Quinta-feira, 16 Maio, 2013

MASSACRE Love Me Tender CD

€ 12,95 CD Tzadik

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TZ7642-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TZ7642-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TZ7642-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TZ7642-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TZ7642-5.mp3]

Foi pouco tempo depois de Fred Frith chegar a Nova Iorque que os Massacre se formaram, em 1979. Pouco tempo depois, “Killing Time” expunha o trio para fora dos palcos, mostrando um dos mais originais e incríveis power trios da história do rock, da improvisação, e etc. E se Nova Iorque eclodia música com esta facilidade, também a engolia com maior à-vontade: os Massacre acabariam pouco tempo depois da sua estreia. Quase vinte anos depois, Charles Hayward substituía Maher para editarem, já na Tzadik, o fabuloso “Funny Valentine” e o pouco inspirado “Meltdown” (gravado no Festival Meltdown de Robert Wyatt em 2001). “Lonely Heart”, em 2007, juntaria excertos de concertos de 2003, e agora “Love Me Tender” recupera gravações ao vivo de 1999, numa fase incrível, em que o baixo de Laswell já tem a sua impressão digital inconfundível, redonda e com dub resplandescente, a guitarra de Frith parece desdobrar-se em múltiplas vidas e a bateria de Hayward vive feliz numa polifonia rica e desmesurada. Em 1999 ainda havia new wave e memórias do punk, mas também havia uma vontade de criar algo novo com estes pressupostos de futuro – não seria estranho que algo de muito híbrido nascesse daqui. Por muito que procurem, não há muitos trios assim.

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Quinta-feira, 16 Maio, 2013

V/A Futurism & Dada Reviewed 1912-1959 CD

€ 15,50 € 12,50 CD LTM

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Este tipo de discos, especialíssimos, geralmente desaparecem dos escaparates e são raras as ocasiões em que se encontra uma reedição. Foi uma das fantásticas compilações da Sub Rosa nos anos 80 – que fez com que a editora belga ficasse com a fama que tinha. Houve uma edição também em CD mas também essa durou pouco. Foi a LTM – Les Temps Modernes, de Edimburgo -, que se vai especializando num segmento muito próprio da música editada nos anos 80 e 90, que trouxe de volta “Futurism & Dada Reviewed”. E algum tempo depois de ausência, eis nova tiragem, provando que o público para esta obra tem vindo sempre a exigir este documento sonoro. E que documento! Em 14 faixas, é a História que está aqui, sem aspas ou qualquer interpretação subjectiva. Registada entre 1912 e 1959, estão aqui alguns dos maiores nomes da arte do século XX: Luigi Russolo, Antonio Russolo, Marinetti, Apollinaire, Duchamp ou Cocteau, por exemplo. Música, sons, declarações e entrevistas raras que valem o seu peso em ouro.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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1. LUIGI RUSSOLO Risveglio di una citta 2. ANTONIO RUSSOLO Corale 3. F.T. MARINETTI Sintesi Musicali Futuristische 4. ANTONIO RUSSOLO Serenata 5. F.T. MARINETTI La Battaglia di Adrianopoli 6. F.T. MARINETTI Definizione di Futurismo 7. LUIGI GRANDI Cavalli + Acciaio 8. WYNDHAM LEWIS End of Enemy Interlude 9. GUILLAUME APOLLINAIRE Le Pont Mirabeau 10. T. TZARA/M. JANCO/R. HUELSENBECK L’amiral cherche une maison à louer 11. MARCEL DUCHAMP La Mariée mise à nu par ses célibataires, même 12.RICHARD HUELSENBECK Inventing Dada 13.TRISTAN TZARA Dada Into Surealism 14. KURT SCHWITTERS Die Sonate in Urlauten 15. JEAN COCTEAU La Toison d’Or 16. JEAN COCTEAU Les Voleurs d’Enfants

