Segunda-feira, 13 Maio, 2013

FRANCISCO MEIRINO Shell-Shocked CDR

€ 8,95 CDR Noisendo

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Meirino cruza sons, fabricados, recolhidos, alterados, provocados ou errados, há praticamente duas décadas. A segunda edição da Noisendo segue perto da primeira (Gorgomilos), cronologicamente, e aprofunda o mergulho numa electrónica DIY com as máquinas a ditar tanta lei como o homem. Respeito mútuo? O impulso punk mais óbvio do Noisendo001 é mais subtil no 002 mas está presente na respiração nervosa dos sons sintéticos e acústicos que excitam os nossos sentidos durante a audição do disco. O título “Shell-Shocked” talvez indicie um assalto sónico mas o que acontece, não sendo bem comportado, é perfeitamente amigável para qualquer não-iniciado, desde que se tenha tomado de amor pela arte dos sons e não apenas “música”. Velha discussão. Lugar de destaque parece ter a improvisação, o “acontecimento” ou “evento” irrepetível, perdido para sempre se não for registado. Por vezes escuta-se uma espécie de ensaio de orquestra em que instrumentos de corda, em especial, procuram a afinação correcta, mas o que resta é a desafinação provocada, uma liberdade sónica, ok, mas também tónica para cabeças um bocado fartas de organização e das coisas “certinhas”. Desafio electro-acústico da semana para crianças e adultos.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 9 Maio, 2013

DALHOUS An Ambassador For Laing LP

€ 16,50 € 14,50 LP Blackest Ever Black

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Depois de um 10” na Blackest Ever Black que enquadrava o duo composto por Marc Dall e Alex Ander no cenário pós-Burial, Dalhous reaparecem poucos meses depois com um longa-duração também na BEB. E é uma verdadeira surpresa, em “An Ambassador For Laing” desprenderam-se das linhas mais dramáticas de “Mitchell Heisman” e deixaram o seu som expandir-se, estacionando-se agora mais nos momentos áureos da IDM com um à-vontade impressionante em volta dos estilos de que bebem e das atmosferas que criam. Tudo com uma harmonia exemplar, é um disco percorrido com ideias muito luminosas que contrariam os cenários mais negros que fazem parte do catálogo da editora. Se Raime foi a vossa porta de entrada para a Blackest, com “An Ambassador For Laing” vão delirar.

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Quinta-feira, 9 Maio, 2013

TORTOISE & THE EX In The Fishtank 5 LP

€ 17,50 € 12,95 LP Konkurrent

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Os Nomeansno inauguraram a série e ao quinto volume os Tortoise entraram nestes “In The Fishtank”, uma colecção de gravações relâmpago que a Konkurrent promoveu no final dos anos 90 e que terminou (assim supomos, pois já lá vão 4 anos) na união, ao décimo quinto tomo, de Sparklehorse e Fennesz. Apesar de grande parte das edições testemunhar confrontos entre duas partes, não é essa a característica de “In The Fishtank”. A regras são simples: existem 48 horas de estúdio oferecidas pela Konkurrent – uma distribuidora independente holandesa -, e edita-se o que de bom sairá dessas fitas. Fechar Tortoise numa sala com os The Ex só lembraria a holandeses, mas despertou muita curiosidade a toda a gente: como seria um encontro entre uma banda que, para todos os efeitos, praticava o chamado pós-rock, com um projecto que era conhecido pela sua verve punk contestatária? A união parecia ainda mais estranha pois a banda de Chicago vivia os seus anos dourados, depois de mais uma consagração com “TNT” – o seu álbum seguinte seria “Standards”. A boa notícia é que não há propriamente um armistício, mas sim um diálogo que ora puxa para um lado, ora puxa para o outro, sem que em nenhum dos temas aqui se assista a desistências. É tão bom – e inesperado – ouvir The Ex com aquele conforto maquinal que McEntire e Companhia fazem tão bem, como sentir Tortoise com electricidade de voltagem europeia e canções noise no regaço. A Konkurrent prometeu mais reedições em LP, mas esta teria que ser uma das suas primeiras. E já lá vão quase 15 anos.

