Sexta-feira, 19 Abril, 2013

HARMONY KORINE A Crack-up At The Race Riots LIVRO

€ 17,50 € 14,95 LIVRO Drag City

Três razões importantes para falarmos deste livro aqui: primeiro, porque é uma edição da Drag City, que tão bem guardamos no nosso coração; segundo, o anterior livro de Korine – “The Collected Fanzines” -, que juntava os seus fanzines da década de 90, foi um pequeno sucesso aqui na Flur; terceiro, está quase a estrear o novo filme – “Spring Breakers” – e dizem que é muito bom. “A Crack-up At The Race Riots” é uma reedição do primeiro livro de Harmony Korine, de 1998, onde tentou juntar, com interessante esforço, uma série de histórias que, por natureza, não poderiam estar juntas. Feito de fragmentos de ideias, esboços aleatórios, rascunhos de ar temporário e palavras efémeras, é uma obra que desafia a(s) forma(s) e mostra-nos como pode funcionar o cérebro do autor quando se dedica a armazenar hipóteses de argumentos, tentativas de piadas ou, simplesmente, palavras livres que recusam a narrativa convencional. Há, ainda, onze cartas de suicidas, diálogos com John Candy ou Clint Eastwood, e várias mensagens de Tupac Shakur. Um mundo surreal que nos obriga a ligar pontos que se recusam a estarem ligados.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 19 Abril, 2013

JENNY HVAL Innocence Is Kinky CD

€ 16,50 € 12,50 CD Rune Grammofon

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Quando soubemos no ano passado que o novo álbum de Jenny Hval iria ter a produção de John Parish ficámos contentes, mas algo preocupados com o resultado – a cantora elogiava o trabalho de Parish com PJ Harvey. O nosso problema foi supor que a norueguesa quisesse, enfim, ser uma PJ Harvey nórdica, coisa que na nossa cabeça parecia um tiro na água. Mas, pensando bem, sempre houve algo de carnal que pode ajudar a fazer o missing link, embora a sua voz seja demasiado frágil para suportar a necessária carga emocional. O trabalho de Parish foi de absoluto refinamento sonoro, ajudando a que o mundo acústico sobressaia mais que o mundo ligeiramente etéreo de “Viscera”. O título do álbum parece resumir uma vez mais o mundo narrativo de Jenny Hval – para além da música, Hval é também uma conhecida escritora na Noruega. Sexualidade e sensualidade nas palavras e, por vezes, também na música. Ouçam “Amphibious, Androgynous” para sentir uma canção perfeita: ingredientes mínimos e fatais, voz entre o sussurro rock e o canto da sereia, mini-épico irresistível e uma ideia de desert music que associamos a Parish. Talvez o melhor disco de Jenny Hval – o que faz acreditar que quando colocamos a fasquia alta, muitas vezes queremos ultrapassá-la.

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Sexta-feira, 19 Abril, 2013

BIRDS 111 One 12″

€ 9,00 12″ PAL SL

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Exemplares originais de 1997 em excelente estado! Sobras de armazém.

Um dos primeiros na PAL SL, editora de Peter Ford, estrela acid house uns anos antes como Baby Ford. Aqui é outra história, junto com pessoal alemão (Jochen Bader e Kotai), não destoaria em nada de produções de agora mesmo em editoras como a Hyperdub, Pan, Blackest Ever Black e outras. O desligar do formato techno era evidente, embora aqui se oiça um pouco de Basic Channel e Pan Sonic. Linha grave quase sempre na base, groove indesmentível mas robótico e com aquele som analógico que nunca falha em fornecer calor e energia. A cena de dança dos 90s estava em plena actividade mas aqui tudo acontece ao lado, desafiador, cerebral e, no entanto, funky ao seu modo. Grande disco para acrescentar nas listas BASS de melhores de qualquer ano. Arranjámos exemplares novos, não é uma reedição.

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Sexta-feira, 19 Abril, 2013

JAMES BLACKSHAW & LUBOMYR MELNYK The Watchers CD

€ 15,50 € 11,95 CD Important

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Pronto. Na semana passada avisámos da subida de patamar de Lubomyr Melnyk – não percam o seu disco na Erased Tapes! – e esta semana já nos chega a sua colaboração com o mui importante James Blackshaw, justamente na semana em que este nos visitou – Lisboa – com os seus Myrninerest. Ou seja, a dupla face de Melnyk e de Blackshaw no intervalo temporal de uma semana. E avisamos já, para quem ache que o assunto está despachado com o outro Melnyk, que este disco é mesmo o complemento perfeito e essencial para “Corollaries”. Um é tão relevante como o outro, um é tão imponente como outro. Se o lirismo ainda espreitava no álbum da Erased Tapes, aqui é quase a música contínua que toma conta do ritmo e do tempo, com os temas a deixarem exalar todo o perfume que conhecemos de Blackshaw – e sabemos bem do seu amor pelo minimalismo e pelo transe da repetição. Tal como Peter Broderick deu uma soberba mais-valia ao pianista, também Blackshaw consegue empurrar as ideias para composições (improvisadas!) que parecem mágicas, fazendo-nos sentir o tempo e o corpo suspensos. “The Watchers” é um diálogo de almas gémeas, um encontro perfeito de dois conterrâneos, cada um a dominar com exemplar mestria as suas cordas – doze para James Blackshaw, muitas mais para Lubomyr Melnyk. Um álbum fantástico de música verdadeiramente encantatória. Felicidade!