“This is exceptional – from Wyndham Lewis’ posh tones to some skippy jazz-hot from Jean Cocteau, this is unremittingly fresh and joyous” THE WIRE
“Wonderful… You could imagine Tim Burton using it for a camp re-creation of a silent frightener” THE GUARDIAN
“The most enthralling LTM project to date, should lie in every record collection bar none” MELODY MAKER

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Quinta-feira, 16 Maio, 2013

ROBERTO CACCIAPAGLIA The Ann Steel Album LP

€ 19,50 € 16,50 LP Half Machine Records

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Vão começar a ouvir “My Time”, o primeiro tema de “The Ann Steel Album” e virá imediatamente à memória Animal Collective. Não é o caso, este disco de Roberto Cacciapaglia é imensamente citado por várias bandas, por oferecer em 1979 aquela visão de pop futurista que costumava reunir mestres da electrónica com cantoras/cantores pop. O lado mágico aqui é que isto não é Disco, como a maior parte dessas colaborações da altura, mas uma espécie de relíquia que nasceu do encontro feliz entre Cacciapaglia durante uma viagem aos EUA e Ann Steel, uma desconhecida que não fez mais nada de memorável. Mas a sua voz aqui, ui, fusão imediata com as electrónicas do italiano. É assustador. Durante quarenta minutos parece que foram feitos um para o outro, concretizando ideias cheias daquele futuro que enchia a pop electrónica da altura. A reedição não é recente, mas pegámos nela agora por influência das recentes reedições que temos tido de Cacciapaglia. Não tem nada a ver com o resto que conhecíamos dele, “The Ann Steel Album” é um admirável mundo novo para descobrir. Imediatamente!

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Quinta-feira, 16 Maio, 2013

COLLEEN The Weighing Of The Heart CD

€ 15,95 CD Second Language

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São sete longos anos de ausência dos discos, desde “Les Ondes Silencieuses”, um disco tão bom quanto qualquer álbum que tenha editado desde 2003. “Everyone Alive Wants Answers”, nesse ano, revelaria uma obra imensa que ainda hoje parece ser o seu poder totalmente incólume – misterioso e fractal, feito como um cadáver-esquisito de sons e texturas de caixas-de-música fictícias. As composições foram sendo depuradas aos poucos, deixando à superfície melodias e texturas com as costuras à vista, apostando num formato menos tridimensional mas de igual impacto sonoro. “Les Ondes Silencieuses” foca-se nos instrumentos acústicos – viola da gamba e guitarra, principalmente – para cortar com os artificialismos do passado. E que passado haverá agora para fazermos as esperadas ligações a este novo álbum? Algumas, claro, porque há ainda esta bonita inquietação acústica, quase trovadoresca, que Colleen impregna nas suas melodias. A novidade – e é isso que procuramos sempre – parece estar num revestimento pop de alguns temas, fazendo relembrar Juliana Barwick ou Julia Holter no modo como espacializa vocalmente as canções. Parte de nós ainda prefere o lado instrumental, mas a verdade é que Colleen ainda nos dá pedaços raros e frágeis de encantamento, mostrando que sete anos de pausa não significaram a mesma coisa para nós. Edição cartonada com formato alongado diferente do que a imagem mostra.