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Quinta-feira, 9 Maio, 2013

DEAN BLUNT The Redeemer CD / LP

€ 11,95 CD World Music / Hippos In Tanks

€ 16,95 LP World Music / Hippos In Tanks

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Os Hype Williams podem ter deixado de existir como os conhecíamos (será? nunca se sabe com eles) mas as notícias dos seus dois membros, Dean Blunt e Inga Copeland, bem como música nova sua tem-nos chegado com uma saudável regularidade. Acabámos o ano com a reedição de “The Narcissist” de Dean Blut, já com a notícia de que haveria um disco novo de Blunt na Primavera de 2013. Pouco depois foi divulgado “Papi”, um dos temas de “The Redeemer” e aí percebeu-se que vinha algo diferente. Surpreendentemente diferente. Mais no campo da sonoridade, convém dizer, porque há uma série de princípios inerentes ao esqueleto das canções, à estrutura dos álbuns, a uma certa imprevisibilidade que se mantêm com vivacidade na cabeça de Dean Blunt. Não poderia ser de outra forma. Tal como “The Narcissist”, “The Redeemer” parece uma falsa ode de um alter ego inventado por Dean Blunt. A grande – e principal – diferença é que desta vez a mensagem foi clarificada e descodificada: por outras palavras, “The Redeemer” é um exímio disco de canções. O disco que Arthur Russell faria hoje com a cabeça de alguém com concentração apenas para canções de três minutos. Não se veja isso como um defeito, mas uma parte do processo de clarificação: quantas vezes não sentimos ao ouvir Dean Blunt e os Hype Williams que aquele som é uma magnífica digestão de quem tem demasiadas janelas do browser abertas e não fica mais de 15 segundos numa? Em vez de perpetuar esse estado, Dean Blunt resolveu edificar isso e estruturar canções com belíssimas orquestrações, uma produção de vozes que tanto lembra o ítalo disco dos anos oitenta como Cat Power no seu melhor. E, claro, a voz de Dean, o cantor soul amargurado que este mundo nunca conheceu. São dezanove temas espalhados por 45 minutos. As ideias rodam a uma velocidade incrível, não se repetem e é quase como se cada tema fosse uma banda-sonora representativa de um género qualquer. Esperávamos isto de Dean Blunt, claro, só não esperávamos que a redenção chegasse tão cedo. O que torna tudo tão mais especial e impressionante. Estamos apaixonados.

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Quinta-feira, 9 Maio, 2013

OMAR-S Thank You For Letting Me Be Myself CD / 2LP / 2LP

€ 19,50 € 16,95 CD FXHE

€ 20,95 2LP (Part 1) FXHE

€ 20,95 2LP (Part 2) FXHE

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FXHE7000-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FXHE7000-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FXHE7000-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FXHE7000-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FXHE7000-5.mp3]

Depois de um álbum com um título justificadamente arrogante (“It Can be Done But Only i Can Do It”), Omar reconhece a atenção que tem merecido nomeando o novo longa-duração em agradecimento a todos os que o apoiam e apreciam a sua maneira de ser. A capa mostra, em fundo, provavelmente um dos lagos que circundam a área metropolitana de Detroit, mais uma vez fixando a localização como determinante no orgulho que é transportado para esta música. E não há como negar: novo óptimo conjunto de faixas de produção Omar S, sem par há uma década, trabalhando na evolução de um género, transcendendo as suas fronteiras e, ele próprio nos escreveu, parafraseando o título de uma das faixas no álbum: “It’s Money in the D”. Querendo dizer que a economia local também sobrevive com o seu contributo. É tão melancólico como rude, e nesse euqilíbrio está a sua personalidade. “Thank You For Letting Me Be Myself” pode ser interpretado teoricamente como um amolecer de meia-idade mas, na prática, revela um produtor de house vital para os acontecimentos de Hoje. Mais um hit vocal em “Rewind” e nem é preciso nomear mais faixas para saber que é um álbum importante. Não é cansativo dizer isto, é só verdade.