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Sexta-feira, 19 Abril, 2013

ALEXANDER LEWIS A Luminous Veil LP

€ 16,50 € 14,50 LP (Edição Limitada) Blackest Ever Black

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A nova-era digital em que se processa tanta música com uma variante industrial tem sido pródiga em criar elementos novos numa regeneração que se julgava apenas passageira. Não poderíamos estar mais errados, e se por um lado existiu inicialmente aquela ideia de pós-techno-minimal acrescentado de um travozinho a industrial, onde tudo era possível (até quando as coisas não nos pareciam nada disso), agora a Blackest Ever Black introduz-nos Alexander Lewis, mais um nome a reter dentro desta área, só que, em relação a grande parte da concorrência, não optou por um ritmo essencialmente digital e com um processo muito mecânico, mas criou estruturas bem mais vivas que são frequentemente imprevisíveis. Ou seja, não há uma batida simétrica ao longo de seis minutos a suster tudo o resto, é um trabalho de ambiências em que frequentemente correm para trás e para a frente ondas sonoras que criam um efeito expansivo em “A Luminous Veil”, com intermitências de ruído que melhoram a experiência. Sentimo-nos mais em 2001 a ouvir isto do que em 2013. E, acreditem ou não, é maravilhoso e único nos tempos que correm, porque isto é mais categórico noise do que um cruzar de perna à música de dança.

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Sexta-feira, 19 Abril, 2013

RAINFOREST SPIRITUAL ENSLAVEMENT LP

€ 16,50 € 14,50 LP Blackest Ever Black

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Rainforest Spiritual Enslavement é um dos nomes mais interessantes a surgirem na electrónica nos últimos meses. Têm um catálogo já extenso editado na Hospital Productions e todo em cassete: ajudou-os a ficarem como uma espécie de figuras de culto dentro do meio. “Black Magic Cannot Cross Water” é uma dessas cassetes e surge agora reeditada em vinil, numa editora recente e também na moda que estabelece regularmente paralelos com a Hospital: Blackest Ever Black. Não é de todo estranho que isto aconteça, “Black Magic Cannot Cross Water” tem contactos com projectos como Raime, mas é mais – essencialmente – uma questão de atmosferas do que outra coisa. Habitam no mesmo quarto, têm ideias e processos radicalmente diferentes. Raime procura um mundo paralelo via dubstep para entrar na pop/dança; Rainforest Spiritual Enslavement é o ambiente que se cria por debaixo dos graves e que fica a ressoar em forma de fumo de vodu. É ritualesco, mas não do modo a que estamos habituados a ouvir música “ritualesca”. Há qualquer coisa de subliminar no que acontece neste disco, como se estes trinta minutos fossem uma espécie de intro eterna, um rito de passagem para uma outra dimensão qualquer. É um filme de ficção científica que acontece agora e que se vive nos nossos ouvidos. Absolutamente magnífico. Obra-prima.

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Sexta-feira, 19 Abril, 2013

WANDA GROUP Piss Fell Out Like Sunlight LP

€ 18,50 € 15,50 LP Opal Tapes

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OPAL020-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OPAL020-2.mp3]

A PAN tem ficado com grande parte do crédito de editoras que andam a criar actualmente com relevância na fronteira entre a música de dança, a electrónica e a experimental. Não é um fenómeno novo, mas a PAN é, certamente, a que melhor o faz actualmente. Não é a única, também não é a única que interessa, mas a nível de coerência, gosto e catálogo, é sem dúvida a que mais se destaca. Num plano menor, mas a crescer a cada edição está a Opal Tapes. Editora que, como o nome indica, se dedica mais ao lançamento de cassetes, mas que também tem apostado noutros formatos mais recentemente e conseguido ganhar melhor destaque. Boa estratégia, porque há discos que ganham decididamente uma outra vida noutro formato (foi assim com 1991). Este “Piss Fell Out Like Sunglight” de Wanda Group é um disco cujos graves, o trabalho de textura, a dimensão das inflexões e variações que Louis Johnstone fomenta no seu trabalho se percebem melhor nesta edição em vinil. A verdade é que deixa de ser um disco quase segregado e passa a ser um monumento destas excursões na electrónica que devem muito à carreira de Mark Fell mas que também vão encontrando o seu espaço e adaptando a sua linguagem às correntes e ao que se sente e como se sente hoje a música. Quarenta minutos irrepetíveis. Mesmo quando se reouve “Piss Fell Out Like Sunlight” pela enésima vez. É o melhor disco PAN não-PAN que ouvimos nos últimos meses.