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Quinta-feira, 16 Maio, 2013

RP BOO Legacy CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Planet Mu

€ 18,50 € 16,95 2LP Planet Mu

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“Legacy” vai ao passado numa máquina do tempo para recolher pedaços e expô-los hoje numa épica viagem de pequenos mantras (mantra é incompatível com haiku? cremos que não) assentes em batidas orgânicas espaçadas e um ambiente meio paranóico de palavras de ordem que colocam a cabeça a marchar ao ritmo de RP Boo. Ele foi um dos primeiros nomes associados ao que agora se chama footwork, ainda nos 90s, cresceu na zona sul de Chicago onde muita da house mais importante do Mundo estava a ser produzida no final dos 80s / início dos 90s. “Legacy”, como outros bons exemplos do género, parece misturar e triturar house e hip hop de forma intuitiva e directa, notem o poder marcial de “Speakers R4 (Sounds)”: “What they do what they do what they do / Bang bang bang / That’s what the speakers are for”. Arrepiante, com as palmas sintéticas a reforçarem a chicotada. “Havoc Devastation” é o fim do mundo, com várias samples e estrelato para o “Aaa Aaa” provavelmente tirado do “Flash” dos Queen. Tudo em modo festivo com metais estridentes que parecem celebratórios. Cada faixa é uma história concisa. “See me burning the floor” em “No Return”, marcha de robots em “Robotbutizm”, tanta coisa mais… O álbum termina com “Area 72″, que é bem possível que seja em referência ao “Programa Espacial” da Nike inspirado numa fictícia Zona 72. Cultura pop em modo schizo. Bom!

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Quarta-feira, 15 Maio, 2013

KYLE HALL The Boat Party 2LP

€ 21,95 2LP Wild Oats

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Kyle Hall, look what you’ve done! Relativamente distante da matriz house pela qual ganhou mais nome mas seguro nas explorações constantes que avançam de disco para disco. Uso e abuso de efeitos e dinâmica rítmica num álbum cuja direcção, não sendo bem o caos, terá dificuldade em ser seguida sem pré-disposição para a aventura. Raízes de Detroit bem vincadas nas faixas em que se nota a influência de 3 Chairs (Disco-house filtrado com estilo e alma), rudeza nas pancadas rítmicas, quase-footwork em “Finnapop” e “Flemmenup”, títulos estranhos (e europeizados?) numa manobra fantástica de diversão pura com os rudimentos da música de dança. Mais a ironia do título “The Boat Party”, em alusão às festas glamorosas em barcos na Europa, quando Kyle aparece sentado num barco encalhado provavelmente na neve de Detroit (teríamos de lhe perguntar). Realidade e firmeza sem perder o coração mole de genuíno entusiasmo pela manipulação dos sons. Álbum para dividir opiniões, embora a nossa esteja mais do que resolvida: o mundo, o mercado, as gentes precisam de Kyle Hall. É o produto no mercado que tem pouco açucar e faz-nos sentir bem e fortes. Mas esqueçam, é errado chamar-lhe produto.

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Quarta-feira, 15 Maio, 2013

DJ SOTOFETT presents Diggi-Dubbi-Tripp-Mixes 12″

€ 10,95 12″ Thug

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De novo: somos fiéis aos nossos heróis. Por isso lhes chamamos heróis. Se na semana passada diziamos que quase poderiamos falar de um disco diferente de Hans-Joachim Roedelius todas as semanas, em 2013 parece acontecer o mesmo com DJ Sotofett, norueguês com mão em alguma da música de dança mais excitante que temos ouvido fora da linha seguida pela maioria. Aqui mexe em material original de Nick Anthony Simoncino e Mark Rogers para transformar house numa das paixões que se lhe conhecem: dub. neste caso, digi-dub com 100% de honestidade e um pé em drum & bass. Temos medo, mas o que ele faz aqui é propôr a lentidão dos breaks para uma experiência totalmente diferente e uma espécie melodiosa da abordagem bem mais rude que Demdike Stare mostram na série “Test Pressings” (falaremos disso em breve). Herança de Bobby Konders e Nu Groove, dancehall jamaicano dos 80s e 90s, cabeças norueguesas especiais a trabalharem para a nossa felicidade. Não vemos os limites e muito menos qual o problema. “Love is strong”.

