juntamente com o fiel produtor dos Radiohead, Nigel Godrich, Flea, Joey Waronker e Mauro Refosco, formou os Atoms For Peace, projecto que oferece nos dias de hoje a mesma sensação que “Kid A” ofereceu na sua altura. O problema é que isso também é proporcional ao que agora conhecemos e ouvimos e “Amok” não causa tanto impacto. Mas não deixa de ser um polo orientador e um disco cheio de canções que guardam apuro pop, inteligência, arrojo e uma diversidade de ideias que flui com muita naturalidade.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

KUNIYUKI TAKAHASHI Feather World CD

€ 16,50 € 12,50 CD Mule Musiq

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MMCD39-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMCD39-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMCD39-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMCD39-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMCD39-5.mp3]

Kuniyuki alterna, há uma década, entre várias tendências assentes na música de dança contemporânea e ambientalismo electrónica (aí principalmente sob o nome Koss). Os seus álbuns raramente são fruto de uma só árvore e “Feather World” não é excepção. House, jazz, matéria orgânica, uma vocalista africana (Sona Diabate), Bugge WesseltoftHenrik Schwarz, alguns convidados japoneses e até Anne Clark compõem um disco que, instrumentalmente, remete bastante para o universo de fusão da década de 70 mas sem qualquer excesso ou rasgo de virtuosismo que descomponha a narrativa de cada faixa. Não parece de todo repelente chamar “elegante” a esta álbum cheio de virtudes e bom-gosto e que termina surpreendentemente em estilo rural britânico com a voz de Joyce Bowden. No todo, raízes profundas trabalhadas de forma contemporânea em modo banda. Há um sentimento de “ao vivo” em várias faixas, acrescentando corpo a algo que poderia ser mais estéril e asséptico. Mesmo “Between Shadows And Lights”, com a voz de Anne Clark, nada remete para o cliché dos anos 80 “dark wave” – o tom é jazzístico, a declamação habitual de palavras por Anne Clark paira naturalmente sobre uma guitarra meio liquid Liquid e uma linha de baixo sintética que talvez seja, essa sim, uma pequena homenagem ao hit da vocalista com David Harrow, “Our Darkness”. Excelente álbum.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

DJ SPRINKLES Where Dancefloors Stand Still CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50 CD Mule Musiq

€ 17,50 2LP Mule Musiq

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MMCD41-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMCD41-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMCD41-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMCD41-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MMCD41-5.mp3]

Terre Thaemlitz regressa insistentemente ao seu nome DJ Sprinkles, em anos recentes, para renovar a sua dedicação ao espírito house do qual participou e o qual ajuda a renovar nos seus discos de originais. Aqui, no entanto, mistura uma compilação fortemente baseada em deep house dos 90s, ênfase em 91-93, com algumas faixas mais recentes perfeitamente integradas (séc. XXI). Nunca menosprezando os conceitos, Thaemlitz parte de um protesto contra uma lei japonesa anti-prostituição que está indirectamente a afectar a cena de clubes, com recolher obrigatório à hora a que muita gente por cá está a entrar em bares, quanto mais em clubes. Evoca uma época mais livre, mais pura e mais inssurecta, e fá-lo com uma selecção de música que pacifica o espírito e põe o corpo em movimento. Verdadeira deep house.  Cuidado até na escolha entre CD e vinil. O primeiro é misturado e inclui todas as faixas mais recentes, o vinil apenas inclui os clássicos para o DJ explorador.

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1. Braxton Holmes – 12 Inches Of Pleasure (Ron’s Foreplay) 2. Alex Danilov – Deep S 3. Sound Mechanix – I Can’t Forget
4. The Rhythm Slaves – The Light You Will See (Trentemoller’s Deep Dub Mix) 5. Lectroluv – If We Try (Ambient Dub)
6. Manoo & François A – The Deep 7. Classic Man – Rapid Winds (75 MPH Mix) 8. Understars – Forestfunk I (No Damkkb Mix)
9. Gene Farris – Good Feeling 10. The Rude Awakening – The Dip (5AM Dipsco Mix) 11. MyMy – Everybody’s Talkin’ (Original Mix) 12. Choo-ables – Hard To Get (BT’s Massive Groove) 13. Fingers Inc. – Never No More Lonely 14. Keys & Tronics Ensemble – Calypso Of House (Paradise Version)

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

FOUR TET 0181 LP

€ 17,50 € 12,50 LP Text

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TEXT021-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TEXT021-2.mp3]

Este disco tem as características de uma mixtape e revela, em duas longas faixas, as várias atmosferas, beats e ideias que se cruzavam na cabeça de Kieran Hebden desde que se autonomizou da sua banda pós-rock Fridge. O material tem mais de uma década e manteve-se inédito até agora. è um vislumbre do que esteve na base do interesse que este músico e produtor gera hoje em dia, quase imediatamente que se sabe de uma nova edição sua. Algum jazz misturado com resquícios de trip-hop, ambientalismo pós-pós-rave, rock matemático e uma inclinação para experimentalismo. É como se vissemos um caderno de apontamentos de juventude de alguém hoje importante, só que os apontamentos já eram feitos com consciência do resultado final. Presumimos que é assim que funciona Kieran Hebden.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