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Quinta-feira, 9 Maio, 2013

TNT SUBHEAD Ecstasy & Release LP

€ 14,95 LP Groovement

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GRM002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GRM002-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GRM002-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GRM002-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GRM002-5.mp3]

A capa deste álbum parece reunir, de alguma forma, o historial de Tiago Miranda enquanto músico e DJ. Circuitos, tambores, ancestral e futurista, más trips e vibrações do Céu, Gala Drop, Loosers, Cooltrain, Europa e Mundo e coisas que não saberiamos nomear porque não somos… ele. Auto-descrito como um disco de primeiras experiências, de descoberta de soluções, máquinas e instrumentos, dividido num lado “bom” e um lado “mau” que, ainda segundo Tiago, é como deve ser, querendo dizer que ambas as coisas residem em nós, ouvimos em “Ecstasy & Release” algo que pode ser uma catarse criativa, até porque este é o primeiro álbum de Tiago a solo, sem integrar uma banda. House, Techno e viagens cósmicas que a sua cabeça inventa e o seu corpo transmite. Um dos trunfos deste disco é o facto de não precisar de viver de um single (que por acaso até saiu há uns meses, com o mesmo título do álbum) para chamar a si a atenção que merece. A música flui naturalmente, nós sentimos uma busca de identidade (assumindo as palavras de Tiago como estas sendo algumas das suas primeiras experiências a sério) que se revela sem esforço, que dobra lugares-comuns para servir este seu dono. Música feliz, mesmo que tenha um lado perverso, resumida numa sample crucial (“We all need love”) logo seguida de uma faixa chamada “Thinking Of You But Not Of Sex”. Isso é respeito.

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Quinta-feira, 9 Maio, 2013

SLEEPARCHIVE A Man Dies In The Street Pt.1 12″

€ 9,95 € 8,50 12″ Tresor

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O “renascimento” da Tresor nos últimos meses tem servido para encontrarmos algum do melhor techno que se faz actualmente. Sem, propriamente, ideias novas ou estratégias que instituam a ideia de um “novo futuro”, mas ideias assentes em velhas bases que se concentram mais na qualidade do que propriamente em modas e em oportunidade. Também há algum tempo que não ouvíamos falar de Roger Semsroth, que como Sleeparchive abanou o mundo do techno minimal/electrónica há dez (!) anos. Passaram-se dois anos desde o seu último maxi e este “A Man Dies In The Street Pt. 1” tem uma sonoridade distante daquilo a que nos habituamos nele mas a estrutura continua muito semelhante: beats frios e secos enfiados num corpo com muito pouca roupa, onde pouco interessa a ideia de texturas, mas mais o impacto cru e feérico de um beat que soa vivo e que na sua repetição se torna incrivelmente hipnótico. Os temas acabam abruptamente, ou melhor, não acabam. Desligam-se como se Semsroth carregasse num interruptor e ligasse novamente o motor para o tema seguinte. Pouco usual, mas eficaz, e acima de tudo coerente com a integridade que tem mostrado ao longo da sua carreira. Grande regresso.