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Terça-feira, 14 Maio, 2013

SVARTE GREINER Black Tie CD

€ 15,50 € 11,95 CD Miasmah  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MIACD023-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MIACD023-2.mp3]

A nossa memória tinha deixado Svarte Greiner com “Penpals Forever (& Ever)” há uns anos. Nesse disco, aquele rendilhado de pormenores que marcou a estreia começava a estender-se no tempo, amassando tudo à volta e dando-nos um género de ambientalismo de que gostamos muito – o negro. “Black Tie” prossegue a neblina, agora mais fantasmagórica porque a inclusão de instrumentação apenas faz sobressair a atmosfera densa que se distende pelos dois longos temas – o outro tema chama-se “White Noise”… percebem a citação? Na verdade, “Black Tie” parece nascer dos instrumentos e do seu processamento electrónico, criando uma dupla realidade para o mesmo som – mesmo que sejam, aos nossos ouvidos, parentes distantes. Erik K Skodvin é o dono deste projecto, é norueguês, e prolonga uma tradição incrível do seu país em criar este tipo de cristalização sonora. Pensem em Thomas Köner para terem uma ideia da profundidade da viagem, pensem em Deaf Center (o outro projecto de Erik) para terem uma ideia das cores destes sons. Tenso, tenebroso e arrepiante são, curiosamente, grandes elogios.

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Terça-feira, 14 Maio, 2013

SAMBA TOURE Albala CD / LP + CD

€ 15,50 € 12,50 CD Glitterbeat

€ 17,50 € 15,50 LP + CD Glitterbeat

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GBCD004-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD004-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD004-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD004-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD004-5.mp3]

Disco absolutamente centrado na realidade e experiência de Samba Touré envolvendo principalmente a turbulência na sua região de origem, ao Norte do Mali. Blues psicadélicos do deserto, todo o sentido nesta zona sub-saariana, um álbum cujo título traduz para “Perigo”, cheio de avisos, constatações e apelos (“Assassinos, abandonem o nosso caminho / Violadores, abandonem o nosso caminho / Traidores, abandonem o nosso caminho”). Touré fez parte da banda de Ali Farka Touré e este é o seu terceiro álbum, reunindo o seu habitual conjunto de músicos: Djimé Sissoko (n’goni ) e Madou Sanogo (congas, djembe) e os convidados Zoumana Tereta, Aminata Wassidje Traore e o talvez improvável Hugo Race (The Bad Seeds). Música profundamente tocante, feita de subtis mas complexas percussões, prantos de guitarra e todo o exotismo dos instrumentos tradicionais. Groove muito próprio da música introspectiva que consegue transmitir enorme empatia pelos sentimentos expostos pela voz, embora as palavras sejam ininteligíveis. O segredo? Empenho e verdade na passagem das raízes para o mundo exterior. Chris Eckman dos Walkabouts ajuda na produção e mistura destas gravações sublimes realizadas em Bamako no Outono de 2012. Para nós, pobres ignorantes, o livrinho que acompanha a edição inclui uma breve explicação sobre o tema de cada canção e a respectiva letra traduzida para inglês. LP com capa gatefold.

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Terça-feira, 14 Maio, 2013

PATRICK VIAN Bruits Et Temps Analogues CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Staubgold

€ 17,50 € 13,95 LP Staubgold

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O nome não engana, Patrick Vian é o filho de Boris Vian. “Bruits Et Temps Analogues” é o seu único álbum a solo, originalmente editado em 1976 na Egg, e uma óptima idealização do imaginário electrónico que circulava na altura. O que este disco tem de especial só pode ser ouvido e pouco transmitido em palavras: é exemplar o modo como Vian coloca em canção – em forma de canção – ideias que normalmente circulavam em peças electrónicas da altura (antes e depois) e que fugiam a um formato mais pop (pense-se em Vangelis ou Jean Michel Jarre). Ouvimos estes dois e muita da electrónica francesa da altura, mas também krautrock (os Can de “Soon Over Babaluma” e “Saw Delight”), Miles Davis (“On The Corner” e “In A Silent Way”) e de certa forma Herbie Hancock (“Sextant”). Aliás, atiramos para o ar que este é o disco mais parecido com “Sextant” que alguma vez ouvimos. Não a nível de sonoridade, mas pela forma como é um híbrido que simpatiza com elementos que por diversas vezes mostraram que não se dão bem (electrónica, jazz, exótica, easy listening, funk) e harmoniza-os de uma forma que não segue a onda do progressivo e encosta-se mais a paisagens etéreas/cósmicas do kosmische que bateria com mais força uns anos depois. Caiu que nem um meteorito aqui na loja. Mais uma descoberta em cheio da Staubgold (começamo-nos a perguntar porque é que não se dedicaram a esta área mais cedo). Primeira vez em CD e limitado a 500 cópias em vinil. Vão voar. Acreditem.