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Sexta-feira, 19 Abril, 2013

LOCUST You’ll Be Safe Forever CD

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego

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Há vinte anos Mark Van Hoen (ou Locust) fazia uma espécie de electrónica apopificada, suficientemente adulta e esclarecida para a colocarmos numa categoria separada da pop e da electrónica. A versão mais açucarada disto tudo chamava-se Scala, durou pouco mas deixou saudades de mais ideias. A versão mais interessante de tudo talvez tenha sido Seefeel, mas Locust sempre teve espaço de manobra para ser tudo aquilo que se pretendia que fosse. O que talvez nem seja bom, às vezes: há aqui ideias do passado, uma necessidade de futuro, alguns ritmos que são demasiado referenciais, outros que podiam revolucionar o disco e as atmosferas que valem por tudo. Apesar do lado sintético, “You’ll Be Safe Forever” soa a uma tentativa quase industrial de transformar Locust para algo saudável depois de 12 anos de paragem e de um recomeço quase acidental. Depois de um bom disco no ano passado, também na Mego, eis Mark Van Hoen a mostrar serviço novamente.

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Sexta-feira, 19 Abril, 2013

AURAL EXCITERS Emile (Night Rate) 12″

€ 9,00 12″ (Reedição) ZE Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZE1202-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZE1202-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZE1202-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZE1202-4.mp3]

Exemplares originais da reedição de 2003 ainda selados! Sobras de armazém.

Tecnicamente não é bem uma reedição, já que as quatro faixas neste disco são um resumo do álbum “Spooks In Space” de 1979. Há uma década, a ZE Records encenou um retorno com reedições de alguns hits da editora e algumas remisturas novas por gente boa como os Optimo. Surge assim este disco em 2003, só com originais, e descobrimos mais uns quantos num armazém. Época dourada dos cruzamentos entre uma nova forma de Disco e uma irreverência mais pópria do punk, muita coisa resultou em formas novas, cores novas, muita mistura e ideias frescas. “Emile (Night Rate)” é o verdadeiro tema “assustador”, aqui, com cantos e gritos na noite, um passo lento e sombrio mas as vozes de sereia equilibram o ambiente com ajuda de uma beatbox que mais tarde se ouviria nos Fun Boy Three. “Spooks In Space” mantém o tema do assombramento, mas é quase um número charleston naif para dançar em grupo. A realeza da época torna isto num objecto de luxo: cameos de August Darnel (Kid Creole), Bob Blank (produtor e engenheiro de som que acompanhou toda a cena de Nova Iorque, desde Rock a Disco), Coati Mundi, James Chance, Lizzy Mercier Descloux e Pat Place (Buh Tetras) transformam Aural Exciters numa espécie de supergrupo. O disco termina com “Marathon Runner”, “he’s a runner and he sure gets around”. Oportunidade rara para apanharem exemplares selados com capa BONITA.

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Sexta-feira, 19 Abril, 2013

MUDD Garden Love Fat 12″

€ 10,00 12″ Noid

[audio:http://www.flur.pt/mp3/NOID606-1.mp3]

Exemplares originais de 2001 em excelente estado! Sobras de armazém.

Tivemos este disco na loja poucas semanas depois de abrirmos a porta pela primeira vez e agora regressa, com mais de uma década em cima, a impôr a sua lei sem esforço. Noid vintage com todos os truques de produção e edição caros aos Idjut Boys (a editora é sua), respeitados na íntegra por Paul Murphy (Mudd) num monstro disco-house cortado com efeitos, a nadar em eco e reverb, ênfase na percussão e total inclinação para apontar o dedo a todos na pista e dizer: dancem! 3 faixas, podem imaginar o resto pelo único clip acima destas linhas. De novo, exemplares novos que resgatámos das prateleiras de um armazém no Planeta Terra.

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Quarta-feira, 10 Abril, 2013

BOOSHANK Unthank 005 10″

€ 10,50 10″ Unthank

Booshank. Austrália. É o que se sabe. E Unthank é afiliada da Firecracker. Neste volume 5 estamos um pouco em território da Future Times, coisa cósmica meio house, som expansivo e quente, ácido com eco e composição melódica por cima. “The Secret History” soa a Jamal Moss sem grão, melodia mais em cima, som quase theremin a regular todo o processo. Bonito. Mas todas as três faixas nesta edição com capa serigrafada são elegância quase pura, no centro do alvo se acompanham a cena não-house mas house e o vosso espírito dança tanto como as pernas. Edição limitada em vinil transparente.


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