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Quinta-feira, 9 Maio, 2013

NICO GOMEZ & HIS AFRO PERCUSSIONS INC. Ritual CD / LP + mp3

€ 15,50 € 12,50 CD Mr Bong

€ 18,50 LP + mp3 Mr Bongo

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Também a Mr Bongo cuida bem das suas reedições eneste caso, sem ler qualquer nota da editora, somos levados a pensar numa pérola sul-americana desencantada numa qualquer viagem de exploração discográfica. Mas não. Nico Gomez nasceu na Bélgica e trabalhou na Holanda, onde este álbum foi editado originalmente em 1971. Tal como no final dessa década, por outros motivos, também o seu início foi fértil em cruzamentos e movimentos exploratórios ainda herdados dos 60s. Tudo parecia legítimo nos anos que antecederam a loucura disco, e por esta altura já David Mancuso estava atento a importações europeias para os seus sets no loft original em Nva Iorque. Ouvimos em “Ritual” uma convivência natural entre originais e versões (como o famoso “El Condor Pasa”), sendo que a natural inclinação latina é acrescentada de influências africanas mais directas e um lado psych funk sujo e muito físico. “Baila Chibiquiban” exemplifica maravilhosamente o que tentamos humildemente descrever: fogo percussivo e psicadélico. “El Condor Pasa” é transformado em balada quente sem flauta andina, substituída por vozes e guitarra. Apesar disso, é um álbum extrovertido que mostra zero complexos e, através de uma magnífica capa, conquista o olhar tanto como o corpo.

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Quinta-feira, 9 Maio, 2013

17 PYGMIES Jedda By The Sea + Captured In Ice 2CD

€ 15,50 € 12,50 2CD LTM

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Em 1983 e 84 os 17 Pygmies editaram o EP e o primeiro álbum, “Jedda By The Sea”. Incluindo membros de Savage Republic, uma das mais influentes bandas pós-punk norte-americanas, este projecto começou como tantos outros através de jams informais que se tornaram suficientemente consequentes para ousar editar esse material. Carregando a herança pós-punk mais sombria, o twist aqui faz-se através de um exotismo quase tribal que transfigura qualquer noção mais básica “de época” que se possa ter. Claro, os sons permanecem lá: baixo e guitarra “de época” mas depois “Tropical Grasslands” podia ser uma gravação de A Certain Ratio em África, “Lawrence Of Arabia”, “Lazarus”, “Last Grave At Dimbaza” ou “Cheganca” fazem belas pontes com terras de além-mar e toda a zona do álbum mais reconhecível como pós-punk (neste caso já seria tardio, em 83-84 já seria legítimo colocar um outro “pós” adicional) encontra-se algures numa fusão de Cocteau Twins, Au Pairs, Young Marble Giants e Maximum Joy. Classe, domínio de ambientes, pausas e energia. “Captured in Ice” (1985) perde aquela certa veia multicultural para um som mais indie, versão norte-americana, que, por exemplo, os Digital Sex de Steve Sheehan faziam na mesma altura. Seja como for, bem-vindos de volta!

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Quinta-feira, 9 Maio, 2013

TIAGO SOUSA Samsara CD / LP

€ 14,95 CD Immune

€ 18,50 LP Immune

Foi no início de 2010 que Tiago Sousa começou a desvendar um pouco do tesouro de “Samsara”. Um longo caminho (achamos nós, que somos apenas ouvintes) até Março de 2013, quando sai esta sua segunda edição na norte-americana Immune. Um percurso de quase dois anos que foi depurando não só a peça como a sua assinatura, cada vez mais intimista, pessoal e emocionante. “Walden Pond’s Monk” (Immune, 2011) tinha-nos deixado convencidos da sua técnica, das suas ideias e do modo como a sua música traduzia na perfeição teorias caras ao músico. “Samsara” abrilhanta tudo o que conhecíamos dele, voltando a criar música que se reflecte do – e sobre – o nosso mundo, assumindo o piano como o único instrumento para a sua composição. Temas circulares, que nascem e renascem, fazendo a ligação com a filosofia oriental em que se baseia “Samsara”. Sente-se a dificuldade da empreitada, mas também se sente como ela foi vencida e como nos dá a sua melhor composição até hoje e um dos mais belos discos portugueses deste há muito tempo. “Samsara” irá, lentamente, como convém, ficar na história. Acreditem.