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Segunda-feira, 13 Maio, 2013

V/A ACID: Mysterons Invade The Jackin’ Zone 2CD + LIVRO

€ 21,95 2CD + LIVRO Soul Jazz

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Novo serviço da Soul Jazz para a causa do Ácido, 8 anos após a já lendária “Acid: Can You Jack?”. Eternamente gratos àquele grupo de gente que forjou os princípios da house. Princípios no sentido de códigos, livro de estilo, som. Novo conjunto de faixas robóticas para uma nova sociedade que efectivamente foi criada a partir daí porque, não se enganem, há uma razão para hoje se reconhecer que house é A Coisa e Jack ser mais do que um nome de homem ou intermediário de ligação de cabos.. Em CD duplo e duas partes (cada uma por sua vez em vinil duplo), esta retrospectiva explica aos não convertidos como a música de dança podia ser incrivelmente vanguardista e alienígena e, para reforçar isso, a edição inclui uma BD de Paolo Parisi, fantasiando sobre a implantação da house na cidade de Chicago. Os produtores, os DJs, as lojas e a inspiração de ficção científica muito celebrada pelo pessoal activo naquela época. Uma genuína viagem pelo futuro que veio a acontecer, temos exemplos disso em Drexciya, Jamal Moss, Kyle Hall, RP Boo e outros nomes que temos destacado nesta nossa existência de 11 anos como loja de discos.

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Quinta-feira, 9 Maio, 2013

DEAN BLUNT The Redeemer CD / LP

€ 11,95 CD World Music / Hippos In Tanks

€ 16,95 LP World Music / Hippos In Tanks

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Os Hype Williams podem ter deixado de existir como os conhecíamos (será? nunca se sabe com eles) mas as notícias dos seus dois membros, Dean Blunt e Inga Copeland, bem como música nova sua tem-nos chegado com uma saudável regularidade. Acabámos o ano com a reedição de “The Narcissist” de Dean Blut, já com a notícia de que haveria um disco novo de Blunt na Primavera de 2013. Pouco depois foi divulgado “Papi”, um dos temas de “The Redeemer” e aí percebeu-se que vinha algo diferente. Surpreendentemente diferente. Mais no campo da sonoridade, convém dizer, porque há uma série de princípios inerentes ao esqueleto das canções, à estrutura dos álbuns, a uma certa imprevisibilidade que se mantêm com vivacidade na cabeça de Dean Blunt. Não poderia ser de outra forma. Tal como “The Narcissist”, “The Redeemer” parece uma falsa ode de um alter ego inventado por Dean Blunt. A grande – e principal – diferença é que desta vez a mensagem foi clarificada e descodificada: por outras palavras, “The Redeemer” é um exímio disco de canções. O disco que Arthur Russell faria hoje com a cabeça de alguém com concentração apenas para canções de três minutos. Não se veja isso como um defeito, mas uma parte do processo de clarificação: quantas vezes não sentimos ao ouvir Dean Blunt e os Hype Williams que aquele som é uma magnífica digestão de quem tem demasiadas janelas do browser abertas e não fica mais de 15 segundos numa? Em vez de perpetuar esse estado, Dean Blunt resolveu edificar isso e estruturar canções com belíssimas orquestrações, uma produção de vozes que tanto lembra o ítalo disco dos anos oitenta como Cat Power no seu melhor. E, claro, a voz de Dean, o cantor soul amargurado que este mundo nunca conheceu. São dezanove temas espalhados por 45 minutos. As ideias rodam a uma velocidade incrível, não se repetem e é quase como se cada tema fosse uma banda-sonora representativa de um género qualquer. Esperávamos isto de Dean Blunt, claro, só não esperávamos que a redenção chegasse tão cedo. O que torna tudo tão mais especial e impressionante. Estamos apaixonados.