OLIVER DEUTSCHMANN Out Of The Dark CD

€ 15,50 € 12,50 CD Vidab

[audio:http://www.flur.pt/mp3/VIDABCD01-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VIDABCD01-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VIDABCD01-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VIDABCD01-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VIDABCD01-5.mp3]

Em 2009 editou um EP chamado “Lisboa” (faixas chamavam-se “Alfama”, “Chiado” e “Mouraria”) mas não é por isso que vamos ficar rendidos. “Out Of The Dark” sinaliza o que a Vidab sempre pareceu representar: uma interpretação contemporânea do som house old-school. O álbum não perde absolutamente nenhum impacto pelo facto de não ter sido produzido em Chicago em 1987. Luz e escuridão, linhas de baixo cativantes, um mínimo de ácido, emoção e Espaço bem medidos. Orgânico e mecânico, contido mais do que extrovertido, um disco para ouvir alto e sentir o DRIVE que impele a dançar ou, no mínimo, a executar algum tipo de movimento que se veja. Oliver Deutschmann vence.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

FUNCTION Incubation CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Ostgut Ton

€ 15,50 2LP Ostgut Ton

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTLP12-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTLP12-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTLP12-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTLP12-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTLP12-5.mp3]

Pode dizer-se, sem total conhecimento de causa, que Berlim cuida dos seus, e isso inclui quem escolhe a cidade para viver. A comunidade internacional de músicos, produtores e DJs é considerável. Function não é sangue novo, muitos maxis desde a segunda metade dos 90s, fundou uma editora e gravou para símbolos do techno underground como a Synewave de Damon Wild e a Sandwell District, projecto do qual também faz parte. Mais recentemente, Echocord e Ostgut Ton, duas importantes editoras alemãs a manterem-se próximas do espírito sem compromissos do verdadeiro techno, assimilando todas as evoluções pertinentes. Com tudo isto, “Incubation” é apenas o primeiro álbum de Function, e cruza perfeitamente com a nova tendência escura (não diriamos industrial), a “des-glamourização” da música para pista de dança que tanto temos ouvido nos últimos dois anos. Este é um álbum que mostra a influência que ouvir Jeff Mills teve em Function, desde sempre, e é rico em atmosferas. O ritmo bate forte, não sendo propriamente marcial, e quem sentiu o recente álbum de Terrence Dixon na Tresor ou tem saudades de Monolake mais techno pode encontrar refúgio em “Incubation”.

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Terça-feira, 19 Março, 2013

HERBERT Bodily Functions (Special 10th Anniversary Edition) 2CD

€ 17,95 2CD (Special 10th Anniversary Edition) Accidental

[audio:http://www.flur.pt/mp3/AC66CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AC66CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AC66CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AC66CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AC66CD-5.mp3]

O terceiro álbum de Herbert usando o seu nome, originalmente datado de 2001, mantinha uma raiz house ainda presente desde a sua estreia muito comentada em 1996 com “100 Lbs”. No entanto, “Bodily Functions” tem jazz suficiente para não ser reduzido a um disco de dança. Na verdade trata-se mais de um álbum de pop contemporânea que não envelheceu por duas razões principais: a produção electrónica de Matthew Herbert sempre esteve sonicamente acima da época e, depois, há aqui um punhado de canções intemporais. As vozes de Luca Santucci (também cantou no álbum de estreia de Leila) e principalmente, Dani Siciliano (“Suddenly”, “Leave Me Now”, “It’s Only”, sobretudo) são rigorosamente complementadas com melodia, samples e arranjos que favorecem a sua entrega. Não seria necessário para recordar este álbum, mas o mercado assim se orienta e esta edição especial de 10ª aniversário inclui um segundo CD com re-interpretações diversas de Mr. Oizo, Jamie Lidell, Recloose, Richard Devine, Plaid, Matmos, Dave Aju e outros.

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Terça-feira, 12 Março, 2013

THE WIRE #350 (April 2013) REVISTA + CD

€ 6,50 REVISTA + CD The Wire

Número 350 da Wire e pela primeira vez em vários anos – provavelmente desde a nossa existência, nem nos lembramos – tivemos que subir o preço da revista (porque o preço de capa subiu .50£): + 25 cêntimos, ou seja, passa a custar 6.50 eur. E não é para amenizar isto que esta Wire traz o Tapper 31. Quem segue regularmente a revista sabe que a oferta desta compilação da Wire já é tradição por estas alturas do ano e que costuma ter muita procura. Na revista, destaque maior para o compositor alemão Jakob Ullmann, imediatamente seguido pela Invisible Jukebox a Mika Vainio e um óptimo artigo sobre Ashley Paul. O resto, já sabe, críticas a discos, muito discos, que nos mantêm actualizados sobre o que se passa além do ruído normal do dia a dia.


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