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Sexta-feira, 26 Abril, 2013

V/A Eglo Records Vol.1 2CD

€ 17,50 € 13,95 2CD Eglo Records

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A Eglo, primeiramente conhecida por ser um veículo para edições de Floating Points, depressa passou a representar as particulares fusões britânicas a partir da cultura de breaks com respeito pela sua sólida herança enraizada no período rave. Muitas das evoluções que daí nasceram são incorporadas, de uma forma ou outra, na selecção deste duplo CD. Hardcore, 2 Step, House, Ácido, Blip, Acid Jazz,Hip Hop, R&B, Dubstep, uma certa adaptação da vibe norte-americana em momentos de Shaunise ou Fatima (que prepara um álbum). “She’s Acid” de Funkineven é inequivocamente britânico, há incorporações do corpo pesado dos 90s como, de novo em Funkineven, com “Heart Pound” (“It’s a new sound from an old town”); Arp 101 tem o seu quê de Skwee e Electro-Funk desviado por Dubstep, tal como Mizz Beats. Variedade e qualidade num disco grande (bom, dois discos) que perfazem uma aula prática sobre parte significativa da música de dança britânica dos últimos anos. A editora celebra o quarto aniversário.

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CD1
1.Floating Points – “Radiality” 2.Floating Points – “Vacuum Boogie” 3.Funkineven – “Kleer” (feat Fatima) 4.Shaunise – “Catch” 5.Fatima – “Soul Glo” 6.Funkineven – “She’s Acid” 7.Floating Points – “Shark Chase” 8.Arp 101 – “Dead Leaf” 9.Funkineven – “Heart Pound” 10.Arp 101 – “Flush” 11.Mizz Beats – “Sanctuary”

CD2
1.Fatima – “Innervisions” (feat Floating Points) 2.Floating Points – “Sais Dub” 3.Floating Points – “Marylin” 4.Funkineven – “Roland’s Jam” 5.Floating Points – “Danger” 6.Arp 101 – “U” 7.Mizz Beats – “Scientific Brainpriest” 8.Floating Points – “Myrtle Avenue” 9.Fatima – “Visit You” 10.Floating Points – “Wires” 11.Shaunise – “Mercy” 12.GB presents The Abstract Eye – “Reflexes”

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Sexta-feira, 26 Abril, 2013

LES SINS Grind / Prelims 12″

€ 9,95 € 8,50 12″ Jiaolong

[audio:http://www.flur.pt/mp3/JIAOLONG008-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JIAOLONG008-2.mp3]

Nomes como Kieran Hebden (Four Tet), Dan Snaith (Caribou) e Jamie xx (xx) têm sido activistas importantes no palco onde se junta a música indie com a música de dança, como DJs, produtores e dinamizadores de todo o processo com a criação de editoras. Dan Snaith está por detrás da Jialong (onde também edita a sua costela desta sua existência, Daphni), que tem dado que falar desde a sua criação em finais de 2011, com maxis que esgotam muito rapidamente e espaço alternativo para músicos normalmente associados a outros géneros poderem abrir assim o seu espectro de actuação. É isso que acontece com Les Sins, aka Chaz Bundick aka Toro Y Moi, que no seu segundo maxi na Jialong continua a demonstrar aquela vontade de ser produtor (algo que nos parece ser muito desejado por toda esta nova geração) de hits pop que cheguem às massas. Não que “Grind” ou “Prelims” sejam isso, mas a veia R&B e a procura de beats que reflictam um estado boogie (especialmente em “Grind”) transpiram essa vontade. Porque os dois temas são mais ideias (boas) do que propriamente canções, concentrações aveludadas de sons que durante alguns segundos podem valer ouro numa pista de dança.

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Quarta-feira, 17 Abril, 2013

THE HAXAN CLOAK Excavation CD / 2LP

€ 15,50 CD Tri Angle

€ 19,95 2LP Tri Angle

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TRIANGLE18CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRIANGLE18CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRIANGLE18CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRIANGLE18CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRIANGLE18CD-5.mp3]