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Quinta-feira, 25 Abril, 2013

MOHAMMAD Som Sakrifis LP

€ 19,95 LP (Edição Limitada e Serigrafada) PAN

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Mais uma entrada na PAN vinda da Grécia. “Som Sakrifis” é o álbum de estreia de Mohammad na editora alemã, disco que procura frequências que a editora pouco tem trabalhado e é uma espécie de ovni dentro do som que a tem popularizado (de certa forma, enquadra-se mais com os lançamentos da editora em CD do que os que têm saído em LP). É um disco para ser ouvido bem alto, para que o denso som que Mohammad produz possa ressoar nos ouvidos e criar uma enorme muralha de som. São drones com uma estrutura atípica (às vezes lembra-nos Sunn 0))) com violoncelo e contrabaixo), porque a modulação procura mais destruir do que construir. De certa forma, estamos sempre à espera que a barreira/muralha quebre e tudo se desmonte. Isso não acontece e essa é das características mais fortes de “Som Sakrifis”: consegue-se mover como uma parede de betão, sem rachas e com um som verdadeiramente colossal. E único. Não ouvirão algo assim tão cedo.

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Quarta-feira, 17 Abril, 2013

THE HAXAN CLOAK Excavation CD / 2LP

€ 15,50 CD Tri Angle

€ 19,95 2LP Tri Angle

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“Excavation” é o Segundo album de Haxan Cloak. O primeiro editado na Aurora Borealis tinha-nos deixado óptima impressão (há também um EP excepcional na Latitudes). Há algo no som de Haxan Cloak que faz com que o seu nome não esteja sempre presente. No sentido em que provavelmente nunca o referimos por aqui antes, não por falta de respeito, mas porque honestamente, quando usamos as comparações como bengala, pensamos sempre duas vezes antes de o referir. Na realidade, não há nada que soe ao que faz actualmente e muitas vezes equipará-lo a algo seria injusto. Não o estamos a colocar no céu, mas Bobby Krlic (o seu verdadeiro nome) é o nome que melhor preencheu o cenário apocalíptico abandonado por Burial em “Untrue”. Há muita coisa parecida, há muita coisa parecida a Burial, há até o Burial que soa a Burial mas não é a mesma coisa, não há ninguém que tenha feito ressoar as máquinas e tenha descoberto uma linguagem própria dentro do pós-dubstep com propósitos tão edificantes e estruturas que lembram muita música contemporânea, carregadas de electricidade. E electrizantes. “Excavation” está a garantir-lhe finalmente a atenção que merece. Quanto mais não seja porque é editado na Tri Angle e isso chamou mais a atenção. Quanto mais não seja porque “Excavation” é um disco que cruza géneros como nenhum outro, que dá um real sentido àquilo que o som industrial deve ser nos dias de hoje. Não menospreza o resto, mas em um minuto de “Excavation” há mais de Conrad Schnitzler e Throbbing Gristle do que em todos os discos editados por Dominick Fernow no último ano. Krlic encontrou a sua voz, construiu o seu carisma e desenvolveu um som característico. A sua música tem uma voz, não é uma questão de moda, é algo que se ouve agora como como daqui a trinta anos. E até se poderia ter ouvido há trinta anos. Mas é um disco do presente, porque o presente assim o quis.

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Terça-feira, 16 Abril, 2013

THE 49 AMERICANS We Know Nonsense CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Staubgold

€ 16,50 € 12,95 LP Staubgold

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD123-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD123-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD123-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD123-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD123-5.mp3]

Segundo disco editado pelos The 49 Americans e aquele onde tudo faz mais sentido. A Staubgold sabe disso e por essa razão resolveu trocar a ordem natural das coisas. A edição em CD de “We Know Nonsense” é uma espécie de apanhado quase-integral da carreira do projecto, ideia que seria natural ter aparecido com a reedição do primeiro álbum, “E Pluribus Unum”, mas aqui, de facto, faz mais sentido. “We Know Nonsense” é o álbum completo dos The 49 Americans. Chegou a aparecer na lista de 100 discos incríveis que ninguém ouviu que a Wire publicou há uns tempos e percebe-se porquê. O grupo de pessoas que Andrew “Giblet” Brenner reuniu conseguiu aqui concretizar as ideias do pós-punk numa forma muito democrática e a favor da pop. É comum ao longo de todo o disco, mas durante as primeiras dez faixas é particularmente evidente: é impossível escolher uma canção favorita. Ao longo do último mês temos ouvido bastante “We Know Nonsense” (as primeiras cópias que recebemos esgotaram num instante e a maior parte delas foram adquiridas por pessoas que ficavam apaixonadas pelo que estava a tocar na loja) e cada vez que ele toca ficamos com a sensação de que devíamos parar em cada canção, ouvi-la outra vez, repetir o processo vezes sem conta. Quando esse processo falhar, percebemos que o devíamos fazer com a faixa seguinte e não com a anterior. E assim sucessivamente. “Doo-Bee-Doo-Bee”, “Verbal Culture”, “Liberty”, “Tendency To Lie”, “It’s Time”, “I Be Later” e tantas outras são canções supremas. Que nos levam a outros tempos e a uma multiplicidade de géneros sem realmente pertencer a lugar algum. E é isso que é importante nos The 49 Americans: não têm lugar, classificação, por mais pop que sejam. A edição em CD, além de ter mais de uma hora de música (atenção: não contém tudo o que os 49 Americans gravaram) ainda vem com um livreto que conta a história desde supersupergrupo. Este é daqueles que nem é preciso ouvir. É aquele disco que vos falta na colecção.

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Terça-feira, 16 Abril, 2013

THE 49 AMERICANS E Pluribus Unum LP

€ 16,50 € 12,95 LP Staubgold

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD124-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD124-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD124-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD124-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD124-5.mp3]

Supergrupo dirigido por Andrew “Giblet” Brenner que reuniu à sua volta uma série de artistas britânicos de várias áreas (David Topp, Steve Beresford, Max Eastley, Peter Cusack, Viv Albertine e muitos outros) em finais dos anos 1970s para formar um projecto musical que não teria propriamente uma direcção, mas seria um reflexo daquilo que qualquer um dos participantes quisesse introduzir. Era uma “democracia”. Normalmente estas coisas não resultam muito bem, mas talvez por influência dos ares que se respiravam na altura (pós-punk e tudo mais), aquilo que os The 49 Americans produziram é uma maravilha. “E Pluribus Unum” é o primeiro disco (e parte dele vem incluído na reedição em CD de “We Know Nonsense”, também disponível) e é composto por duas partes: o lado A tem canções pop directas, orelhudas, magníficas e completamente certeiras; o labo B chama-se “The Musical” e é isso mesmo, um musical, durante 25 minutos, sem qualquer ordem ou direcção, apenas um conjunto avulso de canções / sons com uma estrutura que difere de tudo o resto que o projecto gravou.

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Quinta-feira, 11 Abril, 2013

HIEROGLYPHIC BEING Imaginary Soundscapes CD / 2LP

€ 15,50 CD Mathematics

€ 21,50 2LP Mathematics

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MATHPLUS009-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MATHPLUS009-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MATHPLUS009-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MATHPLUS009-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MATHPLUS009-5.mp3]