“Excavation” é o Segundo album de Haxan Cloak. O primeiro editado na Aurora Borealis tinha-nos deixado óptima impressão (há também um EP excepcional na Latitudes). Há algo no som de Haxan Cloak que faz com que o seu nome não esteja sempre presente. No sentido em que provavelmente nunca o referimos por aqui antes, não por falta de respeito, mas porque honestamente, quando usamos as comparações como bengala, pensamos sempre duas vezes antes de o referir. Na realidade, não há nada que soe ao que faz actualmente e muitas vezes equipará-lo a algo seria injusto. Não o estamos a colocar no céu, mas Bobby Krlic (o seu verdadeiro nome) é o nome que melhor preencheu o cenário apocalíptico abandonado por Burial em “Untrue”. Há muita coisa parecida, há muita coisa parecida a Burial, há até o Burial que soa a Burial mas não é a mesma coisa, não há ninguém que tenha feito ressoar as máquinas e tenha descoberto uma linguagem própria dentro do pós-dubstep com propósitos tão edificantes e estruturas que lembram muita música contemporânea, carregadas de electricidade. E electrizantes. “Excavation” está a garantir-lhe finalmente a atenção que merece. Quanto mais não seja porque é editado na Tri Angle e isso chamou mais a atenção. Quanto mais não seja porque “Excavation” é um disco que cruza géneros como nenhum outro, que dá um real sentido àquilo que o som industrial deve ser nos dias de hoje. Não menospreza o resto, mas em um minuto de “Excavation” há mais de Conrad Schnitzler e Throbbing Gristle do que em todos os discos editados por Dominick Fernow no último ano. Krlic encontrou a sua voz, construiu o seu carisma e desenvolveu um som característico. A sua música tem uma voz, não é uma questão de moda, é algo que se ouve agora como como daqui a trinta anos. E até se poderia ter ouvido há trinta anos. Mas é um disco do presente, porque o presente assim o quis.

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Quarta-feira, 10 Abril, 2013

ROEDELIUS Offene Türen LP

€ 16,50 € 13,95 LP Bureau B

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Álbum Roedelius da semana, acreditem que não é nossa intenção insistir em determinados artistas só para tentarmos impôr uma visão do Mundo. Quando o fazemos (essa insistência) é porque genuinamente já os consideramos parte da nossa personalidade enquanto loja, enquanto amantes de música, e o prazer de transmitir algo bonito sobrepõe-se a qualquer intelectualização sobre pertinência ou falta dela quando voltamos a falar de certos nomes. Original de 1982 e parte da soberba recuperação de álbuns da Sky levada a cabo pela Bureau B, este álbum contribui decisivamente para a afirmação de Hans-Joachim Roedelius numa época em que a própria tendência germânica intensificava a adesão à New Wave (embora, nos melhores casos, de forma brilhante). O estatuto e a experiência pós-Cluster de Roedelius permitiam, num mundo ideal, abrir portas (e é isso que significa o título deste álbum: “Portas abertas”, embora subtilmente também possa querer dizer “pregar para os convertidos”). A estranha prática da melodia sintética, ritmos de outras terras, histórias exóticas contadas por um alemão que, respeitando certas tradições, cria novos paradigmas a partir delas, tudo isto nos fascina – não exageramos – ao ponto do êxtase. É isso que desejamos transmitir porque a música salva. Se não vidas, salva seguramente cabeças.

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Quinta-feira, 14 Março, 2013

SUN RA A Space Odyssey: From Birmingham To The Big Apple The Quest Begins 3CD

€ 15,50 € 12,50 3CD Fantastic Voyage<

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O que faltará falar mais sobre Sun Ra? Muito pouco, por esta altura, apesar de nem sempre se conhecer bem a dimensão da sua obra, cada vez mais retirada dos cofres e de gravações perdidas. Esta é uma compilação temática, que documenta um certo trajecto e evolução de um nos maiores nomes na história do jazz: começa na década de 40, em Birmingham, quando Sonny Blount (o seu nome verdadeiro) agitava a sua big band pelo be-bop. No final do primeiro disco (“Pre-Flight”), aparecem as primeiras gravações da sua Arkestra. No segundo disco (“Lift-Off”), com a sua Arkestra, é a vez dos singles para a sua Saturn – a editora e o planeta que o viu nascer -, e excertos dos seus primeiros álbuns. No terceiro disco (“Future Shock”), é a vez de dos míticos e perfeitos álbuns “Jazz In Silhoute” e “The Futuristic Sounds Of Sun Ra”, bem como alguns singles desse período entre o final da década de 50 e o início da seguinte. Estão todos convidados para esta viagem de Inglaterra até Nova Iorque, passando por Chicago e… Saturno. Sessenta temas, um digipak triplo bem fofinho e um livro a explicar toda esta façanha. Não percam.