Jamal Moss, dizemos sem vergonha, é um dos nossos heróis contemporâneos, e o seu apelo no underground tem-se tornado transversal a muita gente do rock. Guardião das Esferas, ele teve os melhores mestres (Adonis, Steve Poindexter) para a ligação Disco / House que faz a Escola e autonomizou-se rapidamente com a sua cabeça a trabalhar segundo códigos antigos e visões futuristas. “Imaginary Landscapes” inclui uma série de 9 faixas que, para excitarem verdadeiramente a imaginação, não têm títulos. Aqui gera-se um túnel escuro mas translúcido e com visão para as estrelas. Poder Cósmico em acção no arranque do álbum, logo equilibrado com aquela carga de electricidade rítmica que parece vir do interior da terra e conduzida por fenómenos atmosféricos mais ou menos acidentais. Grande grande álbum para o Panteão do Midwest Americano. Carisma, emoção e uma qualidade espartana na produção que nos faz acreditar sempre na Música como força motora do ânimo de que todos sempre precisamos para… continuar. Edição limitada em vinil transparente e com um poster tão pouco especial que é, ao seu modo, especial porque representa uma maneira de fazer as coisas. Nós gostamos assim e já está esgotado. Agora apenas edição em vinil preto normal. Quanto ao CD, vem em caixa de DVD

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Quarta-feira, 27 Março, 2013

PURLING HISS Water On Mars CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Drag City

€ 17,95 € 14,50 LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC533-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC533-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC533-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC533-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC533-5.mp3]

O que agradou à Drag City, que por isso se chegou à frente para editar este novo álbum dos Purling Hiss – o quarto em cinco anos -, foi a falta de vergonha da banda em esfregar-nos os limites na cara. Porque falamos de rock & roll, sim, mas porque aqui há guitarras naquele ponto de electricidade perigosa (mas controlável), bateria que sabemos que não resistirá até ao fim e um baixo que segura tudo milagrosamente. Mike Polizze é o mestre da banda, fazendo o zigue-zague eléctrico, saltando de década em década com relativa facilidade. A novidade, para quem os ouve há algum tempo, é a nitidez dos detalhes e das acções – outrora rarefeitos num vórtice tumultuoso de glamour lo-fi, “Water On Mars” atirou a banda para um aparente mundo estranho – o estúdio! – e todo o frenesim está claramente visível e glorioso. Em pouco mais de trinta minutos, está aqui um compêndio de energia rock que tanto nos revitaliza o corpo com citações históricas como nos relaxa a mente com o seu ocasional sabor psych. Ou, como dizem também, “everybody wants to have a good time”.

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Quinta-feira, 21 Fevereiro, 2013

DREXCIYA Journey Of The Deep Sea Dweller III CD / 2LP

€ 14,95 CD Clone Classic Cuts

€ 16,50 2LP Clone Classic Cuts

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CCC024CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCC024CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCC024CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCC024CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCC024CD-5.mp3]

A nave não só parece permanentemente levantar voo mas também aterrar em planetas desconhecidos. Se seguem esta se´rie (que ainda vai ter uma quarta parte) ou se têm os discos originais dos Drexciya que motivam estas compilações, sabem do que falamos. Volume III com mais história acumulada, retirada sem aparente critério cronológico mas devidamente remasterizada por Alden Tyrell (Clone). A faixa “Aquabahn” resume grande parte dessa história. A marca que os Kraftwerk deixaram em Detroit, a Motor City, foi decisiva para todas as mexidas que resultaram no Techno que conhecemos hoje. Não por acaso, na música de Drexciya notamos não só a fase mais 4/4 mas também a fase mais Electro de Kraftwerk, mas basta de História sobre a História. O volume III é tão essencial como os dois que o precederam, o imaginário aquático omnipresente (“Nautilus”, “Sea Snake”, Bubble Chamber”, etc.) torna os Drexciya num grupo de futuristas que mantêm a sua história mesmo sob tortura. Material aqui essencialmente dividido, nos anos 90, entre as editoras Underground Resistance e a Submerge, embora Inglaterra quisesse muito entrar na jogada e tanto a Rephlex como a Warp editassem EPs do grupo. No presente, por exemplo, uma faixa como “Aqua Worm Hole” rocka qualquer clube actual, não duvidem. Techno com os breaks certos para retomar fôlego e energia e a viagem pode ser interminável.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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