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Quinta-feira, 7 Março, 2013

JOHN ZORN Templars – In Sacred Blood CD

€ 19,50 € 15,50 CD Tzadik

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O mundo John Zorn é feito de peças grandes e pequenas, todas compatíveis mas diferentes entre si. É um prazer entrar neste universo de cores, sombras, formas e símbolos, e tentar descodificar a linguagem que une estas pontas que parecem soltas para quem não tem na bagagem uma grande dose de discos deste norte-americano imparável. “Templars” é um disco que entra na subcategoria “Moonchild” – é o sexto da série – e teve um invulgar tempo de preparação – Zorn é conhecido por não demorar muito a finalizar os seus projectos. Durante um ano, o trio Moonchild – Mike Patton (voz), Joey Baron (bateria) e Trevor Dunn (baixo) – juntou-se ao novo vértice para intensificar e assombrar a cruzada – John Medeski, em órgão. “Templars” alude, claro, à Ordem Dos Templários, esse projecto erguido e desmontado pela Igreja Católica entre o século XII e XIV. Uma desculpa, mais uma, para passearmos por atmosferas e narrativas com muitas liner notes. Como sempre, Patton é o elemento dissonante, falando, gritando, narrando e cantando como mais ninguém neste mundo, dando as habituais piruetas vocais com que Zorn tão habilmente se aproveita para ginasticar um pouco do seu jazz/rock dilacerante à Naked City – Patton é tanto um anjo negro satânico num ameaçador latim, como um narrador magnético de histórias místicas. Sublime, como há muito não o ouvíamos. Apesar dos disparos frenéticos do quarteto, este é, possivelmente, o mais acessível de todos os “Moonchild”, mas não quer dizer que seja algo próximo de Dreamers ou da fase soft jazz dos “Filmworks”. “Templars” denota um empenhado aprumo nos arranjos e, até, um fraseado rítmico algo inesperado nas partituras de Zorn. Depois, é um delírio sabermos que nada é o que parece ser, e à boa maneira de Naked City, a surpresa é um elemento primordial da composição. Fantástico e viciante.

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Quinta-feira, 7 Março, 2013

INGA COPELAND Don’t Look Back, That’s Not Where You’re Going 12″

€ 7,95 12″ World Music / Hippos In Tanks

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O segundo maxi de Inga Copeland (depois de um na Rush Hour que esgotou num ápice), metade dos Hype Williams, é um portento de fusão de R&B, soul, com dubstep e ambient-techno. Nada que nos surpreenda, há disso nos Hype Williams, mas a solo Inga tem conseguido firmá-lo mais para um formato de canção pop / dança como uma espécie de diva em crescimento sem fatalidades ou momentos fatelas. Ajudada por DVA e Martyn na produção, este “Don’t Look Back, That’s Not Where You’re Going” (a primeira edição da World Music, editora dos Hype Williams, por onde, a partir de agora, vão editar tudo o que lhes pertence (até ver)) traz três canções vibrantes com um ritmo suficientemente abstracto para nos envolver e preparar para a voz fantástica de Inga, que vai surpreendendo à medida que o tempo passa e nos vai convencendo de que é uma das melhores vozes da actualidade (não é por acaso que os momentos mais marcantes de “Narcissist II” de Dean Blunt contam com ela). Território muito fértil. Abençoada seja a família Hype Williams.

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Quinta-feira, 7 Março, 2013

EFTERKLANG Tripper + Springer (Special Edition) 2CD

€ 15,95 € 11,95 2CD (Special Edition) Leaf

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Uns eram amigos, outros conheceram-se quando decidiram fundar Efterklang, um quinteto de Copenhaga com ambições de conquistar a sua cidade, primeiro, e, depois, o mundo da música através de uma pop fugidia e melancólica feita num cozinhado de múltiplos temperos, recuperando o sabor da receita original que os Múm publicaram alguns anos antes. De facto, em 2003, quando “Springer” sai, eram essas as conexões, conexões essas que aos poucos vão caindo, a cada nova edição. Quando “Tripper” nasceu, imponente, no ano a seguir, já tudo estava no sítio e não só a ambição sentia-se desmesurada como a utilização da electrónica parecia domada. Pelo meio, canções óptimas que se impunham com impressionante no meio de arranjos incríveis. Groove rock, melodias pop, emoção acústica, perturbações digitais, ritmo tecnológico, tudo dentro de uma caixinha de música que impressionava e prometia liderança no segmento. Edição especial com ambos os discos, um livrinho de 16 páginas e dois temas ao vivo como suplemento – tudo a um preço de promoção.

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Quinta-feira, 7 Março, 2013

EFTERKLANG Parades + Under Giant Trees (Special Edition) 2CD

€ 15,95 € 11,95 2CD (Special Edition) Leaf

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Depois de “Tripper” ter sublinhado o nome de Efterklang no circuito, houve digressões do tamanho do planeta e uma pausa para pensar como “Parades” teria que ser e parecer. Nos quase três anos que distam para o álbum de estreia, houve a natural perda do protagonismo da electrónica e uma consequente valorização da orquestração. O que não espantou pois a banda sempre pareceu querer ter muito a dizer nos arranjos polimórficos que imprimia mesmo às canções simples e repentinas. E podemos seguir até as capas de “Parades” e o EP “Under Giant Trees” para fazer os paralelismos – agora há cores, Natureza, animais, uma força que brota selvagem mas totalmente domada por algo invisível. Arte? É essa a explicação para como fica tanta coisa arrumada nestes discos. O disco que anunciou o futuro para os Efterklang e foi um sucesso de crítica: melhores do ano para muitas revistas e “Mirador” não tem um milhão de visionamentos no YouTube por acidente. Edição especial com ambos os discos, um livrinho de 16 páginas e dois temas ao vivo como suplemento – tudo a um preço de promoção.

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Sexta-feira, 25 Janeiro, 2013

TERRY RILEY Aleph 2CD

€ 22,50 € 18,50 2CD Tzadik

O nome de Terry Riley deverá ser sinónimo de “In C” para muitos que o conhecem. Ser-se conhecido apenas por essa obra-prima é, por si, um feito notável. Mas para quem ajudou a parir o minimalismo e tem feito uma exemplar biografia desde então, parece uma injustiça. Isto quer dizer que há muitos bons discos para descobrir, desde os anos 60 até aos dias de hoje – mas o que nos traz aqui é, nem de propósito, ums dos mais recentes trabalhos que, justamente, liga o passado ao presente. “Aleph” nasceu em 2008, para um festival de música contemporânea judaica organizado por John Zorn, mas traz directa inspiração e relação com as míticas “All Night Flights” dos anos 70. Tocado com “just intonation” – um método de afinação utilizado com particular eficácia pelos minimalistas – num sintetizador Korg (Triton Studio 88), “Aleph” está aqui na sua totalidade, em dois discos, mostrando Terry Riley no total controlo da sua música, serena, meditativa e circular, encantatória e mística. “Aleph” são duas horas de improvisação que tanto nos maravilham pela geometria como pela liberdade das suas formas sensuais. Há momentos em que o mantra polifónico faz-nos imaginar novos sons, novos instrumentos – sentimos quase uma espécie de textura electrónica no ar, graças às sinuosas curvas que se sobrepõem. Mesmo vindo de quem vem – e Terry Riley está quase octogenário -, este “Aleph” é uma surpresa e um deleite para os sentidos.

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